



A Guarda Revolucionária iraniana alertou que as movimentações marítimas que violarem as regras por ela anunciadas enfrentarão sérios riscos e embarcações não autorizadas serão interceptadas ‘com o uso da força’, informou a mídia estatal iraniana.
Comunicado dos iranianos destaca que as empresas de navegação e as seguradoras de transporte devem estar atentas aos avisos da Guarda Revolucionária Islâmica.
As afirmações corroboram com um alerta de um oficial militar que ‘qualquer força militar estrangeira, especialmente o exército invasor americano, será atacada’ caso tente se aproximar ou entrar no Estreito de Ormuz.
O major-general Ali Abdollahi, comandante do Quartel-General Central Khatam al-Anbiya, o comando unificado das forças armadas iranianas, afirmou que o Irã protegerá a segurança do estreito ‘com todas as suas forças’, após os EUA prometerem guiar navios retidos através do ponto de estrangulamento para o transporte de petróleo.
“Mantemos e gerenciamos com rigor a segurança do Estreito de Ormuz com todos os nossos recursos e alertamos a todos os navios mercantes e petroleiros que se abstenham de qualquer trânsito sem coordenação com as forças armadas estacionadas no Estreito de Ormuz, para que sua segurança não seja posta em risco”, disse.
Abdollahi disse ainda que a região está sob o controle das forças armadas do Irã e qualquer ‘ação agressiva dos Estados Unidos para perturbar a situação só resultará em mais complicações e colocará em risco a segurança das embarcações’ na área.

Da Agência de Notícias AlJazeera.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou uma missão naval chamada Projeto Liberdade para ajudar navios retidos a atravessar o Estreito de Ormuz , que permanece sob um bloqueio iraniano de fato. A operação começará na segunda-feira, segundo o presidente americano.
O Irã assumiu o controle do Estreito de Ormuz, por onde passa um quinto do fornecimento mundial de petróleo e gás natural liquefeito, dias depois de os EUA e Israel terem lançado ataques contra o Irã em 28 de fevereiro.
Apesar do anúncio de Trump, os preços do petróleo não recuaram, com o Brent, referência internacional, praticamente estável na manhã de segunda-feira.
Em resposta a Trump, o importante parlamentar iraniano Ebrahim Azizi afirmou que qualquer interferência dos EUA no estreito seria considerada uma violação do cessar-fogo.
Eis o que sabemos enquanto o conflito entra no seu 66º dia:
A Organização de Operações de Comércio Marítimo do Reino Unido (UKMTO) afirma que o nível de ameaça à segurança marítima no Estreito de Ormuz permanece crítico devido às operações militares em curso.

O Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) contabilizou mais de 24 mil atendimentos até as 10h deste sábado (2) durante o plantão especial em Salvador e no interior do estado.
A mobilização tem como objetivo ampliar o acesso da população aos serviços da Justiça Eleitoral e atender eleitores que precisavam resolver pendências dentro do prazo legal. O cadastro eleitoral será fechado na quarta-feira (6), conforme determina a legislação eleitoral.
Segundo o tribunal, foi registrada uma procura intensa nas primeiras horas de funcionamento das unidades, com grande movimentação na Central de Atendimento ao Público (CAP) e nos cartórios eleitorais.
Entre os serviços mais solicitados estiveram a emissão da primeira via do título, regularização da situação eleitoral, atualização cadastral, coleta biométrica e transferência de domicílio eleitoral.
O último plantão de sábado registrou 2.173 atendimentos, que somados aos mutirões anteriores, promovidos nos dias 25 de abril e na sexta-feira (1º), o total de atendimentos ultrapassou 24 mil em toda a Bahia.
O Tribunal informou que o atendimento regular será retomado na segunda-feira (4), com funcionamento das 8h às 18h na capital e das 8h às 15h nas unidades do interior.

Neste sábado, 2, uma operação conjunta entre a RONDESP CPR-Oeste, a 84ª CIPM e a Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO/TO) resultou na descoberta de um laboratório clandestino de substâncias ilícitas no povoado de Lagoa do Oscar, localizado no município de Wanderley, no oeste da Bahia.
A ação foi desencadeada após o compartilhamento de informações entre as forças de segurança, que indicavam a possível existência de um ponto de produção de drogas na região. Ao chegarem ao local, as guarnições avistaram indivíduos nas proximidades da edificação suspeita. Ao perceberem a presença policial, os suspeitos fugiram em direção à vegetação nativa, conseguindo escapar apesar das buscas realizadas na área.

Durante a varredura no imóvel, os policiais encontraram fortes indícios da existência de um laboratório químico utilizado para a produção de entorpecentes. No local, foram apreendidos um aparelho celular, aproximadamente 145,035 quilos de substância análoga à cocaína, 5 quilos de material semelhante ao LSD e 1 quilo de uma substância ainda não identificada.
Todo o material recolhido foi encaminhado à autoridade competente, que adotará as medidas legais cabíveis. A operação representa mais um avanço no combate ao crime organizado e ao tráfico de drogas na região.
Getty Images
O acordo de livre comércio entre Mercosul e a União Europeia começou a vigorar de forma provisória nesta sexta-feira (1/5), após mais de 25 anos de negociações — criando uma das maiores zonas de livre comércio do mundo e abrindo caminho para mudanças nos preços de produtos no Brasil.
O acordo insere o Brasil em um mercado de mais de 700 milhões de consumidores, em um bloco que reúne economias com PIB combinado de cerca de US$ 22 trilhões.
Embora a implementação ocorra de forma gradual, os impactos já começam a aparecer.
Segundo a Confederação Nacional da Indústria (CNI), mais de 80% dos produtos exportados pelo Brasil para a União Europeia passam a ter tarifa de importação zerada desde o início desta etapa.
Para os brasileiros, analistas projetam que o acordo Mercosul-UE pode significar uma redução no preço de alguns produtos importados, como vinhos, azeites, queijos e outros lácteos.
Também é esperada a chegada de algumas marcas que não eram comercializadas no país, como a de alguns chocolates premium.
Uma redução de preços também poderá acontecer com outros itens, como veículos, medicamentos e insumos para o agro (como maquinários e produtos veterinários).
Já nas exportações, a tendência é que produtos agropecuários e calçados brasileiros cheguem com mais facilidade (e menos taxas) aos países europeus.
As negociações entre os blocos tinham chegado a um impasse, que só foi destravado no final de 2025, quando o Parlamento Europeu aprovou salvaguardas para proteger produtos agrícolas europeus.
As salvaguardas são mecanismos que haviam sido sugeridos pela França como forma de proteger os agricultores do país contra uma possível invasão de produtos agrícolas do Mercosul, em especial de carne.
Reuters
Elas definem em quais circunstâncias a União Europeia poderia suspender temporariamente as vantagens tarifárias concedidas ao Mercosul.
O acordo Mercosul-UE prevê a redução de tarifas comerciais e a facilitação de investimentos entre os dois blocos, que englobam mais de 700 milhões de pessoas e formarão uma das maiores áreas de livre comércio do mundo.
A principal expectativa é que a parceria alavanque o comércio entre os dois continentes e seja um instrumento de fortalecimento das duas regiões, em um mundo cada vez mais polarizado entre China e Estados Unidos.
O acordo prevê a redução de tarifas de importação, que pode ser imediata ou gradual (em até 15 anos), a depender dos setores.
Essa liberação vai atingir 91% dos bens que o Brasil importa da União Europeia e, do outro lado, 95% dos bens que o bloco europeu importa do Brasil.
Quando entrar em vigor, o acordo vai alavancar alguns setores brasileiros (principalmente o agronegócio) e pode prejudicar outros, mas governo e economistas têm uma visão otimista sobre o saldo desse impacto para o crescimento do país.
Além disso, pode beneficiar o consumidor, com o potencial barateamento de produtos importados, como azeites, queijos, vinhos e frutas de clima temperado (frutas secas, peras, maçãs, pêssegos, cerejas e kiwis).
Esse impacto, porém, vai ser gradual e pode ser compensado por outros fatores que afetam os preços dos produtos, como a taxa de câmbio, ressalta o economista Felippe Serigatti, pesquisador da FGV Agro.
Fernando Ribeiro, coordenador de estudos de comércio internacional do Ipea, ressalta que o principal impacto nos preços do consumidor será indireto, ao deixar a produção brasileira mais barata, devido à importação de máquinas e insumos a preços menores.
“E quando a gente vê os produtos cuja importação mais cresce [nas simulações sobre o impacto do acordo], são exatamente máquinas, equipamentos elétricos e outros itens usados como insumos para produção industrial”, reforça Ribeiro.
Entre os itens que passam a entrar no mercado europeu sem tarifas estão o café solúvel, óleos vegetais e diferentes tipos de frutas frescas. Produtos como carne bovina, aves e açúcar também serão contemplados, mas dentro de limites definidos por cotas, com alíquotas reduzidas.
Diante da pressão de produtores europeus — especialmente da França —, o acordo entra em vigor de forma provisória e acompanhado de salvaguardas.
Embora parte dessas mudanças já comece a valer, os efeitos mais amplos sobre preços, competitividade e investimentos tendem a aparecer ao longo dos próximos anos, à medida que a redução de tarifas avança setor a setor.
Por ter caráter provisório, a aplicação das regras ainda pode sofrer ajustes ao longo do tempo, o que adiciona um grau de incerteza para empresas e investidores no curto prazo.
Além disso, a continuidade dos benefícios comerciais está condicionada ao cumprimento de compromissos ambientais, uma exigência central da União Europeia que pode influenciar diretamente o futuro do acordo.
Um estudo divulgado em 2024 pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) apontou que o acordo Mercosul-UE pode ter impactos positivos sobre o Produto Interno Bruto do Brasil (PIB).
Segundo a pesquisa, entre 2024 e 2040 o PIB do país teria um aumento acumulado de 0,46%, o equivalente a US$ 9,3 bilhões por ano.
Para elaborar o estudo, os pesquisadores do Ipea utilizaram projeções de crescimento econômico do Fundo Monetário Internacional (FMI) entre 2014 e 2026 e replicaram as taxas de crescimento para os anos seguintes, até 2040.
O estudo também aponta que o Brasil pode ter um aumento de 1,49% nos investimentos.
A dinâmica das importações e exportações também pode ser transformada.
As importações brasileiras podem crescer rapidamente nos primeiros anos do acordo, atingindo um pico de US$ 12,8 bilhões em 2034, antes de recuar para US$ 11,3 bilhões em 2040.
Já as exportações podem ter um aumento contínuo no mesmo período, alcançando um ganho acumulado de US$ 11,6 bilhões.
Esse movimento pode ser impulsionado por fatores como a redução de tarifas na União Europeia, concessões de cotas de exportação e queda nos custos domésticos de insumos e bens de capital, o que tornaria os produtos brasileiros mais competitivos no mercado global.
Quando o acordo com o Mercosul foi aprovado pelo Conselho Europeu, na primeira semana de 2026, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, também destacou os impactos positivos que isso traria para os países do continente.
“As exportações da UE para o Mercosul devem crescer quase 50 bilhões de euros [R$ 311,5 bilhões] até 2040, enquanto as exportações do Mercosul, por sua vez, poderão aumentar em até 9 bilhões de euros [R$ 56 bilhões]”, calculou ela.
Da BBC em Português.
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O jornalista Raimundo Rodrigues Pereira, uma das principais referências da imprensa brasileira na luta pela democracia, faleceu neste sábado (2), aos 85 anos. Ele faleceu no Rio de Janeiro, onde morava com as filhas. A causa da morte não foi divulgada.
Nascido em Exu, no Sertão de Pernambuco, Raimundo construiu uma trajetória marcada pelo enfrentamento ao autoritarismo e pela defesa intransigente da liberdade de expressão. Mais do que relatar os acontecimentos do país, ele esteve diretamente envolvido nos momentos mais críticos da história recente do Brasil.
Em 1975, ele fundou o jornal Movimento, considerado um dos principais veículos da chamada imprensa alternativa durante a ditadura militar. O periódico, mantido por um coletivo de jornalistas e intelectuais, se destacou por enfrentar a censura imposta pelo regime e dar voz a posições críticas ao governo.

Antes disso, Raimundo já havia acumulado experiências importantes no jornalismo. Trabalhou como editor na Folha da Tarde e integrou, a convite de Mino Carta, a equipe que fundou a revista Veja, em 1968.
Durante o regime, Raimundo chegou a ser preso, experiência que reforçou seu compromisso com a democracia e a liberdade de imprensa.
Em nota, a Associação Brasileira de Imprensa destacou a importância do jornalista. “Raimundo foi um guerreiro que nunca abriu mão de seus princípios, mesmo nos momentos mais sombrios do país”, afirmou a entidade.

Por Celso Rocha de Barros, na Folha
No conflito entre bolsonaristas e o STF, o Banco Master é a terceira via que superou a polarização
Lula, que não tem a perder com as investigações, indicou ministro antipizza e foi derrotado
O veto a Jorge Messias foi resultado de uma articulação política entre Alexandre de Moraes, Flávio Bolsonaro e Davi Alcolumbre. Os três e suas turmas temiam que Messias apoiasse André Mendonça nas investigações do Banco Master. Mendonça apoiava Messias.
Só parece confuso se você ainda não entendeu o PowerPoint das conexões políticas do Banco Master. O resumo está na coluna de 28 de março. É um monte de gente de direita, o pessoal do STF e do TCU enrolado com Vorcaro, e um grupo bem menor de esquerda.
A partir desses dados, os eventos da semana passada fazem perfeito sentido. Lula, que não tem a perder com as investigações (apesar do PT da Bahia), indicou um ministro antipizza. A direita se juntou com os enrolados do STF e barrou Messias.
No dia seguinte do veto a Messias, Alcolumbre e sua turma reduziram a pena de Bolsonaro e mataram a CPI do Master. Ficou tudo em casa.
O segredo para entender o que aconteceu quarta-feira é o cruzamento de dois gráficos: o PowerPoint do Master e a árvore genealógica da turma que barrou Messias.
Flávio Bolsonaro é filho do político que teve o cunhado de Vorcaro como maior doador de sua campanha eleitoral. A esposa de Alexandre de Moraes tinha um contrato milionário suspeitíssimo com o Banco Master. Davi Alcolumbre indicou o comando da previdência estadual do Amapá, que colocou R$ 400 milhões dos aposentados do estado em aplicações do Banco Master que agora não valem nada. Foi o segundo maior aporte de dinheiro de aposentado no Master, depois do R$ 1 bilhão entregue pelo bolsonarista Cláudio Castro (PL-RJ).
A propósito, segundo algumas reportagens, aliados de Messias acusam Jaques Wagner de traição nas negociações que precederam o veto. Se for verdade, a hipótese “Turma do Master derrubou Messias” fica ainda mais provável: Jaques Wagner é o único petista de expressão política que tem parentes que receberam dinheiro do ecossistema Master (a nora).
Alguns amigos me disseram que o clima em Brasília na quarta-feira lembrava o dos meses anteriores ao impeachment de Dilma. Faz sentido: dez anos atrás, a direita também fazia barbaridades no Congresso para forçar o governo a barrar uma grande investigação de corrupção.
A jornalista Ana Clara Costa, da revista piauí, também apurou que o acordo Alcolumbre-Xandão-Bolsonaro abriria a possibilidade de um bem-bolado em caso de vitória bolsonarista em outubro.
Alcolumbre deixaria a vaga no STF aberta para ser preenchida pelo próximo presidente. Se Flávio vencer a eleição, essa indicação a mais lhe daria, ao fim do primeiro mandato, maioria no STF: nos próximos quatro anos, três vagas serão abertas por aposentadorias compulsórias de ministros (Fux, Cármen e Gilmar). Com quatro indicações, mais os dois ministros indicados por Jair (Mendonça e Kassio), a extrema direita ganharia maioria no STF. Em troca, Flávio apoiaria a reeleição de Alcolumbre para a presidência do Senado em 2027. De lá, Davi barraria os pedidos de impeachment contra os atuais ministros do STF.
Ou seja: no conflito entre bolsonaristas e o STF, o Banco Master é a terceira via que superou a polarização. Daniel Vorcaro é o verdadeiro bolsonarista moderado. E essa frente ampla tem grande chance de vencer as eleições em outubro.
Subiu para seis o número de mortos em Pernambuco por causa das fortes chuvas que atingem o estado. Nesta tarde, o Corpo de Bombeiros Militar informou ter encontrado o corpo de um homem de 34 anos desaparecido desde a noite de sexta-feira (1º).

A vítima foi localizada no bairro Capibaribe, em São Lourenço da Mata, na região metropolitana do Recife. Mais cedo, a Defesa Civil do estado havia confirmado a quinta morte no Recife, no bairro Dois Unidos.
O novo balanço das ocorrências aponta um total de 1.605 pessoas desabrigadas e 1.089 desalojadas em todo o estado.
Os municípios afetados com maior gravidade em Pernambuco incluem:
Porto Alegre e mais 22 municípios do RGS registraram danos por alagamentos.
A governadora de Pernambuco, Raquel Lyra decretou na tarde deste sábado (2) situação de emergência em Pernambuco e a medida será publicada em edição extra do Diário Oficial do estado.
Em entrevista coletiva, a governadora destacou que a decretação da situação de emergência vai acelerar ações e obras do Estado nos municípios atingidos e permitir buscar investimentos necessários do governo federal para reconstruir o que foi destruído pelas chuvas.
A medida foi adotada após reuniões no Centro Integrado de Operações de Defesa Social (CIODS), no Recife, com representantes da Defesa Civil Nacional, do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), representantes das defesas civis municipais e demais órgãos estaduais envolvidos. Também foi realizada reunião online com os prefeitos dos municípios atingidos para alinhar estratégias e definir as próximas ações.
Ao todo, 29 abrigos foram ativados para acolhimento da população atingida.
Paralelamente, o Governo do Estado intensificou a distribuição de ajuda humanitária para as cidades atingidas. Em Goiana, foram entregues 150 colchões, 300 lençóis, 38 kits de limpeza e 38 kits de higiene.
Na Paraíba, também atingida pelos temporárias das últimas 48 horas, os impactos concentram-se principalmente nos municípios de Conde, João Pessoa, Bayeux, Campina Grande, Ingá, Itabaiana, Mogeiro, Patos, São José dos Ramos, Sousa, Cajazeiras, Pilar e Cabedelo.
De acordo com informações preliminares da Defesa Civil estadual, há registro de 1,5 mil famílias desalojadas, 300 pessoas desabrigadas, cerca de 9 mil afetados e dois óbitos.
Um comitê de crise foi instalado pelo governador da Paraíba, Lucas Ribeiro, com os órgãos paraibanos envolvidos para tomar as providências necessárias nos municípios afetados pelas chuvas intensas.
A Defesa Civil Nacional informou neste sábado que vem orientando os municípios afetados pelas chuvas em Pernambuco sobre como acessar recursos federais.
Segundo o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), estados e municípios que tiverem o reconhecimento de situação de emergência ou estado de calamidade pública podem solicitar recursos para ações de defesa civil.
Os pedidos devem ser feitos pelo Sistema Integrado de Informações sobre Desastres (S2iD). A partir dos planos de trabalho enviados, a equipe técnica da Defesa Civil avalia as metas e valores propostos. Após aprovação, os repasses são formalizados em portarias a serem publicadas no Diário Oficial da União, liberando os valores correspondentes.
Antonelli e a Mercedes. Reação depois de perder corrida Sprint para a McLaren.
A largada do GP de Miami da Fórmula 1 será antecipada em três horas por conta da previsão de chuva forte para o período da tarde nos arredores do estádio Hard Rock.
A quarta etapa do campeonato agora está prevista para começar às 14h, pelo horário de Brasília, com o líder Kimi Antonelli, da Mercedes, na pole position.
1) Kimi Antonelli (Mercedes), 1’27.798
2) Max Verstappen (Red Bull/Red Bull Ford), 1’27.964
3) Charles Leclerc (Ferrari), 1’28.143
4) Lando Norris (McLaren/Mercedes), 1’28.183
5) George Russell (Mercedes), 1’28.197
6) Lewis Hamilton (Ferrari), 1’28.319
7) Oscar Piastri (McLaren/Mercedes), 1’28.500
8) Franco Colapinto (Alpine/Mercedes), 1’28.762
9) Isack Hadjar (Red Bull/Red Bull Ford), 1’28.789
10) Pierre Gasly (Alpine/Mercedes), 1’28.810
11) Nico Hülkenberg (Audi), 1’29.439
12) Liam Lawson (Racing Bulls/Red Bull Ford), 1’29.499
13) Oliver Bearman (Haas/Ferrari), 1’29.567
14) Carlos Sainz (Williams/Mercedes), 1’29.568
15) Esteban Ocon (Haas/Ferrari), 1’29.772
16) Alexander Albon (Williams/Mercedes), 1’29.946
17) Arvid Lindblad (Racing Bulls/Red Bull Ford), 1’30.133
18) Fernando Alonso (Aston Martin/Honda), 1’31.098
19) Lance Stroll (Aston Martin/Honda), 1’31.164
20) Valtteri Bottas (Cadillac/Ferrari), 1’31.629
21) Sergio Pérez (Cadillac/Ferrari), 1’31.967
22) Gabriel Bortoleto (Audi), 1’33.737
Petista dos tempos heróicos, Genoíno não concorda com posições atuais do Partido. Alex Silva/ Reprodução/ Agência PT. Do Brasil247, editado por O Expresso.
O ex-presidente do PT José Genoino afirmou, em entrevista à TV 247, que o presidente Lula precisa “chamar Jaques Wagner às falas” após a derrota da indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal. Para Genoino, a postura do líder do governo no Senado durante a sabatina de Messias foi “inaceitável” e demonstrou que Wagner não teria mais condições políticas de exercer a liderança governista na Casa.
“Chamar o líder do governo às falas, porque a atitude do Jaques Wagner foi inaceitável para um partido como o PT. Aquilo ali foi um desrespeito à militância do partido”, afirmou Genoino.
O ex-presidente do PT também sugeriu diretamente que Lula troque a liderança do governo no Senado. “Se eu puder sugerir ao Lula, troque a liderança do Governo no Senado”, disse.
Segundo Genoino, as derrotas envolvendo a dosimetria e a rejeição de Messias ao STF não foram episódios normais da política parlamentar, mas parte de uma articulação mais ampla para interditar o governo Lula e enfraquecer sua autoridade. “Foram duas derrotas não normais, duas derrotas políticas que nós temos que dar a volta por cima”, afirmou.
Genoino sustentou que a conciliação institucional “bateu no teto” e que Lula deve abandonar a lógica de acordos sem limites com o Congresso. Para ele, o governo precisa recuperar a iniciativa política nas ruas, com uma plataforma popular, democrática e de defesa da soberania nacional.
“O Lula tem que sair para as ruas e fazer um discurso político forte e recuperar, com a aceitação popular, a expectativa de poder em 2026”, declarou.
O ex-dirigente petista também criticou o que chamou de “compadrio” entre setores do governo e lideranças do Senado. Segundo ele, esse tipo de relação desmoraliza o campo popular.
“Esse compadrio é nefasto para uma disputa política”, disse.
Para Genoino, a derrota de Messias expôs uma crise no modelo de governabilidade adotado pelo governo Lula. Ele defendeu que o PT e as forças de esquerda reorganizem suas alianças e priorizem a mobilização social.
“O modelo de governabilidade bateu no teto, a conciliação institucional bateu no teto. Nós temos que fazer um giro, e esse giro é com as ruas, com o povo e com a pauta democrática e popular”, afirmou.
Genoino também disse que o episódio deve provocar uma revisão nas alianças do PT nos estados, especialmente na Bahia e no Amapá.
“Essas alianças pragmáticas que a gente faz de qualquer jeito, não prosperam”, afirmou.

Os investimentos acumulados em energia solar no Brasil ultrapassaram a marca de R$ 300 bilhões, considerando tanto grandes usinas quanto sistemas de geração própria. Os dados são da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar). 

Apesar do avanço histórico, o setor enfrenta um cenário recente de desaceleração, com queda no ritmo de novos projetos ao longo do último ano.
Entre os principais fatores para a desaceleração estão cortes na geração de usinas renováveis que produzem energia excedente, sem compensação financeira aos empreendedores, e dificuldades de conexão para pequenos sistemas, relacionadas à capacidade das redes elétricas.
• Investimentos acumulados: mais de R$ 300 bilhões;
• Empregos gerados: mais de 2 milhões na última década;
• Capacidade instalada: 68,6 gigawatts (GW) em operação;
• Arrecadação pública: R$ 95,9 bilhões;
• Participação na matriz elétrica: 25,3% (segunda maior fonte do país).
O crescimento ocorre mesmo diante de uma retração significativa em 2025. Segundo o levantamento, a potência adicionada à matriz energética caiu 25,6%, passando de 15,6 GW em 2024 para 11,6 GW no ano seguinte.
A presença da energia solar se espalha por todo o território nacional, com usinas de grande porte em diversas regiões e sistemas de geração distribuída instalados em mais de 5 mil municípios.
Geração centralizada (grandes usinas solares):
• Minas Gerais: 8,6 GW;
• Bahia: 2,9 GW;
• Piauí: 2,4 GW.
Geração distribuída (pequenas usinas e telhados):
• São Paulo: 6,5 GW;
• Minas Gerais: 5,8 GW;
• Paraná: 4,2 GW.
Na avaliação da Absolar, os entraves recentes limitaram o potencial de crescimento do setor, resultando em fechamento de empresas, cancelamento de investimentos e redução de empregos. Segundo a presidente eleita do conselho da entidade para o período 2026–2030, Barbara Rubim, a prioridade será promover uma expansão sustentável da fonte solar, com foco em melhorias regulatórias, fortalecimento do mercado livre de energia e incentivo a tecnologias complementares, como armazenamento e hidrogênio verde.
Entre os principais pontos defendidos pela entidade, estão a regulamentação do armazenamento de energia elétrica junto ao Regime Especial de Incentivos para o Desenvolvimento da Infraestrutura (Reidi). Conforme a associação, as medidas podem ser feitas de forma infralegal, por meio de decretos presidenciais ou portarias de ministérios, sem a necessidade de aprovação de projetos de lei ou de medidas provisórias no Congresso.
A entidade também defende alterações para estimular projetos de armazenamento de energia solar no regime especial a setores da economia incluídos na reforma tributária.
Fundada em 2013, a Absolar reúne empresas e instituições de toda a cadeia da energia fotovoltaica e atua na articulação do setor em prol da transição energética no Brasil.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva determinou nesta sexta-feira (1º) apoio do governo federal à região metropolitana de Recife, após a cidade sofrer com fortes chuvas. Desde ontem (30), segundo a Defesa Civil estadual, foram registrados mais de 100 milímetros de chuva na região. 

Pelo menos quatro pessoas estão desaparecidas após o deslizamento de uma barreira em Olinda.
Em uma rede social, Lula disse que conversou por telefone com o ex-prefeito de Recife, João Campos, e com o senador pernambucano Humberto Costa (PT-PE) sobre as chuvas, que atingem também outras regiões do estado.
“Determinei imediatamente o pronto apoio federal às autoridades locais. O ministro da Integração Regional, Waldez Góes, acionou a Defesa Civil Nacional para prestar todo suporte às cidades atingidas, Inclusive com o reconhecimento da situação de emergência e o deslocamento de técnicos para a área”, disse o presidente.
Lula determinou ainda que o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, mobilize a Força Nacional do Sistema Único de Saúde (SUS) para prestar atendimento às vítimas.
O ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, também se manifestou. Ele disse que Góes conversou com a governadora do estado, Raquel Lyra, sobre as medidas de apoio do governo.
Entre as providências a serem adotadas está a decretação de estado de calamidade pública para o estado e os municípios atingidos.
Guimarães disse ainda que o governo fará o reconhecimento sumário da situação e adotará, “com rapidez, as medidas necessárias para minimizar os impactos e reduzir o sofrimento das populações atingidas”.
“O diálogo com as diferentes esferas de governo reforça a importância da atuação conjunta neste momento crítico. A união de esforços é fundamental para enfrentar a tragédia, salvar vidas e evitar maiores perdas, em um gesto de solidariedade com o povo pernambucano diante de uma situação tão difícil”, disse.
A Defesa Civil emitiu um alerta de fortes chuvas para hoje e sábado na região metropolitana de Recife e zona da Mata Norte.
Chuvas moderadas devem atingir as zonas do Agreste e Mata Sul.

O deputado estadual Robinson Almeida (PT) criticou a derrubada do veto presidencial ao projeto que amplia benefícios penais e pode alcançar mais de 200 mil presos no Brasil. Segundo o parlamentar, o presidente Lula (PT) tentou impedir a medida, mas parlamentares ligados ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) atuaram para abrir a brecha no Congresso Nacional.
“Lula vetou pontos que poderiam gerar impunidade e insegurança. Infelizmente, aliados de Bolsonaro trabalharam para derrubar esse veto e criar uma brecha que pode beneficiar, além do ex-presidente preso, milhares de condenados”, afirmou Robinson.
De acordo com o deputado, a decisão passa uma mensagem negativa para a sociedade e enfraquece o combate à criminalidade.
“O Brasil precisa endurecer a legislação contra o crime, não fragilizar. Ao invés de atuar para proteger as famílias brasileiras e garantir justiça às vítimas, deputados e senadores aliados de Bolsonaro fizeram o contrário”, declarou o deputado.
Robinson também acusou setores da oposição de incoerência no discurso sobre segurança pública.
“São os mesmos que usam a violência como bandeira política, mas votam para flexibilizar regras e favorecer condenados”, disse.

Cizinho Mototáxi morreu no final da tarde desta quinta-feira (30), em Luís Eduardo Magalhães. Segundo as primeiras informações, ele foi atingido por disparos de arma de fogo e não resistiu aos ferimentos.

Conhecido na cidade, Cizinho trabalhava como mototaxista e também atuava como motorista por aplicativo. Ele foi candidato a vereador nas eleições de 2024. Até o momento, não há confirmação sobre a autoria do crime, e a motivação ainda será esclarecida pelas autoridades.
O caso será investigado pela Polícia Civil, que deve apurar as circunstâncias do homicídio. Novas informações podem ser divulgadas a qualquer momento.
O Congresso Nacional derrubou, nesta quinta-feira (30), o veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao projeto de lei (PL) da Dosimetria, que reduz a pena dos condenados por tentativa de golpe de Estado ligados ao 8 de janeiro de 2023. O projeto de lei segue para promulgação. 

No Senado, foram 49 votos favoráveis à derrubada do veto e 24 contrários Eram necessários 41 senadores para derrubar o veto presidencial.
Na Câmara dos Deputados, 318 parlamentares votaram para beneficiar os golpistas, enquanto 144 deputados votaram contra e cinco se abstiveram. Eram necessários 257 votos para derrubar o veto.
Antes da votação, o presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (União-AP), fatiou a votação, excluindo os trechos que beneficiariam criminosos comuns ao reduzir o tempo para progressão de pena, mudança prevista no texto aprovado em dezembro de 2025.
O PL 2.162 de 2023 foi incluído como pauta única na sessão de hoje, entrando na frente de mais de 50 vetos, parciais ou totais, que aguardam na fila para análise do Parlamento.
O líder do governo na Câmara, deputado Pedro Uczai (PT-SC), pediu questão de ordem contra a votação do PL por entender que outros vetos teriam preferência, mas o apelo foi rejeitado por Alcolumbre.
“Nós estamos votando o tema da democracia e, portanto, o futuro de novas aventuras golpistas se derrubar este veto, uma vez que está defendendo um grupo determinado, que é o de Jair Bolsonaro, e os generais golpistas que tentaram implantar golpe no país”, disse a liderança governista.
Uczai lembrou ainda do plano de assassinatos contra o presidente eleito e o vice previsto na trama golpista.
“Não é esquerda ou direita. É se nós queremos democracia ou golpe ou ditadura, autoritarismo no Brasil. Liberdade, democracia, sim, ditadura nunca mais.”
A derrubada do veto foi defendida pelo senador Espiridião Amim (PP-SC), relator do PL, que justificou que o julgamento da trama golpista não teria sido justo.
“Eu quero, em primeiro lugar, dizer a todos os congressistas que estão aqui que este é um dia que pode permitir que se galgue ou se supere o primeiro degrau para a justiça e para a harmonia política no Brasil”, disse o parlamentar.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva vetou o chamado PL da Dosimetria por entender que a proposta é inconstitucional e viola o interesse público ao reduzir penas de crimes contra a democracia.
“[O PL] daria o condão de aumentar a incidência de crimes contra a ordem democrática e indicaria retrocesso no processo histórico de redemocratização que originou a Nova República”, justificou o Palácio do Planalto.
O PL da Dosimetria determina que os crimes de tentativa de acabar com o Estado Democrático de Direito e de golpe de Estado, quando praticados no mesmo contexto, implicarão no uso da pena mais grave em vez da soma de ambas as penas.
O foco do projeto é uma mudança no cálculo das penas, “calibrando a pena mínima e a pena máxima de cada tipo penal, bem como a forma geral de cálculo das penas”.
Tais mudanças devem beneficiar condenados pelo 8 de janeiro, como o ex-presidente Jair Bolsonaro, além dos militares Almir Garnier, ex-comandante da Marinha; Paulo Sérgio Nogueira, ex-ministro da Defesa; Walter Braga Netto, ex-ministro da Casa Civil; e Augusto Heleno, ex-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI).


Na noite de ontem, 29,, uma operação da Polícia Militar da Bahia resultou na apreensão de um verdadeiro arsenal de armas de fogo e equipamentos táticos na zona rural do município de Cotegipe, a 102 km de Barreiras. A ação foi conduzida por equipes da RONDESP CPR-Oeste, com apoio de informações compartilhadas entre unidades especializadas.
De acordo com a corporação, a ocorrência teve início após denúncias sobre a possível existência de armamento de uso restrito armazenado no povoado de Água Piranga. Com base nas informações, guarnições da CIPT-Oeste se deslocaram até o local indicado para averiguação.
No imóvel alvo da operação, o responsável foi informado sobre a denúncia. Ele afirmou desconhecer os fatos, mas autorizou a entrada das equipes policiais, acompanhando as buscas realizadas na propriedade.
Durante a varredura, os policiais localizaram, dentro de um armazém, um isopor branco contendo armas, munições e equipamentos táticos. Em outro ponto do terreno, materiais semelhantes também foram encontrados armazenados dentro de um tambor.
Questionado sobre a procedência do material, o homem declarou não saber como os itens foram parar no local nem a quem pertenciam. Diante da situação e da ausência de comprovação de origem lícita, todo o arsenal foi apreendido.
O indivíduo recebeu voz de prisão em flagrante, teve seus direitos assegurados e foi encaminhado à Delegacia de Polícia, onde foram adotadas as medidas legais cabíveis.
Materiais apreendidos:
01 fuzil calibre 5.56
01 submetralhadora calibre 9mm
01 pistola calibre .380
01 espingarda tipo Puma calibre .38
01 espingarda calibre .36
01 carregador de fuzil calibre 5.56
02 carregadores calibre 9mm
01 carregador de pistola calibre .380
85 munições calibre 5.56
15 munições calibre 9mm
35 munições calibre .40
11 cartuchos calibre 12
04 placas de colete balístico
01 capa para colete balístico
A Polícia Militar destacou que a integração entre unidades foi fundamental para o sucesso da operação e reforçou a importância da colaboração da população por meio de denúncias anônimas.


A presidente da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), Alessandra Zanotto Costa, participou nesta segunda-feira (27), da apresentação oficial da Bahia Farm Show 2026, em cerimônia realizada na Governadoria, em Salvador.
O evento, com a presença do governador Jerônimo Rodrigues, dentre outras autoridades, antecipou a programação da feira, que será realizada de 8 a 13 de junho, em Luís Eduardo Magalhães, no oeste baiano, e marca uma edição especial, de 20 anos de história da feira. O evento é uma realização da Associação do Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), com apoio da Abapa, Associação dos Revendedores de Máquinas e Equipamentos Agrícolas do Oeste da Bahia (Assomiba) e Fundação Bahia.
De acordo com a presidente, a participação da Abapa na BFS reforça a importância da cotonicultura baiana no contexto do evento, sendo o estado o segundo lugar no ranking nacional da produção. “A associação atua de forma integrada com a Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba). Afinal, todo produtor de algodão também cultiva soja e milho. Estamos juntos há 20 edições ajudando a colocar o agro baiano em evidência”, destacou Alessandra.
A dirigente ressaltou ainda que a cultura do algodão é estratégica para o desenvolvimento do oeste da Bahia, sendo responsável por movimentar toda uma cadeia produtiva que envolve produção, beneficiamento, logística e transporte, impactando diretamente centenas de famílias no estado, inclusive aquelas que vivem nos centros urbanos.
“Hoje o grande sonho de produtor é o desenvolvimento da indústria têxtil, como todo, na Bahia. Tenho certeza de que todos aqui carregam um pouco de algodão no que estão vestindo hoje. Arrisco até dizer que esse algodão pode ser aqui da Bahia. Então, é importante entender que fazemos parte dessa cadeia, não só no campo, mas em todos os elos que ela emprega, e queremos ir muito além”, pontuou.

A presidente da Abapa resgatou da memória a primeira feira, em 2004, quando a mostra baiana surgiu como uma franquia da Agrishow, destacando os desafios e incertezas enfrentados na primeira edição. “Foram muitas as dúvidas, mas não maiores que a coragem e a ousadia do agricultor do oeste baiano”, afirmou. Relembrou ainda sua própria trajetória no setor, acompanhando de perto os primeiros passos da feira ao lado do pai. “O impacto daquela novidade não se perdeu. Ao contrário, a cada edição surgem novidades impressionantes”, pontuou. “Acreditamos no que a Bahia Farm Show representa. Não apenas um evento, mas uma conexão entre quem produz, quem investe, quem decide e quem comunica”, afirma Alessandra.
Agora, se você ganhar um passaporte norte-americano, poderá carregar a foto do amiguinho de Epstein por todo país que viajar.
O Departamento de Estado dos Estados Unidos anunciou na terça-feira (28/abr) o lançamento de uma edição limitada de passaportes comemorativos que exibem o retrato do presidente Donald Trump.
A medida, ligada ao 250º aniversário da independência americana, representa a primeira inclusão da imagem de um presidente em exercício no documento de viagem oficial.
O design interno traz o rosto de Trump sobreposto ao texto da Declaração de Independência, acompanhado da bandeira americana e da assinatura presidencial em ouro.
Uma página adicional reproduz a famosa pintura dos fundadores assinando o documento histórico.
O The New York Times confirma que os passaportes mantêm todas as características de segurança do modelo atual e serão emitidos em número limitado a partir do verão, inicialmente como padrão no Washington Passport Agency.
A iniciativa faz parte de uma série de ações que associam a imagem de Trump a símbolos nacionais, conforme relatado pelo Washington Post.
O porta-voz do Departamento de Estado, Tommy Pigott, declarou que estes passaportes trarão arte personalizada e imagens aprimoradas, preservando os padrões de segurança mais elevados do mundo.
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O USA Today observa que os passaportes especiais não terão custo adicional e serão oferecidos apenas mediante solicitação presencial no centro de Washington.
Essa escolha geográfica limita o alcance inicial, mas amplia o simbolismo da celebração.
Especialistas consultados pelo NBC News destacam o contraste com a tradição de passaportes que priorizavam paisagens, monumentos e figuras históricas impessoais.
O CBS News ressalta que o verso da capa exibirá uma versão adaptada da bandeira de 1777 com o número “250”.
A personalização do poder ganha, assim, contornos visíveis em um dos documentos mais universais do planeta.

Um barco de pesca no pântano de Hawizeh, na província de Maysan, no sul do Iraque, após o retorno da água devido às chuvas que se seguiram a um longo período de seca. [Hussein Faleh/AFP]
Pântanos compartilhados com o Iraque agora completamente inundados

A pesquisa do instituto Quaest divulgada nesta quarta-feira (29) mostra que o eleitorado baiano prefere um governador que esteja alinhado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) do que ao seu antecessor, Jair Bolsonaro (PL).
De acordo com o levantamento, 47% preferem que o governador seja aliado de Lula, 32% preferem alguém independente, fora da polarização nacional
Outros 16% querem que o chefe do Executivo baiano seja alinhado ao ex-presidente Jair Bolsonaro, enquanto 5% não sabem em quem votar ou não soube responder à pesquisa.
Para a eleição ao Senado Federal, o cenário é similar. A pesquisa indica que 47% preferem aliados de Lula na Casa Alta do Congresso Nacional, 33% preferem alguém fora da polarização nacional. Outros 15% querem um aliado de Jair Bolsonaro, enquanto 5% não sabem em quem votar ou não soube responder à pesquisa.
A Quaest entrevistou 1.200 pessoas, entre os dias 23 e 27 de abril de 2026. A margem de erro é de 3 pontos percentuais, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o nº BA-03657/2026.
Por Daniel Serrano, para o Bahia.ba

O avanço acelerado do endividamento no campo acendeu um alerta em Brasília e colocou a renegociação de dívidas no centro das discussões do agronegócio brasileiro. O passivo dos produtores rurais já ultrapassa a marca de R$ 100 bilhões, segundo avaliação da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), que agora articula uma solução estruturada junto ao Senado e ao governo federal.
A movimentação ganhou força após reunião realizada na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), onde parlamentares definiram uma estratégia para viabilizar um novo modelo de renegociação. O objetivo é destravar o crédito rural e evitar um efeito em cadeia que pode comprometer a próxima safra e a sustentabilidade financeira do setor.
O eixo central da proposta gira em torno do Projeto de Lei 5.122/2023, que prevê a criação de uma linha especial de renegociação com recursos de diferentes fontes. Entre elas, estão os fundos constitucionais e o Fundo Social do Pré-Sal, além de eventual participação direta do Tesouro Nacional.
Pelo texto em tramitação, cerca de R$ 30 bilhões poderiam ser destinados à renegociação, com taxas de juros variando entre 3,5% e 7,5% ao ano — patamar considerado mais compatível com a realidade do campo.
Em paralelo, uma proposta alternativa em discussão no governo trabalha com valores maiores, próximos de R$ 80 bilhões, mas com condições menos favoráveis, incluindo juros entre 6% e 12% ao ano e maior exposição a taxas livres de mercado.
Na avaliação dos parlamentares, o principal ponto de divergência entre os modelos está no custo final da operação, nos prazos e na abrangência regional. Os fundos constitucionais tendem a beneficiar principalmente produtores do Norte, Nordeste e Centro-Oeste, mas não seriam suficientes para atender integralmente regiões como Sul e Sudeste, onde o endividamento também preocupa.
Outro fator que pesa contra as soluções anteriores é o histórico recente. A medida provisória editada em 2025, que disponibilizou R$ 12 bilhões para renegociação, teve baixa adesão, justamente por conta das exigências elevadas para enquadramento, o que limitou o acesso de muitos produtores.
A preocupação da FPA vai além da renegociação em si. O foco está em restabelecer a capacidade de financiamento do produtor rural. Sem acesso ao crédito, o Plano Safra perde sua função prática, já que muitos produtores ficam impedidos de contratar novos financiamentos. Nesse contexto, lideranças do setor defendem soluções mais estruturais. Há casos, segundo relatos apresentados na reunião, em que o prazo necessário para equacionar as dívidas pode chegar a 15 ou até 20 anos, o que exigiria a criação de fundos garantidores e regras mais alinhadas à renda da atividade agropecuária.
As propostas discutidas no Senado foram levadas ao Ministério da Fazenda, em busca de apoio para a inclusão do Fundo Social como base da solução para a dívida rural. A adesão do governo é considerada decisiva para ampliar o alcance da renegociação e evitar que parte dos produtores continue fora do crédito oficial.
Do Portal Compre Rural, editado por O Expresso.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) formou nesta terça-feira (28) maioria de votos para cassar o mandato do governador de Roraima, Edilson Damião (União), e determinar a realização de novas eleições no estado.
Edilson Damião: mandato curto.

Na mesma sessão, o tribunal também formou maioria para tornar o ex-governador Antonio Denarium (Republicanos) inelegível pelo prazo de oito anos.
Antonio Denarium, inelegível.
Apesar do entendimento, o julgamento foi suspenso e será retomado na próxima quinta-feira (30), quando o resultado deve ser proclamado.
Até o momento, o TSE entendeu que a chapa que elegeu os políticos cometeu abuso de poder durante a campanha eleitoral de 2022.
O tribunal negou um recurso protocolado pela defesa de Denarium. Em 2023, o Tribunal Regional Eleitoral de Roraima (TRE-RR) cassou os mandatos de Denarium e Damião por entender que houve ilegalidade na distribuição de cestas básicas e benefícios para reforma de casas durante o ano eleitoral.
No início deste mês, Denarium, que foi eleito governador, deixou o cargo para cumprir o prazo de desincompatibilização e se candidatar ao Senado.
Com a saída, Damião, que era vice-governador, assumiu o comando o governo estadual.
Durante a tramitação do processo, a defesa do ex-governador Denarium pediu a anulação da decisão que cassou o mandato e disse que não houve irregularidades na distribuição dos benefícios. Segundo os advogados, não houve a criação de novos programas sociais, mas a reunião dos já existentes.

A Polícia Federal investiga a entrada no Brasil de cinco bagagens trazidas em um voo em que estavam o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e o senador Ciro Nogueira (PP-PI) em abril de 2025. As bagagens não passaram pelo raio-X ao chegar a São Paulo, quando um auditor fiscal autorizou que fossem liberadas sem inspeção. O caso está no STF (Supremo Tribunal Federal).
No trecho de manifestação citado pelo ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, o MPF (Ministério Público Federal) não informa a quem pertencem as malas e sacolas. Os procuradores afirmam, de forma equivocada, que o voo teria ocorrido em abril de 2024. A Folha apurou que a investigação da Polícia Federal se refere a um desembarque ocorrido, na verdade, em 20 de abril de 2025.
O avião PP-OIG, que pertence a Fernando, saiu em 13 de abril do aeroporto de Catarina rumo ao Caribe e voltou uma semana depois, em 20 de abril, pousando às 21h. Quase uma hora depois, às 21h50, um avião da FAB (Força Aérea Brasileira) buscou Motta no local e o levou para Brasília.
Procurado pela Folha de S.Paulo, Motta confirmou que esteve no voo, mas disse que, ao desembarcar no aeroporto, “cumpriu todos os protocolos e determinações estabelecidas na legislação aduaneira”.
A assessoria de imprensa do deputado também afirmou que ele aguardará a manifestação da Procuradoria.
Além de Motta e Ciro, estavam na aeronave os deputados Dr. Luizinho (PP-RJ) e Isnaldo Bulhões (MDB-AL), ambos líderes de seus partidos na Câmara.
O Senador e o Presidente da Câmara: “À mulher de César não basta ser honesta, deve parecer honesta”. Viajar em avião de terceiros, envolvidos com jogos escusos, para um paraíso fiscal e passar pela Receita Federal sem fiscalização não parece a atitude correta para quem precisa preservar a retidão do cargo que ocupa.
A reportagem também entrou em contato com as assessorias de Ciro Nogueira, Dr. Luizinho e Isnaldo Bulhões e com Fernandin OIG no início da noite de segunda (27) para obter o posicionamento deles sobre o episódio.
O pedido foi reforçado nesta terça (28) às 9h para Ciro, às 9h45 para Dr. Luizinho e às 9h30 e às 9h50 para Isnaldo. Não houve resposta até a publicação desta reportagem.
O caso foi enviado pela Justiça Federal de São Paulo ao Supremo, onde está sob sigilo. A petição ao tribunal foi protocolada em 13 de abril. Em despacho de sexta-feira (24), Moraes determinou que a PGR (Procuradoria-Geral da República) se manifeste sobre o processo em até cinco dias.
Questionada sobre a existência de um processo interno para apurar a conduta do auditor investigado pela PF, a Receita Federal afirmou que as investigações da corregedoria transcorrem em sigilo e que não poderia confirmar se há procedimentos abertos no caso específico.
“Quando notificada sobre possíveis desvios funcionais, a Receita Federal instaura, através de sua corregedoria, procedimentos administrativos disciplinares para a apuração dos fatos. Para garantir os direitos constitucionais de ampla defesa e contraditório aos envolvidos, as investigações transcorrem em sigilo até sua conclusão”, disse.
O inquérito instaurado pela Polícia Federal apura os possíveis crimes de facilitação de contrabando ou descaminho e prevaricação.
As informações apontam que o auditor fiscal Marco Antônio Canella permitiu que o piloto José Jorge de Oliveira Júnior “passasse com cinco volumes por fora do equipamento de raio-X” no Aeroporto Executivo Internacional Catarina, em São Roque (SP), na região metropolitana de Sorocaba, por volta das 21h de 20 de abril de 2025.
A Folha de S.Paulo também buscou contato com o piloto por mensagem via Instagram e WhatsApp nos últimos dois dias, além de ligação às 10h10 e às 12h30 desta terça. O auditor fiscal foi procurado por email e por ligação, por volta das 14h15 e 14h20. Não houve resposta.
Durante a investigação, a PF obteve a lista de passageiros do voo, na qual constam os nomes de Motta, Ciro, Isnaldo e Dr. Luizinho. Por envolver autoridades com foro especial, o caso foi enviado ao MPF -que pediu que o processo tramitasse no STF.
“Diante do que a autoridade policial, considerando a possibilidade de a continuidade das investigações revelar o envolvimento dos passageiros que possuem foro privilegiado no delito sob apuração ou em outras práticas delitivas, remeteu os autos ao Parquet Federal [o MPF] para que verifique se é caso de declínio de atribuição”, diz trecho da manifestação do órgão.
Os políticos retornavam de São Martinho, ilha no Caribe considerada paraíso fiscal pela Receita Federal, em lista divulgada em 2017. O local também é conhecido como a Las Vegas do Caribe devido a atrações noturnas, como cassinos.
Antes de chegar ao Supremo, o processo estava na 1ª Vara Federal de Sorocaba. A primeira movimentação no sistema naquela instância indica que ele foi distribuído em outubro de 2025. Em 18 de março, a juíza Carolina Castro Costa determinou o envio ao STF.
“Destarte, diante da natureza dos fatos apurados e da eventual existência de prerrogativa de foro, a deliberação acerca da competência para o processamento e julgamento incumbe ao Supremo Tribunal Federal”, afirmou a magistrada em sua decisão.
Como mostrou a Folha de S,Paulo, Ciro Nogueira já viajou em outra ocasião em um jatinho particular de Fernandin OIG. Em maio de 2025, o presidente do PP foi até a Europa em um dos aviões, enquanto o empresário era alvo da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) das Bets.
O colegiado foi instalado no Senado no fim de 2024 para apurar irregularidades em casas de apostas e possíveis esquemas de manipulação de resultados em eventos esportivos.
Da Folhapress, editado por O Expresso.

O prefeito Junior Marabá recebeu nesta segunda-feira (27), em Luís Eduardo Magalhães o prefeito de Ilhéus, Valderico Junior, que veio ao Oeste baiano prestigiar um evento promovido pela GTEEX, indústria de Drones agrícolas com sede em LEM e fabricação ilheense.
O evento, que reuniu autoridades e produtores de toda a região, foi promovido pela empresa responsável pela fabricação do maior drone da categoria na América Latina. “É o equipamento mais robusto do Brasil. Entrega potência, eficiência e tecnologia desenvolvidas na Bahia, lá na Costa do Cacau, em Ilhéus”, disse o Luciano Wibrantz, diretor da GTEEX.

Para o prefeito de Luís Eduardo Magalhães, Junior Marabá, o município tem atraído tecnologias do mundo inteiro. “O que vemos aqui hoje nesse evento é um exemplo claro de uma cidade que recebe o que há de mais moderno em tecnologia aplicada no agro. E ver nesse nicho um produto produzido na Bahia é muito legal”, disse o prefeito Junior Marabá.
O Drone, que foi produzido para atender o mercado agrícola, recebeu uma adaptação para operar também longe dos campos. Ele foi adaptado para lançar boias e oferecer suporte imediato às vítimas de afogamento no litoral de Ilhéus.
“Além da atender o agro, o drone foi adaptado para ajudar nossos salva-vidas a alcançar mais rápido quem está em risco. Estamos usando tecnologia para cuidar da vida das pessoas”, disse o prefeito de Ilhéus, Valderico Junior.

Pesquisa do instituto Atlas/Bloomberg, divulgada nesta terça-feira (28), mostra que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lidera no primeiro turno e aparece em empate técnico com o senador Flávio Bolsonaro (PL) e com o ex-governador Romeu Zema (Novo) em cenários de segundo turno.
Segundo o levantamento, Lula tem 46,6% das intenções de voto no primeiro turno, contra 39,7% de Flávio Bolsonaro. O empresário Renan Santos (Missão) aparece com 5,3%, enquanto o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (União) registra 3,3%. Considerando a margem de erro de um ponto percentual, Caiado e Renan estão tecnicamente empatados.
Em relação ao levantamento anterior, as variações ocorreram dentro da margem de erro. Lula oscilou positivamente 0,7 ponto percentual, enquanto Flávio recuou 0,4 ponto. Renan Santos teve alta de 0,9 ponto percentual.
Zema aparece com 3,1%, e o escritor Augusto Cury (Avante) soma 1,1%. O ex-governador mineiro está empatado com Caiado e Cury. Também em empate com Cury está o ex-presidente da Câmara Aldo Rebelo (DC), que tem 0,3%. Brancos e nulos somam 0,5%, e 0,1% dos entrevistados estão indecisos.
Em um cenário com 13 pré-candidatos, Lula aparece com 44,2% das intenções de voto, seguido por Flávio, com 39,3%. Na sequência estão Renan (5,1%), Zema (3,5%) e Caiado (3,0%). Há empate técnico entre Renan e Zema e também entre os dois ex-governadores.
Também aparecem empatados a dentista Samara Martins (UP), com 2%; o ex-ministro Ciro Gomes (PSDB), com 1,3%; Aldo Rebelo, com 0,4%; Augusto Cury, com 0,4%; e o economista Edmilson Costa (PCB), com 0,2%.
O professor Hertz Dias (PSTU), o ex-deputado federal Cabo Daciolo (Mobiliza) e o jornalista Rui Costa Pimenta (PCO) não pontuaram. Brancos e nulos somam 0,2%, e outros 0,2% estão indecisos.
A pesquisa também simulou um cenário em que o ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad (PT) substitui Lula. Nesse caso, Haddad tem 40,5% das intenções de voto e aparece em empate técnico com Flávio Bolsonaro, que soma 39,2%.
Na sequência, aparecem empatados Renan (5,8%), Zema (3,8%) e Caiado (3,6%). Cury tem 1,3% e empata com Aldo Rebelo, que registra 0,5%. Indecisos somam 0,5%, enquanto 4,8% afirmam que pretendem votar em branco ou nulo.
O levantamento aponta empate técnico entre Lula e Flávio em um eventual segundo turno. O senador tem 47,8% das intenções de voto, contra 47,5% do presidente. Indecisos, brancos e nulos somam 4,7%.
Na comparação com a pesquisa anterior, divulgada em março, Flávio oscilou positivamente 0,2 ponto percentual, enquanto Lula avançou 0,9 ponto.

Uma recomendação do Ministério Público da Bahia (MP-BA) ganhou os noticiários nesta semana. O órgão sugeriu à prefeitura da cidade de Formosa no Rio Preto, no oeste da Bahia, a suspensão do show de Natanzinho Lima, que está previsto para acontecer no dia 28 de maio, em meio à 40ª edição da Vaquejada do município.
O motivo da recomendação para suspensão do show foi o cachê de R$ 800 mil, que, segundo o MP-BA, ultrapassa os parâmetros de razoabilidade elaborados pela nota técnica criada pelo órgão, juntamente com o Tribunal de Contas do Estado (TCE-BA) e Tribunal de Contas dos Municípios (TCM-BA).

No entanto, o cantor não é o único que deve receber uma bolada para se apresentar no evento. Um levantamento realizado pela reportagem do BNews mostra que em apenas dez atrações da vaquejada, que acontecerá entre os dias 28 e 31 de maio, no Parque Major Leopoldo, a prefeitura deverá desembolsar mais de R$ 4 milhões.
Entre os cachês mais altos, além de Natanzinho Lima, está a dupla Maiara e Maraísa, os cantores Amado Batista, Felipe Amorim, Rey Vaqueiro e Eric Land, além da cantora Marília Tavares. Aparecem na lista também nomes como Netto Brito, a banda Pagod’art e o cantor Túlio Duarte.

O Ministério Público apontou que o cachê está 28% acima do valor considerado adequado e pediu a suspensão imediata do contrato, sem qualquer pagamento até que a legalidade seja comprovada. A prefeitura deve apresentar documentos que justifiquem a contratação, incluindo pesquisa de preços e pareceres técnicos, além de comprovar a situação financeira do município. A gestão tem 10 dias para decidir se acata a recomendação.
A Vaquejada de Formosa do Rio Preto 2026 está prevista para maio, no Parque Major Leopoldo, no Oeste da Bahia. A 40ª edição terá premiação total de R$ 400 mil, uma das maiores da região, o que deve atrair competidores de vários estados e movimentar a economia local. Após problemas na edição anterior, a prefeitura promete ajustes, embora ainda não tenha detalhado as mudanças. O evento, com mais de 40 anos de tradição, é um dos principais do calendário cultural e econômico do município.
Heliponto do Palácio dos Bandeirantes foi utilizado por integrante do PCC, diz polícia – Foto: Tuca Vieira/Folhapress
O ocupante do helicóptero foi identificado como João Gabriel de Melo Yamawaki, preso em março de 2026, no Tocantins, sob suspeita de envolvimento no transporte de cerca de 500 quilos de cocaína vindos da Bolívia. Ele já era alvo de investigações anteriores e chegou a ficar foragido.
Segundo a polícia, Yamawaki acionou o ex-vereador de Santo André Thiago Rocha de Paula para intermediar a autorização. Mensagens obtidas durante a investigação indicam que o político alegou ter um contato dentro da Secretaria de Desenvolvimento Regional capaz de viabilizar o pedido. A suspeita é de que um assessor ligado à pasta tenha participado do processo de liberação.
Como justificativa oficial, foi apresentada a informação de que a aeronave transportava uma suposta delegação japonesa — versão considerada falsa pelos investigadores.
O episódio ocorreu durante o governo de João Doria. Procurado pela imprensa, o ex-governador afirmou que não tem responsabilidade sobre o controle do heliponto. “Eu não controlo o heliponto. Nem precisa de autorização do governador para fazer uso do heliponto no Palácio dos Bandeirantes. Quem tem que se manifestar, quem tem que responder sobre essa circunstância é a Casa Militar do Governo de São Paulo, não é o governador”, declarou.
Até o momento, a Casa Militar não se pronunciou sobre o caso.
O uso da estrutura do governo estadual, atualmente comandado por Tarcísio Gomes de Freitas, por um suspeito ligado ao PCC surge no contexto de uma investigação mais ampla. A Operação Contaminatio aponta para um projeto estruturado da facção de ampliar sua influência sobre o poder público, especialmente em prefeituras do interior e da Grande São Paulo.
As apurações indicam que o grupo atuou no financiamento de campanhas eleitorais e na inserção de aliados em cargos estratégicos. Ao menos seis pessoas politicamente expostas foram identificadas em administrações municipais.
Entre os métodos investigados está a criação de uma fintech para operar a gestão de receitas públicas, como taxas e impostos, permitindo a mistura de recursos ilícitos com dinheiro público — um mecanismo de lavagem com aparência institucional.
A Justiça já determinou o bloqueio de mais de R$ 500 milhões em bens e ativos ligados aos investigados, além da execução de mandados de prisão e busca em diversas cidades, incluindo municípios do ABC Paulista, Baixada Santista e interior do estado.
O caso do heliponto reforça as conclusões da Polícia Civil sobre o avanço do PCC para além das atividades tradicionais do crime organizado. Para os investigadores, a facção tem operado com lógica empresarial e política, buscando influência direta sobre estruturas administrativas e orçamentárias.
As revelações colocam pressão sobre o atual governo de Tarcísio de Freitas, que sustenta um discurso de rigor no combate ao crime. Enquanto a retórica pública enfatiza controle e eficiência, as investigações apontam para uma realidade em que o crime organizado consegue acessar espaços institucionais com relativa facilidade.

Os eleitores que pretendem votar nas eleições de outubro têm até o dia 6 de maio para regularizar suas pendências na Justiça Eleitoral.

O prazo deve ser observado pelo cidadão que quer tirar o primeiro título de eleitor, regularizar o documento, cadastrar biometria, transferir o domicílio eleitoral e atualizar dados cadastrais.
A partir do dia 7 de maio, o cadastro eleitoral será fechado e não serão permitidas alterações nos dados dos eleitores.
Para resolver as pendências, o eleitor pode acessar o serviço eletrônico disponível no site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Pela plataforma, é possível enviar os documentos solicitados para cada tipo de serviço e acompanhar o andamento da solicitação.
O eleitor também pode procurar os cartórios eleitorais ou postos de atendimento presenciais em todo o país. A localização pode ser encontrada no site do tribunal.
Alguns serviços, como a coleta de biometria e a solicitação do primeiro título, só podem ser realizados presencialmente.
Para verificar se o título está regular, o eleitor pode acessar a página do TSE na internet e clicar no menu Consultas. Em seguida, basta clicar em Situação do Título.
O passo a passo para a regularização será indicado pelo sistema eletrônico.
O prazo de regularização também deve ser seguido por quem teve o título cancelado por deixar de votar por três eleições seguidas (três turnos consecutivos) e não justificou ausência.
Além de não conseguir votar nas eleições de outubro, a manutenção do cancelamento pode causar diversas restrições para o cidadão, como não conseguir tirar passaporte ou carteira de identidade, renovar matrícula em instituição pública de ensino e tomar posse em cargo público após ser aprovado em concurso.
De acordo com a Constituição, o voto é obrigatório para quem tem entre 18 e 70 anos e facultativo para jovens entre 16 e 17 anos e quem tem mais de 70.
Após completar 15 anos, os jovens poderão solicitar a emissão do primeiro título de eleitor. Contudo, somente estará apto a votar quem tiver completado 16 anos na data da eleição.
O primeiro turno das eleições será realizado no dia 4 de outubro, quando serão eleitos o presidente da República, governadores, senadores, deputados federais, estaduais e distritais.
Eventual segundo turno para os cargos de governador e presidente ocorrerá no dia 25 do mesmo mês.