


O Ibovespa encerrou esta quarta-feira (20) em alta de 1,77%, em um movimento de correção após a queda na véspera.
O principal índice da B3 alcançou os 177.356 pontos impulsionado pelo recuo de mais de 5% do petróleo no mercado internacional.
A commodity perdeu força após o presidente americano Donald Trump afirmar que seu governo estava no estágio final de negociação com Teerã sobre o encerramento da guerra.
Em comunicado divulgado pela Casa Branca, Trump afirmou que um acordo será fechado ou “faremos algumas coisas um pouco desagradáveis, mas espero que isso não aconteça”.
O governo do Irã está analisando a nova proposta dos EUA em resposta aos 14 pontos apresentados por Teerã e ainda não se manifestou, informou a agência Tasnim.
Mário Frias: pulando mais que sapo sem embreagem em “missão internacional”.
O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), deu prazo de 48 horas para a Câmara dos Deputados dar explicações sobre a viagem do deputado Mário Frias (PL-SP) ao Bahrein e aos Estados Unidos. 

Em entrevista concedida ontem ao SBT News, Frias disse que, na semana passada, esteve no Bahrein para “propor investimentos no Brasil”, e agora está nos Estados Unidos, onde fará a “prospecção de um investimento em segurança pública”.
O deputado disse que vai voltar ao Brasil nos próximos dias. “Eu tenho passagem de volta para o Brasil. Tenho uma filha de 14 anos no Brasil, a minha esposa está no Brasil. Não devo nada e estou pronto para prestar contas”, completou.
A decisão do ministro Flávio Dino foi assinada, nesta quarta-feira (20), após oficial de Justiça da Corte não conseguir notificar o deputado para prestar esclarecimentos sobre o envio de emendas parlamentares para uma organização não-governamental (ONG) ligada à produtora responsável pelas gravações da cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Até o momento, o servidor já tentou cinco contatos com Frias e seu gabinete.
Na quarta-feira (13) da semana passada, o oficial fez uma ligação telefônica para o gabinete do deputado na Câmara, e a secretária do parlamentar disse que ele “estava em uma missão internacional” e não tem previsão de retorno.
Nesta segunda-feira (18), o servidor foi até o endereço do deputado em Brasília, mas o porteiro do edifício informou que Frias não mora no local há dois anos.
Apontado como produtor-executivo do filme, Frias é alvo de uma apuração preliminar no STF sobre o suposto desvio de finalidade na destinação de R$ 2 milhões ao Instituto Conhecer Brasil, uma entidade ligada à produtora audiovisual Go Up Enterteinment, responsável pelas gravações do filme Dark Horse, que ainda não foi lançado e retrata a trajetória política do ex-presidente.
O caso chegou ao STF por meio de uma representação feita pela deputada Tabata Amaral (PSB-SP).
Frias sustenta que não há irregularidades nas emendas e cita um parecer da Advocacia da Câmara, que atesta a ausência de inconsistências ou vícios formais.
O filme que retrata a vida política de Bolsonaro veio à torna após o site The Intercept revelar que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) pediu dinheiro ao banqueiro Daniel Vorcaro para financiar as gravações.
Após a divulgação da conversa entre Flávio e Vorcaro, ocorrida em novembro do ano passado, o senador negou ter combinado qualquer vantagem indevida com o banqueiro e disse que os recursos eram privados.

O PSDB discute lançar o nome do deputado federal Aécio Neves (MG) para a Presidência da República após o desgaste da candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) pela revelação de conversas com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, em que ele pediu dinheiro para um misterioso filme.
Aécio discutiu o assunto nesta terça-feira (19) com os presidentes do Solidariedade, Paulinho da Força, e do Cidadania, Alex Manente, além da cúpula do PSDB. A ideia, de acordo com pessoas que participaram da reunião, é lançar o nome para ver se ganha tração nas pesquisas e se consolida como uma alternativa até as convenções em julho.
Ex-presidente do Cidadania, Roberto Freire vai pedir a convocação de uma reunião da federação PSDB-Cidadania na próxima semana para defender o lançamento da pré-candidatura de Aécio.
“Não podemos nos omitir neste quadro que está aqui”, afirmou Freire à reportagem. “Há tempos venho conversando isso. Não podemos deixar o lulopetismo continuar governando o nosso país, e nem voltar à mediocridade plena que é o bolsonarismo.”
Após a publicação da reportagem, Freire tornou público o pedido de uma reunião entre PSDB e Cidadania para lançar a candidatura do tucano. “Não aceitaremos que o futuro seja definitivamente sequestrado pelo medo, pelo ódio ou pelo atraso. É tempo de superar divisões estéreis, reconstruir pontes entre os brasileiros e devolver ao País um horizonte contemporâneo, humano e democrático”, escreveu em rede social.
Aécio tentou uma alternativa interna, ao sugerir o nome de Ciro Gomes (PSDB) para disputar a Presidência. Ciro, no entanto, preferiu disputar o Governo do Ceará, onde lidera as pesquisas.
A outra alternativa seria o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, que no ano passado preferiu trocar o PSDB pelo PSD e acabou ficando no governo gaúcho depois de ser preterido pelo novo partido, o que o impede de disputar a eleição.
O deputado federal Paulinho da Força confirmou que a candidatura de Aécio foi discutida em reunião nesta terça diante das mudanças no cenário e se disse entusiasta do projeto. Aliados afirmam que ele poderia inclusive ser um vice na chapa.
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Político discreto, o pastor evangélico – ligado ao grupo político do também pastor Everaldo Dias Pereira, da Assembleia de Deus Ministério Madureira, que batizou Jair Bolsonaro nas águas do Rio Jordão —, Castro chegou ao Palácio da Guanabara por obra do clã do ex-presidente, especialmente do influente senador Flávio Bolsonaro, no vácuo deixado pelo impeachment do outsider Wilson Witzel, em 2021.
No relatório que embasou o aval do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para a operação contra Cláudio Castro, a Polícia Federal (PF) destaca “a leniência e a criação de um ambiente propício para a propagação da atividade espúria desenvolvida pela organização criminosa capitaneada por RICARDO MAGRO no estado do Rio de Janeiro, credor do GRUPO REFIT no montante de R$ 9.448.431.196,74, retratam o amálgama do crime organizado com agentes públicos influentes na política fluminense, a começar pelo então chefe do Poder Executivo”.
“Nesse cenário, o ambiente propício para as atividades espúrias do conglomerado foi construído com a anuência do Estado, notadamente do então chefe do Poder Executivo, o então governador CLÁUDIO CASTRO. Sob sua administração, a REFIT encontrou um ambiente apelidado por um artigo publicado pela revista Piauí como o Corredor do Rio“, diz a PF.
O termo, cunhado pela reportagem publicada pela Piauí na edição de março deste ano, faz referência a um atalho político e financeiro que conectava Castro ao governo Jair Bolsonaro e a interlocutores no Congresso Nacional, liderados por Flávio Bolsonaro, para se criar “um arranjo tributário que, na prática, abriria um ‘corredor do Rio’ para empresas ligadas ao grupo de Magro”.
No relatório, a PF narra uma viagem a Nova York em que “Cláudio Castro sentou-se à mesa com Ricardo Magro”. “Naquela ocasião, Castro aproveitou a oportunidade e cumpriu agendas, como se chefe de Estado fosse, com diversas agências americanas para buscar apoio para classificar facções do Rio de Janeiro como narcoterroristas. Entre os seus encontros, o então governador se reuniu com autoridades da Drug Enforcement Administration (DEA), agência americana responsável pela repressão ao tráfico de entorpecentes”, narra a PF.
A pauta de Donald Trump para transformar facções como Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC) em organizações terroristas permitiria, em tese, uma ação armada dos EUA em solo brasileiro sem aviso prévio às autoridades.
A medida é um dos temas centrais da narrativa bolsonarista, especialmente de Flávio e Eduardo Bolsonaro, que usam o tema para acenar a Trump. O senador chegou a entregar, em maio de 2025, um dossiê elaborado pelas secretarias de Segurança Pública do Rio de Janeiro e de São Paulo, que relacionaria as atuações das facções ao terrorismo.
Roberto Augusto Leme da Silva, o Beto Louco”, e Mohamad Hussein Mourad, o “Primo”, suspeitos de ligação com o PCC e donos da Copape e da Aster, formuladora e distribuidora de combustíveis, respectivamente, em São Paulo. Ao seu lado, o parceiro do Rio.
No entanto, como já apontado pelo jornal The New York Times em março deste ano, a defesa da medida não passa de uma tentativa de cooptar a Casa Branca para a disputa eleitoral brasileira de outubro.
O fato é reforçado pelos investigadores da PF, que destacam a “contradição” da atitude de Castro no relatório enviado a Moraes.
“Deste modo, a contradição das atitudes de Cláudio Castro se torna latente: ao mesmo tempo em que participava de reuniões supostamente destinadas ao combate ao crime organizado, o então mandatário participava de evento patrocinado pela REFIT e se reunia com o líder de uma organização criminosa voltada à dilapidação do erário fluminense. Não bastasse isso, como visto neste capítulo, sob a batuta de Cláudio Castro e mediante suas diretrizes, o Estado do Rio de Janeiro direcionou todos os esforços de sua máquina pública, em um verdadeiro engajamento multiorgânico em prol do conglomerado capitaneado por Ricardo Magro”, diz o texto enviado ao relator das investigações no STF.

Leia íntegra da decisão que deu aval a ação contra Cláudio Castro.
Na edição especial de dezembro de 2025, a Fórum antecipou a interligação entre as investigações das operações Poço de Lobato, contra Ricardo Magro e o grupo Refit, e Compliance Zero, que levou Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, à prisão.
À época, ao comentar a investigação sobre o grupo Refit, o então ministro da Fazenda, Fernando Haddad — atual pré-candidato ao governo do Estado — afirmou que as investigações conduzidas pela PF miravam “o andar de cima que irriga com bilhões as atividades criminosas”.
“Armas estão chegando ao Brasil em contêineres; vêm peças de reposição ou o próprio armamento, ilegalmente. Pedi para o [secretário da Receita, Robinson] Barreirinhas fazer um relatório documentando com fotografias, número de contêineres, demonstrando que a parceria é fundamental. Se queremos impedir que a droga chegue lá [nos EUA], é fundamental inibir o crime nos territórios, impedindo que o armamento pesado chegue ao Brasil”, afirmou Haddad.
Desencadeada em agosto de 2025, a Operação Carbono Oculto mobilizou um verdadeiro exército formado por agentes das polícias Federal, Militar e Civil, além de promotores do Gaeco do Ministério Público de São Paulo e fiscais da Receita Federal e estadual na Faria Lima.
A ação atingiu o coração financeiro do crime organizado, cumprindo mandados de busca e apreensão em 42 alvos, entre empresas, bancos e fundos de investimento. A estrutura financeira era usada, segundo a PF, pelos “empresários” Roberto Augusto Leme da Silva, o “Beto Louco”, e Mohamad Hussein Mourad, o “Primo”, que faziam a ponte entre o PCC e o Grupo Refit, usando o setor de combustíveis para lavar dinheiro do tráfico.
Segundo a PF, o grupo atuava desde 2019, quando Bolsonaro chegou à Presidência, e é suspeito de ter movimentado mais de R$ 23 bilhões por meio de uma rede com centenas de empresas.
Somente a fintech BK Bank, fundada em 2019, teria sido usada para movimentar cerca de R$ 17,7 bilhões de forma suspeita.
Conforme a Fórum antecipou, o Grupo Refit usava como laranja Cristiano Moreira Pinto Beraldo, comentarista da Jovem Pan e figura do MBL.
De acordo com a PF, o esquema incluía tráfico de armas pesadas dos EUA, como AK-47 e AR-10, enviadas em contêineres.
As armas eram entregues a “empresários”, como Josias João do Nascimento, agente aposentado da PF, classificado como “Senhor das Armas”, ligado ao brasileiro Frederik Barbieri, condenado por tráfico internacional de armas nos EUA.
Outro receptor seria o CAC Eduardo Bazzana, preso em maio, em cuja casa foram apreendidas mais de 200 armas e 40 mil munições.
O empresário mantinha interlocução com Luiz Carlos Bandeira Rodrigues, o “Zeus”, do Comando Vermelho, que atuava na Muzema, área antes controlada por milicianos ligados ao clã Bolsonaro.
A Muzema foi onde Fabrício Queiroz se abrigou após o escândalo das rachadinhas. Segundo o MP-RJ, parte dos recursos teria financiado construções irregulares em Rio das Pedras.
Em meio à artilharia sobre o Caso Master e sua relação com Daniel Vorcaro, Flávio Bolsonaro tenta antecipar uma narrativa para conter o novo escândalo, que remete ao caso das rachadinhas, travado por decisão do ministro João Otávio Noronha, do STJ.
A suspensão da denúncia atendeu a pedido da defesa, no contexto da relação com o ministro, que concedeu prisão domiciliar a Queiroz.
A bomba atômica que pode emergir das investigações sobre Cláudio Castro e o “Corredor do Rio” tem potencial maior do que o caso Vorcaro e pode implodir o projeto político do clã Bolsonaro.
Da Agência Brasil, editado.
A Comissão Especial que analisa as propostas de redução da jornada de trabalho das atuais 44 horas para 40 horas semanais e do fim da escala 6×1 adiou, para próxima segunda-feira (25), a apresentação do parecer do relator, o deputado Leo Prates (Republicanos-PB). Pelo cronograma original, o relator divulgaria seu texto nesta quarta-feira (20).

O adiamento ocorre em meio à pressão de setores do empresariado e de partidos da oposição e do chamado Centrão, que reúne legendas da direita tradicional, para incluir uma regra de transição de 10 anos, com redução do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para os trabalhadores e exclusão de categorias consideradas essenciais.
O presidente da Comissão, deputado Alencar Santana (PT-SP), informou que precisa de mais tempo para negociar a regra de transição, mas que a data votação do texto, previsto para o dia 26 de maio na Comissão, está mantida.
“Se tivesse a definição, o relatório seria apresentado amanhã [dia 20]. Mas ainda não há. Há diálogos, sem dúvida alguma. São pontos a serem esclarecidos, são pontos a serem acordados, mas o sentimento, sem dúvida alguma, em especial, digo ao trabalhador, é que é pensando em você”, afirmou Santana.
O adiamento foi definido após reunião do relator, na noite dessa terça-feira (19), com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e o líder do governo na Casa, deputado Paulo Pimenta (PT-RS).
Uma das emendas apresentadas pelo deputado Sérgio Turra (PP-RS), que conta com assinatura de 176 deputados, afirma que o fim da escala 6×1 só entraria em vigor dez anos após a promulgação da emenda constitucional. A sugestão ainda exclui da redução da jornada trabalhadores considerados “essenciais”.
“Sendo consideradas [essenciais] aquelas cuja interrupção possa comprometer a preservação da vida, da saúde, da segurança, da mobilidade, do abastecimento, da ordem pública ou da continuidade de infraestruturas críticas, serão definidas por lei complementar e terão jornada máxima de quarenta e quatro horas semanais”, diz o texto da emenda.
Além disso, a emenda reduz de 8% para 4% a contribuição patronal ao FGTS e isenta temporariamente a contribuição das empresas à Previdência Social, que atualmente é de 20% sobre o salário.
O governo tem defendido uma proposta sem regra de transição e sem redução de salário. O relator tem defendido uma posição intermediária com uma transição entre 2 a 4 anos de duração, segundo revelou para o jornal Folha de São Paulo.
A outra emenda apresentada à PEC 221 de 2019, de autoria de Tião Medeiros (PP-PR), com apoio de 171 deputados, também prevê uma transição de 10 anos, além de excluir da redução da jornada de 44 para 40 horas trabalhadores de setores considerados “essenciais”.

A Prefeitura de Porto Seguro, liderada pelo prefeito Jânio Natal (PL), contratou a dupla paulista Zé Neto e Cristiano pelo valor R$ 905 mil, ultrapassando a recomendação de R$ 700 mil feita pelo Ministério Público da Bahia, em parceria com os Tribunais de Contas dos Municípios (TCM-BA) e do Estado da Bahia (TCE-BA).
Segundo a área de transparência dos festejos de São João do município, Porto Seguro já gastou R$ 2,9 milhões em contratações de artistas.
As notas técnicas do MP, TCE e TCM são emitidas desde 2024 e têm como objetivo orientar as prefeituras sobre como realizar as contratações artísticas respeitando a Lei de Licitações e a Lei de Responsabilidade Fiscal.
Neste ano, a UPB (União dos Municípios da Bahia) se juntou às instituições e lançou a campanha “São João Sem Milhão”, reafirmando o compromisso com o equilíbrio das contas públicas.
O TAC (Termo de Ajuste de Conduta) estabelece, além do teto de R$ 700 mil, que o orçamento total das prefeituras para os festejos juninos deste ano não poderá ultrapasse o montante gasto em 2025. O único reajuste permitido será a correção monetária baseada na inflação do período.
Segundo as orientações da nota técnica, não é vedada contratação de artistas acima do teto de R$ 700 mil, mas elas estão acima da média – entre os 1% mais caros do ano anterior – e entram em faixa de atenção especial.
O acordo deste ano também incentiva que os municípios priorizem a contratação de artistas locais e regionais, equilibrando a grade de programação entre nomes de apelo nacional e as raízes do forró tradicional.
Em Porto Seguro, três dos oito artistas contratados e presentes na aba de transparência do São João são baianos: Cris Lima Cheirosa, contratada por R$ 100.000; banda Cacau com Leite, contratada por R$ 160 mil; e Tierry, contratado por R$ 350 mil. O valor pago para esses artistas, juntos, é quase R$ 300 mil menor do que o pago apenas para a dupla Zé Neto e Cristiano.
De nordestinos, também foram contratados: o piauiense Frank Aguiar, por R$ 150 mil; e a alagoana Manu Bahtidão, por R$ 500 mil.
A banda Bonde do Forró, também contratada, não foi colocada nas somas acima. O grupo surgiu em São Paulo, mas a vocalista e principal nome da equipe, Juliana Bonde, é baiana. Para eles, foi destinado o montante de R$ 300 mil.

O Banco de Leite Humano do Hospital do Oeste está em nova campanha para arrecadação de vidros para acondicionamento de leite.
Esses recipientes são fundamentais para armazenar o leite materno doado e sempre se faz necessário o uso desses potes para uso diário.
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Com o cheiro de milho assado no ar, bandeirolas colorindo o céu e o som do forró tomando conta das ruas, o Oeste baiano já começa a entrar no clima de uma das festas mais aguardadas do ano. Em Luís Eduardo Magalhães, o Arraiá de LEM 2026 se destaca pela grandiosidade da estrutura e pela escalação de atrações queridas pelo público. Entre os dias 1º e 4 de julho, o Arraiá de LEM promete unir tradição, cultura e uma energia ainda mais especial: a torcida pelo Brasil na Copa do Mundo.
Com o tema “No coração do Brasil”, a edição deste ano do Arraiá de LEM chega com a proposta de ser grandiosa, reforçando o papel da festa como um dos maiores festejos juninos do Oeste da Bahia. Mais do que uma celebração típica, o evento se consolida como um ponto de encontro de culturas, reunindo moradores locais, visitantes de diversas regiões da Bahia e turistas de estados como Tocantins, Goiás e Distrito Federal.
A expectativa é de casa cheia, ou melhor, de cidade cheia. Famílias inteiras devem ocupar o espaço do evento, atraídas por uma programação que mistura grandes atrações nacionais, artistas regionais e manifestações culturais tradicionais, como as sempre vibrantes quadrilhas juninas.
Atrações de peso e conhecidas nacionalmente já estão confirmadas para a festa: Calcinha Preta, João Gomes, Manim Vaqueiro, Atitude 67, Mari Fernandes, Raquel dos Teclados, Forrozão Tropykália, DJ Lelis, Os Caras do Arrocha, Mestrinho, Mariana Fagundes, Ícaro & Gilmar, Léo Santana, Zezo, Léo Foguete e Henry Freitas prometem animar os quatro dias de muito forró e celebração. Tudo isso em uma estrutura planejada para oferecer segurança, organização e conforto ao público.
Oziel e o Vereador
Mais uma vez o vereador Ronei (PSD) – que faz parte da base do ex-prefeito Oziel Oliveira (PSD), tenta uma manobra para cancelar os investimentos das obras de recapeamento e melhoria das vias públicas do município de Luís Eduardo Magalhães.
No último dia 12, o executivo municipal solicitou à Câmara de Vereadores uma alteração no projeto de lei que garante os investimentos nas obras de recapeamento e melhorias de vias públicas do município. A alteração solicitada previa apenas algumas pequenas mudanças burocráticas – exigidas pelos órgãos garantidores do empréstimo, sendo algo natural e corriqueiro nos processos públicos.
O vereador Ronei (PSD) – se aproveitando da oportunidade, tentou mais uma vez atrapalhar o andamento dos investimentos. Após uma manobra errada, só restou lhe restou o voto contrário e isolado – pois até os demais vereadores de oposição entenderam a importância dos investimentos na cidade e votaram a favor.
Não é a primeira vez que o vereador tenta atrapalhar o andamento das obras. Primeiro ele votou contra a liberação do empréstimo no ano passado. Depois foi acusado de entrar na justiça para bloquear os pagamentos e parar as obras. E agora tentou barrar uma simples alteração no projeto de lei, que foi solicitada pelo órgão garantidor.
Um avião da Croatia Airlines se desviou da rota durante a decolagem no aeroporto em Split e o momento foi registrado e compartilhado nas redes sociais, mas as imagens podem ser visualizadas tanto na galeria acima, como mais abaixo.
Na galeria acima poderá ver o momento gravado dentro do avião, onde pela janela é possível ver poeira que foi solta após o impacto ao abortar a manobra. É ainda possível ouvir alguns gritos, aparentemente de uma criança, e ver também o ar confuso de pelo menos um dos passageiros.
Abaixo, há um plano mais geral do que aconteceu, sendo possível ver o impacto em redor do avão, assim como o desvio da aeronave, que acabou por mover-se parcialmente entrando já em uma parte de grama que rodeia a pista.
As autoridades croatas estão agora tentando entender o que aconteceu e, de acordo com as publicações internacionais, seguiam a bordo 130 passageiros e cinco membros da tripulação.

Por Luís Carlos Nunes, em Caso de Política
O Tribunal de Contas dos Municípios da Bahia (TCM-BA) oficializou a notificação da diretora executiva do Instituto Municipal de Previdência de Correntina (IMUPRE), Janeiva Correia de Souza, para prestar esclarecimentos sobre a prestação de contas anual relativa ao exercício de 2025 (Processo nº 09382e26). O ato foi publicado no Diário Oficial desta terça-feira (19), por meio do Edital nº 577/2026.
De acordo com o relatório preliminar da 27ª Inspetoria Regional de Controle Externo, a auditoria identificou indícios de inadimplemento por parte da prefeitura no repasse de contribuições previdenciárias ao longo de 2025. O montante sob análise é de aproximadamente R$ 30 milhões, valor que englobaria a cota patronal e retenções de servidores que não teriam sido integralmente repassadas ao fundo.
Embora o procedimento atual foque especificamente no cumprimento das obrigações financeiras do ano passado, o balanço patrimonial do IMUPRE expõe um cenário de alta complexidade fiscal. O passivo total acumulado pelo instituto alcança a marca de R$ 210 milhões.
Este valor total é a soma de duas frentes de endividamento: o déficit apurado na atual gestão (R$ 30 milhões) e uma dívida histórica de cerca de R$ 180 milhões consolidada em administrações passadas – caso que já motivou judicialização contra o ex-prefeito Maguila.
Tecnicamente, a continuidade dessa insuficiência de repasses obriga o instituto a utilizar reservas de capital para manter o cronograma de pagamentos aos atuais beneficiários, o que é objeto de alerta técnico por parte dos órgãos de controle quanto à solvência do fundo a longo prazo.
Além do rito administrativo no TCM, a situação previdenciária de Correntina é acompanhada por inquérito civil no Ministério Público da Bahia (MP-BA). A investigação ministerial visa apurar eventuais responsabilidades civis e administrativas sobre o fluxo de caixa do instituto e o atraso nos repasses.
A publicação do edital pelo TCM garante à gestora Janeiva Correia de Souza o prazo legal de 20 dias para apresentar sua defesa e acostar documentos que comprovem a regularidade das contas ou as medidas adotadas para a cobrança dos débitos junto ao Executivo. Somente após a análise dessas justificativas é que o tribunal emitirá o parecer final sobre a aprovação ou rejeição das contas de 2025.
Mário Frias dirige o filme inacabado de Bolsonaro em filmagens no Rio. Faltou dinheiro para complementar a obra prima, uma das mais caras da história do cinema, considerando a soma de dinheiro de investidores brasileiros, inclusive de emendas parlamentares e do aporte de uma empresa contratada pelo Governo de São Paulo em licitação muito estranha.
O Bahrein, uma monarquia constitucional, governado por um rei, não possui um tratado oficial de extradição com o Brasil. A ausência de um acordo bilateral formal significa que qualquer pedido de extradição entre os dois países depende exclusivamente das leis internas de cada nação e dos princípios gerais de reciprocidade e cooperação internacional. Assim, qualquer pedido internacional de busca e prisão não precisa ser atendido

A PF cumpria uma ordem do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, que determinou a intimação obrigatória do parlamentar. Frias deve explicações detalhadas sobre esquemas de financiamento, uso de verbas públicas e o destino de R$ 61 milhões ligados ao empresário Vorcaro.
A Ordem Judicial: O ministro Flávio Dino determinou a intimação para que Mario Frias preste contas sobre três pontos centrais:
As Emendas Parlamentares: O destino de R$ 2,6 milhões em emendas carimbadas por Frias para ONGs controladas por Karina Ferreira da Gama — que também é dona da produtora do filme Dark Horse e beneficiária de um contrato de R$ 108 milhões com a Prefeitura de São Paulo.
A Conexão com o Banco Master: A suposta ligação direta entre o deputado, o senador Flávio Bolsonaro e recursos do Banco Master que teriam sido enviados para os Estados Unidos.
Mudança de Versões: As contradições de Frias, que negou inicialmente qualquer relação com Vorcaro e, posteriormente, admitiu o vínculo por meio de outra empresa, o que investigadores suspeitam ter sido uma tentativa de ocultar o rastro do dinheiro.
A Partida Repentina: ao tentar localizar o deputado em seus endereços residenciais, escritórios e gabinetes em Brasília e São Paulo, os agentes da Polícia Federal receberam a mesma resposta: Frias viajou para o exterior há dois dias. Não há previsão de retorno, e o destino e a rota aérea utilizada não foram informados.
Status Atual: Juridicamente, a ausência deliberada para evitar a intimação o coloca na posição de foragido das notificações da Justiça. Embora o cargo de deputado federal garanta imunidade parlamentar contra prisões flagrantes comuns, o dispositivo não impede investigações, quebras de sigilo ou intimações judiciais.
Por que o episódio sufoca a defesa dos envolvidos?
A saída repentina do país gera um efeito dominó que complica a situação dos demais citados no inquérito por dois motivos principais:
Para os investigadores, as peças do quebra-cabeça agora se encaixam:
Karina Ferreira da Gama: Controla a produtora, recebeu R$ 108 milhões da prefeitura de SP e é investigada por repasses de R$ 12 milhões a indivíduos ligados ao PCC.
Flávio Bolsonaro: Suspeito de articular o envio de recursos de Vorcaro para o território americano.
Mario Frias: Mentor intelectual do projeto cinematográfico, responsável por irrigar as ONGs de Karina com verbas públicas e o primeiro a deixar o território nacional.
No jargão político e jurídico, a opção por deixar o país em meio a uma iminente abordagem policial é interpretada como um recibo de vulnerabilidade. O movimento ocorre no momento exato em que o pedido de quebra de sigilo bancário e fiscal de Flávio Bolsonaro avança e os dados obtidos dos celulares apreendidos de Vorcaro começam a ser cruzados pela inteligência da Polícia Federal.

O valor de R$ 134 milhões que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) disse ter pedido ao banqueiro Daniel Vorcaro para financiar um filme sobre Jair Bolsonaro corresponde a 11% do total investido por órgãos do governo do Rio de Janeiro no Banco Master, instituição controlada por Vorcaro.
Segundo o G1, os aportes foram feitos por meio do Rioprevidência, fundo responsável pelo pagamento de pensões e aposentadorias de servidores estaduais, e pela Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro (Cedae), durante a gestão do governador Cláudio Castro (PL).
Antes disso, o Rioprevidência já havia aplicado R$ 970 milhões em Letras Financeiras do Banco Master. As nove operações ocorreram entre novembro de 2023 e julho de 2024. Esse tipo de investimento é considerado de médio e longo prazo, não permite resgate antecipado e não conta com cobertura do Fundo Garantidor de Crédito (FGC), o que faz com que especialistas o classifiquem como uma aplicação de alto risco.
Também em dezembro de 2024, a Cedae mantinha R$ 231,6 milhões investidos em CDBs do Banco Master. Somados, os recursos públicos aplicados por órgãos do Rio na instituição chegaram a cerca de R$ 1,2 bilhão.
A cronologia dos acontecimentos coloca sob escrutínio a versão de que a negociação entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro envolvia apenas recursos privados. No momento em que o senador buscava o apoio financeiro do banqueiro, o Banco Master já havia recebido aportes expressivos de órgãos públicos do Rio de Janeiro.
O governo Cláudio Castro, aliado político de Flávio Bolsonaro, foi apontado pelo G1 como o maior investidor entre os entes públicos da federação no Banco Master. A instituição de Daniel Vorcaro também recebeu recursos de outros institutos públicos de previdência, incluindo o do Amapá, que aplicou R$ 400 milhões no banco.
Além desses aportes, o caso envolve dinheiro público ligado a transações com o Banco de Brasília. O conjunto de operações ampliou a relevância do Banco Master no debate sobre a destinação de recursos públicos por entes federativos e instituições estatais.
Em depoimento à Polícia Federal, o ex-presidente do Rioprevidência Deivis Marcon Antunes afirmou que a proposta de aplicação de R$ 970 milhões em Letras Financeiras do Banco Master partiu de Euchério Lerner Rodrigues, então diretor de investimentos da autarquia.
Fontes do PL atribuíram a indicação de Deivis Marcon Antunes ao presidente do União Brasil, Antonio Rueda. O caso acrescenta pressão política sobre as relações entre o Banco Master, o governo do Rio de Janeiro e aliados de Jair Bolsonaro.

O senador Flávio Bolsonaro (PL), o príncipe herdeiro, passou a ser o pré-candidato à Presidência numericamente mais rejeitado após a divulgação do áudio em que pede dinheiro ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, de acordo com pesquisa Atlas/Bloomberg divulgada nesta terça-feira (19).
O porcentual de entrevistados que disseram não votar nele “de jeito nenhum” saiu de 49,8% em abril para 52% em maio. Lula, que até então liderava o ranking, oscilou de 51% para 50,6%.
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) é rejeitado por 49,1% dos entrevistados, enquanto a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL), cotada para substituir o enteado na corrida presidencial, aparece com 45,6%.
Na sequência, estão os pré-candidatos Romeu Zema (Novo), com 42,2%, e Ronaldo Caiado (PSD), com 38%. Renan Santos (Missão) registra a menor rejeição numérica: 37,8%.
A maior parte dos eleitores, 47,4%, afirmou que o cenário que mais lhes causa medo é a possibilidade da eleição de Flávio Bolsonaro. Outros 40,5% responderam que temem a reeleição de Lula, enquanto 11% disseram que ambos os resultados preocupam igualmente.
Há um mês, havia empate técnico no limite da margem de erro: 47,3% diziam temer a reeleição do petista e 45,4% a eleição do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro. Outros 7,2% temiam ambos os cenários.
A pesquisa foi realizada entre os dias 13 e 18 de maio. As entrevistas começaram no mesmo dia em que o site The Intercept divulgou o áudio em que Flávio pede dinheiro a Vorcaro para financiar um filme sobre o pai.
A 11 dias do fim do prazo, 40,3% dos contribuintes ainda não acertaram as contas com o Leão. Até às 18h59 desta segunda-feira (18), a Receita Federal recebeu 26.262.79 declarações do Imposto de Renda Pessoa Física 2026 (ano-base 2025). 

O número equivale a 59,7% do total de declarações previstas para este ano. Em 2026, o Fisco espera receber 44 milhões de declarações. Tradicionalmente, o ritmo de entrega aumenta nas últimas semanas do prazo.
Segundo a Receita Federal, 64,8% das declarações entregues até agora terão direito a receber restituição, 19,8% terão que pagar Imposto de Renda e 15,4% não têm imposto a pagar nem a receber.
A maioria dos documentos foi preenchida a partir do programa de computador (76,2%), mas 16,2% dos contribuintes recorrem ao preenchimento on-line, que deixa o rascunho da declaração salvo nos computadores do Fisco (nuvem da Receita), e 7,6% declaram pelo aplicativo Meu Imposto de Renda para smartphones e tablets.
Um total de 59,5% dos contribuintes que entregaram o documento à Receita Federal usaram a declaração pré-preenchida, por meio da qual o declarante baixa uma versão preliminar do documento, bastando confirmar as informações ou retificar os dados. A opção de desconto simplificado representa 55,4% dos envios.
O prazo para entregar a declaração começou em 23 de março e termina às 23h59min59s de 29 de maio. O programa gerador da declaração está disponível desde 19 de março.
Quem não enviar a declaração no prazo pagará multa de R$ 165,74 ou 1% do imposto devido, prevalecendo o maior valor.
As pessoas físicas que receberam rendimentos tributáveis acima de R$ 35.584, assim como aquelas que obtiveram receita bruta da atividade rural acima de R$ 177.920, são obrigadas a declarar.
As pessoas que receberam até dois salários mínimos mensais em 2025 estão dispensadas de fazer a declaração, salvo se se enquadrarem em outro critério de obrigatoriedade.
A Receita também divulgou as estatísticas da malha fina. Segundo o Fisco, do total de declarações enviadas até o fim da manhã desta segunda, 1.410.027 foram retidas em malha fiscal, o que corresponde a 5,6% do total apresentado.
O percentual, informou a Receita, reforça a tendência de redução contínua nas retenções, conforme demonstrado na evolução ao longo das últimas semanas. Na primeira semana de entrega, esse percentual estava em 10,78%. Na semana passada, tinha caído para 5,93%.
Conforme o Fisco, os dados confirmam que, com o avanço do processamento das informações e a regularização de inconsistências por contribuintes e fontes pagadoras, o volume proporcional de retenções vem diminuindo gradualmente.

A volta de Neymar à Seleção Brasileira para a Copa do Mundo de 2026 teve impacto imediato fora das quatro linhas. Minutos após Carlo Ancelotti confirmar o nome do atacante entre os 26 convocados do Brasil, o camisa 10 transformou a convocação em uma operação milionária de publicidade.
Segundo informações divulgadas pelo jornal Extra, o atacante movimentou cerca de R$ 30 milhões em aproximadamente meia hora após o anúncio oficial.
O valor teria sido gerado por ações comerciais previamente planejadas para o cenário de retorno ao grupo brasileiro. Cinco vídeos publicitários foram postados pelo jogador após o anúncio do treinador italiano.
Dono de um perfil com mais de 231 milhões de seguidores no Instagram, Neymar publicou três campanhas consecutivas ligadas a diferentes marcas parceiras. Cada ação teria valor estimado em aproximadamente R$ 10 milhões.
O planejamento, porém, começou antes da convocação. Conforme publicado pela Folha de S.Paulo, o jogador gravou campanhas publicitárias ainda entre abril e maio, período no qual sua presença na Copa ainda não estava garantida.
Para evitar mudanças de última hora, duas versões das peças foram produzidas. Em uma delas, Neymar aparecia como jogador convocado e, na outra, apenas prestava apoio à Seleção sem participação direta no torneio.
Vorcaro e a cornucópia de ilegalidades. Arte do Brasil 247.
Autoridades ligadas à Polícia Federal estimam que as irregularidades investigadas na Operação Compliance Zero, envolvendo o Banco Master e operações com o Banco de Brasília (BRB), possam ter provocado prejuízos de até R$ 500 bilhões ao sistema financeiro nacional. A avaliação foi apresentada pelo diretor de Estratégia Sindical e Integração Nacional da Federação Nacional dos Policiais Federais (Fenapef), Flávio Werneck Meneguelli.
Em entrevista publicada pelo Correio Braziliense nesta segunda-feira (18), Meneguelli afirmou que o impacto financeiro das operações investigadas extrapola os limites do BRB e pode atingir amplamente o mercado financeiro brasileiro. Segundo ele, as apurações em curso revelam um esquema de grandes proporções e alta complexidade.
O dirigente sindical também defendeu o aprofundamento das investigações e criticou a fragilidade das delações apresentadas até agora. “Ou há uma delação realmente relevante ou não há delação”, declarou ao jornal.
De acordo com Meneguelli, as investigações conduzidas pela Polícia Federal indicam danos de grande escala. O dirigente explicou que a estimativa leva em consideração não apenas o prejuízo direto ao BRB, mas os efeitos provocados sobre o sistema financeiro como um todo.
“O policial federal destaca que as investigações apontam que o prejuízo para o sistema financeiro pode girar em torno de R$ 500 bilhões”, registra a reportagem do Correio Braziliense. O texto acrescenta que o valor inclui perdas associadas às operações sob investigação.
Segundo Meneguelli, apenas os prejuízos estimados para o BRB poderiam alcançar R$ 48 bilhões. Ele criticou a possibilidade de que os impactos financeiros acabem recaindo sobre a população do Distrito Federal.
Ao comentar a delação do empresário Daniel Vorcaro, Meneguelli afirmou que as informações apresentadas até o momento ainda são insuficientes para justificar benefícios amplos de colaboração premiada.
“Tanto a delação complementar quanto a de Daniel Vorcaro são delações complementares. Além disso, a delação do Vorcaro é insuficiente”, afirmou.
Ele também minimizou o foco em relatos sobre festas e encontros ligados aos investigados e defendeu que o centro da apuração permaneça nas provas financeiras e documentais. “Se foi bacana, se teve festinha, não queremos saber. O meu problema com essas festinhas é o custo dela e se ele foi um custo ilegal e irregular”, declarou.
Meneguelli demonstrou preocupação com os vazamentos de informações sigilosas relacionadas às investigações da Operação Compliance Zero. Segundo ele, a exposição indevida de dados pode comprometer o andamento das apurações.
O diretor da Fenapef afirmou que crimes financeiros exigem elevado grau de especialização técnica e integração permanente entre os órgãos de investigação. “Esses crimes financeiros e tributários que a PF investiga precisam da evolução dessa inteligência”, disse.
Ele acrescentou que o compartilhamento de informações é essencial para combater estruturas sofisticadas de lavagem de dinheiro e corrupção financeira.
Durante a entrevista, Meneguelli também defendeu o fortalecimento estrutural da Polícia Federal e criticou o déficit histórico de efetivo da corporação.
“O que posso dizer é que temos um déficit histórico na Polícia Federal”, afirmou. Segundo ele, o combate ao crime organizado e aos crimes financeiros exige mais investimentos em inteligência, tecnologia e integração de dados.
O dirigente ainda afirmou que a dimensão territorial do Brasil e a extensão das fronteiras tornam indispensável a ampliação da capacidade operacional das forças federais de segurança pública.
Editado pelo Brasil 247

Prates, relator do texto na Comissão Especial que debate o tema, pretende finalizar o parecer sobre a proposta ainda nesta semana.
No entanto, a palavra final sobre a matéria vai depender do parlamentar paraibano. Prates confirmou a reunião com o presidente à noite, sem especificar o horário, para avançar com a proposta.
O desejo de Motta é de colocar a PEC em votação no plenário da Câmara no próximo dia 27 de maio — um dia antes, o texto deve ser votado no colegiado.
O parecer de Leo Prates, segundo o colunista Igor Gadelha, do Metrópoles, deve propor a alteração de artigos da Constituição Federal que tratam da escala e da jornada de trabalho, com a promessa de que a mudança não acarretará redução salarial para os trabalhadores.
A principal mudança será da escala 6×1 para a 5×2, de forma a garantir ao menos dois dias de folga para o trabalhador por semana, não necessariamente consecutivos. Já a jornada semanal deve cair de 44 para 40 horas.
Já a interlocutores, Prates teria afirmado que sua intenção é fazer alterações pontuais no texto constitucional e provocar o menor impacto possível no sistema de trabalho brasileiro.
Ao todo, foram investidos R$ 100 milhões na unidade, que passa a ter capacidade para produzir 1,3 mil toneladas diárias de ureia — o equivalente a cerca de 5% da demanda nacional. A expectativa é que a reativação da planta gere 900 empregos diretos e 2,7 mil indiretos.

Os fertilizantes são insumos estratégicos para a manutenção e o aumento da produtividade agrícola brasileira. Durante visita à Fafen-BA, na última quinta-feira (14), o ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, destacou o crescimento de 11,7% do agronegócio brasileiro no ano passado e reforçou a necessidade de ampliar a produção nacional de fertilizantes para acompanhar a expansão do setor.
“Quando nós fazemos um esforço como esse e ampliamos a nossa capacidade de produzir [fertilizantes], o agro nos surpreende e cresce tanto que nós já precisamos produzir ainda mais”, afirmou.
Também presente na visita, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ressaltou a importância estratégica do agronegócio para a economia brasileira e defendeu o fortalecimento da indústria nacional de fertilizantes como medida essencial para ampliar a autonomia do país.
“O Brasil é um país agrícola, é um dos maiores produtores de alimento do mundo e não pode importar 90% do fertilizante de que a nossa agricultura precisa. O Brasil precisa produzir os fertilizantes de que a agricultura brasileira necessita”, declarou o presidente.
O ministro André de Paula afirmou ainda que a retomada das operações fortalece não apenas o agronegócio nacional, mas também a segurança alimentar global.
“Essa é uma questão determinante para a nossa segurança alimentar. Foi dito aqui que era a segurança alimentar do Brasil. Mas é a segurança alimentar do planeta, porque o Brasil é o celeiro do mundo”, disse.
A reativação da Fafen-BA faz parte do processo de retomada da produção nacional de fertilizantes nitrogenados pela Petrobras. Em março de 2018, durante o plano de desinvestimentos da estatal, foi anunciado o fechamento das fábricas da Bahia e de Sergipe. As unidades foram hibernadas em 2019 e, no ano seguinte, arrendadas à empresa privada Unigel.
As plantas permaneceram sob operação da companhia até 2023, quando tiveram as atividades suspensas sob a justificativa de inviabilidade econômica relacionada ao preço do gás natural. A partir de 2023, a Petrobras decidiu retomar a atuação no segmento de fertilizantes.
Após acordo firmado com a Unigel, a estatal reassumiu as unidades em 2025. A fábrica de Sergipe retomou a operação em dezembro de 2025, enquanto a unidade da Bahia voltou a funcionar em janeiro de 2026.
No Paraná, a subsidiária Araucária Nitrogenados (Ansa) teve as atividades encerradas em 2020. A Petrobras chegou a tentar vender a fábrica, mas a negociação não avançou. A planta permaneceu hibernada até 2024, quando a estatal decidiu reativá-la. A retomada da produção ocorreu de forma gradual, culminando, em abril de 2026, com a volta oficial da produção de ureia.
A expectativa do governo e da Petrobras é que a próxima unidade a ser retomada seja a Unidade de Fertilizantes Nitrogenados III (UFN-III), em Três Lagoas, no leste de Mato Grosso do Sul.
Atualmente, o Brasil importa cerca de 85% dos fertilizantes que consome, o que reforça a necessidade de ampliar a produção nacional e diversificar fornecedores.
Com a entrada em operação da Fafen-BA, da Fafen-SE e da Ansa, a Petrobras estima alcançar aproximadamente 20% do mercado interno de ureia. Com a futura retomada da UFN-III, a projeção é atingir cerca de 35% da demanda nacional nos próximos anos.
Lançado em 2022 pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), o Plano Nacional de Fertilizantes (PNF) tem como objetivo reduzir a dependência brasileira de insumos importados, estimular a produção nacional e fortalecer a segurança alimentar.
A meta do plano é atender entre 45% e 50% da demanda interna até 2050. Entre as estratégias previstas estão o desenvolvimento de tecnologias adaptadas às condições brasileiras e a ampliação da sustentabilidade na produção, como uso de nutrientes orgânicos e reaproveitamento de resíduos.
O senador Flávio Bolsonaro, em entrevista após a revelação de diálogo em que cobra pagamento do banqueiro Daniel Vorcaro. Foto Cristiano Mariz/Agência O Globo
Segundo a newsletter de O Globo, a agenda política da semana é alentada:
A Operação Compliance Zero, da Polícia Federal (PF), completa seis meses nesta segunda-feira (18). As seis fases executadas até 14 de maio trouxeram à luz o que pode ser a maior fraude contra o Sistema Financeiro Nacional já registrada no Brasil, causadora de potencial prejuízo de dezenas de bilhões de dólares.

A operação também revelou a intrincada teia de relações que o principal alvo da apuração, o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, estabeleceu com políticos; criminosos e servidores públicos de alto escalão. Na lista, figuram diretores do Banco Central (BC), órgão responsável por fiscalizar o sistema bancário, e agentes da própria PF.
As investigações acerca do esquema que, segundo a PF, era chefiado por Vorcaro, começou no início de 2024, a pedido do Ministério Público Federal (MPF).
Desde então, as provas reunidas motivaram o Poder Judiciário, sobretudo o Supremo Tribunal Federal (STF) a decretar 21 prisões temporárias (de até cinco dias, prorrogáveis pelo mesmo período) ou preventivas (sem prazo para ser revogada), incluindo a do próprio banqueiro.
Também foram expedidos 116 mandados de busca e apreensão de provas e autorizações judiciais para o bloqueio e o sequestro de bens em valores próximos a R$ 27,71 bilhões.
Os mandados foram cumpridos em sete unidades da Federação:
Na primeira etapa da Compliance Zero, em 18 de novembro de 2025, Daniel Vorcaro, 42 anos, foi um dos sete presos. Os agentes federais já vinham investigando os indícios de “fabricação de carteiras de crédito sem lastro financeiro” há quase um ano. Concluíram que tais títulos tinham sido vendidos a outro banco, o Banco de Brasília (BRB), e que após fiscalização do BC, foram substituídos por outros ativos sem avaliação técnica adequada.
Além de Vorcaro, outros seis investigados foram presos, incluindo o ex-CEO e sócio no Banco Master Augusto Ferreira Lima. Na ocasião, a 10ª Vara Federal de Brasília também determinou o afastamento dos cargos do então presidente do BRB, Paulo Henrique Costa (PHC), e do então diretor financeiro do banco estatal do Distrito Federal, Dario Oswaldo Garcia.
A primeira fase da operação foi deflagrada um dia após a Fictor Holding Financeira anunciar a intenção de comprar o Banco Master em conjunto com investidores dos Emirados Árabes Unidos.
Sete meses antes, a diretoria do BRB tentou comprar o Master por cerca de R$ 2 bilhões, mas o Banco Central (BC) barrou o negócio no início de setembro – dois meses antes de a PF e o Poder Judiciário exporem o que analistas do mercado financeiro já comentavam há tempos: a falta de lastro do Master.
Em meio a essas revelações, o BC oficializou a liquidação extrajudicial de instituições financeiras do conglomerado Master, como os bancos Master de Investimento, Letsbank, a Master Corretora de Câmbio, Will Financeira e o Banco Pleno. O BC também decretou indisponíveis os bens dos controladores e ex-administradores do grupo e o Regime Especial de Administração Temporária (Raet) do banco Master Múltiplo S/A.
Até o momento, o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) gastou aproximadamente R$ 49,5 bilhões para ressarcir clientes do Grupo Master, do Will Bank e do Banco Pleno. Mantido por contribuições obrigatórias das entidades financeiras associadas, o FGC tem o propósito de proteger o sistema financeiro, prevenir crises e resguardar os clientes, garantindo o pagamento de até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ em caso de intervenção ou liquidação pelo Banco Central.
Em 14 de janeiro, o Supremo Tribunal Federal (STF) expediu 42 mandados judiciais de busca e apreensão, durante a segunda fase da Compliance Zero. As autoridades também buscavam provas de lavagem de dinheiro.
Com autorização do ministro Dias Toffoli, do STF, mais de R$5,7 bilhões dos investigados foram bloqueados. O pastor da igreja Lagoinha de Belo Horizonte Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro, chegou a ser detido quando tentava embarcar em um voo para os Emirados Árabes, mas foi liberado na sequência.
Entre os alvos dos mandados de busca e apreensão estavam o empresário Nelson Tanure e o ex-presidente da gestora de fundos Reag Investimentos João Carlos Mansur, entre outros.
Solto após determinação do Tribunal Regional Federal (TRF) da 1ª Região dez dias após ter sido preso, na primeira fase da operação, Vorcaro voltou a ser detido em 4 de março, na terceira etapa da Compliance Zero. A PF encontrou no celular apreendido de Vorcaro mensagens em que ele discute com interlocutores a possibilidade de simularem um assalto contra o jornalista Lauro Jardim, do jornal O Globo, e outras ações violentas contra ex-empregados.
Segundo a corporação, o dono do Master controlava uma milícia particular para intimidar e coagir seus desafetos. “A Turma”, como Vorcaro se referia ao grupo, era chefiada por Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, o “Sicário”.
Detido em Belo Horizonte, Mourão foi levado à Superintendência da PF. Horas depois, foi encontrado desacordado na cela onde foi deixado sozinho. A PF afirma que Sicário tentou se suicidar e, embora tenha sido encontrado com vida e recebido os primeiros socorros no local, antes de ser levado às pressas para um hospital, não resistiu e morreu.
Além das prisões de Vorcaro e de Mourão, foram cumpridos outros dois mandados de prisão preventiva (contra o cunhado do banqueiro, Zettel, e contra o policial aposentado Marilson Silva); 15 de busca e apreensão e o sequestro e bloqueio de cerca de R$ 22 bilhões em bens e contas de pessoas investigadas.
O STF também determinou que o Banco Central afastasse o ex-chefe do Departamento de Supervisão Bancária da Diretoria de Fiscalização, Belline Santana, e o ex-chefe adjunto do mesmo departamento, Paulo Sérgio Neves de Sousa. De acordo com o BC, os dois são suspeitos de atuar ilegalmente em favor dos interesses do Banco Master.
A quarta fase da operação ocorreu em 16 de abril, principalmente para aprofundar as investigações sobre a corrupção de agentes públicos. Com autorização do STF, os agentes federais prenderam, preventivamente, o ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa, e o advogado de Vorcaro Daniel Monteiro. Também foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão.
De acordo com as investigações, Costa teria combinado com o banqueiro Daniel Vorcaro o recebimento de R$ 146,5 milhões em propina. O valor seria repassado por meio de imóveis. A PF garante ter provas de que ao menos R$ 74 milhões foram pagos – o que Costa nega.
Em 7 de maio, a quinta etapa da Compliance Zero atingiu o senador Ciro Nogueira (PP-PI); o primo de Daniel Vorcaro, Felipe Cançado Vorcaro, e outros investigados no Distrito Federal, Minas Gerais, Piauí e São Paulo. No total, foram executados dez mandados de busca e apreensão e um de prisão temporária.
O presidente do PP e ex-ministro do governo Bolsonaro, senador Ciro Nogueira, foi alvo de mandados de busca e apreensão. Ele é suspeito de atuar politicamente em prol de interesses de Daniel Vorcaro. Em troca, segundo a PF, o senador teria recebido entre R$ 300 mil e R$ 500 mil mensais, além de outras vantagens, como o custeio de viagens internacionais, hospedagens e despesas em restaurantes.
Em agosto de 2024, Nogueira apresentou acréscimo à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) nº 65/2023, que discute a autonomia do Banco Central (BC). O texto, que ficou conhecido como Emenda Master, defende a ampliação da garantia ordinária do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) dos atuais R$ 250 mil para R$ 1 milhão – o que, segundo especialistas, colocaria em risco a sustentabilidade do fundo. De acordo com a PF, a emenda foi elaborada por assessores do Banco Master e entregue a Nogueira para que ele a apresentasse ao Congresso Nacional como sendo de sua autoria.
O primo Felipe Cançado era um dos alvos da segunda fase da operação, em janeiro, mas escapou em um carrinho de golfe pouco antes dos policiais federais chegarem a casa onde estava, em Trancoso, na Bahia. Na quinta fase, ele foi detido em caráter temporário, sob a suspeita de ser um dos operadores financeiros do esquema montado por seu primo.
No total, o ministro André Mendonça expediu dez mandados de busca e apreensão. Ele também determinou o bloqueio de bens, de direitos e de valores dos investigados no valor de R$18,85 milhões. E decretou que o irmão do senador Ciro Nogueira, o empresário Raimundo Neto e Silva Nogueira Lima, um dos alvos desta fase, passasse a usar tornozeleira eletrônica, entregasse seu passaporte à PF e se abstivesse de deixar Teresina (PI) e de contatar outros investigados ou testemunhas.
Seis mandados de prisão preventiva e 17 de busca e apreensão foram cumpridos no dia 14 de maio, na sexta fase da operação. Um sétimo mandado de prisão foi executado dois dias depois, com a detenção de Victor Lima Sedlmaier, capturado em Dubai, nos Emirados Árabas, em uma ação conjunta da PF, da Interpol e da polícia local.
Entre os demais alvos, estava o empresário Henrique Vorcaro, pai de Daniel Vorcaro. Segundo a PF, Henrique participava do gerenciamento de “A Turma”, grupo revelado na terceira fase e apontado como milícia pessoal do banqueiro.
Também foi detido o policial federal Anderson da Silva Lima, suspeito de repassar a Daniel Vorcaro dados sigilosos sobre investigações policiais em curso. Além disso, o ministro André Mendonça determinou a transferência do policial federal aposentado Marilson Roseno da Silva, detido desde a terceira fase, para um presídio federal – determinação cumprida na última sexta-feira (15).
Na última semana, reportagens do portal The Intercept Brasil revelaram gravações em que o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro pede dinheiro ao banqueiro Daniel Vorcaro. Nos áudios, o parlamentar justifica o pedido como financiamento para a cinebiografia de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro.
O próprio senador admitiu a veracidade dos áudios e o teor da conversa vazada, mas negou ter cometido qualquer irregularidade, assegurando que todo o dinheiro fornecido por Vorcaro foi usado para custear a realização do filme Dark Horse.
Segundo o The Intercept Brasil, o banqueiro teria acordado destinar R$134 milhões à produção, dos quais ao menos R$61 milhões foram efetivamente liberados. O que motivou vários parlamentares a pedirem que a origem e o uso dos recursos sejam investigados.
Nesse domingo (17), o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro, irmão de Flávio, disse que o orçamento do filme sobre seu pai “não é caro para os padrões de Hollywood”, uma vez que é dirigido pelo diretor estadunidense Cyrus Nowrasteh e tem, no elenco, diversos atores estrangeiros, incluindo Jim Caviezel, que interpreta o ex-presidente.
Veja a lista dos presos em cada fase da Compliance Zero:
1ª Fase
3ª Fase
4ª Fase
5ª Fase
6ª Fase

Milhares de idosos brasileiros podem garantir um pagamento mensal do governo federal mesmo sem nunca terem contribuído para o INSS. O benefício é concedido por meio do BPC/Loas, programa assistencial voltado para pessoas em situação de baixa renda e que se tornou uma das principais formas de auxílio para idosos em vulnerabilidade social.
Apesar de ser administrado pelo INSS, o BPC é diferente da aposentadoria tradicional. Isso porque o benefício não exige histórico de contribuição previdenciária. O programa foi criado justamente para atender idosos que não conseguiram contribuir ao longo da vida ou que não possuem tempo suficiente para se aposentar pela Previdência Social.
O auxílio é destinado a pessoas com 65 anos ou mais, além de cidadãos com deficiência que comprovem situação de vulnerabilidade econômica. O pagamento sempre corresponde ao valor do salário mínimo vigente.
Mesmo sem necessidade de contribuição ao INSS, existem critérios obrigatórios para ter acesso ao benefício. Um dos principais pontos analisados é a renda familiar por pessoa, já que o programa atende famílias de baixa renda. Além disso, o idoso precisa estar inscrito no Cadastro Único (CadÚnico) e manter os dados atualizados.
Outro fator importante é a avaliação social realizada pelo INSS, responsável por analisar as condições financeiras da família antes da aprovação do pagamento.
Diferentemente das aposentadorias tradicionais, o BPC não dá direito ao décimo terceiro salário e também não gera pensão por morte para familiares. Ainda assim, o benefício representa a principal fonte de renda para milhões de idosos brasileiros.
O pedido pode ser feito pela internet, através do aplicativo ou site Meu INSS, além das agências do instituto mediante agendamento prévio
Reuters
Por Sarah Tamimi, da CNN Internacional
A República Islâmica quer cobrar das maiores empresas de tecnologia do mundo pelo uso dos cabos submarinos de internet instalados sob o Estreito de Ormuz, e veículos de comunicação estatais ameaçaram vagamente que o tráfego poderia ser interrompido caso as empresas não paguem. Parlamentares em Teerã discutiram na semana passada um plano que poderia afetar os cabos submarinos que ligam os países árabes à Europa e à Ásia.
“Vamos impor taxas aos cabos de internet”, declarou o porta-voz militar iraniano Ebrahim Zolfaghari no canal X na semana passada. A mídia ligada à Guarda Revolucionária do Irã afirmou que o plano de Teerã para arrecadar receita do estreito exigiria que empresas como Google, Microsoft, Meta e Amazon cumprissem a legislação iraniana, enquanto as empresas de cabos submarinos seriam obrigadas a pagar taxas de licenciamento para a passagem dos cabos, com os direitos de reparo e manutenção concedidos exclusivamente a empresas iranianas.
Algumas dessas empresas investiram nos cabos que atravessam o Estreito de Ormuz e o Golfo Pérsico, mas não está claro se esses cabos passam por águas iranianas.
Também não está claro como o regime poderia forçar as gigantes da tecnologia a cumprirem as exigências, já que elas estão proibidas de fazer pagamentos ao Irã devido às rígidas sanções americanas; como resultado, as próprias empresas podem encarar as declarações do Irã como mera retórica, e não como uma política séria.
Ainda assim, meios de comunicação ligados ao Estado emitiram ameaças veladas alertando para danos aos cabos que poderiam afetar parte dos trilhões de dólares em transmissão global de dados e impactar a conectividade mundial da internet.

A CNN entrou em contato com as empresas mencionadas no relatório iraniano. Com o aumento dos temores de que a guerra possa ser retomada após o retorno do presidente dos EUA, Donald Trump, da China, o Irã sinaliza cada vez mais que dispõe de ferramentas poderosas além da força militar. Essa medida ressalta a importância do Estreito de Ormuz para além das exportações de energia, à medida que Teerã busca transformar sua vantagem geográfica em poder econômico e estratégico de longo prazo.
“O objetivo é impor um custo tão elevado à economia global que ninguém se atreva a atacar o Irã novamente”, disse ela.
Diversos cabos submarinos intercontinentais importantes atravessam o Estreito de Ormuz. Devido aos riscos de segurança de longa data com o Irã, as operadoras internacionais têm evitado deliberadamente as águas iranianas, concentrando a maioria dos cabos em uma faixa estreita ao longo do lado omanita do estreito, afirmou Mostafa Ahmed, pesquisador sênior do Centro de Pesquisa Habtoor, com sede nos Emirados Árabes Unidos, que publicou um artigo sobre os efeitos de um ataque em grande escala à infraestrutura de comunicações submarinas no Golfo.

No entanto, dois desses cabos, o Falcon e o Gulf Bridge International (GBI), atravessam águas territoriais iranianas, afirmou Alan Mauldin, diretor de pesquisa da TeleGeography, uma empresa de pesquisa em telecomunicações.
O Irã não afirmou explicitamente que sabotará os cabos, mas declarou repetidamente, por meio de autoridades, parlamentares e veículos de comunicação estatais, sua intenção de punir os aliados de Washington na região. Aparentemente, trata-se da mais recente tática de guerra assimétrica desenvolvida pelo regime para atacar seus vizinhos.
Os países vizinhos do Irã, do outro lado do Golfo Pérsico, podem enfrentar graves interrupções na conexão de internet, o que pode afetar exportações essenciais de petróleo e gás, bem como o setor bancário. Além da região, a Índia pode ter grande parte de seu tráfego de internet afetado, ameaçando seu enorme setor de terceirização com perdas na casa dos bilhões, segundo Ahmed.
No cenário em que o Brasil busca aumentar a produção de combustíveis derivados do petróleo, como forma de depender menos do contexto internacional – no qual a guerra no Irã levou ao aumento de preços – a Petrobras informou, na última terça-feira (12), que as refinarias da companhia operam acima da capacidade.

A afirmação foi feita pela presidente da companhia, Magda Chambriard, durante apresentação do balanço trimestral da estatal.
As demonstrações da companhia apontam que, no primeiro trimestre de 2026, o Fator de Utilização Total (FUT) das refinarias ficou em 95%. Especificamente em março, o FUT atingiu 97,4%, o mais alto desde dezembro de 2014.
Em teleconferência da direção da companhia com investidores e analistas de mercado, Magda Chambriard foi além e antecipou que nos meses de abril e maio, o FUT ultrapassou 100%.
“A Petrobras não gosta de limites. Sua meta é superar limites todos os dias”, declarou.
O diretor de Processos Industriais e Produtos, William França, detalhou que a empresa está operando “já com 100%, 102%, 103%”.
“De ontem (11) para hoje (12) operamos com 103% nas nossas refinarias”, completou França.
As refinarias são as estruturas industriais nas quais a Petrobras transforma o petróleo em derivados, como óleo diesel, gasolina e querosene de aviação (QAV).
O FUT é um cálculo que leva em conta o volume de carga de petróleo processado e a capacidade de referência das refinarias, dentro dos limites de projeto dos ativos, dos requisitos de segurança, de meio ambiente e de qualidade dos derivados produzidos.
Quanto maior o FUT, mais as refinarias estão sendo utilizadas. Quando o indicador chega a 100%, significa que estão no limite de capacidade.
França explica que o fator de utilização pode superar 100% porque a carga de processamento pode ser um pouco maior que a capacidade de referência instalada, desde que haja a aprovação da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
França relacionou a expansão do FUT ao ambiente geopolítico internacional, uma vez que a empresa é exportadora de derivados de petróleo.
“Tivemos o efeito da guerra. Quanto mais refinar o nosso petróleo, mais dinheiro a gente está ganhando. Estamos agregando valor além das exportações do petróleo”.
O diretor lembrou que a Petrobras bateu recorde de produção de petróleo no primeiro trimestre e destacou que está “investindo muito em confiabilidade das refinarias, com inspeções baseadas em risco e outras ferramentas do time de engenharia”.
“Então, bombas, por exemplo, que operavam com 70% do tempo, hoje estão operando 90% do tempo antes de uma intervenção”, completou.
Segundo França, a Petrobras está reduzindo o tempo de intervenção nas unidades, o que faz as refinarias terem confiabilidade maior, permitindo operar com cargas maiores por muito mais tempo que antigamente.
“Isso nos permite aumentar o nosso fator de utilização, isto é, aumentar a carga da nossa unidade por mais tempo”, sustenta.
O responsável pelos processos industriais da estatal acrescenta que 2026 tem sido um ano de “baixa” nas manutenções programadas. “Fizemos muita manutenção programada no ano passado para deixar as unidades prontas”, descreve.
“A manutenção programada é para isso, para dar uma geral na unidade e deixá-la pronta para uma campanha confiável, uma campanha de disponibilidade próxima de 100%”, conclui.
França citou o exemplo da Refinaria Abreu e Lima, em Ipojuca, região metropolitana do Recife, que passou por manutenção no primeiro trimestre do ano passado. A refinaria tem capacidade de produção de 130 mil barris por dia.
“Pôde fazer uma parada muito boa e agora pode subir a carga para 140 mil, 150 mil barris por dia, porque está confiável”.
No início do mês, a Petrobras informou que a unidade bateu recorde de produção de óleo diesel S-10 (menos poluente) em abril, com 385 milhões de litros, superando a melhor marca anterior, de 373 milhões registrada há quase dez anos, em julho de 2016.
A Petrobras tem 11 refinarias, incluindo o Complexo de Energias Boaventura, no Rio de Janeiro. A maior delas é a Refinaria de Paulínia, no interior de São Paulo, que responde por cerca de 30% de todo o refino de petróleo no Brasil.

Ataques de drones aos Emirados Árabes Unidos, a uma usina nuclear nos Emirados Árabes, e ameaças do presidente americano Donald Trump impulsionam a alta do valor de venda da commodity. Trump demonstra dificuldades para encerrar o conflito no Oriente Médio; com isso, também fica difícil liberar o tráfego no estreito de Hormuz, por onde passa 20% da produção mundial de petróleo e gás.
O WTI (West Texas Intermediate), usado nos EUA, também registrou valorização de 1,52%, cotado a US$ 102,34.
Neste domingo, Trump ameaçou novamente aniquilar o Irã, dois meses e meio após o início da ofensiva contra Teerã. Ao mesmo tempo, um drone caiu perto de uma instalação nuclear nos Emirados Árabes Unidos.
Após mais de um mês de trégua, a perspectiva de uma solução para o conflito, que começou em 28 de fevereiro, permanece distante.
“Para o Irã, o tempo está se esgotando, e é melhor eles se mexerem, rápido, ou não restará nada deles”, alertou Trump em sua plataforma Truth Social.
Emissários dos dois países não conversam diretamente desde uma reunião no Paquistão, em meados de abril.
Antes mesmo da mensagem de Trump, Teerã havia emitido um alerta a Washington.
“O presidente americano deveria saber que, se o Irã for agredido de novo, os recursos e o exército de seu país enfrentarão cenários inéditos, ofensivos, surpreendentes e tumultuados”, disse o porta-voz das forças armadas, Abolfazl Shekarchi.
Neste domingo, um ataque com drone nas imediações da usina nuclear de Barakah, nos Emirados Árabes Unidos, provocou um incêndio, mas não deixou feridos, nem provocou o aumento da radioatividade, segundo anúncio das autoridades de Abu Dhabi.
O Ministério da Defesa dos Emirados Árabes Unidos afirmou que o drone que atingiu a usina nuclear de Barakah é um dos três aparelhos que entraram “pela fronteira ocidental”.
O projétil atingiu “um gerador elétrico localizado fora do perímetro interno da usina nuclear de Barakah, na região de Al Dhafra”.
No Iraque há grupos armados apoiados pelo Irã e equipados com drones, e os rebeldes huthis do Iêmen, aliados de Teerã, também possuem drones de combate.
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O fenômeno El Niño, de aquecimento das águas superficiais do Oceano Pacífico, deve começar entre os meses de maio e julho, se consolidando com mais força – 80% de probabilidade – na segunda metade do ano. Essa a conclusão do Centro de Previsão Climática norte-americano.

A intensidade do fenômeno ainda apresenta margens de incerteza, mas 60% dos modelos climáticos apontam uma variação de até 1.5°C, considerado entre moderado a forte. A probabilidade de um El Niño “muito forte” é 25%, com variação de temperatura acima de 2°C. A previsão sobre a intensidade do fenômeno é importante, porque aumenta a probabilidade de eventos extremos.
De acordo com o Centro Nacional de Monitoramento e Alerta de Desastres Naturais, na região Sul do Brasil, há risco elevado de chuvas acima da média, o que pode resultar em deslizamentos de terra em áreas como o Vale do Itajaí e as regiões metropolitanas de Curitiba e Porto Alegre.
Nas regiões Norte e Nordeste, a tendência é de menos chuva, o atraso das cheias na floresta Amazônica e a gestão de barragens no interior nordestino. No Centro-Oeste e Sudeste, a previsão é aumentar as ondas de calor e diminuir a umidade relativa do ar.
O fenômeno El Niño deve começar quando o Brasil já estiver em período de maior seca. De acordo com o Cemaden, o número de municípios em situação de estiagem severa aumentou de 70 para 248, em março.
A Secretaria Municipal de Educação de Luís Eduardo Magalhães repudia e lamenta profundamente a matéria leviana e desrespeitosa que foi veiculada pelo blog da Rádio Cultura FM, sobre a lamentável situação do falecimento do estudante Jailton da Silva Monteiro, aluno do 9º ano E do Colégio Municipal Ângelo Bosa.
A matéria publicada induz ao entendimento de que o acidente teria ocorrido nas dependências da unidade escolar, quando, na verdade, a fatalidade ocorreu na residência do estudante. Diante disso, reforçamos a importância da responsabilidade na divulgação de informações, especialmente em situações tão sensíveis, que envolvem uma família enlutada, estudantes, profissionais da educação e toda a comunidade escolar.
Utilizar um momento de dor da família para fomentar interpretações equivocadas e construir narrativas de cunho político é no mínimo lamentável. Ver uma rádio que deveria prestar um bom serviço comunitário se comportando dessa forma, nos faz questionar a moral de toda uma diretoria.
Este é um momento que exige empatia, respeito, prudência e humanidade, jamais a exploração da dor alheia ou a disseminação de informações que possam gerar interpretações distorcidas.
Nossos mais sinceros sentimentos à família, amigos e toda a comunidade escolar.
Secretaria Municipal de Educação de Luís Eduardo Magalhães


Trackings diários realizados pelo Instituto Atlas indicam uma mudança no cenário eleitoral para a disputa presidencial. Após o vazamento de áudios em que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) menciona o banqueiro Daniel Vorcaro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) passou a liderar a simulação de segundo turno com vantagem de sete pontos percentuais.
Os dados, obtidos pela CNN Brasil e atualizados às 11h desta sexta-feira, mostram Lula com 49,1% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro aparece com 42,6%. O resultado representa uma reversão em relação ao cenário anterior, marcado por empate técnico entre os dois adversários.
Na projeção dos votos válidos, de acordo com fontes ligadas ao instituto, Lula alcança 54%, contra 46% do senador fluminense.
Ainda segundo o levantamento, outros nomes cotados no campo da direita, como Ronaldo Caiado (União Brasil), Romeu Zema (Novo) e Renan Santos (Missão), não apresentaram alterações relevantes no cenário eleitoral. Os três registraram leve crescimento nas intenções de voto no primeiro turno, mas tiveram recuo nas simulações de segundo turno.

Durante a agenda, Leo Prates garantiu a destinação de emenda parlamentar para a aquisição de um novo micro-ônibus do Sistema Único de Assistência Social (SUAS), além de uma viatura 0Km para reforçar a atuação da Guarda Municipal.
A iniciativa busca ampliar a estrutura de atendimento à população, especialmente nos distritos e comunidades mais afastadas, garantindo mais mobilidade, acesso aos serviços públicos e melhores condições de trabalho para as equipes municipais.
“Nosso compromisso é trabalhar ao lado dos municípios e ouvir de perto as necessidades da população. Cada investimento realizado representa mais dignidade, mais cuidado e melhores condições de atendimento para quem mais precisa”, afirmou Leo Prates.
O parlamentar destacou ainda a importância das parcerias institucionais para viabilizar investimentos e fortalecer as políticas públicas nos municípios baianos.
“Quando existe união entre os gestores e compromisso com as pessoas, os resultados chegam. Seguimos trabalhando para garantir mais estrutura, fortalecer os serviços públicos e melhorar a vida da população”, completou.
A agenda em Riachão das Neves reforça a atuação de Leo Prates junto aos municípios do interior da Bahia, com foco em ações voltadas à saúde, assistência social, mobilidade e fortalecimento da gestão pública.
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O ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro foi alvo de mandado de busca e apreensão da Polícia Federal (PF) nesta sexta-feira (15), durante a Operação Sem Refino, deflagrada para investigar suspeitas de irregularidades envolvendo um grupo econômico do setor de combustíveis. Outro alvo da operação é o empresário Ricardo Magro, dono da Refit (Refinaria de Manguinhos), que teve mandado de prisão preventiva.

A ação tem como objetivo apurar a atuação de um conglomerado suspeito de utilizar estruturas societárias e financeiras para ocultação patrimonial, dissimulação de bens e evasão de recursos ao exterior.
Ao todo, foram cumpridos 17 mandados de busca e apreensão e sete medidas de afastamento de função pública, nos estados do Rio de Janeiro, de São Paulo e no Distrito Federal. As medidas foram autorizadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
A Justiça também determinou a inclusão de um dos investigados na Difusão Vermelha da Organização Internacional de Polícia Criminal (Interpol), além do bloqueio de cerca de R$ 52 bilhões em ativos financeiros e a suspensão das atividades econômicas das empresas investigadas.
A operação contou com o apoio técnico da Receita Federal.
Segundo a PF, as investigações apuram possíveis fraudes fiscais, ocultação patrimonial e inconsistências relacionadas à operação de uma refinaria vinculada ao grupo investigado.
Em nota, a corporação informou que a apuração integra as investigações conduzidas no âmbito da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 635, que trata da atuação de organizações criminosas e suas conexões com agentes públicos no estado do Rio de Janeiro.
A defesa de Cláudio Castro disse que ainda não tem conhecimento da motivação da busca e apreensão, determinada pelo ministro Alexandre de Moraes. “Cláudio colaborou com a busca que ocorreu sem qualquer intercorrência e nada de relevante foi apreendido”, acrescentou.
Foto de referência
Um ônibus de passageiros tombou na madrugada desta sexta-feira (15) na BR-242, no km 275, no município de Ruy Barbosa. De acordo com informações iniciais da Polícia Rodoviária Federal (PRF), o acidente ocorreu por volta das 4h10 e pode ter sido provocado por buracos na pista de rolamento.
O coletivo fazia a linha entre Recife-PE e Palmas-TO e transportava nove passageiros no momento do acidente. Há informações de vítimas no local, mas até o momento não foram divulgados detalhes sobre o estado de saúde das pessoas envolvidas.


Por Luís Carlos Nunes, em Caso de Política.
O Tribunal de Contas dos Municípios da Bahia (TCM-BA) deferiu medida cautelar para barrar o pagamento integral de sete contratos de bandas destinados à 40ª Vaquejada de Formosa do Rio Preto. A decisão, assinada pelo conselheiro Nelson Pellegrino, atende a uma denúncia do Ministério Público estadual (MPBA) que aponta graves irregularidades em inexigibilidades de licitação que somam R$ 4.094.000,00.
O município recebeu ordem expressa para que “se abstenha de realizar quaisquer pagamentos aos artistas […] que superem a variação o valor médio das contratações dos mesmos artistas nos festejos juninos de 2025, devidamente corrigido pela variação inflacionária”, sob pena de crime de responsabilidade e dano ao erário.
A auditoria do Tribunal revelou que a gestão do prefeito Manoel Afonso de Araújo autorizou contratações com cachês majorados em “percentuais significativamente superiores à inflação acumulada no período”, chegando a 60,71% acima do IPCA. O montante destinado ao evento é alarmante: consome 57,44% de “todo o orçamento alocado na função cultural na LOA de 2026”, evidenciando uma flagrante desproporcionalidade e priorização do entretenimento em detrimento da saúde financeira da cidade.
Abaixo, os detalhes das contratações sob suspeita:
Inexigibilidade |
Empresa Contratada |
Valor (R$) |
| nº 015/2026 | NIL Music LTDA | 800.000,00 |
| nº 013/2026 | Rey Vaqueiro Produções Artísticas LTDA | 450.000,00 |
| nº 016/2026 | Zade Shows Gravações e Edições Musicais LTDA | 300.000,00 |
| nº 021/2026 | Felipe Amorim & Cia Produções Artísticas LTDA | 500.000,00 |
| nº 023/2026 | Túlio Duarte Shows LTDA | 75.000,00 |
| nº 024/2026 | Sustenido Produções LTDA | 150.000,00 |
| nº 022/2026 | AM Produções Artísticas LTDA | 260.000,00 |
TOTAL GERAL |
Valor estimado pelo MPBA/TCM |
4.094.000,00 |
Para o MPBA, há uma nítida “não demonstração do efetivo retorno desses gastos e em prejuízo até mesmo da prestação adequada dos serviços públicos”, uma vez que a prefeitura assumiu custos periféricos elevados, como hospedagem e montagem de palco, sob a justificativa genérica de que “tais despesas ficarão a cargo do Município”.
O TCM fundamenta a cautelar na existência de “fundado receio de grave lesão ao erário, ao direito alheio ou de risco de ineficácia da decisão de mérito”. Mais grave ainda é o cenário social: o município atravessa crises em setores básicos que já foram objeto de Termo de Ajustamento de Conduta (TAC). O conselheiro Pellegrino destacou a falta de razoabilidade da prefeitura, apontando que o incremento de gastos para um evento de quatro dias “não pode ser considerado razoável ou proporcional”, especialmente pela ausência de “demonstrativos que apontem, minimamente, retorno econômico positivo apto a justificar a destinação desse valor”.
Além do superfaturamento identificado, a administração municipal falhou no dever de transparência ao não disponibilizar a relação de custos no Portal Nacional de Contratações Públicas (PNCP) e não comprovar dotação orçamentária suficiente. O prefeito e as empresas têm 20 dias para apresentar defesa, mas o bloqueio financeiro permanece vigente, visando impedir o que a Corte classificou como um risco iminente de “ineficácia da decisão de mérito” e prejuízo irreparável aos cofres de Formosa do Rio Preto.