Os ataques do vereador Giachini ao Jornal O Expresso

A Câmara Municipal de Luís Eduardo realizou hoje a sua segunda sessão no novo prédio, ainda em situação provisória, pois a instalações não estão concluídas. Isso, no entanto, não significou que tenha sido pouco interessante do ponto de vista político. Sidnei Giachini protagonizou ataques frontais ao Jornal O Expresso, afirmando que se o blog não revelasse a identidade dos vereadores que lamentaram a atitude de uma funcionária do Executivo, na sessão do dia 10, seria classificado como mentiroso. Éder Fior, presidente da Câmara, e o vereador Alaídio Castilhos prontamente refutaram a posição agressiva de Giachini. Afirmou Éder:

– A preservação da fonte pela Imprensa e a liberdade de expressão são previstas na Constituição do País.

Já Alaídio afirmou que “a Imprensa é a grande arma do povo”:

– “O objetivo da imprensa é levar ao povo o que está acontecendo nos poderes constituídos.”

Giachini, homem de poucas luzes, originário dos setores radicais do petismo, ainda cometeu mais algumas diatribes, no entanto sua singela alocução não teve reflexo. Giachini, que tem defendido incondicionalmente o prefeito Humberto Santa Cruz, mais prontamente até que o líder do Governo, Ondumar Marabá, achou-se, imperfeitamente, investido na posição de censor da imprensa local.

O vereador Cabo Carlos lamentou na mesma sessão o fato da Delegacia de Polícia levar até 15 dias para entregar cópia de ocorrências aos queixosos. Alaídio Castilhos comentou que a falta de recursos humanos e físicos da Delegacia deveriam ser reconhecidos. E lamentou que a Prefeitura tenha negado a solicitação de aluguel de um prédio com melhores condições, transformando a atual delegacia em carceragem. Ondumar Marabá refutou prontamente, afirmando que o Prefeito negou-se a alugar um prédio com valor mensal de 7.000 reais por mês, mas que está pronto a apreciar proposta de um valor menor de aluguel, em torno de 4.000 reais mensais.

Outro tema relevante foi o veto, pelo Executivo, de projeto de lei, aprovado pela Câmara, referente à proibição de fumantes em locais fechados. O Jurídico da Prefeitura teria vetado a lei, alegando que já existe lei semelhante. Éder Fior afirmou que não consegue entender o Jurídico da Prefeitura:

-“É hora de reavaliar essas decisões do Jurídico da Prefeitura”.

Ondumar Marabá afirmou também que os advogados da Prefeitura estão “complicando” as relações com a Câmara.

Foi comentada ainda, na tribuna, a decisão da empresa dos Correios de instalar uma agência no posto Imperador, longe de todos os consumidores. E ficou acertada a convocação de um diretor dos Correios para prestar esclarecimentos sobre os planos da Companhia em Luís Eduardo.

Éder Fior referiu-se ainda à visita do Prefeito, na sexta-feira da semana passada, que solicitou um voto de confiança da Câmara até o início do seu plano de obras, em meados de janeiro. O que Fior não disse foi que essa visita prolongou-se durante quase quatro horas e o que o principal problema do Prefeito agora é a aprovação do orçamento para o próximo ano, com os remanejamentos de verba propostos.

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Autor: jornaloexpresso

Carlos Alberto Reis Sampaio é diretor-editor do Jornal "O Expresso", quinzenário que circula no Oeste baiano, principalmente nos municípios de Luís Eduardo Magalhães, Barreiras e São Desidério. Tem 43 anos de jornalismo e foi redator e editor nos jornais Zero Hora, Folha da Manhã e Diário do Paraná, bem como repórter free-lancer de revistas da Editora Abril

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