




Por Luís Carlos Nunes, em Caso de Política.
O Tribunal de Contas dos Municípios da Bahia (TCM-BA) deferiu medida cautelar para barrar o pagamento integral de sete contratos de bandas destinados à 40ª Vaquejada de Formosa do Rio Preto. A decisão, assinada pelo conselheiro Nelson Pellegrino, atende a uma denúncia do Ministério Público estadual (MPBA) que aponta graves irregularidades em inexigibilidades de licitação que somam R$ 4.094.000,00.
O município recebeu ordem expressa para que “se abstenha de realizar quaisquer pagamentos aos artistas […] que superem a variação o valor médio das contratações dos mesmos artistas nos festejos juninos de 2025, devidamente corrigido pela variação inflacionária”, sob pena de crime de responsabilidade e dano ao erário.
A auditoria do Tribunal revelou que a gestão do prefeito Manoel Afonso de Araújo autorizou contratações com cachês majorados em “percentuais significativamente superiores à inflação acumulada no período”, chegando a 60,71% acima do IPCA. O montante destinado ao evento é alarmante: consome 57,44% de “todo o orçamento alocado na função cultural na LOA de 2026”, evidenciando uma flagrante desproporcionalidade e priorização do entretenimento em detrimento da saúde financeira da cidade.
Abaixo, os detalhes das contratações sob suspeita:
Inexigibilidade |
Empresa Contratada |
Valor (R$) |
| nº 015/2026 | NIL Music LTDA | 800.000,00 |
| nº 013/2026 | Rey Vaqueiro Produções Artísticas LTDA | 450.000,00 |
| nº 016/2026 | Zade Shows Gravações e Edições Musicais LTDA | 300.000,00 |
| nº 021/2026 | Felipe Amorim & Cia Produções Artísticas LTDA | 500.000,00 |
| nº 023/2026 | Túlio Duarte Shows LTDA | 75.000,00 |
| nº 024/2026 | Sustenido Produções LTDA | 150.000,00 |
| nº 022/2026 | AM Produções Artísticas LTDA | 260.000,00 |
TOTAL GERAL |
Valor estimado pelo MPBA/TCM |
4.094.000,00 |
Para o MPBA, há uma nítida “não demonstração do efetivo retorno desses gastos e em prejuízo até mesmo da prestação adequada dos serviços públicos”, uma vez que a prefeitura assumiu custos periféricos elevados, como hospedagem e montagem de palco, sob a justificativa genérica de que “tais despesas ficarão a cargo do Município”.
O TCM fundamenta a cautelar na existência de “fundado receio de grave lesão ao erário, ao direito alheio ou de risco de ineficácia da decisão de mérito”. Mais grave ainda é o cenário social: o município atravessa crises em setores básicos que já foram objeto de Termo de Ajustamento de Conduta (TAC). O conselheiro Pellegrino destacou a falta de razoabilidade da prefeitura, apontando que o incremento de gastos para um evento de quatro dias “não pode ser considerado razoável ou proporcional”, especialmente pela ausência de “demonstrativos que apontem, minimamente, retorno econômico positivo apto a justificar a destinação desse valor”.
Além do superfaturamento identificado, a administração municipal falhou no dever de transparência ao não disponibilizar a relação de custos no Portal Nacional de Contratações Públicas (PNCP) e não comprovar dotação orçamentária suficiente. O prefeito e as empresas têm 20 dias para apresentar defesa, mas o bloqueio financeiro permanece vigente, visando impedir o que a Corte classificou como um risco iminente de “ineficácia da decisão de mérito” e prejuízo irreparável aos cofres de Formosa do Rio Preto.
Sede da AGU em Brasília
A AGU argumentou que a decisão tomada por Flávio Dino analisava um caso específico envolvendo um juiz do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, mas acabou criando uma interpretação com alcance geral para outros processos disciplinares da magistratura.
Segundo o parecer enviado ao STF na última sexta-feira (8/5), a medida extrapolou os limites do chamado controle difuso, mecanismo utilizado em ações concretas e que, em tese, não deveria produzir efeitos automáticos para todos os magistrados do país.
Em março de 2026, Flávio Dino decidiu retirar a aposentadoria compulsória da lista de sanções administrativas aplicadas pelo Conselho Nacional de Justiça aos juízes investigados ou condenados disciplinarmente.
O ministro sustentou que a Reforma da Previdência de 2019 alterou o entendimento constitucional sobre o tema e passou a prever a perda do cargo como punição mais grave, sem manutenção de salários ou benefícios previdenciários.
No parecer encaminhado à Corte, a AGU afirmou que a decisão deve permanecer restrita ao processo analisado, sem aplicação automática em outros casos administrativos envolvendo magistrados brasileiros.
O órgão também destacou que declarar a inconstitucionalidade de maneira ampla, fora de uma ação específica sobre o tema, pode comprometer princípios como o devido processo legal e o contraditório previstos na Constituição.
Os procuradores responsáveis pela manifestação sustentam que a ação original não discutia a validade da aposentadoria compulsória em todo o sistema judicial brasileiro, mas apenas uma situação individual. Entre os principais pontos defendidos pela AGU estão:
A decisão de Flávio Dino reacendeu a discussão sobre a eficácia das punições aplicadas pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) contra magistrados acusados de infrações graves.
A careca famosa e a Pretty Woman, no dia de ontem. Amistosos!
Bolsonaristas admitiram à CNN Brasil a força da denúncia contra ele revelada pelo The Intercept Brasil e relataram à CNN Brasil que o episódio pode fazer com que o grupo retome o debate sobre lançar a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro para a Presidência.
Os primeiros relatos do entorno do senador Flavio Bolsonaro são no sentido de entender a relação entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro. Bolsonaristas acionaram o entorno do banqueiro para tirar dúvidas sobre eventuais pagamentos feitos pelo empresário à família.
O estrago, porém, admitem, deve ser grande, e alternativas começam a ser pensadas.
O nome do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, é lembrado, mas ele não pode mais ser candidato porque passou do prazo de desincompatibilização.
Michelle Bolsonaro seria o nome óbvio, mas a relação dela com os filhos de Jair Bolsonaro é considerada péssima. Bolsonaristas relataram à CNN Brasil que Flávio e ela mal se cumprimentaram durante a posse de Kassio Nunes Marques no TSE.
Nesse cenário, os aliados do senador dizem, porém, que ainda é preciso avaliar se o episódio ganhará tração política e que era necessário aguardar, porque há a expectativa também de que o Caso Master atinja o entorno de Luiz Inácio Lula da Silva, em especial o PT da Bahia, dada a relação de petistas baianos com o ex-sócio de Daniel Vorcaro, Augusto Lima.
Henrique Vorcaro
Henrique Vorcaro, pai de Daniel Vorcaro, dono do antigo Banco Master, desempenhava papel central no gerenciamento do grupo denominado A Turma, apontado pela Polícia Federal (PF) como milícia pessoal do ex-banqueiro. 

Nesta quinta-feira (14), Henrique foi preso na 6ª fase da Operação Compliance Zero, que investiga fraudes financeiras bilionárias envolvendo o Banco Master e a atuação de Daniel Vorcaro junto a agentes públicos.
O alvo principal da fase deflagrada hoje são os grupos denominados A Turma e Os Meninos. Segundo relatório encaminhado pela PF ao Supremo Tribunal Federal (STF), ambos eram formados por agentes que realizavam ações de monitoramento e intimidação de desafetos de Henrique e Daniel Vorcaro.
“Em síntese, o que se extrai, nesta fase, é que HENRIQUE MOURA VORCARO não apenas se beneficiava dos serviços ilícitos da Turma, mas os solicitava, os fomentava financeiramente e permanecia em contato com seus operadores mesmo após o avanço ostensivo das investigações, revelando vínculo funcional intenso, contemporâneo e indispensável à manutenção do grupo criminoso”, descreve o ministro do STF André Mendonça, que autorizou a prisão.
A existência dessa milícia pessoal foi descoberta pela PF a partir de mensagens extraídas do celular do próprio Vorcaro. As evidências sobre as atividades ilícitas do grupo se avolumaram com o avanço das investigações, incluindo conversas obtidas no celular do policial federal aposentado Marilson Roseno da Silva.
O material mostra que Marilson tinha papel de operacionalizar as ações de intimidação aos desafetos de Vorcaro, além de conseguir informações sigilosas sobre investigações em curso tendo como alvo Henrique e Daniel Vorcaro, mediante pagamentos a uma delegada e a um agente da própria Polícia Federal.
Lotado na superintendência da PF no Rio de Janeiro, o policial Anderson da Silva Lima “era acionado não apenas para consultas cadastrais simples, mas também para sondar investigações policiais sigilosas de interesse direto do núcleo VORCARO, inclusive mobilizando sua rede de confiança dentro da corporação”, relatou a PF.
A pedido da PF, Mendonça determinou a transferência de Marilson Roseno da Silva para o Sistema Penitenciário Federal, dado seu protagonismo e ingerência sobre A Turma. Anderson da Silva Lima também foi preso preventivamente nesta quinta.
“Marilson exerce papel de liderança no núcleo “A Turma”, em posição hierárquica elevada, sendo imprescindível a sua custódia em estabelecimento com maior rigor de fiscalização, restrição de contatos e reforço da incomunicabilidade prática, a fim de impedir que continue a influenciar a organização criminosa ou a frustrar o andamento das investigações”, escreveu o ministro.
Segundo a PF, outra figura crucial que exercia papel de gerente dos grupos criminosos é Felipe Mourão, cujo apelido era Sicário. Ele chegou a ser preso em fase anterior da Compliance Zero, mas cometeu suicídio na cela para a qual foi levado, na superintendência da PF em Belo Horizonte.
Também foi preso nesta quinta Manoel Mendes Rodrigues, suspeito de ser líder de uma filial da Turma, no Rio de Janeiro. Segundo as investigações da PF, ele teria participado diretamente de ameaças de morte presenciais contra um comandante de um iate e um chefe de cozinha no município de Angra dos Reis (RJ).
Segundo o testemunho das pessoas ameaçadas, ao realizar ele próprio as ameaças, Manoel relatou ser “amigo de Vorcaro” e que “mexia com o jogo do bicho”.
Em relatório parcial, a PF diz que outro homem apontado como figura de destaque na organização criminosa é David Henrique Alves, que seria responsável por contratar hackers para executar monitoramentos ilícitos, ataques digitais, invasões e derrubada de perfis em redes sociais.
Alves foi preso em uma fase anterior da Compliance Zero em uma aparente fuga com carro que pertencia a Felipe Mourão. No veículo estavam cinco computadores e objetos pessoais. A suspeita da PF é de que os equipamentos seriam destruídos.
Além dele, foram presos Rodrigo Pimenta Franco Avelar Campos e Victor Lima Sedlmaier, apontados com hackers que executaram os crimes cibernéticos.
Ao todo, foram presas nesta quinta-feira (14) sete pessoas. São elas:
A defesa de Henrique Vorcaro enviou nota na qual chama a prisão de “grave e desnecessária”, por ter sido realizada antes mesmo do pai de Daniel Vorcaro ser ouvido nas investigações.
“Constata-se que decisão se baseia em fatos cuja comprovação da licitude e do lastro de racionalidade econômica ainda não estão no processo. E não estão porque não foram solicitados à defesa e nem a ele”, escreveram os advogados Eugênio Pacelli e Frederico Horta.
A Agência Brasil tenta contato com as defesas dos demais citados e deixa o espaço aberto para incluir os posicionamentos.

Unidade de Pronto Atendimento (UPA) 24h de Luís Eduardo Magalhães vem se consolidando como referência em agilidade, eficiência e qualidade nos serviços de saúde pública. Com uma estrutura organizada, equipe multiprofissional qualificada e sistema eletrônico de monitoramento, a unidade apresenta resultados expressivos no atendimento à população.
Somente entre os dias 03 e 09 de maio, a UPA realizou 2.995 atendimentos, alcançando uma média diária de 427 pacientes, com pico de 521 atendimentos em uma única segunda-feira. Os números reforçam a capacidade operacional da unidade diante da alta demanda e demonstram a eficiência do fluxo de acolhimento e assistência aos pacientes.
Um dos grandes diferenciais da UPA de Luís Eduardo Magalhães está na diversidade de especialistas disponíveis para interconsultas, ampliando a resolutividade dos casos atendidos. A unidade conta com profissionais de áreas estratégicas como cirurgia geral, ortopedia, urologia, ginecologia, bucomaxilofacial e neurologia, garantindo suporte especializado e mais segurança aos pacientes.
Segundo informações Jerri Caldas, diretor da unidade, a estrutura médica diária da UPA 24h também evidencia o compromisso com a qualidade no atendimento. “Ao todo, oito médicos atuam diariamente na UPA, sendo cinco profissionais dedicados ao Pronto Atendimento, um médico exclusivo para a Sala Vermelha; espaço destinado a pacientes graves que necessitam de estabilização intensiva, além de dois médicos diaristas, entre eles um pediatra e um clínico geral”, envidenciou.
Os dados da classificação de risco mostram ainda que a unidade consegue atender com eficiência desde casos leves até situações mais complexas. Cerca de 86% dos atendimentos realizados no período analisado foram classificados como “não urgentes” e “pouco urgentes”, demonstrando a confiança da população na estrutura da UPA como porta de entrada para os serviços de saúde. Já os casos graves representaram uma pequena parcela da demanda, com 482 atendimentos urgentes e apenas 34 emergências de alto risco.
Outro destaque importante é o desempenho da unidade no tempo de atendimento. Com o auxílio de um moderno sistema eletrônico que monitora o fluxo dos pacientes desde a chegada até a consulta médica, a UPA alcançou média geral de 70 minutos entre acolhimento, triagem e atendimento médico, resultado considerado positivo diante do elevado volume diário de pacientes.
Com atendimento humanizado, equipe médica diversificada e estrutura preparada para diferentes níveis de complexidade, a UPA 24h de Luís Eduardo Magalhães reafirma seu papel essencial na rede municipal de saúde, oferecendo assistência ágil, eficiente e de qualidade à população.

Com o áudio vazado hoje pelo Intercept, já não pode ser chamado de Malandro de Rodoviária, de Pilantra, patife, velhaco, tratante, trapaceiro, Espertalhão, ladino, finório, manhoso, Maroto, malicioso, safado, cínico, pulha. Muito menos de mandrião, de Larápio, gatuno, trombadinha, Meliante, marginal, delinquente, batedor de carteira e punguista. Pior ainda se for chamado de Picareta, salafrário, canalha, bandido e, convenhamos, de Rei da Rachadinha.
Atenção, acusadores e detratores, para os crimes eleitorais, para a calúnia, infâmia e difamação. Agora o nosso amado senador aponta para outro patamar, superando toda a famiglia e seguidores.
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A Polícia Federal prendeu na tarde desta quarta-feira (13) o contraventor Carlinhos Cachoeira no Aeroporto de Congonhas, na Zona Sul de São Paulo.
O mandado de prisão preventiva foi expedido pela 8ª Vara Criminal de Goiânia. Nesse caso, Cachoeira é investigado por crimes de calúnia, difamação e injúria.
Quem é Cachoeira
Carlinhos Cachoeira é o apelido do contraventor Carlos Augusto de Almeida Ramos, conhecido nacionalmente por comandar esquemas de jogos ilegais e por ter sido alvo da Operação Monte Carlo, da Polícia Federal, em 2012. A investigação apontou uma rede de exploração de caça-níqueis, corrupção e influência sobre políticos, empresários e agentes públicos.
O caso ganhou grande repercussão porque escutas telefônicas revelaram ligações frequentes entre Cachoeira e o então senador Demóstenes Torres, além de citações a autoridades e empresários. As investigações também atingiram a construtora Delta e resultaram na criação da CPMI do Cachoeira no Congresso.
Cachoeira já havia aparecido em outro escândalo político em 2004, no caso Waldomiro Diniz, ex-assessor da Casa Civil do governo Lula, flagrado em vídeo tratando de propina e jogos ilegais.
Preso em 2012, o contraventor foi condenado por crimes como corrupção, formação de quadrilha e exploração de jogos ilegais, com penas que ultrapassaram 39 anos de prisão. Apesar disso, respondeu parte dos processos em liberdade após recursos judiciais.
Mensagens obtidas pelo Intercept Brasil revelaram uma que o senador Flávio Bolsonaro teria negociado com o proprietário do Banco Master, Daniel Vorcaro o repasse de 24 milhões de dólares para o financiamento de “Dark Horse”, um filme biográfico sobre Jair Bolsonaro.
O montante, equivalente a cerca de R$ 134 milhões na cotação da época, teria como objetivo viabilizar a produção cinematográfica ligada ao clã político.
De acordo com os documentos, pelo menos 10,6 milhões de dólares foram transferidos entre fevereiro e maio de 2025. O material inclui comprovantes bancários e cronogramas de desembolso que detalham seis operações financeiras.
A relação entre o senador e o banqueiro ocorreu em um período anterior à prisão de Vorcaro, que foi detido em novembro de 2025 sob acusação de operar uma fraude de R$ 47 bilhões contra o Fundo Garantidor de Crédito (FGC). Após a detenção, o Banco Central decretou a liquidação da instituição financeira.
O envolvimento com o banqueiro teria contado com a intermediação de outros nomes próximos à família, como o ex-deputado Eduardo Bolsonaro e o deputado federal Mario Frias. As evidências contradizem declarações anteriores de Flávio Bolsonaro, que havia negado publicamente qualquer vínculo pessoal ou financeiro com Vorcaro.
Em ocasiões passadas, o Senador classificou as notícias sobre as conexões com o Banco Master como narrativas falsas e afirmou que doações recebidas de familiares do banqueiro não possuíam contrapartidas.
Nesta quarta-feira (13), ao ser questionado sobre os novos documentos e o financiamento do filme, Flávio Bolsonaro negou a veracidade das informações durante uma entrevista coletiva em Brasília. O senador encerrou o atendimento à imprensa logo após classificar os dados como mentirosos.
As autoridades sanitárias optaram pela quarentena até que os exames sejam concluídos.
O navio da Ambassador Cruise Line partiu das Ilhas Shetland, no Reino Unido, em 6 de maio, fazendo escalas em Belfast, Liverpool e Brest antes de chegar a Bordeaux, onde está atracado e de onde tem partida prevista para a Espanha.
Quase 50 dos 1.233 passageiros, em sua maioria britânicos e irlandeses, apresentaram problemas gastrointestinais, incluindo o passageiro de 92 anos que faleceu, indicou a mesma fonte, acrescentando que a tripulação é composta por 514 pessoas.
Até o meio-dia desta quarta-feira, o navio de cruzeiro estava atracado em Bordeaux, sem medidas de segurança em terra. Alguns passageiros tiravam fotos da cidade do sudoeste da França a partir de um dos conveses.
Os testes iniciais a bordo descartaram a presença de norovírus, mas outras análises estão sendo realizadas no hospital de Bordeaux, informaram as autoridades de saúde.
As autoridades não descartaram a possibilidade de uma intoxicação alimentar e rejeitaram qualquer ligação com o hantavírus, que se acredita ter causado a morte de três passageiros do navio de cruzeiro MV Hondius, que viajava de Ushuaia, na Argentina, para Cabo Verde.
O pico dos sintomas, vômitos e diarreia, ocorreu em 11 de maio, quando o navio estava na cidade francesa de Brest, segundo a mesma fonte. A vítima idosa morreu antes de o navio chegar ao porto.
O dia 13 de maio, data oficial da abolição da escravatura no Brasil, não é comemorado como o dia da libertação. Para estudiosos e movimentos da sociedade civil, ao assinar a Lei Áurea, em 1888, a Princesa Isabel nada disse ou fez sobre o dia seguinte. Muitas pessoas, até mesmo crianças, foram lançadas às ruas com a roupa do corpo. Outras foram mantidas nas mesmas condições de antes.

Por isso, a data da abolição, historicamente, tem sido marcada pelo movimento negro como forma de provocar uma reflexão sobre a perpetuação do racismo estrutural, que se traduz em discriminação, pobreza e exclusão, assim como sobre ações de reparação.
Uma delas é a campanha Justiça Tributária Já, planejada por organizações da sociedade civil, como o Instituto de Estudos Socioeconômicos (Inesc) e a Oxfam Brasil.
A campanha propõe enfrentar desigualdades raciais que estruturam a economia brasileira por meio da tributação de grandes fortunas, muitas oriundas de empreendimentos escravocratas, altas rendas, lucros e dividendos.
A ação também busca acabar com privilégios fiscais e garantir um alívio para as famílias que precisam se endividar para sobreviver.

No documento que traz as sugestões de mudanças no sistema tributário brasileiro, o Arqueologia da Regressividade, a Oxfam Brasil identificou, entre os super-ricos no Brasil, 80% de homens brancos (Pnad 2024), enquanto os beneficiados pela isenção de IR (rendas até R$ 5 mil) são 44% negros e 41% mulheres.
Ao levantar os dados, a Oxfam identificou que mulheres negras sustentam lares com menor renda e maior incidência de tributos indiretos, enquanto R$ 400 bilhões em lucros e dividendos escapam da tributação que poderia servir para redistribuir recursos.
“O país precisa enfrentar a herança [da escravidão] que ainda carrega”, afirma a Oxfam, no Arqueologia da Regressividade.
A entidade lembra que, no pós-abolição, políticas negaram acesso à terra, educação e trabalho formal aos negros, preferindo e beneficiando, com leis e incentivo, imigrantes europeus.
“Essa desigualdade estrutural persiste até hoje, refletindo-se no sistema tributário, que, ao não considerar a história, reforça desigualdades socioeconômicas.”
A disparidade pode ser constatada, por exemplo, na remuneração média: enquanto os homens não negros têm renda média de R$ 6.033, mulheres negras recebem R$ 2.864 em média, segundo dados do Ministério do Trabalho.
Apesar de estarem em curso ações afirmativas no país, as medidas não geraram ainda um aumento na renda da população negra. Mulheres negras com ensino superior, por exemplo, ganhavam menos da metade que os homens brancos, isto é, R$ 4.837 a menos por mês.
“Isso revela que a desigualdade racial continua operando por outros mecanismos, dentre os quais se destaca a tributação regressiva”, destaca a Oxfam.
Segundo a organização, as famílias que ganham menos são mais afetadas pelos elevados impostos indiretos, ou seja, impostos embutidos no preço da comida, dos transportes e nos produtos industrializadas, como o ICMS, IPI/Cofins, que abocanham a renda dos mais pobres, onde estão pretos e pardos, os chamados negros.
A bancada negra do Congresso Nacional e parlamentares de diversos partidos comprometidos com a justiça racial e o desenvolvimento do país lançam neste dia 13 de maio a campanha Nem Mais um Dia: Reparação Já, pela aprovação da PEC 27/2024, que cria um fundo de reparação econômica.
Estão à frente da proposta a senadora Benedita da Silva (PT-RJ), presidente da comissão especial que analisa a PEC; o deputado Orlando Silva (PCdoB- SP), relator da proposta; e o deputado Damião Feliciano (União-PB), autor do texto.
A proposta insere a igualdade racial como direito fundamental na Constituição, torna obrigação do Estado eliminar todas as formas de discriminação. Pelo texto, políticas por reparação econômica e promoção da igualdade racial passam a ser permanentes.
A PEC também cria o Fundo Nacional de Reparação Econômica e Promoção da Igualdade Racial (FNREPIR), a ser gerido pelo Sistema Nacional de Promoção da Igualdade Racial (Sinapir) e que tem por objetivo financiar ações como:
“Nós temos uma oportunidade histórica que é a da aprovação de um fundo econômico para políticas de reparação histórica que está previsto pela PEC 27. Esse fundo prevê o investimento de R$ 1 bilhão por ano pelos próximos 20 anos em políticas de reparação”, estima Douglas Belchior, diretor de articulação política do Instituto de Referência Negra Peregum.
“Um valor irrisório perto do montante destinado a políticas para o agronegócio, para o pagamento de juros de dívida pública e para as escandalosas emendas parlamentares.”
No 13 de maio de 1888 havia um movimento de libertação organizado pelos próprios escravizados, com lutas de quilombolas, por exemplo, intelectuais negros e outros movimentos, como a imprensa negra e organizações religiosas.
No domingo em que a abolição foi assinada pela princesa no Brasil houve comemoração nas ruas, segundo os historiadores. Porém, no dia seguinte, pouca coisa mudou: havia libertos sem ter para onde ir, sem casa, sem comida e sem emprego.
Para a historiadora e professora da Universidade de Brasília (UnB) Ana Flávia Magalhães, a abolição marcou um novo nivelamento por baixo para a cidadania de pessoas negras, que já tinha sido afirmado na própria Constituição do Império de 1824.
As subdivisões entre escravizados, libertos e nascidos livres desapareceram em constituições posteriores à de 1824, mas sem que se alterassem as baixas expectativas acerca desse segmento populacional.
“Assim, o racismo seguiu estruturando as relações econômicas e, consequentemente, limitando acesso a direitos civis, político e sociais, como emprego, remuneração, educação, saúde e habitação”, ressalta a pesquisadora.
De acordo com ela, pesquisas desenvolvidas com a presença cada vez maior de historiadores negros têm evidenciado como políticas públicas reparatórios beneficiaram escravistas e seus descendentes legítimos, em detrimento da maioria do povo deste país.
“Escravidão e racismo não são sinônimos ou equivalentes, mas ambos são importantes para compreendermos como a liberdade plena e a cidadania de gente negra nunca foram prioridade máxima na condução do Estado brasileiro”, avalia Ana Flávia.
O Brasil foi o último país da América a abolir a escravidão e também o principal receptor de africanos sequestrados do mundo.
Estima-se que quase quatro milhões de pessoas tenham aportado no país em navios negreiros – nome das embarcações responsáveis pelo transporte.
Só o Cais do Valongo, principal porto de escravizados no Rio de Janeiro, teria recebido mais de um milhão de pessoas, comercializadas dentro e fora do país.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro aparecem tecnicamente empatados em um eventual segundo turno da eleição presidencial de 2026, segundo pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira, 13.
O levantamento aponta uma recuperação do atual presidente dentro da margem de erro. Em abril, os dois também apareciam em empate técnico, mas Flávio liderava numericamente, com 42%, contra 40% de Lula.
Veja os cenários estimulados para o segundo turno:
Cenário 1: Lula x Flávio Bolsonaro
Lula: 42%;
Flávio Bolsonaro: 41%;
Branco/nulo: 14%;
Indecisos: 3%.
Cenário 2: Lula x Romeu Zema
Lula: 44%;
Romeu Zema: 37%;
Branco/nulo: 15%;
Indecisos: 4%.
Cenário 3: Lula x Ronaldo Caiado
Lula: 44%;
Ronaldo Caiado: 35%;
Branco/nulo: 17%;
Indecisos: 4%.
Cenário 4: Lula x Renan Santos
Lula: 45%;
Renan Santos: 28%;
Branco/nulo: 22%;
Indecisos: 5%.
Primeiro turno
No primeiro turno, Lula lidera a pesquisa estimulada, quando os entrevistados recebem uma lista de candidatos. O petista aparece com 39% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro soma 33%.
Ronaldo Caiado aparece com 4%, abaixo dos 6% registrados em abril, e segue enfrentando dificuldades para crescer em um cenário marcado pela forte polarização.
O cenário projetado para o primeiro turno é o seguinte:
Lula (PT): 39%;
Flávio Bolsonaro (PL): 33%;
Ronaldo Caiado (PSD): 4%;
Romeu Zema (Novo): 4%;
Renan Santos (Missão): 2%;
Augusto Cury (Avante): 1%;
Cabo Daciolo (Mobiliza): 1%;
Samara Martins (UP): 1%;
Aldo Rebelo (DC): 0%;
Hertz Dias (PSTU): 0%;
Indecisos: 5%;
Branco/nulo/não vai votar: 10%.
Segundo a pesquisa, Lula lidera no Nordeste, com 58% das intenções de voto. Flávio Bolsonaro aparece na frente no Sul, com 40%, e também lidera no Centro-Oeste/Norte, com 34%.
No Sudeste, os dois aparecem em empate técnico.
Lula também apresenta melhor desempenho entre o eleitorado feminino, com 42%, contra 28% de Flávio Bolsonaro. Entre os homens, os dois estão tecnicamente empatados.
O levantamento ainda mediu o grau de convicção dos eleitores sobre seus votos.
Segundo a pesquisa, 63% dos entrevistados afirmaram que suas escolhas são definitivas, percentual acima dos 57% registrados em abril. Outros 37% disseram que ainda podem mudar de candidato.
Entre os eleitores de Lula, 70% afirmam estar decididos, enquanto 29% admitem mudar de voto. No caso de Flávio Bolsonaro, 66% dizem ter decisão definitiva e 34% ainda consideram mudar.
Já entre os eleitores de Ronaldo Caiado e Romeu Zema, 65% afirmaram que ainda podem trocar de candidato, indicando espaço para migração de votos ao longo da campanha.
No cenário espontâneo de primeiro turno, quando nenhum nome é apresentado aos entrevistados, 22% citaram Lula como opção de voto, três pontos acima de abril.
Flávio Bolsonaro foi mencionado por 14%, sete pontos acima do registrado em janeiro e um ponto acima do levantamento anterior.
Outros 57% dos entrevistados disseram ainda não saber em quem votar. Em março, esse percentual era de 62%.
A pesquisa Genial/Quaest ouviu 2.004 pessoas presencialmente entre os dias 8 e 11 de maio. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-03598/2026.

Sede do Detran de Barreiras
Por Luís Carlos Nunes no Caso de Política
O juiz Gabriel de Moraes Gomes, da 1ª Vara Criminal de Barreiras, determinou a remessa para o Tribunal de Justiça da Bahia (TJBA) do processo que investiga um suposto esquema criminoso de fraudes em CNHs e vistorias na 10ª CIRETRAN. A decisão, proferida em 9 de setembro de 2025, ocorre após o Ministério Público da Bahia (MP-BA) apresentar novos documentos que indicam o suposto envolvimento da Deputada Estadual Jusmari Oliveira.
Devido ao cargo que ocupa, Jusmari Oliveira possui prerrogativa de foro (foro privilegiado), o que impede que o caso continue tramitando na primeira instância.
Segundo a decisão judicial, o MP-BA destacou “diálogos referentes a ilícitos com suposto envolvimento da Deputada Estadual JUSMARI TEREZINHA DE SOUZA OLIVEIRA”, baseando-se em relatórios técnicos do GAECO que apontam conversas indicando que infrações penais teriam sido praticadas a pedido da Secretária.
As investigações, que correm sob o número 8002652-93.2025.8.05.0022, sugerem que a secretária estadual teria utilizado seu cargo político para influenciar a colocação de integrantes do grupo criminoso na 10ª CIRETRAN-Barreiras. Em troca, haveria o proveito indevido para terceiros, como a retirada irregular de retenções administrativas de Carteiras Nacionais de Habilitação (CNH) dos sistemas eletrônicos.
Um dos trechos citados na decisão detalha um áudio de Sandro Santana de Paula, apontado como um dos operadores do esquema, em que ele afirma: “Jusmari mandou aqui pra mim aqui, pra mim ver contigo aí ó. Disse que é uma senhora, acho que é o filho dela, que pegou na blitz, tinha tomado uma, aí deu retenção aí na carteira”.
Diante dos indícios de participação de autoridade com foro especial, o juiz Gabriel de Moraes Gomes acatou o pedido ministerial para transferir o processo. Na sentença, o magistrado foi taxativo:
“Diante do exposto, acatando o pedido ministerial, DECLINO DA COMPETÊNCIA para o E. TJBA, nos termos do art. 109 do CPP e do art. 123, I, letra ‘a’, da Constituição do Estado da Bahia”.
O magistrado também determinou que a Secretaria da 1ª Vara Criminal devolva à 1ª Promotoria de Justiça todas as mídias e materiais físicos, como CDs e pen drives, antes da remessa dos autos eletrônicos ao Tribunal em Salvador.
O caso é um desdobramento da “Operação Fraus Omnia”, deflagrada pelo GAECO em abril de 2025. Na época, conforme noticiado, o Detran-BA exonerou servidores como Valdeci Marques de Souza Filho (coordenador técnico) e David William Oliveira de Santana (coordenador de habilitação) por suspeita de integrar a organização que fraudava resultados de provas e vistorias para obter vantagens ilícitas.
A investigação aponta que o esquema funcionava como um “balcão de negócios” dentro do órgão de trânsito em Barreiras. Com a subida do processo para o TJBA, caberá agora aos desembargadores analisar a conduta de Jusmari Oliveira e decidir pela abertura ou não de ação penal contra a deputada.
Esta cadeira vazia estava reservada ao Alcolumbre?
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva lança, nesta terça-feira (12), o programa Brasil Contra o Crime Organizado e anuncia medidas voltadas à segurança pública. O pacote prevê investimento de R$ 11 bilhões, sendo R$ 1 bilhão do Orçamento da União e R$ 10 bilhões via empréstimo do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para os estados.

“O Brasil contra o Crime Organizado foi construído em diálogo com os estados, especialistas e forças de segurança pública e tem por objetivo desarticular as bases econômicas, operacionais e sociais das organizações criminosas em todo o território nacional”, diz comunicado da Presidência.
O programa será estruturado em quatro eixos estratégicos:
Em coletiva de imprensa, na semana passada, o presidente Lula destacou que é preciso “destruir o potencial financeiro do crime organizado e das facções”. Após a reunião com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, no último dia 7, Lula afirmou que o Brasil está disposto a colaborar com outros países nesse sentido.
“Vamos fazer algumas frentes [com o programa Brasil Contra o Crime Organizado], uma delas é a questão financeira. Nós precisamos destruir o potencial financeiro do crime organizado e das facções. Eles hoje viraram, em alguns casos, empresas multinacionais. Eles estão em vários países, no futebol, na política, no meio empresarial, estão em todo lugar, no poder Judiciário”, disse.
O programa deve ser formalizado por meio de um decreto presidencial e quatro portarias, exigindo a adesão dos estados para o acesso aos recursos do BNDES.
O dançarino caindo na real: já estava até nomeando ministros e criando indultos. O bizarro quer ganhar votos na urna, como o seu Pai.
A corrida presidencial para 2026 começa a ganhar contornos de uma polarização intensa e cada vez mais acirrada. Segundo a nova pesquisa do instituto Futura Inteligência, em parceria com a Apex Partners, divulgada nesta segunda-feira (11), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) apresentou uma recuperação significativa, alcançando um empate técnico com o senador Flávio Bolsonaro (PL) em uma eventual disputa de segundo turno.
Para quem não está lembrado, a Apex/Futura foi a única sondagem que apontou vitória de Jair Bolsonaro no segundo turno da eleição de 2022, algo que não ocorreu, já que Lula permaneceu 1,8 ponto percentual à frente do então candidato à reeleição na apuração final.
O levantamento agora aponta que o atual chefe do Executivo conseguiu estancar a vantagem do parlamentar de extrema direita, que em abril parecia consolidar uma liderança mais isolada. A oscilação positiva de Lula ocorre em um momento estratégico, reduzindo a distância entre os dois candidatos de forma drástica em apenas um mês. Outros institutos vêm mostrando a mesma tendência de duas semanas para cá.
Os dados comparativos revelam uma mudança clara de tendência no comportamento do eleitorado. No levantamento anterior, realizado em abril, Flávio Bolsonaro liderava com 48,0% das intenções de voto, contra 42,6% de Lula, uma diferença de 5,4 pontos percentuais que o colocava em vantagem real.
Agora, na sondagem de maio, o cenário registrou uma movimentação importante: Flávio oscilou para baixo, atingindo 46,9%, enquanto Lula subiu para 44,4%. Com essa variação, a distância entre ambos encolheu para apenas 2,5 pontos percentuais. Considerando a margem de erro de 2,2 pontos para mais ou para menos, os dois adversários agora dividem o primeiro lugar dentro do limite estatístico, configurando um empate técnico rigoroso.
Essa melhora de Lula é acompanhada por uma queda acentuada no número de indecisos e de pessoas que não souberam responder, que despencou de 7,3% em abril para apenas 1,9% em maio, indicando que o eleitor está antecipando sua decisão.
A força do nome de Lula é evidente quando comparada a outros quadros do Partido dos Trabalhadores. No cenário em que o ministro Fernando Haddad substitui o atual presidente, Flávio Bolsonaro amplia sua vantagem, superando o ex-ministro da Fazenda com aparente folga. Haddad, por sua vez, lidera contra Ronaldo Caiado (PSD) e empata com o governador Romeu Zema (Novo).
Já em confrontos diretos, Lula demonstra fôlego contra outros nomes da direita e do centro: o petista venceria Caiado e Zema, além de registrar um empate técnico com Ciro Gomes (PSDB), segundo a Apex/Futura. Flávio também mostra musculatura política, batendo Ciro, Haddad e o próprio Caiado em simulações de segundo turno.
Apesar da melhora numérica e da redução da distância para o líder, o Palácio do Planalto ainda precisa monitorar o índice de rejeição. Lula permanece como o nome em que os entrevistados “não votariam de jeito nenhum”, seguido de perto por Flávio Bolsonaro e Fernando Haddad.
Esse teto de rejeição sugere que a eleição de 2026 será decidida no detalhe e na disputa pelo eleitorado de centro. A polarização cristalizada e o avanço de quase dois pontos percentuais de Lula em apenas 30 dias indicam uma reativação da base governista, impondo um desafio imediato à estratégia da extrema direita.
Da Revista Fórum, editado.

O Banco Central (BC) atualizou nesta terça-feira, 12, as estatísticas do Sistema Valores a Receber, que contabilizam o montante esquecido por brasileiros em instituições financeiras. Os dados, que são referentes a março, indicam que ainda há R$ 10,5 bilhões disponíveis para saque.
Esse valor pertence a 45.332.328 pessoas físicas e 5.044.222 pessoas jurídicas. A maior parte delas, exatamente 36.531.951, têm até R$ 10,00 para receber. Já no outro extremo, 1.190.795 têm mais de R$ 1.000,01 para sacar.
A maioria do dinheiro esquecido está em bancos, seguida por consórcios, cooperativas e instituições de pagamentos. Para saber se possui algum dinheiro a receber, o Banco Central orienta que faça a consulta usando seu CPF ou CNPJ no Sistema Valores a Receber, neste link.
Até o momento, o Banco Central informou que já foram devolvidos R$ 14.5 bilhões em recursos que estavam esquecidos nas instituições financeiras.
Veja o passo a passo para solicitar o dinheiro esquecido:
Já para solicitar o saque do dinheiro esquecido, é preciso identificar-se no gov.br, por meio deste link.
Para valores de pessoa física, por causa do sigilo bancário, a sua Conta gov.br precisa ser de nível prata ou ouro e com verificação em duas etapas habilitadas.
Para valores de pessoa jurídica, é preciso ter Conta gov.br nas mesmas condições de pessoa física, com o CNPJ vinculado (qualquer tipo de vínculo, exceto Colaborador).
Dentro da sua conta gov.br, busque novamente por Meus Valores a Receber. Leia e aceite o Termo de Ciência.
A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta terça-feira (12), a Operação Força Integrada II para combater facções criminosas envolvidas nos crimes de tráfico de drogas e de armas e lavagem de dinheiro.


As ações ocorrem em 16 estados e buscam cumprir 165 mandados de busca e apreensão e 71 de prisão no Espírito Santo, Ceará, Amapá, em Minas Gerais, Rondônia, no Acre, em Sergipe, no Tocantins, Rio Grande do Sul, em Santa Catarina, no Rio Grande do Norte, Paraná, na Paraíba, em Alagoas, no Maranhão e Rio de Janeiro.
A operação mobiliza policiais das Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado (FICCO’s) de Segurança Pública, em atuação conjunta e coordenada pela PF.
Criadas com base no conceito de força-tarefa, as FICCO’s têm como objetivo fortalecer o enfrentamento às organizações criminosas por meio da integração entre instituições de Segurança Pública.
Participam da iniciativa polícias civis, militares e penais, guardas municipais, Polícia Rodoviária Federal, Senappen e secretarias de segurança pública estaduais, em atuação conjunta e coordenada pela Polícia Federal, sem hierarquia entre as instituições participantes.


Luís Eduardo Magalhães se consolida cada vez mais como a capital da velocidade na terra no Oeste da Bahia. O município abre, nos dias 16 e 17 de maio, a nova temporada 2026 do Autocross Brasil, no Autódromo Junior Poletto, reunindo alguns dos principais pilotos do país e fortalecendo a tradição regional nos esportes radicais sobre quatro rodas.
Com forte participação de competidores do Oeste baiano, a etapa consolida a vocação de Luís Eduardo Magalhães para o automobilismo off-road, modalidade que cresce ano após ano e atrai pilotos de diversas partes do Brasil. Ao todo, 24 pilotos disputam a categoria principal do campeonato, representando estados como Bahia, Distrito Federal, Mato Grosso e São Paulo.
A edição 2026 também marca a estreia da categoria Autocross Light, criada para incentivar novos talentos da velocidade na terra. O grid contará com 13 pilotos de diferentes estados, incluindo estreantes vindos do Kartcross e do Turismocross.
Além do destaque esportivo, o evento conta com parceria da Prefeitura de Luís Eduardo Magalhães, que apoia iniciativas voltadas ao fortalecimento do esporte, do turismo e da economia local. A realização da abertura nacional do campeonato no município reforça a importância da cidade no cenário esportivo regional e nacional.
Com entrada gratuita e transmissão ao vivo pela VNT Brasil TV, no YouTube, a expectativa é de grande público e disputas intensas na pista. O evento é realizado pela Associação Nacional de Velocidade na Terra (ANVT), com supervisão da Confederação Brasileira de Automobilismo (CBA).

Noventa veículos adulterados e com restrição de furto e roubo foram identificados por integrantes das Forças da Segurança, durante o primeiro dia da ‘Operação Ressonância’, realizado nesta segunda-feira (11). Ação, coordenada pela Secretaria da Segurança Pública da Bahia (SSP-BA), tem foco no combate a fraudes veiculares, como roubos, furtos e adulterações, além da recuperação de veículos utilizados por organizações criminosas.
Nesta 2ª edição da ação, equipes das Polícias Militar, Civil, Técnica e Rodoviária Federal, em parceria com o Departamento Estadual de Trânsito (Detran), fiscalizaram 720 veículos nas cidades de Eunápolis, Itabuna, Vitória da Conquista e Santo Antônio de Jesus.
As equipes empregadas na operação realizaram abordagens e averiguações com apoio de tecnologia permitindo detectar possíveis adulterações ou clonagens de forma rápida e precisa, contribuindo diretamente para a produção da prova técnica e a responsabilização criminal.
O ‘Dia D’ da operação, com data que será definida pela pasta, será destinado à entrega simbólica de veículos recuperados aos seus proprietários.

Segundo a Polícia Civil, as investigações apuram crimes de produção e armazenamento de material pornográfico infantojuvenil, extorsão e lesão corporal praticada no contexto de violência doméstica e familiar contra crianças e adolescentes. Denominada de Operação Nacional Caminhos Seguros, a ação mobiliza mais de 100 policiais civis no estado da Bahia.
Além dos mandados cumpridos em Salvador, um alvo também será submetido a medida de busca e apreensão no município de Serrinha, referente a uma investigação relacionada à produção de material pornográfico infantojuvenil.

Cerco em todo o país
Ainda de acordo com a polícia baiana, a operação é coordenada nacionalmente pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), por meio da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), e conta com a participação integrada das polícias Civil, Militar e Federal em diversos estados do país.
Na Bahia, a ação mobiliza mais de 100 policiais civis e é coordenada pelo Departamento de Proteção à Mulher, Cidadania e Pessoas Vulneráveis (DPMCV), por meio da Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Contra a Criança e o Adolescente (DERCCA) e do Núcleo Especializado em Repressão a Crimes Contra Crianças e Adolescentes no Ambiente Virtual (NERCCA) . As investigações são conduzidas pela unidade especializada.
Além dos mandados cumpridos em Salvador, um alvo também será submetido a medida de busca e apreensão no município de Serrinha, por meio do Núcleo Especial de Atendimento à Mulher (NEAM/Serrinha), vinculado à investigação relacionada à produção de material pornográfico infantojuvenil.
A operação conta com apoio operacional dos departamentos de Inteligência Policial (DIP), Repressão e Combate à Corrupção, ao Crime Organizado e à Lavagem de Dinheiro (DRACO), Especializado de Investigações Criminais (DEIC), Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), Polícia Metropolitana (DEPOM) e Especializado de Investigação e Repressão ao Narcotráfico (DENARC).
O cerne da questão está na postagem do advogado Marcelo Uchôa, conselheiro da Comissão de Anistia do Ministério dos Direitos Humanos e Cidadania (MDHC), que utilizou as redes sociais neste domingo (10/mai) para estabelecer um contraponto jurídico à mobilização capitaneada pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou, na última quinta-feira (7/5), a suspensão da fabricação, comercialização e distribuição de 24 produtos da marca Ypê.
A decisão, publicada no Diário Oficial da União, atingiu lotes com numeração final 1 produzidos pela empresa Química Amparo em sua unidade fabril na cidade de Amparo (SP).
A medida foi motivada pela identificação de “falhas graves na produção”, incluindo descumprimentos nas Boas Práticas de Fabricação que indicam “risco de contaminação microbiológica (presença indesejada de microrganismos patogênicos)”.
No último sábado (9/mai), em meio à comoção de aliados, Michelle Bolsonaro publicou em seus stories do Instagram uma foto onde aparece segurando diversos frascos do detergente da marca.
A postagem, replicada por perfis bolsonaristas, serviu como um ato de defesa à empresa, cujos donos doaram R$ 1 milhão para a campanha do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em 2022, conforme repercutiu a Veja.
A narrativa política rapidamente ganhou força, com apoiadores sugerindo perseguição do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) contra a empresa.
A virada no debate ocorreu com a publicação de Marcelo Uchôa. Citando o post da ex-primeira-dama, o conselheiro escreveu em seu perfil no X (antigo Twitter): “Código Penal Brasileiro: Art. 132 – Expor a vida ou a saúde de outrem a perigo direto e iminente: Pena – detenção, de três meses a um ano, se o fato não constitui crime mais grave”.
A mensagem conectou a defesa temerária de um produto com risco sanitário comprovado a uma possível infração penal.
O UOL Economia revelou que este não é o primeiro incidente da fabricante. Em novembro de 2025, a Ypê já havia feito um recolhimento voluntário de lotes após a constatação da bactéria Pseudomonas aeruginosa, um microrganismo multirresistente que representa uma ameaça à saúde pública, especialmente para imunossuprimidos.
Mesmo com a empresa recorrendo da decisão, a Anvisa mantém a orientação para que os consumidores não utilizem os produtos, conforme publicado em nota oficial no dia 8 de maio.

Enquanto a narrativa política ignora os riscos reais à saúde (fonte), a postagem de Uchôa serviu como um contraponto técnico e jurídico.
A estratégia de transformar uma medida sanitária legítima em capitulação política, além de desinformar, pode expor os divulgadores a responsabilidades legais, uma vez que incentivam o uso de um produto que a autoridade sanitária classifica como potencial vetor de contaminação.
Uma explosão atingiu ao menos 46 imóveis nesta segunda-feira (11) no Jaguaré, na Zona Oeste de São Paulo. Dez deles ficaram totalmente destruídos. O caso aconteceu por volta das 16h10 na Comunidade Nossa Senhora das Virtudes 2, localizada na Rua Floresto Bandecchi, próximo à Rua Dr. Benedito de Moraes. Um homem de 45 anos foi encontrado morto e outras três pessoas foram socorridas, segundo o Corpo de Bombeiros.

De acordo com os chamados de emergência de moradores registrados pela Polícia Militar e pelo Corpo de Bombeiros, pessoas teriam sido lançadas pela força da explosão e havia vítimas presas sob escombros. Moradores relataram gritos e pedidos de socorro logo após o incidente.
O Corpo de Bombeiros informou que 12 viaturas foram enviadas para o local. Havia forte cheiro de gás na região e risco de novos vazamentos, o que levou equipes a orientar moradores a se afastar da área.

Os cidadãos afetados estão recebendo assistência médica e psicológica e sendo levados para hotéis. As empresas vão disponibilizar um valor emergencial, no valor de R$ 2 mil, para ajuda de custo enquanto fazem o levantamento de todos os prejuízos. Equipes de médicos veterinários também atuam local.
O acidente ocorreu durante uma obra de remanejamento de tubulação de água, quando houve o atingimento de uma rede de gás, o que levou à imediata paralisação dos trabalhos. As empresas adotaram imediatamente todos os protocolos de segurança.
As causas da ocorrência estão sendo apuradas e as empresas colaboram com as investigações das autoridades competentes.”.
Também em nota, a Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo (Arsesp) disse que “se solidariza com as vítimas, seus familiares e com os moradores atingidos pela explosão ocorrida na tarde desta segunda-feira (11), no Jaguaré, na Zona Oeste da capital.
Equipes técnicas da Agência já estão no local para fiscalizar a atuação das concessionárias responsáveis pelos serviços regulados e iniciar, em conjunto com as autoridades competentes, a investigação rigorosa das causas do acidente.
A Arsesp solicitará às concessionárias todos os documentos e registros operacionais relacionados à prestação dos serviços no local, bem como as informações específicas sobre a manutenção realizada no endereço nesta segunda-feira. Caso sejam constatadas falhas, descumprimento de normas ou responsabilidade de empresa fiscalizada, serão adotadas as medidas regulatórias e sancionatórias cabíveis.

Uma forte explosão atingiu o bairro do Jaguaré, localizado entre as zonas norte e oeste de São Paulo. O incidente resultou em um cenário de destruição com várias casas danificadas e telhados arrancados.
Equipes do Corpo de Bombeiros estão no local realizando buscas por sobreviventes nos escombros e retirando moradores dos arredores da zona de risco.
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Até o momento, a suspeita é que a explosão tenha sido causada por um vazamento de gás, no entanto, a causa ainda é desconhecida e não há confirmação sobre vítimas fatais ou feridos.
Focos de incêndio surgiram na área afetada pela explosão que ocorreu em uma região densamente habitada da cidade.

Segundo os chamados de emergência, pessoas teriam sido lançadas pela força da explosão e havia vítimas presas sob escombros. Moradores relataram gritos e pedidos de socorro logo após o incidente.
A área foi isolada, devido ao risco de vazamento de gás.
Segundo a Polícia Militar, equipes da Comgás realizavam uma manutenção no sistema de gás encanado quando ocorreu a explosão, que atingiu diversas residências da região. A Comgás foi procurada, mas não havia se posicionado até a última atualização desta reportagem.
O Corpo de Bombeiros informou que 12 viaturas foram enviadas para o local. Havia forte cheiro de gás na região e risco de novos vazamentos, o que levou equipes a orientar moradores a se afastar da área.
Sóstenes, o coroinha do Papa Negro, Malasuerte: pela liberdade dps incendiários e para aqueles que soluçam pelos dois extremos. Vamos trazer o chanceller Bananinha de volta ao lar. E esquecer aquela história da mala com R$430.000 esquecida em casa.
Do g1.globo.com, editado
A oposição no Congresso Nacional se movimenta nesta segunda-feira (11) para tentar ressuscitar o texto de uma proposta de emenda à Constituição (PEC) que concederia perdão “amplo, geral e irrestrito” aos condenados dos atos antidemocráticos de 8 de janeiro, a chamada “PEC da Anistia”.
A reação ocorre após a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes deste sábado (9) que suspendeu os efeitos da Lei da Dosimetria até que a Corte analise ações que questionam a norma.
🔎A Lei da Dosimetria foi promulgada na sexta passada pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-PB). O projeto foi inicialmente vetado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), mas o veto acabou sendo derrubado pelo Congresso.
Para justificar a decisão de suspender a Lei da Dosimetria, o ministro Alexandre de Moraes citou duas ações que questionam a constitucionalidade da lei, que devem ser julgadas pelo plenário do Supremo. A data desses julgamentos, contudo, não está definida. A decisão de Moraes não abordou o mérito das ações.
O líder do PL, deputado Sóstenes Cavalcante, classificou a decisão de Moraes como “esdrúxula” e pontuou: “só resta a alternativa da PEC”.
O texto de Cavalcante já foi registrado no sistema da Câmara, mas está em fase de coleta de assinaturas. O parlamentar acredita que até esta quarta consiga reunir número suficiente.
“Já dei entrada, e, agora, vou colher assinaturas e trabalhar para pautá-la com agilidade, para, finalmente, fazer justiça aos apenados do dia 8 de janeiro”, prosseguiu o líder do PL.
No caso das PECs, o protocolo inicial não basta para que a proposta comece efetivamente a tramitar. A Constituição exige apoio mínimo:
O texto da PEC inserido no sistema agora diz:
“Art. 1º Inclua-se o art. 139 ao Ato das Disposições Constitucionais Transitórios, com a seguinte redação:
Art. 139 São anistiados:
I – os que participaram, direta ou indiretamente, de fatos ocorridos em Brasília, Distrito Federal, no dia 08 de janeiro de 2023 e que tenham sido condenados pelos crimes de dano qualificado, previsto no artigo 163, § único, incisos I, II, III e IV, do Código Penal, e deterioração de patrimônio público, previsto no artigo 62, inciso I, da Lei nº 9.605, de 12 de fevereiro de 1998; e
II – os que participaram, direta ou indiretamente, de fatos ocorridos em Brasília, Distrito Federal, no dia 08 de janeiro de 2023 e que tenham sido condenados pelos crimes de associação criminosa armada, previsto no artigo 288 do Código Penal, tentativa ou abolição do estado democrático de direito, previsto no artigo 359-L do Código Penal, e golpe de estado, previsto no artigo 359-M do Código Penal.”
Na justificativa da proposta, o texto cita “invasão de competências, invasão de poderes e afronta à democracia”.
“A decisão do Ministro Alexandre de Moraes suspendendo a lei representa uma afronta à soberania do Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal está impedindo a aplicação de uma norma aprovada pela ampla maioria dos congressistas. Isso representa um claro ataque à democracia e à separação dos Poderes”, menciona um trecho do texto.
“O Congresso Nacional tem que ser respeitado. Não pode um único juiz derrubar a decisão do Parlamento, isso é invasão de competência, é invasão de poderes e uma afronta à democracia”, prossegue.
🔎Se aprovada, essa nova proposta pode beneficiar também o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que cumpre prisão domiciliar e foi condenado a 27 anos e três meses de prisão.
Com a Lei da Dosimetria, a condenação do ex-presidente não seria anulada, mas ele seria beneficiado com redução da pena e do tempo em regime fechado.
Sóstenes Cavalcante mencionou que, antes da votação da Lei da Dosimetria, houve uma articulação junto ao presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), para que o texto aprovado não tivesse “problemas com o STF”.

O caso, notificado em fevereiro e confirmado pela Fundação Ezequiel Dias, não tem relação com o surto da doença registrado em um navio de cruzeiro que navegava no Oceano Atlântico.

Em nota, a pasta informou que o paciente, um homem de 46 anos, era residente de Carmo do Paranaíba, no Alto Paranaíba, e apresentava histórico de contato com roedores silvestres em área de lavoura. A secretaria reforçou que a cepa de hantavírus identificada no Brasil não é transmitida de pessoa para pessoa.
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“Trata-se de um caso isolado, sem relação com outros registros da doença”
No comunicado, a secretaria destacou ainda que um segundo registro de hantavírus atribuído ao estado não foi confirmado e que já solicitou ao Ministério da Saúde a correção da informação nos sistemas oficiais.
Dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan) indicam que Minas Gerais contabilizou quatro casos confirmados de hantavirose em 2025, com dois óbitos. Já em 2024, foram sete casos confirmados, com quatro óbitos.
A secretaria destacou que a hantavirose é uma zoonose viral aguda que, no Brasil, se manifesta principalmente na forma da Síndrome Cardiopulmonar por Hantavírus. A transmissão para humanos acontece, na maioria das vezes, pela inalação de partículas presentes na urina, nas fezes e na saliva de roedores silvestres infectados.
“As infecções ocorrem principalmente em áreas rurais, geralmente associadas a atividades ocupacionais ligadas à agricultura e ao contato com ambientes infestados por roedores.”
Os sintomas iniciais incluem febre, dores no corpo, cefaleia, dor lombar e dor abdominal. Em casos mais graves, a doença pode evoluir para dificuldade respiratória, tosse seca, aceleração dos batimentos cardíacos e queda da pressão arterial.
Não há tratamento específico para a hantavirose. O atendimento é baseado em medidas de suporte clínico, conforme avaliação médica.
A secretaria reforçou ainda a importância de medidas de prevenção, sobretudo em áreas rurais. Entre as principais orientações estão:
Outra recomendação é ventilar o ambiente antes de entrar em locais fechados, como paióis, galpões, armazéns e depósitos.
“Antes da limpeza desses espaços, a orientação é umedecer o chão com água e sabão, evitando varrer a seco, para reduzir o risco de suspensão de partículas no ar”, concluiu a pasta.

Os trabalhos incluem importantes corredores viários, como a Avenida Brasília, a Rua Santa Catarina e a Avenida S3, além de outras vias estratégicas para a mobilidade urbana. As intervenções reforçam o avanço das obras de infraestrutura e contribuem para melhores condições de tráfego em toda a cidade. De acordo com dados da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Urbanismo, os serviços executados até o momento somam: 4.067 metros de terraplenagem; 1.894 metros de reciclagem asfáltica e 1.777 metros de recapeamento total, totalizando mais de 53 mil metros quadrados de intervenção. Ao todo, já são aproximadamente 6.004 metros de ruas e avenidas recuperadas por meio do programa de requalificação viária do município.
As ações têm como objetivo melhorar a trafegabilidade, aumentar a segurança no trânsito e garantir maior durabilidade do pavimento, beneficiando motoristas, motociclistas, ciclistas e pedestres.
Segundo levantamento das equipes técnicas da Secretaria de Infraestrutura e Urbanismo, as frentes de serviço seguem avançando em diversas regiões da cidade, ampliando o alcance das obras e proporcionando melhores condições de mobilidade urbana para a população. No bairro Jardim Paraíso, os serviços de recapeamento já chegaram ao entorno da praça principal e avançam pelas ruas da localidade.
Conforme informações do engenheiro responsável pela obra, cinco frentes de trabalho atuam simultaneamente, além do Jardim Paraíso em outros bairros da cidade.
A Prefeitura reforça que os serviços estão sendo executados em vários bairros da cidade e destaca a importância da colaboração da população durante o período das obras. A orientação é que os moradores respeitem a sinalização instalada nas vias, já que as intervenções podem alterar temporariamente a rotina local, mas têm como finalidade melhorar a infraestrutura urbana.
Ainda segundo o engenheiro civil responsável, as equipes realizam uma avaliação técnica da qualidade do asfalto em cada trecho atendido.
Em algumas localidades, foram identificadas camadas asfálticas com espessura inferior a 1 centímetro. Nesses casos, toda a estrutura é refeita para garantir mais qualidade, resistência e durabilidade ao pavimento.
A Secretaria de Infraestrutura e Urbanismo informou ainda que a Embasa foi comunicada previamente, por meio de ofício, sobre o cronograma das obras.
A medida busca permitir possíveis intervenções da empresa de saneamento antes da conclusão dos serviços, evitando transtornos futuros após a execução da requalificação asfáltica.
Na última quinta-feira (7/5), Ciro foi alvo de mandados de busca e apreensão na quinta fase da Operação Compliance Zero, por suspeita de atuar “em favor do banqueiro Daniel Vorcaro, em troca do recebimento de vantagens econômicas indevidas”. Segundo a PF, ele recebia mesada de R$ 300 mil a R$ 500 mil do banqueiro. O senador e presidente nacional do PP nega as acusações.
Com 514 metros quadrados, o triplex comprado por Ciro está em fase final de construção e fica na badalada Rua Oscar Freire, na zona oeste de São Paulo, famosa pelas lojas de grife e por restaurantes da alta gastronomia. A aquisição do imóvel, que tem três suítes e três vagas de garagem, ocorreu em julho de 2024, diretamente com a incorporadora RFM, responsável pelo prédio.
Em 13 de agosto daquele ano, Ciro apresentou emenda à PEC nº 65/2023 ampliando a cobertura do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) de R$ 250 mil para R$ 1 milhão por depositante, um pleito do Master, que já enfrentava grave crise de liquidez.
A PF aponta que a emenda foi elaborada pela assessoria do banco e apresentada de “forma integral” por Ciro no Senado.
Mensagem capturada pela PF mostra que, logo após a publicação da emenda, Vorcaro disse que o texto “saiu exatamente como mandei”.
Ao Metrópoles, Ciro disse que o acordo de compra do triplex prevê o pagamento dos R$ 22 milhões mediante a entrega de um apartamento no mesmo prédio, avaliado em R$ 8 milhões, e o restante em dinheiro, de forma parcelada. Segundo o senador, faltam ainda seis parcelas de R$ 336 mil e R$ 6,7 milhões na entrega das chaves.
“Todo o imóvel foi negociado com a construtora e pago 100% por minha empresa”, afirmou Ciro, referindo-se à CNLF Empreendimentos Imobiliários, empresa suspeita de ter sido usada por ele para receber pagamentos ilícitos do Master.
O imóvel entregue pelo senador na negociação, localizado no 1º andar, teria sido adquirido em 18 de janeiro de 2023, pouco após o início das obras do empreendimento.
Ele afirma que, enquanto o imóvel era construído, chegou a discutir a possibilidade de trocá-lo por um outro apartamento do prédio, no 17º andar, mas acabou desistindo e depois fazendo a troca pelo triplex. Segundo o próprio senador, o imóvel na cobertura valeria hoje em torno de R$ 30 milhões.
Em março deste ano, Ciro decidiu fazer nova troca, mesmo com parcelas do apartamento ainda pendentes. Desta vez, por uma casa de altíssimo padrão no Jardim Europa, bairro repleto de mansões na zona oeste paulistana.
O imóvel, de 878 metros quadrados, que também está em fase final de construção, é assinado pelo renomado arquiteto Arthur Casas Mattos, premiado internacionalmente por projetos como o do Hotel Emiliano, no Rio de Janeiro, e da Villa Dubrovnik, na Croácia.
A negociação foi feita com o empresário Antônio Rocha Neto, amigo de Ciro que atua no ramo de educação e transportes. Rochinha, como é conhecido, adquiriu o terreno que dará lugar à casa em julho de 2023 por R$ 6 milhões, contratou o escritório de arquitetura para fazer o projeto e uma construtora para colocá-lo de pé.
Projeto do salão do 1º andar.
Desde o início do ano, no entanto, a equipe de arquitetos passou a responder diretamente ao senador e à sua namorada, Lorena Furtado. De acordo com fontes envolvidas na obra, o casal pediu uma série de alterações no projeto, como a substituição de uma sala de home theater por um luxuoso espaço para festas, com bar e mesa de DJ. A ideia de Ciro seria utilizar o imóvel como uma “casa de negócios”.
No início de abril, a reportagem esteve na mansão, que também contará com piscina aquecida, jardins de inverno, academia e até um SPA no último andar.

Um casal foi detido neste sábado (9) após tentar manter relações sexuais em um voo da Copa Airlines que partiu do Panamá e pousou no aeroporto de Rosário, na Argentina.
O incidente ocorreu durante o voo CM 836, que aterrissou na madrugada de sábado. O homem de 55 anos e a mulher de 60 estavam seminus nos assentos da fileira F, quando foram denunciados por outros passageiros.
De acordo com o protocolo, a chefe de cabine da aeronave comunicou ao supervisor sobre o ocorrido, sugerindo iniciar uma ação penal por exibicionismo contra os passageiros.
O Ministério Público de Acusação de Rosário foi acionado e determinou que o casal fosse encaminhado à delegacia do aeroporto para os procedimentos necessários.
O Código Aeronáutico da ANAC não prevê uma norma específica para casos de relações sexuais em aviões, mas destaca que tais atitudes podem prejudicar a segurança e a ordem durante o voo.
A companhia aérea, a polícia e as autoridades argentinas não se pronunciaram oficialmente sobre o incidente até o momento.
Em 22 de abril de 2020, o então Ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, na famosa reunião ministerial gravada, disse que o Governo deveria aproveitar o grave momento da Covid para “passar a boiada” ambiental.
Salles defendeu que o governo aproveitasse a atenção da mídia voltada para a pandemia de Covid-19 para flexibilizar normas regulatórias de proteção ambiental, o que chamou de “passar a boiada”.
O ex-ministro defendeu a alteração de regras sem precisar de aprovação do Congresso, focando em portarias e normas técnicas.
A fala gerou grande repercussão negativa e, segundo o Instituto de Estudos Socioeconômicos (Inesc), a gestão Salles implementou mais de 124 medidas que trouxeram riscos às políticas ambientais.
O pedido de afastamento de Salles foi solicitado pelo Ministério Público Federal (MPF) em julho de 2020 por improbidade administrativa, citando o desmonte da proteção ambiental

Sistemas de irrigação, uso intensivo de defensivos agrícolas, maquinário pesado, energia fornecida por placas solares e vigilância 24 horas. Em meio ao clima árido do sertão nordestino, uma plantação com uso de tecnologias tradicionalmente empregadas por fazendas de ponta foi alvo no fim do mês passado de operação da Polícia Federal.
O investimento tinha como objetivo o cultivo de uma “maconha gourmet”, versão mais potente da droga, que vem se espalhando pela bacia do Rio São Francisco e desafiando a corporação na tentativa de erradicação da prática criminosa.

Uma operação internacional realizada na madrugada deste domingo (10) resultou na prisão, na Bolívia, de um líder de facção criminosa com atuação em diferentes regiões da Bahia e também no Rio de Janeiro.
A ação contou com trabalho de inteligência integrado entre a Secretaria da Segurança Pública da Bahia (SSP-BA), Polícia Federal, Polícia Civil, por meio do Draco, e a Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO) Bahia.

Segundo as autoridades, a atuação da facção era concentrada no bairro do Engenho Velho da Federação, em Salvador, além de municípios das regiões Sul e Sudoeste da Bahia.
O secretário da Segurança Pública, Marcelo WErner, celebrou a ação e disse que a polícia baiana não tem “fronteiras para combater o crime organizado”.
O secretário informou ainda que novas operações seguem em andamento em diferentes cidades baianas para localizar e prender outros integrantes da facção. “Informações sobre esses criminosos podem ser repassadas, com total sigilo, através do telefone 181 (Disque Denúncia da SSP). O anonimato é garantido por lei.”, completou Werner.
Do Correio24horas.
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, suspendeu neste sábado (9) a aplicação da Lei da Dosimetria em pedidos relacionados aos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023.

O ministro, que foi sorteado para ser relator de ações que questionam a validade da Lei da Dosimetria, decidiu que a suspensão terá validade até que a Corte julgue as ações contrárias à legislação.
Moraes firmou o entendimento ao analisar o caso de Nara Faustino de Menezes, condenada por participação nos atos de 8 de janeiro e que queria a aplicação da Lei 15.402/2026 promulgada ontem (8), após o Congresso derrubar o veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
A legislação tornada válida pelos congressistas estabelece a redução das penas de condenados pelo 8 de janeiro.
Moraes argumentou que não poderia começar a julgar os pedidos de redução das penas com base na nova lei, uma vez que existem ações tramitando no STF que questionam a validade do texto.
A pena menor para os condenados é questionada por duas Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADIs): a 7966 e 7967, que foram ajuizadas na sexta-feira (8) pela Associação Brasileira de Imprensa (ABI) e pela federação partidária PSOL-Rede.
“A superveniência de interposição de ação direta de inconstitucionalidade e, consequentemente a pendência de julgamento em controle concentrado de constitucionalidade, configura fato processual novo e relevante, que poderá influenciar no julgamento dos pedidos realizados pela Defesa, recomendando a suspensão da aplicação da lei, por segurança jurídica, até definição da controvérsia pelo SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL”, escreveu.
O ministro determinou ainda que a execução penal deverá prosseguir integralmente, mantidas todas as medidas anteriormente determinadas.
Na sexta-feira, Moraes concedeu o prazo de cinco dias para que a Presidência da República e o Congresso Nacional se manifestem sobre a Lei da Dosimetria.