Canadá reage com contra-tarifas ao tarifaço dos EUA

O grande Império do Norte está implodindo um pouco todo dia, atacando os velhos parceiros e acovardando-se frente aos tradicionais inimigos.

O governo do Canadá anunciou a aplicação de contra-tarifas direcionadas de 15%, 25% e 50% sobre produtos importados dos Estados Unidos, cobrindo o montante de US$ 27,6 bilhões em mercadorias, além de um pacote de US$ 7,5 bilhões em medidas de apoio a trabalhadores e empresas atingidos pela disputa comercial, informa o Ministério das Finanças do Canadá.

A decisão ocorre após a suspensão das negociações intensas de um acordo comercial amplo e justo com os norte-americanos. Segundo o governo canadense, a decisão de interromper os diálogos foi tomada porque os EUA apresentaram novas propostas desvantajosas, que exigiam concessões excessivas do Canadá e ofereciam poucos contrapartidas, o que prejudicaria os trabalhadores, as empresas e a soberania nacional.

A medida de Ottawa é uma resposta direta e proporcional à decisão de Washington de aplicar uma tarifa de 50% sobre US$ 27,6 bilhões em bens canadenses, em vigor desde 22 de agosto. O ministro das Finanças e da Receita Nacional, François-Philippe Champagne, confirmou que o Canadá responderá “dólar por dólar, taxa por taxa”.

ra-tarifas canadenses entram em vigor no dia 8 de setembro e incidirão sobre produtos listados nas Seções 338 e 232 da legislação norte-americana. O foco abrange setores fortemente impactados como aço, alumínio, laticínios, eletrodomésticos, equipamentos agrícolas, celulose, papel e eletrônicos.

Entre os itens específicos afetados pelas novas alíquotas estão:

  • Tarifa de 50%: Produtos de aço e alumínio (anteriormente taxados em 25%), móveis, vestuário e vestuário em geral.
  • Tarifa de 25%: Eletrodomésticos, produtos lácteos (como queijos), peixes, frutos do mar e determinados derivados de aço e alumínio.

O governo destacou que as tarifas anteriores sobre outros setores, como o automotivo, continuam em vigor e que a estrutura de remissão tarifária permanece disponível para avaliar pedidos de isenção excepcional.

Para proteger a economia interna durante o período de incerteza, o pacote de auxílio de US$ 7,5 bilhões complementa os quase US$ 25 bilhões em suporte já disponibilizados desde o início da imposição de barreiras tarifárias pelos EUA. O plano contempla:

  • Iniciativa Regional de Resposta a Tarifas: Aporte de US$ 1,5 bilhão por meio de agências de desenvolvimento regional para auxílio de liquidez a pequenas e médias empresas.
  • Programa “Girar para Crescer” do BDC: Liberação de US$ 500 milhões em liquidez via Banco de Desenvolvimento do Canadá para fluxo de caixa imediato, além de ações voltadas aos setores florestal, siderúrgico e de alumínio. O requisito de receita mínima para inscrição foi reduzido para US$ 1 milhão.
  • Fundo Canadá Forte de Diversificação: Investimento de US$ 2 bilhões, administrado pelo Fundo de Resposta Estratégica, para apoiar empresas afetadas com projetos estruturantes prontos para execução e manutenção de capital.
  • Apoio Rápido a Trabalhadores e Empregadores: Liberação de US$ 3,5 bilhões para flexibilização do seguro-desemprego, programas de capacitação no local de trabalho, aprimoramento da plataforma pública de empregos e criação do Programa de Retenção e Requalificação de Trabalhadores.
  • Empréstimos para Grandes Empresas: Novas flexibilidades na linha de crédito tarifário administrada pela Corporação de Financiamento de Emergência das Empresas do Canadá.

Em declarações oficiais, os ministros canadenses reforçaram a postura de defesa da economia e dos trabalhadores.

Trump não dá sorte com Irã: iranianos anunciam descoberta de enorme campo de gás.

Enquanto o bobalhão do topete de laquê cai diariamente na aprovação dos norte-americanos (rejeição maior que 65%), os iranianos abrem espaço para maiores exportações através do Mar Cáspio.

Irã anuncia descoberta de mais de 212 bilhões de metros cúbicos de gás

De acordo com o ministro do Petróleo iraniano, Mohsen Paknejad, o Irã teria descoberto um novo campo de gás natural na província de Fars, com potencial estimado em mais de 212 bilhões de metros cúbicos (desses, 161 bilhões seriam recuperáveis).

Apesar de ter uma das maiores reservas de gás natural do mundo, segundo a Administração de Informação de Energia dos Estados Unidos (EIA) (que posiciona o Irã atrás apenas da Rússia), o país enfrenta dificuldades para transformar parte desses recursos em produção adicional devido às sanções, às limitações de investimento estrangeiro e às dificuldades tecnológicas.

Antes da guerra, o Irã estimava sua produção de gás natural em aproximadamente 650 milhões de metros cúbicos por dia. Mantido esse ritmo durante um ano, a produção corresponderia a aproximadamente 237 bilhões de metros cúbicos anuais, ou cerca de 8,4 trilhões de pés cúbicos.

Em julho, no entanto, após os sucessivos ataques dos EUA ao país, o governo informou uma redução da produção em aproximadamente 230 milhões de metros cúbicos por dia, uma perda de capacidade de cerca de 35% em relação aos níveis pré-guerra.

O governo iraniano afirmou, posteriormente, que trabalhava na reconstrução de instalações de processamento danificadas, especialmente na região de Asaluyeh, importante centro da indústria de petróleo e gás do país.

Em agosto, o ministro do Petróleo indicou a possibilidade de recuperar aproximadamente 95 milhões de metros cúbicos diários de capacidade até o fim de setembro.

O novo reservatório encontrado teria concentrações relativamente baixas de sulfeto de hidrogênio (H₂S) e de outros contaminantes, o que pode tornar o processo tecnológico de extração e refino menos complexo.

Além do gás natural, o campo conteria volumes significativos de condensado de gás, segundo declarações atribuídas ao ministro iraniano. O condensado é uma mistura de hidrocarbonetos líquidos que pode ser separada do gás natural durante o processamento e tem alto valor comercial como matéria-prima para a indústria petroquímica.

South Pars é o maior campo de gás do Irã, parte de uma gigantesca estrutura geológica que se estende até o território do Catar, onde recebe o nome de North Field. A estrutura é uma das maiores acumulações de gás natural conhecidas no mundo.

No curto prazo, no entanto, a descoberta vai ter pouco impacto sobre a redução já registrada no fornecimento internacional de gás, que atingiu seu pico durante os meses de fechamento do Estreito de Ormuz. Segundo informações da Agência Internacional de Energia, a guerra iniciada no fim de fevereiro afetou o fluxo de mais de 286 bilhões de m³ de GNL em fornecimento para países da Europa e da Ásia.

Salário mínimo deverá subir para R$ 1.741 em 2027

Rio de Janeiro (RJ), 17/02/2024 -Transeuntes se protegem do forte calor nas ruas do centro da cidade. Cidade do Rio de Janeiro atinge nível 4 de calor. Marco é caracterizado por temperaturas que podem chegar a 44ºC Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Reajuste de 7,4% eleva despesas públicas, mas aumenta poder de compra

O salário mínimo deverá subir para R$ 1.741 em 2027, disse nesta segunda-feira (24) o ministro da Fazenda, Dario Durigan. A estimativa será incluída no Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA), que será enviado ao Congresso Nacional até 31 de agosto.

O valor representa um aumento de R$ 120, ou 7,4%, sobre os atuais R$ 1.621. A nova projeção também ficou R$ 24 acima da estimativa de R$ 1.717 apresentada pelo governo no projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) em abril.

O reajuste tem impacto direto nas contas públicas porque o salário mínimo é usado como referência para benefícios previdenciários e assistenciais. Ao mesmo tempo, uma elevação acima da inflação aumenta o poder de compra de trabalhadores e beneficiários que recebem o piso.

“Cumprindo a legislação brasileira, dentro do nosso espírito de privilegiar a população mais carente, vai também para a Previdência e para os benefícios sociais que têm indexação no salário mínimo”, afirmou Durigan nesta noite.

Inflação define valor

Os R$ 1.741 ainda são uma projeção. O valor definitivo será conhecido no fim de 2026, após a divulgação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) acumulado até novembro. O INPC mede a inflação para famílias com renda de até oito salários mínimos.

A regra atual combina a inflação medida pelo INPC com um ganho real (acima da inflação) de 2,5%, dentro dos limites estabelecidos pela legislação. Por isso, uma inflação diferente da estimada pelo governo poderá alterar o valor final.

A previsão de R$ 1.741 inclui um ganho acima da inflação, o que significa aumento real da renda para quem recebe o piso, desde que a inflação efetiva fique dentro das estimativas consideradas no cálculo.

Pressão sobre gastos

O reajuste também representa aumento das despesas do governo. Cerca de 45% dos benefícios do Regime Geral da Previdência Social (RGPS) têm valor vinculado ao salário mínimo.

A alta afeta pagamentos como aposentadorias e pensões do INSS, Benefício de Prestação Continuada (BPC), seguro-desemprego e abono salarial. A contribuição previdenciária dos Microempreendedores Individuais (MEIs) também é influenciada pelo piso.

Esse efeito torna o salário mínimo uma variável importante para o planejamento das contas públicas. Quanto maior o reajuste, maior tende a ser a despesa do governo com benefícios vinculados ao piso.

Efeito na economia

O aumento também pode estimular o consumo, principalmente entre famílias de menor renda, que tendem a destinar uma parcela maior dos recursos recebidos para despesas básicas.

Por outro lado, o impacto fiscal limita o espaço do governo para ampliar outras despesas. O reajuste do mínimo, portanto, envolve um equilíbrio entre aumento da renda, preservação do poder de compra e controle das contas públicas.

Durigan afirmou que o Orçamento de 2027 será elaborado levando em conta esse cenário e destacou que o governo pretende manter o ganho real previsto para o salário mínimo e controlar o crescimento de outros gastos obrigatórios.

“Para o ano que vem, a gente projeta o aumento das obrigatórias um pouco inferior ao aumento geral do orçamento. As medidas têm o condão de dar racionalidade, de que modo que a regra com ganho real do arcabouço fiscal vai ter um ganho real maior do que as obrigatórias amplamente consideradas”, argumentou o ministro.

Orçamento no Congresso

O PLOA de 2027 será encaminhado ao Congresso Nacional até 31 de agosto e ainda passará pela análise dos parlamentares.

O valor definitivo do salário mínimo só será conhecido em dezembro, quando for divulgado o INPC de novembro. Se a projeção de R$ 1.741 for confirmada, o novo piso entrará em vigor em janeiro de 2027.

Para o governo, a mudança terá impacto simultâneo sobre a renda de milhões de brasileiros e sobre as despesas públicas, fazendo do salário mínimo uma das principais variáveis do Orçamento do próximo ano.

Da Agência Brasil, com imagem de Tânia Rêgo.

LEM reforça vacinação de crianças e adolescentes durante “Dia D”

Mobilização aconteceu neste sábado (22) e resultou na aplicou mais de 1,6 mil doses em Luís Eduardo Magalhães

A Campanha Nacional de Multivacinação 2026 mobilizou milhares de crianças e adolescentes neste sábado (22), “Dia D” nacional da campanha, que tem como objetivo atualizar a caderneta de vacinação de menores de 15 anos.

De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde de Luís Eduardo Magalhães, o balanço foi positivo, com participação expressiva da população nos pontos de vacinação espalhados pela cidade. Ao todo, foram aplicadas 1.653 doses de vacinas. A Coordenação de Imunização do município alerta pais, mães e responsáveis que não puderam levar seus filhos para a vacinação que ainda têm até o dia 1º de setembro para atualizar a caderneta.

Em caso de dúvida sobre a situação vacinal, a população pode procurar a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima, no bairro onde mora, para verificar se a caderneta está atualizada. Havendo alguma pendência, a vacina poderá ser aplicada e o registro atualizado no mesmo momento.

A campanha busca manter o esquema vacinal em dia, conforme o Calendário Básico de Imunização, para crianças e adolescentes menores de 15 anos (14 anos, 11 meses e 29 dias). A atualização da vacinação é fundamental para garantir a proteção contra diversas doenças.

Período da campanha: 3 de agosto a 1º de setembro de 2026
Local: Todas as Unidades Básicas de Saúde (UBS) com sala de vacinação
Horário de atendimento: De segunda a sexta-feira, das 7h30 às 12h e das 13h30 às 17h.

Deputados fecham escritórios de atendimento ao público em Barreiras

Hoje, segunda-feira (24), um repórter procurou em Barreiras os escritórios de atendimento ao cidadão do deputado Antônio Henrique Junior (PV) e da suplente de deputada Jusmari Oliveira (PSD) e, para surpresa, estes locais de atendimento não existem.

A primeira missão foi encontrar o escritório do deputado Antônio Henrique Junior que, até onde tínhamos informações, funcionava na Rua Pedro Rêgo, 588, Jardim Ouro Branco, em Barreiras. Lá foi encontrado um escritório de atendimento fechado, com apenas uma sala para reuniões.

Segundo informações obtidas no local, “a última funcionária que atendia o pessoal que chegava aqui, foi demitida em junho de 2024”. Neste período o filho do deputado Antônio Henrique Junior estava em campanha para se eleger prefeito de Barreiras, mas foi derrotado.

Já a suplente de deputada Jusmari Oliveira, parece que nem se deu ao trabalho de um dia abrir um escritório de atendimento no município sede da região Oeste da Bahia. Não há nenhum endereço oficial ou público divulgado para um escritório político de Jusmari Oliveira em Barreiras.

Enquanto alguns se preocupam em discutir a legitimidade do voto dos barreirenses, os dois deputados eleitos – com a grande parte dos seus votos no município, não se preocuparam nem em atender seus eleitores.

Em 2023 Antônio Henrique Junior tomou posse como deputado, após receber mais de 12.000 votos apenas em Barreiras. Em 2024 ele bateu a porta do seu escritório, na cara dos seus 49.882 votos da região Oeste.

Grave acidente entre ônibus e caminhão deixa mortos e interdita BR-040 na Grande BH

Colisão aconteceu no km 491, entre Esmeraldas e Sete Lagoas, no sentido Belo Horizonte. Veículos pegaram fogo, e PRF confirmou que há óbitos, mas ainda não informou o número de vítimas.

Do g1 de Minas Gerais.

Um acidente envolvendo um ônibus e um caminhão deixou mortos e interditou totalmente a BR-040, no sentido Belo Horizonte, na altura do km 491, entre Esmeraldas e Sete Lagoas, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, nesta segunda-feira (24). A batida foi por volta de 04h50.

A linha é da Viação Pássaro Verde e saiu de Minas Novas, no Vale do Jequitinhonha com destino a Belo Horizonte. O g1 tenta contato com a empresa e aguarda retorno.

Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), os dois veículos pegaram fogo após a ocorrência. O caminhão invadiu a contramão e bateu de frente com o ônibus. Equipes foram deslocadas para o local e, no momento, trabalham na sinalização e no atendimento da ocorrência.

A PRF disse que há óbitos, mas até o momento confirmou duas mortes. Uma delas seria o filho do motorista da carreta. A outra, está carbonizada, no interior do ônibus. Ao todo 15 feridos, sendo 4 em estado grave. Equipes de emergência foram acionadas e seguem para o local. Três viaturas do Corpo de Bombeiros, uma da Polícia Civil e duas da Polícia Militar estão empenhadas na ocorrência.

Segundo o Hospital de Sete Lagoas, os quatro feridos graves deram entrada na unidade, sendo uma delas uma criança.

De acordo com a concessionária Via Cristais, responsável pelo trecho, o sentido sul da rodovia está totalmente interditado. O congestionamento chega a aproximadamente 5 quilômetros.

As equipes da concessionária atuam no atendimento aos envolvidos e na organização do trânsito. Ainda não há informações oficiais sobre o número de feridos.

Militares do Corpo de Bombeiros e equipes do SAMU envolvidos na ocorrência. — Foto: TV Globo

El Niño extremo de 1877 causou secas, ondas de calor e fome, o que dizimou 4% da população global

A Grande Fome de 1876-1878 na Índia, agravada pela seca e pelas políticas britânicas, causou um número estimado de mortes entre 6 e 10 milhões de pessoas somente naquele país, então sob domínio britânico.A Grande Fome de 1876-1878 na Índia, agravada pela seca e pelas políticas britânicas, causou um número estimado de mortes entre 6 e 10 milhões de pessoas somente naquele país, então sob domínio britânico.

Um evento histórico de El Niño em 1877 desencadeou secas, ondas de calor e fome, matando dezenas de milhões de pessoas em todo o mundo, com efeitos devastadores na agricultura e na sociedade.

Há cerca de 150 anos, o nosso planeta vivenciou um dos eventos climáticos mais extremos já registrados. O fenômeno natural conhecido como El Niño, uma oscilação nas temperaturas do Oceano Pacífico que influencia o clima global, atingiu uma intensidade sem precedentes por volta de 1877-1878. Esse evento desencadeou secas prolongadas, ondas de calor implacáveis e graves quebras de safra, originando o que muitos cientistas consideram uma das piores crises climáticas causadas pelo homem na história.

O impacto foi tão profundo que se estima que dezenas de milhões de pessoas morreram em todo o mundo — entre 30 a 60 milhões — representando entre 3% e 4% da população global na época. Além das mortes diretas por inanição, as sociedades sofreram colapsos econômicos, convulsões sociais e profundas desigualdades que marcaram o início de significativas transformações geopolíticas.

El Niño de 1877: o clima que não teve piedade

El Niño é um fenômeno natural da variabilidade climática da Terra: quando as águas superficiais do Oceano Pacífico equatorial aquecem mais do que o normal, os padrões de vento, chuva e temperatura se alteram à escala global. Em condições normais, os ventos transportam água quente para oeste, mas durante o El Niño esse transporte enfraquece, permitindo que a água quente se acumule para leste e desencadeie efeitos em todo o planeta.

evento que atingiu o seu ápice em 1877 foi extraordinariamente severo. Investigações climáticas indicam que ele produziu secas simultâneas em regiões tão diversas quanto a Índia, a China, partes da África e o Brasil, por vários anos consecutivos — um fenômeno conhecido como a Grande Seca. A falta de chuva levou à quebra de safras em vários continentes ao mesmo tempo, desencadeando fomes generalizadas e crises sociais.

Na China, por exemplo, a seca contribuiu para uma das fomes mais mortais da história, com milhões de mortes em diversas regiões devido à combinação de seca, escassez de alimentos e doenças emergentes.

Por que não sofremos perdas semelhantes hoje em dia?

Embora tenhamos presenciado fortes eventos El Niño desde o início dos registros instrumentais — como os de 1982–1983 e 2015–2016 — nenhum causou um nível de mortalidade comparável ao de 1877. A principal razão é que hoje contamos com sistemas de alerta precoce, redes internacionais de ajuda e tecnologias agrícolas que permitem antecipar secas e mobilizar recursos. Além disso, governos e organizações da sociedade civil podem distribuir alimentos e fornecer assistência antes que as populações cheguem ao ponto de crise extrema.

Apesar disso, as mudanças climáticas estão alterando o contexto em que esses eventos ocorrem. Com o aquecimento global, as temperaturas oceânicas e atmosféricas estão a aumentar, o que pode intensificar tanto a frequência quanto a magnitude dos eventos extremos associados ao El Niño.

Alguns estudos sugerem que, em meados deste século, um em cada dois eventos El Niño poderá ser classificado como “extremo”, com impactos mais severos em secas, inundações e ondas de calor, caso as emissões de gases de efeito estufa não sejam reduzidas significativamente.

Perspectivas futuras num mundo mais quente

Se as temperaturas globais subirem 2°C acima dos níveis pré-industriais, como muitos modelos climáticos projetam em cenários de altas emissões, o El Niño poderá interagir com um planeta já mais quente, produzindo condições ainda mais extremas. Isso poderia significar períodos de seca mais intensos em algumas regiões, aumento das inundações em outras e eventos combinados de calor e seca que desafiam a capacidade de adaptação das sociedades.

Por  Mauricio Saldivar Meteored Argentina

Nova frente fria altera tempo no Sul e em parte do Centro Oeste

Uma mudança do tempo vai atingir o Centro-Sul do Brasil nesta semana através da chegada de uma nova frente fria na Região Sul e de uma região mais instável sobre as regiões Centro-Oeste e Sudeste que aumenta o potencial de chuva sobre São Paulo, o Rio de Janeiro, o Espírito Santo e o Mato Grosso do Sul, com reflexos também em parte da Região Sul, como nos estados do Paraná e de Santa Catarina.

Chuvas aumentam e risco de temporais retorna ao Centro-Sul

As chuvas já ocorrem no Centro-Sul, mas com fraca intensidade e nas áreas do leste do Sudeste, devido à circulação promovida pela massa de ar polar. No entanto, nesta semana, uma região mais instável, uma região de cavado se forma entre as regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, aumentando o potencial de chuvas.

Assim, na quarta-feira (26), a região de cavado se forma e já contribui para chuvas na madrugada. Há previsão de chuva pontual de até moderada intensidade no sudeste, centro e norte do Paraná, no oeste de São Paulo e no oeste do Mato Grosso do Sul.

No período da manhã, pancadas mais intensas podem ocorrer, mas não risco de transtornos, no oeste de Santa Catarina, no oeste, sul e leste do Paraná, no sul e oeste de São Paulo e no centro-norte e noroeste do Mato Grosso do Sul.

No período da tarde, as instabilidades ganham força sobre o Mato Grosso do Sul, oeste e sul de São Paulo e sobre os estados do Paraná e de Santa Catarina, com chuvas muito pontuais e de curta duração. Já no sul de Minas Gerais, nordeste de São Paulo, Rio de Janeiro e sul do Espírito Santo, há previsão de pancadas de chuva de até forte intensidade. Essa condição se mantém no período da noite, mas ainda com possibilidade de chuvas pontuais sobre o Mato Grosso do Sul, sul do Paraná e meio-oeste de Santa Catarina.

Na quinta-feira (27), há dois sistemas de chuva atuando no Centro-Sul do Brasil: a região de cavado mais sobre o Sudeste e uma frente fria na Região Sul.

No Sudeste, as chuvas ocorrem com fraca intensidade no período da manhã no centro-sul de Minas Gerais, no Triângulo Mineiro, no nordeste de São Paulo, no Rio de Janeiro e no Espírito Santo. Já à tarde, há potencial de temporais localizados na porção central sul e sudeste de Minas Gerais.

Os EUA atacam Canadá com tarifaço e recebem pronta retaliação.

Os Estados Unidos dependem tanto do Canadá que, para chegar ao estado do Alaska, precisam utilizar estradas no território canadense. No entanto, sob Trump, nada é sagrado nas relações internacionais. Agora os dados estão lançados, com agressão e retaliação.

O primeiro-ministro canadense, Mark Carney, anunciou tarifas retaliatórias que “igualarão as novas tarifas de Washington dólar por dólar”, após dias de intensas negociações entre os Estados Unidos e o Canadá terem fracassado.

A resposta retaliatória veio depois que o presidente dos EUA, Donald Trump, impôs uma taxa de 50% sobre US$ 20 bilhões em produtos canadenses, ou 5,5% de suas exportações, interrompendo a longa história de relações estáveis ​​entre os dois vizinhos norte-americanos.

Trump impôs tarifas sobre importações importantes do Canadá no início de seu segundo mandato, no ano passado. Desde então, os dois países têm se desentendido, com Trump fazendo novas ameaças de tarifas periodicamente.

O que motivou essa escalada recente e como ela afetará as duas economias ocidentais?

Como as negociações foram interrompidas?

Em Ottawa, no sábado, Carney disse que as negociações com os EUA fracassaram no final do dia anterior, depois que Trump impôs condições que, em última análise, eram inaceitáveis.

“Nos últimos dias, os Estados Unidos propuseram novos termos que eram antieconômicos, injustos e prejudicavam os benefícios líquidos para o Canadá, além de colocarem em dúvida a confiabilidade de qualquer acordo”, disse Carney, acrescentando que essas exigências incluíam restringir a capacidade do Canadá de firmar novos acordos comerciais, violando sua soberania.

“Somos o parceiro preferencial em muitos aspectos para países de todo o mundo, e os americanos queriam restringir isso. Eles usaram uma linguagem que visava restringir isso. Inaceitável.”

Ele acrescentou que os negociadores americanos também fizeram “ameaças” inaceitáveis ​​à língua francesa e à “cultura quebequense”, referindo-se à província francófona no leste do Canadá.

Em um discurso proferido mais tarde naquele dia, Carney sugeriu que mudanças de última hora na mesa de negociações o levaram a convocar seus negociadores de Washington, DC, para Ottawa.

“Resumindo, eles pediram demais e ofereceram de menos.”

Cartório Eleitoral de Luís Eduardo treina mesários para as eleições.

ALEPE: Urna eletrônica é o caminho rápido e seguro da democracia - UNALE

Nesta semana, de 24 a 27/08, o Cartório Eleitoral realiza o Treinamento de Mesários aqui em Luís Eduardo Magalhães. Serão duas turmas por dia, uma das 8:30 às 11:30h e a outra das 14 às 17h.
Local: Auditório do Sindicato dos Produtores Rurais, na Rua Sergipe.

A fazenda de boots de Cerimedo, que destrói candidatos de esquerda na América Latina.

Abaixo, a amizade dos irmãos Bolsonaro com Cerimedo, preso em prisão de segurança máxima na Bolívia.

Lula ganharia o segundo turno por mais de 5 milhões de votos

Pesquisa Datafolha divulgada, agora às 18h30m, nesta sexta-feira (21/8) mostra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 47% das intenções de voto em uma simulação de segundo turno da eleição presidencial de 2026 contra o senador Flávio Bolsonaro (PL), que aparece com 43%.

O levantamento foi contratado pela Folha de São Paulo e pelo Grupo Globo. A pesquisa ouviu 2.058 entrevistados entre os dias 18 e 20 de agosto.

Lula aparece numericamente à frente

No cenário testado pelo Datafolha, Lula tem vantagem numérica de quatro pontos percentuais sobre Flávio Bolsonaro. O resultado indica uma disputa apertada na simulação de segundo turno entre o petista e o senador do PL.

A margem de erro informada pelo instituto é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%.no TSE.O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-04496/2026.

De acordo com a metodologia divulgada, foram entrevistadas 2.058 pessoas entre 18 e 20 de agosto. A pesquisa integra o acompanhamento dos cenários eleitorais para a disputa presidencial de 2026.

Na simulação de primeiro turno, o presidente Lula lidera com 39% das intenções de voto, seguido por Flávio Bolsonaro, com 33%.

Na sequência do levantamento surgem:

  • Ronaldo Caiado (PSD): 5%
  • Renan Santos (Missão): 4%
  • Romeu Zema (Novo): 3%

Dentro da margem de erro da pesquisa, o grupo formado por Caiado, Renan Santos e Zema encontra-se em empate técnico.

Na simulação de primeiro turno, o presidente Lula lidera com 39% das intenções de voto, seguido por Flávio Bolsonaro, com 33%.

Resposta espontânea

A pesquisa espontânea é aquela em que o consultado não recebe o disco com os nomes dos candidatos. 

  • Lula (PT): 32%
  • Flávio Bolsonaro (PL): 19%
  • Jair Bolsonaro (PL): 3%
  • Ronaldo Caiado (PSD): 2%
  • Renan Santos (Missão): 2%
  • Romeu Zema (Novo): 1%
  • Pablo Marçal (PRTB): 1%
  • Outros: 4%
  • Em branco/nulo/nenhum: 6%
  • Indecisos: 32%
Certeza do voto

A pesquisa mostra que 72% dos eleitores dizem estar totalmente decididos sobre a escolha do candidato a presidente, enquanto 27% ainda podem mudar o voto.

Entre os eleitores que declaram voto em Lula (PT), 82% dizem estar totalmente decididos. No grupo dos eleitores de Flávio Bolsonaro (PL), esse índice é de 78%. Por outro lado, o eleitorado de Romeu Zema (Novo) é o menos convicto neste momento, segundo a pesquisa: 69% afirmam que o voto ainda pode mudar.

Oeste abandona os Henriques após articulações erradas e certeza de fracasso eleitoral

Após sucessivas articulações equivocadas feitas por Danilo Henrique (MDB), alguns prefeitos do Oeste da Bahia decidiram abandonar a campanha dos Henriques, Danilo e Antônio Henrique Junior (PV). Na melhor das negociações, Danilo tem conseguido manter parte dos votos dividindo espaço com outros candidatos, como foi o caso de São Desidério.

A mais recente perda de espaço ocorreu no município de Angical, após a aproximação da prefeita Quinha de Mezo (Avante) com a ex-prefeita de Wanderley, Fernanda Sá Teles (Avante), e com o deputado federal Neto Carleto (Avante) que busca sua reeleição.

Para quem sonhava com uma reeleição apertada do deputado estadual Antônio Henrique Junior, hoje acorda com a certeza de uma derrota e uma verdadeira aula de ‘como não se fazer política’.

Apontado como responsável pela derrocada eleitoral da família, Danilo Henrique parece ter assumido uma candidatura sem identidade e nem rumo. Apoiador do PT na região, onde disputa espaço com Tito e Jusmari Oliveira, Danilo tenta a todo custo esconder Lula nas suas peças de campanha.

Talvez a sua falta de identidade seja revertida numa grande falta de votos. O fato é que se a família Henrique não assumir de vez Lula na campanha, não adiantará nada estar servindo de cabo eleitoral do governador Jerônimo Rodrigues. Urna tem memória, mas o PT também tem gente de olho.

Veja as principais notícias nacionais desta tarde selecionadas pelo ChatGPT

Tarifaço: em conversa com Trump, Lula pede a retirada da sobretaxa de 40%
1. Lula conversa com Trump por telefone em meio à tensão comercial
O presidente Lula conversou por cerca de 1h20 com Donald Trump. As tarifas norte-americanas sobre produtos brasileiros estiveram entre os principais assuntos, além de crime organizado, eleições e conflitos internacionais. uol

2. Dólar cai e Ibovespa registra forte alta nesta sexta-feira
O dólar fechou a R$ 5,144, com queda de 0,93%, enquanto o Ibovespa subiu 1,84%, aos 171.014 pontos. O movimento ocorreu em meio à melhora do cenário de risco nos mercados.

3. Fazenda diz que Brasil está longe de uma crise fiscal
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que o país está “longe” de enfrentar uma crise fiscal ou de dívida. A declaração ocorre em meio à atenção do mercado sobre as contas públicas.

4. Eleições 2026 ganham força no noticiário nacional
A movimentação dos pré-candidatos aumenta. Romeu Zema, por exemplo, fez críticas ao governo federal durante agenda em São Paulo e falou sobre juros, gastos públicos, relações trabalhistas e apostas

5. Pesquisas eleitorais movimentam disputa nos estados
Novos levantamentos sobre a corrida pelo governo do Ceará foram divulgados, apresentando cenários de primeiro e segundo turno.

6. Senado debate consequências do implante contraceptivo Essure
Mulheres que tiveram sequelas relacionadas ao dispositivo participaram de discussão no Senado e pediram uma política nacional de acompanhamento e assistência.

7. Saúde: Brasil avança em pesquisas sobre vacina contra malária
Pesquisas brasileiras envolvendo vacinas contra Plasmodium vivax estão entre os destaques da área de saúde nesta sexta-feira.

8. Desinformação sobre tarifas dos EUA circula nas redes
Uma publicação afirmando que Trump teria cancelado as tarifas sobre produtos brasileiros foi classificada como falsa; o vídeo utilizado na postagem era de 2025.

 

Advogado de Lulinha questiona: onde estão os vazamentos, inclusive de vídeos, do rapaz da tanga branca?

Vem aí mais chumbo quente para o Bolsonarinho.

“Borsonarista aliegenígena” prepare o seu coração: na próxima semana mais uma bomba vai estourar no templo sagrado do pneuzal.

O dirigente do Missão e ex-deputado estadual Arthur do Val afirmou nesta quinta-feira (20) ter recebido informações sobre um suposto novo escândalo envolvendo Flávio Bolsonaro (PL). Segundo ele, o caso ainda não veio a público e teria relação com o setor de petróleo.

Arthur fez a declaração durante um vídeo e disse ter se reunido com jornalistas e outras fontes que não pretende identificar.

Segundo o ex-parlamentar, uma “notícia bombástica” deverá surgir “em breve” e atingir o candidato do PL à Presidência.

“Flávio Bolsonaro está envolvido em outro escândalo de corrupção”, afirmou. Na sequência, deu a única pista sobre o conteúdo da acusação. “Tem a ver com o petróleo.”

Arthur não explicou qual seria o suposto esquema, quem mais estaria envolvido ou de que forma Flávio apareceria no caso. Também não apresentou documentos ou outras provas que sustentem a acusação.

Até o momento, não há confirmação pública de que uma investigação relacionada ao episódio mencionado pelo dirigente do Missão tenha sido aberta.

O rapaz da tanga branca já enfrenta outras frentes

A declaração aparece em um momento de pressão sobre a campanha de Flávio Bolsonaro por outros episódios.

Um deles envolve o projeto Dark Horse, filme sobre Jair Bolsonaro que recebeu R$ 61 milhões do banqueiro Daniel Vorcaro. A Polícia Federal apura a possível utilização de recursos públicos no financiamento da produção. Flávio afirma que já prestou esclarecimentos e classificou o episódio como “página virada”.

 

 

Aviação doméstica brasileira tem a maior movimentação em 26 anos

Da Agência Brasil

Período de janeiro a julho teve alta de 4% com relação a 2025

De janeiro a julho de 2026, o Brasil alcançou a marca de 59 milhões de passageiros em voos domésticos. De acordo com dados da Agência Nacional de Aviação, é a maior movimentação para o período desde o início da série histórica, em 2000.

Feito pelo Ministério do Turismo, o levantamento mostra que o número representa crescimento de 4,04% em relação aos 57 milhões de viajantes registrados no mesmo período do ano passado.

Em julho, a movimentação doméstica foi de 9,1 milhões de passageiros, também a maior para o período: 1,85% a mais que em 2025.

Internacional

A alta de passageiros se repete na movimentação internacional. Nos sete primeiros meses de 2026, foram registrados 17,7 milhões de passageiros, volume 8,2% superior ao computado no mesmo período de 2025.

Julho também marcou a maior movimentação internacional da história para o mês, com 2,7 milhões de passageiros, aumento de 4,2%.

Negócios

O turismo de negócios atingiu R$ 8,4 bilhões de faturamento nos sete primeiros meses de 2026. O valor é 8% superior aos R$ 7,8 bilhões apurados no mesmo período do ano passado.

O PIG-Partido da Imprensa Golpista não descansa um só minuto.

Manchete malandra!

Para além da chuva de fakenews e do festival de besteiras que assola o País, a média e grande imprensa direitosa não perde uma oportunidade sequer de publicar uma meia verdade.

Nesta semana dezenas de veículos noticiaram o fechamento de fábricas da Nestlé e a consequente demissão de 16 mil funcionários sem especificar que as fábricas em processo de encerramento estão localizadas na Suiça, Hungria e na Alemanha. E que a gigante multinacioal está na verdade investindo mais de 7 bilhões de reais no Brasil.

Para 50 milhões de eleitores que tem problemas de analfabetismo funcional uma manchete deste calibre significa o caos econômico no Brasil e a certeza de que de fato o PT “está quebrando o País”. 

O PIG, no dizer do grande e saudoso jornalista Paulo Amorim, ainda acrescentou nas manchetes: a Nestlé vai parar de fabricar o Kit Kat, um chocolatinho muito conhecido por aqui. O que reforça que o encerramento das atividades seria mesmo no Brasil. 

Entre os jornais baianos, o Correio, do grupo empresarial dos Magalhães, foi até o último parágrafo de uma extensa matéria para explicar que a redução de atividades ocorre em países da Europa.

Vendaval alcança Sul da Bahia com ventos fortes amanhã

Imagem de referência de temporal sobre Porto Seguro

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) ampliou os alertas de vendaval para esta sexta-feira (21/8) e colocou parte de cinco estados em nível de perigo. As rajadas podem chegar a 100 km/h em áreas de São Paulo e do Rio de Janeiro.

Trechos de estados como Espírito Santo, Paraná e Bahia podem ter rajadas de até 60 km/h. O fenômeno está associado à formação de novo ciclone extratropical próximo ao litoral da Região Sul.

De acordo com o Inmet, a intensidade dos ventos pode provocar queda de árvores, destelhamento de imóveis e danos em construções e plantações.

Preso na Bolívia agente da CIA envolvido com narcotraficantes

Agora: terremoto de magnitude 6,7 atinge o Peru

Ponto vermelho indica onde tremor foi registrado no Peru — Foto: USGS/Reprodução
Tremor foi sentido na tarde desta quinta-feira (20), no sul do país. Ainda não há relatos de estragos ou feridos.

Um terremoto de magnitude 6,7 atingiu nesta quinta-feira (20) o Peru, segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS). Ainda não há registros de estragos ou feridos. Também não há alertas de tsunami para a costa oeste da América Latina.

De acordo com o USGS, o epicentro foi registrado em uma área de cordilheira, a uma profundidade de 99 quilômetros. A organização norte-americana classificou o tremor como “muito forte” em algumas áreas.

Já o Instituto de Geofísica do Peru informou que o terremoto teve magnitude 7,2 e ocorreu a uma profundidade de 108 quilômetros.

Sismologistas estão prevendo pequenos tremores em território brasileiro para as 20h de hoje.

Dívida dos EUA ultrapassa US$ 40 trilhões após governos Trump e Biden

Valor mais que dobrou em menos de uma década, diz Tesouro. Em reais, essa dívida ultrapassa de largo os R$200 trilhões. Para referenciar, a dívida brasileira é menos que 10 trilhões de reais. O Japão lidera o ranking mundial de investidores externos em papéis americanos, com US$1 trilhão.
A dívida total dos EUA ultrapassou os US$ 40 trilhões pela primeira vez, informou o Departamento do Tesouro nesta quarta-feira (20), gerando novos alertas de que uma crise fiscal está se formando, à medida que os custos crescentes dos programas de proteção social e os pagamentos de juros superam em muito as receitas, prejudicadas pelos cortes de impostos.

O último balanço diário de caixa e dívida do Tesouro mostrou que a dívida pública total em circulação era de US$ 40,047 trilhões na terça-feira, valor que inclui títulos do Tesouro detidos pelo público, no montante de US$ 32,266 trilhões, e dívida intragovernamental, no valor de US$7,782 trilhões.

A dívida do governo federal mais que dobrou em menos de uma década, partindo de US$ 19,95 trilhões quando o presidente Donald Trump tomou posse pela primeira vez, em janeiro de 2017.

Aproximadamente um terço desse aumento ocorreu durante dois anos de endividamento frenético do governo para financiar as respostas à pandemia da Covid-19 empreendidas por Trump e pelo ex-presidente Joe Biden, enquanto as escolhas de política fiscal de ambos os presidentes, combinadas com desequilíbrios de longa data entre receitas e gastos, foram responsáveis pelo restante.

Grupos de fiscalização orçamentária vêm prevendo a ultrapassagem desse limite há semanas e emitiram alertas severos de que uma crise de dívida em grande escala poderia eclodir, a menos que os parlamentares enfrentem um panorama fiscal insustentável e aumentem os impostos, cortem gastos ou ambos.

“A dívida de US$ 40 trilhões não existe apenas nos livros contábeis do governo; ela se faz sentir em toda a economia e, de uma forma ou de outra, chega ao bolso das pessoas”, disse Maya MacGuineas, presidente do Comitê para um Orçamento Federal Responsável, uma organização apartidária.

“Quanto mais contraímos dívidas, mais agravamos a inflação, prejudicamos outras prioridades no orçamento e nos tornamos vulneráveis a emergências internas e turbulências no exterior”, disse MacGuineas em um comunicado, logo após a divulgação dos dados do Tesouro.

Ela observou que o valor de US$ 40 trilhões foi atingido menos de cinco meses depois que a dívida chegou a US$39 trilhões e quadruplicou em menos de 20 anos, considerando que levou até 1981 para atingir US$ 1 trilhão pela primeira vez. “É impressionante como o declínio fiscal de uma potência global pode se tornar previsível”, acrescentou MacGuineas.

Os credores globais dos EUA podem já estar ficando cautelosos.

Dias após um leilão de US$ 25 bilhões em títulos do Tesouro de 30 anos ter sido realizado com o maior rendimento desde 2021, os rendimentos dos chamados títulos de longo prazo atingiram na terça-feira seus níveis mais altos em quase duas décadas, à medida que os investidores exigiram maior remuneração diante da forte emissão de títulos do governo dos EUA.

Nesta quarta-feira, o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, tomou uma medida ousada para conter os rendimentos dos títulos de longo prazo, anunciando a duplicação do volume de recompra de títulos do Tesouro de 10 a 30 anos para pelo menos US$4 bilhões por operação.

O prêmio de prazo dos títulos do Tesouro de 10 anos — uma medida de quanto do rendimento total do título é atribuído ao risco percebido de mantê-los por uma década — subiu nesta semana para o maior nível em mais de uma dúzia de anos.

Em meio a tudo isso, a demanda por títulos da dívida dos EUA por parte de investidores estrangeiros — que detêm quase um terço de todos os títulos do Tesouro — vem diminuindo ao longo do último ano, deixando mais títulos à disposição de compradores mais sensíveis aos preços, o que pode agravar a volatilidade do mercado, escreveu na terça-feira John Canavan, analista-chefe de mercados financeiros do grupo de Serviços Macroeconômicos e de Investidores da Oxford Economics.

Gastos​ com pandemia e muito mais 

O Tesouro divulgou na semana passada o quarto maior déficit mensal da história dos EUA — US$ 432 bilhões em julho —, à medida que os reembolsos de tarifas tornaram as receitas alfandegárias negativas pelo terceiro mês consecutivo e os gastos com benefícios da Previdência Social e do Medicare para idosos continuaram a crescer.

O déficit dos primeiros 10 meses do ano fiscal de 2026 já ultrapassou o déficit total de todo o ano fiscal de 2025, faltando ainda dois meses para o fim do ano fiscal atual.

Trump tem ignorado em grande parte o número cada vez menor de defensores da austeridade fiscal em seu Partido Republicano, defendendo gastos elevados ao longo de seus dois mandatos.

A dívida pública aumentou em US$ 7,8 trilhões durante o primeiro mandato de Trump, com mais da metade desse montante acumulada durante a resposta à pandemia nos últimos nove meses de seu mandato.

Desde que Trump assumiu o cargo pela segunda vez, em janeiro de 2025, o endividamento dos EUA aumentou em US$ 3,8 trilhões, totalizando um crescimento de US$ 11,6 trilhões em seus dois mandatos até o momento.

A dívida pública aumentou em US$ 8,4 trilhões durante o mandato de Biden, também marcado por gastos elevados com a recuperação da covid-19, mas impulsionado igualmente por despesas de grande porte com investimentos em infraestrutura, subsídios para energia limpa e outras prioridades defendidas pelo Partido Democrata.

O Comitê para um Orçamento Federal Responsável estima que as escolhas políticas de Trump e Biden tenham elevado a trajetória da dívida federal além do que teria sido acumulado de acordo com as leis de gastos vigentes quando cada um deles assumiu o cargo.

Por exemplo, o pacote legislativo histórico do segundo mandato de Trump — a Lei “One Big Beautiful Bill” — acrescentará mais US$ 4,7 trilhões à dívida, de acordo com o Escritório de Orçamento do Congresso, órgão não partidário responsável pela contabilidade dos parlamentares federais.

Trump caracterizou seu segundo mandato como focado na redução de custos, marcado por cortes iniciais de empregos em órgãos federais ordenados pelo Departamento de Eficiência Governamental. Mas grande parte de suas reduções de gastos teve como alvo os chamados programas “discricionários”, a menor parcela do orçamento federal.

Os EUA gastam cerca de US$ 7 trilhões anualmente, e 60% desse montante é destinado aos chamados programas “obrigatórios”, incluindo pagamentos para a Previdência Social, o Medicare, o Medicaid e os cuidados aos veteranos, que geralmente aumentam para acompanhar o custo de vida.

O valor de US$ 1,1 trilhão é destinado ao pagamento dos juros da dívida dos EUA, cujo custo aumenta à medida que a dívida se acumula e as taxas de juros sobem.

O orçamento do ano fiscal de 2025 marcou a primeira vez que os custos do serviço da dívida ultrapassaram o financiamento do Pentágono. Nos primeiros 10 meses do ano fiscal de 2026, os custos com juros superaram os gastos com assistência médica do Medicare, tornando-se o segundo maior item do orçamento federal, atrás apenas do sistema de aposentadoria da Seguridade Social.

Os EUA estão gastando mais com aposentadorias e assistência médica da geração “baby boom“, pressionando os fundos da Seguridade Social e do Medicare, enquanto as receitas de impostos sobre salários e renda continuam insuficientes para cobrir as despesas federais.

Divisão política com Fernanda Sá Teles em São Desidério complica a reeleição de Antônio Henrique Junior

Um evento realizado ontem em São Desidério, em prol da campanha de Danilo Henrique (MDB) e Márcia Sá Teles (Avante), foi marcado pela ausência do deputado estadual Antônio Henrique Junior (PV), que tenta o seu quarto mandato.

O fato é que um acordo firmado entre Danilo Henrique e o prefeito Tony Linhares, resultou em uma divisão territorial de votos com Fernanda Sá Teles, que tem sua campanha coordenada no município por Zé Carlos, ex-prefeito de São Desidério.

Neste acordo o deputado Toinho – que já vem num processo de queda de votação nas últimas eleições, teve que engolir uma perda de mais de 2.000 votos numa campanha que já está com uma margem bem apertada.

Este acordo – que surgiu após a notícia de uma ‘rachadura’ política na família do prefeito de São Desidério, é mais uma manobra desastrosa de Danilo Henrique, que deverá ser o responsável pela derrota de seu pai nas urnas.

Embrapa entrega propostas de agricultura sustentável para candidatos

Segurança alimentar é uma das prioridades defendidas
Brasília (DF), 29/06/2026 - SESI Lab, museu de arte, ciência e tecnologia em Brasília, implanta sistema agroecológico educativo em sua área externa, transformando o espaço urbano em um laboratório vivo de aprendizagem em sustentabilidade, biodiversidade e agroecologia. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
© Marcelo Camargo/Agência Brasil

A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) divulgou nesta semana recomendações de políticas sustentáveis sobre o setor agrícola e sugestões de prioridades para candidatos a cargos legislativos e executivos nas eleições de outubro.

A publicação é baseada em evidências científicas e defende a ampliação e a estabilidade dos investimentos em ciência, tecnologia, inovação e inclusão socioprodutiva.

O documento Agenda estratégica para agricultura do Brasil: contribuições de pesquisa e inovação está disponível no site da empresa, vinculada ao Ministério da Agricultura e Pecuária.

Os técnicos da Embrapa entendem que a agricultura ocupa posição estratégica para o Brasil, pela contribuição para a economia, pela relação com a segurança alimentar e pela necessidade de adaptação às mudanças do clima, transição energética e o desenvolvimento territorial.

Para os autores, o conteúdo pode subsidiar programas de governo e iniciativas legislativas relacionadas ao setor agropecuário.

Economia do agro

O documento ressalta o tamanho do agronegócio brasileiro. De acordo com a Embrapa, o Produto Interno Bruto (PIB, conjunto de bens e serviços produzidos) do agro chegou a R$ 3,2 trilhões em 2025, representando 25% do PIB do país.

As atividades no campo ocupavam 28,4 milhões de pessoas no ano passado, quando o Brasil exportou US$ 169,2 bilhões (quase R$ 900 bilhões), o que equivale a 48,5% do total que o Brasil vendeu para o exterior.

A Embrapa trabalha, entre outras coisas, no melhoramento genético de sementes para aumentar a tolerância a estresses ambientais, como seca, calor, excesso de água e salinidade.

Nos cálculos da empresa de inovação agropecuária, cada real investido na Embrapa retorna R$ 27,12 à sociedade brasileira.

Temas estratégicos

A carta de recomendações destaca seis temas estratégicos para a agricultura brasileira:

  • Segurança alimentar e nutricional;
  • Agricultura sustentável e resiliência à mudança do clima;
  • Bioeconomia e desenvolvimento sustentável;
  • Transição energética e bioenergia;
  • Desenvolvimento territorial e inclusão produtiva no meio rural;
  • Transformação digital no meio rural.

Ao defender a segurança alimentar, o documento inclui o objetivo de reduzir a dependência de insumos importados.

“A insuficiência de investimentos contínuos em pesquisa, inovação e inclusão produtiva aumenta as vulnerabilidades. Amplia a dependência de insumos importados. Eleva a exposição a choques climáticos, sanitários e geopolíticos”, sustenta a Embrapa.

Ainda de acordo com a publicação, a agricultura brasileira pode se referência na produção sustentável.

“Como uma das maiores potências mundiais em agricultura tropical, o Brasil reúne condições únicas para se consolidar como referência global em produção sustentável e de baixa emissão de carbono, conciliando competitividade, segurança alimentar e conservação ambiental”.

A empresa cita projeção do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) de que a demora em adotar medidas para enfrentar as mudanças climáticas pode custar R$ 17,1 trilhões à economia até 2050.

Os técnicos acreditam que, ao ampliar investimentos em bioenergia, biocombustíveis, biogás, biometano e bioinsumos, o Brasil pode expandir a participação nos mercados da economia de baixo carbono, agregar valor à produção agropecuária, diversificar a matriz energética e estimular o desenvolvimento regional.

“O fortalecimento dessas capacidades permitirá consolidar vantagens competitivas já existentes e posicionar o país como referência global em soluções sustentáveis para energia, clima e bioeconomia”, escrevem.

A Embrapa contextualiza que a transformação digital está redefinindo a agricultura mundial. São citados avanços como inteligência artificial, Internet das Coisas, sensoriamento remoto, automação, sistemas geoespaciais e agricultura de precisão.

“A ampliação da conectividade rural tornou-se condição essencial para a modernização da agricultura”, assinala.

Executivo e Legislativo

Os autores da publicação entendem que a atuação do Poder Executivo na agenda agropecuária deve estar orientada pela consolidação de uma estratégia de desenvolvimento rural sustentável, competitividade econômica, segurança alimentar e inclusão produtiva.

Já o Legislativo deve se voltar à definição das condições institucionais, regulatórias e Orçamentárias. “Sua atuação é determinante para assegurar estabilidade de políticas públicas e previsibilidade para investimentos de longo prazo”, aponta.

Candidata do PL que criticou Bolsa Família recebe o auxílio desde 2018.

Conhecida como “Trans de Direita”, Sophia Barclay utilizou as redes sociais para criticar o Bolsa Família mesmo sendo beneficiária há 8 anos. Sophia é amiguinha de Neymar e Flávio Bolsonaro. Portanto tem conhecimento de causa para falar o que fala.

A candidata a deputada federal por São Paulo Sophia Barclay (PL), que usou as redes sociais para criticar programas de assistência do governo federal, como o Bolsa Família e o Gás do Povo, apareceu como beneficiária dos auxílios desde 2018, segundo dados do Portal da Transparência. Nos últimos oito anos, com exceção de 2024, Barclay teria recebido cerca de R$ 21 mil das iniciativas sociais.

A influenciadora política, também conhecida como “Trans de Direita”, começou a receber o Bolsa Família em maio de 2018, quando tinha 18 anos e ainda morava no Rio de Janeiro. Os pagamentos eram vinculados ao Cadastro Único (CadÚnico), sistema usado pelo governo para reunir informações de famílias de baixa renda.

Ônibus de turismo com 44 passageiros colide com carreta em Correntina

Corrida do Algodão muda de endereço e chega à 8ª edição com 2 mil atletas inscritos

Evento da Abapa deixa a Praça do Avião e será realizado na Avenida Paraíso, com provas de 21 km, 10 km, 5 km, PCD e Corrida Kids

Depois de reunir quase 2 mil atletas na Praça do Avião em 2025, a Corrida do Algodão chega à 8ª edição em novo endereço. Em 22 de agosto, a Avenida Paraíso, em frente ao Clube Rio de Pedras, no Jardim Paraíso, será o ponto de largada e chegada da prova realizada pela Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), em Luís Eduardo Magalhães. A edição deste ano terá limite de 2 mil participantes, distribuídos entre as provas de 21km, 10km, 5km, PCD cadeirantes e Corrida Kids.

A mudança de local acompanha o crescimento do evento, que ao longo das últimas edições passou a reunir diferentes perfis de corredores e um público cada vez maior. Em 2025, quando a Abapa comemorou 25 anos, as inscrições chegaram ao limite e a corrida recebeu participantes de 16 estados brasileiros e do Quênia. Cerca de 6 mil pessoas acompanharam a programação na Praça do Avião.

Para 2026, a prova mantém diferentes opções de distância. Os 21km serão disputados em percurso misto, com trechos de asfalto e terra, além de variações de terreno. As provas de 5km e 10km completam a programação adulta, enquanto a Corrida Kids amplia a participação para crianças de 3 a 14 anos.

A competição também terá premiação em dinheiro para os cinco primeiros colocados gerais, nas categorias masculina e feminina, nas provas de 5km, 10km e 21km. A organização prevê ainda troféus para os primeiros colocados nas diferentes categorias e medalha de participação para todos os atletas que concluírem suas respectivas provas.

Para a presidente da Abapa, Alessandra Zanotto Costa, a mudança de endereço acompanha uma nova dimensão alcançada pela competição. “A Corrida do Algodão cresceu e a mudança de local acompanha esse crescimento. Queremos receber bem os atletas, as famílias e todo o público que participa e acompanha a corrida, mantendo a identidade que construímos ao longo dessas edições. Esta é uma iniciativa da qual a Abapa tem muito orgulho, pois ela representa o grande vínculo entre o produtor e a sociedade, e tem como propósito um unir e celebrar a saúde, a vida e o algodão que nos une”, afirmou.

A programação começa com a Corrida Kids. A modalidade de 500 metros será destinada a crianças de 3 a 5 anos acompanhadas por um adulto, com largada prevista para 16h. Às 16h20, será a vez da categoria Kids individual, com percurso de 1km para participantes de 6 a 14 anos.

Na sequência, acontecem as provas adultas. A largada dos 21km está prevista para 16h50. A categoria PCD cadeirantes, com percurso de 1km, larga às 17h20. Já os participantes dos 5km e 10km largam às 17h50.

A inclusão permanece entre as características da competição. Além da categoria específica para cadeirantes, atletas com outras deficiências podem participar das provas de 5km, 10km e 21km, conforme as regras previstas para a competição. A programação inclui ainda aquecimento, atividades de entretenimento e premiação.

A Corrida do Algodão também mantém uma programação que aproxima o esporte da comunidade, reunindo atletas profissionais e amadores, crianças, famílias e pessoas que encontram na prova uma oportunidade de começar ou retomar a prática esportiva.

“A corrida passou a fazer parte da agenda da cidade. Isso é muito significativo para nós, porque mostra que o evento foi incorporado pelas pessoas. E esse envolvimento também nos desafia a melhorar a estrutura e a experiência a cada edição”, afirma Alessandra.

 

China avalia regra de defensivos e decisão pode impactar agronegócio do Nordeste

Proposta chinesa de revisão em agroquímicos ameaça custos no Brasil; no Nordeste do país, governos já monitoram o setor com atenção às possíveis mudanças da China.

Do portal Movimento Econômico.

O Ministério da Agricultura e Assuntos Rurais da China (MARA) abriu consulta pública para avaliar uma ampla reformulação nos requisitos de registro de agroquímicos em seu mercado interno. A proposta em discussão no país asiático vem sendo acompanhada de perto pelo setor produtivo nacional, pois uma eventual alteração nas regras chinesas pode trazer reflexos diretos para todo o agronegócio brasileiro, com desdobramentos de grande atenção para o Nordeste e a fronteira agrícola do Matopiba.

​A consulta pública chinesa segue aberta até o próximo dia 21. ​As mudanças em análise preveem a padronização e o reforço das exigências em dossiês eletrônicos para o cadastro de produtos.

Caso a proposta seja aprovada na forma atual, fabricantes de itens que utilizam determinados adjuvantes passarão a ter que apresentar dados adicionais sobre toxicologia, eficácia, parâmetros ambientais, resíduos e características físico-químicas.

​Proposta em debate prevê análise mais rígida de formulações

O texto submetido à consulta pública também sugere a ampliação dos controles e a instituição de prazos de proteção de dados de seis anos para produtos com novos compostos.

Além disso, alterações de formulações, misturas e ampliações de uso dos defensivos exigirão justificativas e fundamentação científica detalhadas. ​Se confirmadas, as novas exigências técnicas podem encarecer a geração de dados e ampliar os prazos de registro na China.

Na avaliação do economista e coordenador de Pós-graduação da Unit, Edgar Leonardo, os eventuais desdobramentos da proposta merecem análise preventiva, pois tendem a extrapolar o mercado chinês e impactar o abastecimento global.

​”Ao aumentar a complexidade para registrar um agroquímico, algumas empresas menores podem deixar de atuar nesse mercado, reduzindo a quantidade de produtos e de fornecedores disponíveis, o que reduz a concorrência”, analisa Edgar Leonardo ao Movimento Econômico.

​Discussão sobre concorrência e dependência do mercado brasileiro

O economista pondera que uma eventual redução na quantidade de fabricantes atuantes no mercado chinês pode elevar a concentração na indústria global de defensivos, fortalecendo o poder de mercado de grandes companhias já consolidadas.

​Essa possibilidade acende um alerta para a agricultura brasileira como um todo, tendo em vista a elevada dependência que a produção nacional possui da importação de insumos agrícolas procedentes do mercado chinês.

​”Se houver uma redução da oferta ou um aumento da concentração global, podemos ter impacto sim nos preços de defensivos nos custos de produção e consequentemente impactar nossa competitividade”, argumenta o economista.

“Portanto, não é apenas uma mudança regulatória. É uma mudança na estrutura de custos e potencialmente na de concorrência do mercado global de insumos agrícolas o que tem que ser muito bem analisado e acompanhado estrategicamente pelo agronegócio brasileiro”, acrescenta Edgar Leonardo.

​Atenção voltada ao Matopiba e às lavouras do Cerrado

Apesar do risco generalizado para o país, a discussão ganha contornos decisivos no Nordeste, especialmente na região do Matopiba, que engloba Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, polo de expansão de grãos altamente dependente de insumos.

O diretor de Operações Internas da Secretaria de Planejamento do Piauí, Eduardo Nobre, destaca a relevância do país asiático no suprimento de defensivos. ​”A revisão nas exigências chinesas de registro de agroquímicos é um tema que acompanhamos com atenção, dado o peso da China no fornecimento de defensivos para o Brasil”, afirma Nobre.

​O gestor pondera que possíveis oscilações no preço dos insumos decorrentes do debate internacional seriam somadas a outros custos que afetam as lavouras do Cerrado piauiense e nordestino.

“No Piauí, os impactos tendem a se somar a pressões de custo que a produção já vem enfrentando, como o câmbio e o preço de insumos, especialmente nas culturas de soja, milho e algodão que sustentam o cerrado piauiense”, ressalta.

lavoura de milho

Babado forte: Renan Santos do MEBELÊ expõe Nikolas Ferreira.

Em vídeo que circula pelas redes sociais,   Renan Santos, fundador do Movimento Brasil Livre (MBL) e pré-candidato do Missão à Presidência da República, o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) tem parte de sua vida íntima exposta. Na conversa com um interlocutor, Santos afirma que o parlamentar mineiro é homossexual enrustido.

“Eu sempre deixei claro e deixo claro novamente, e aí rolou um backlash porque eles ficaram muito doidos. Vocês precisam entender: o Nikolas está formando um grupo político… O mais engraçado: ele montou um pequeno grupo político formado por ex-MBLs. Então, tem Pavanato, tem Fernando Holiday, tem o Ben Pontes, que foi trabalhar para o Pavanato, aquele Ulisses, que é do Mato Grosso, e outras pessoas. O que todos esses caras têm em comum? Pouquíssimos ali gostam da mesma fruta que eu, entendeu? Na verdade, são todos praticamente gays e todos naturalmente enrustidos.”

Para Santos, há uma espécie de atração coletiva por Nikolas Ferreira entre os homens que compõem o grupo político do parlamentar mineiro:

“Eu não sei por que eles se atraem pelo Nikolas e, quando eu ataco isso no Nikolas, isso os atinge em algum ponto. Parece que a mesma crítica que eu fiz ao Nikolas os atinge, que é o fato de serem gays enrustidos que têm que fingir que são homofóbicos para mostrar que eles são muito brabos, que eles são cristãos, não sei o quê, e não são porra nenhuma.”

Em seguida, Renan Santos critica a hipocrisia do grupo de Nikolas Ferreira:

“A última coisa que eu sou é uma pessoa homofóbica. Agora, eu odeio gente hipócrita e fingida. A fingição é uma das coisas que mais me… Sabe, seja gay, está tudo bem, não tem problema nenhum. Pelo contrário, é uma expressão da sua subjetividade. Seja gay, seja feliz e vamos ser todo mundo brother […] A coisa de fingir e depois atacar o outro é muito feia. Tem que parar com essa fingição […] Ele [Nikolas Ferreira] não consegue fingir […] Quando você reprime muito as coisas, a coisa dói.”

Acidente entre ônibus e caminhão mata 23 pessoas em estrada no Paraná

Brasília (DF), 19/08/2026 - Acidente entre ônibus e caminhão mata 23 pessoas no Paraná Foto: PRF/Divulgação

Cinco feridos foram levados para atendimento em Ponta Grossa

Um choque frontal entre um micro-ônibus e uma carreta na BR-373, na região dos Campos Gerais (PR) deixou, pelo menos, 23 pessoas mortas e quatro feridas. 

O acidente aconteceu na madrugada desta quarta-feira (19), por volta das 3h30, na altura do quilômetro 209 entre as cidades de Imbituva e Ponta Grossa, segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF).

O caminhão seguia no sentido de Ponta Grossa (PR) para Prudentópolis (PR). O ônibus, de Imbituva, seguia para hospitais na Região Metropolitana de Curitiba, para atendimento médico.

Das 23 vítimas (21 adultos e duas crianças), 22 estavam no micro-ônibus. A outra morte foi a do motorista que conduzia o caminhão.

O micro-ônibus era da Secretaria de Saúde de Imbituva, e a carreta era da cidade de Erechim, no Rio Grande do Sul.

Neste momento, a polícia científica investiga as causas da batida e há viaturas do SAMU e do Corpo de Bombeiros no local.

Segundo informações da PRF, análises preliminares indicam que o caminhão teria invadido a pista contrária e colidiu de frente com o ônibus.

As cinco pessoas feridas foram levadas para um hospital em Ponta Grossa (PR).

Devido ao acidente, a pista está totalmente interditada e ainda não há previsão de ser liberada. 

No momento da publicação deste texto, havia congestionamento de cinco quilômetros no sentido Ponta Grossa e 12 quilômetros no sentido Prudentópolis.

Júnior Marabá faz duras críticas às famílias tradicionais da política regional

O prefeito de Luís Eduardo Magalhães, Junior Marabá, fez duras críticas às famílias tradicionais da política do Oeste da Bahia, durante o evento ‘Elas por Barreiras’, promovido pela campanha da deputada estadual Cinthya Marabá, que aconteceu ontem no centro da cidade.

Durante seu discurso Junior Marabá afirmou que “grupos que já comandaram as prefeituras de Barreiras e Luís Eduardo Magalhães tiveram suas gestões reprovadas pela população nas urnas, mas, após deixarem o poder municipal, passaram a ocupar espaços na Assembleia Legislativa da Bahia”.

Sem citar nomes diretamente, Junior lembrou que esses grupos acumularam três derrotas em tentativas de reeleição nas duas maiores cidades do Oeste. “As derrotas que o prefeito falou foi a de Jusmari, em Barreiras, em 2012; a de Antônio Henrique, aqui em Barreiras também em 2016; e Oziel Oliveira lá em Luís Eduardo Magalhães em 2020, quando perdeu pra Juninho”, disse uma comerciante presente no evento.

Incompetência e descaso

Junior ainda afirmou que essas famílias demonstraram incompetência quando estiveram à frente das prefeituras e fora delas. “Mesmo ocupando espaços de representação política no Estado, não apresentaram propostas efetivas capazes de enfrentar os grandes desafios de Barreiras, Luís Eduardo Magalhães e do Oeste da Bahia”.

Segundo ele, durante anos a região recebeu apenas “migalhas”, enquanto questões estruturantes permaneceram sem solução. “A relação desses parlamentares com o Governo do Estado é de ‘funcionários do governador’. Por isso, não têm independência ou força política para cobrar as grandes demandas da região”.

Negligência na infraestrutura energética, aérea e viária

Entre os exemplos, Júnior citou a espera de décadas pela ampliação dos voos comerciais e pela melhoria da infraestrutura do Aeroporto de Barreiras, além da necessidade de viabilizar a aviação comercial em Luís Eduardo Magalhães.

O prefeito também destacou a duplicação da BR-242 entre Barreiras e Luís Eduardo Magalhães, apontando a ausência de uma representação parlamentar capaz de transformar essa demanda em uma prioridade política.

Na área energética, Junior afirmou que a capacidade disponível ainda limita a atração de grandes indústrias e novos investimentos para o Oeste. “Falta atuação política mais firme para cobrar a expansão da infraestrutura necessária ao desenvolvimento regional”.

Exemplo de mudanças

Ao final do discurso, o prefeito afirmou que Barreiras e Luís Eduardo Magalhães viveram uma mudança no padrão de gestão municipal. Citou Zito Barbosa em Barreiras, e sua própria administração em Luís Eduardo Magalhães como exemplos de gestões que, segundo ele, elevaram o nível administrativo das duas cidades.

Para Junior, chegou o momento dessa transformação alcançar também a representação política do Oeste nas casas legislativas. “Não existe mais espaço para a ‘política de migalhas’ nas prefeituras de Luís Eduardo Magalhães e Barreiras. E agora chegou a hora de acabar também com os ‘deputados de migalhas’. Precisamos de deputados que falem das coisas grandes, dos grandes projetos e dos serviços públicos que o Oeste precisa.”

“Chega de deputados sem propostas reais. O Oeste cresceu, se desenvolveu e precisa de uma representação política à altura da sua importância para a Bahia”, concluiu o prefeito Junior Marabá.

Turma do STF discute dispensa de diploma de jornalista para o exercício da profissão.

Sessão da Primeira Turma do STF.  Foto: Victor Piemonte/STF

Os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino e Alexandre de Moraes defenderam nesta terça-feira (18) a rediscussão sobre a decisão da Corte, que, em 2009, dispensou o diploma de jornalista para exercício legal da profissão.

A discussão voltou à tona durante sessão da Primeira Turma, que julgou um caso de direito de resposta envolvendo a TV Globo e uma clínica médica citada em uma reportagem sobre assédio sexual.

Durante a sessão, Dino disse que a decisão do Supremo que dispensou o diploma para exercício da profissão se tornou um complicador para o julgamento de casos sobre liberdade de imprensa. 

“A extensão automática desse regime de garantias a qualquer blogueiro pode levar a que o PCC e o Comando Vermelho façam um concurso para selecionar blogueiros”, disse.

Moraes defendeu a regulamentação da profissão e disse que o direito constitucional à liberdade de imprensa não pode ser invocado por usuários que usam as redes sociais para cometer crimes contra a honra e atos de desinformação.

“Hoje, com as redes sociais, qualquer pessoa acorda e diz a partir de hoje eu sou jornalista e começa a ofender a honra de inúmeras pessoas e se escudar da liberdade de imprensa”, completou.

Em 2009, o STF decidiu que a exigência do diploma de jornalismo e do registro profissional para exercício da profissão é inconstitucional.

Por maioria de votos, a Corte entendeu que o Decreto-Lei 972/1969 não foi recepcionado pela Constituição de 1988. O decreto criou regras para exercício da profissão, entre elas, a obrigatoriedade de registro no Ministério do Trabalho e diploma de curso superior em jornalismo.

Quebra de sigilo

A rediscussão sobre a dispensa de diploma para jornalista ocorre no momento em que a Corte é criticada por autorizar medidas de quebra de sigilo contra o blogueiro maranhense Luís Pablo.

Na semana passada, Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) e a Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) manifestaram preocupação com a decisão do ministro Alexandre de Moraes que permitiu a identificação da fonte do jornalista, responsável por denúncias sobre o suposto uso irregular de veículos oficiais por Flávio Dino. 

Segundo Moraes, informações repassadas pela fonte foram obtidas a partir do monitoramento ilegal da rotina de Dino e seus familiares em São Luís. 

Mais do que problemas no exercício da profissão, a dispensa do diploma é uma grande falta de ética com jovens que prestaram exames vestibulares e estudaram mais 4 anos e foram submetidos a estágio probatório para se tornar aptos ao exercício da profissão.

Maluco? Iconoclasta? Ou apenas sinais da demência senil?

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a tensionar a situação geopolítica no Oriente Médio ao publicar, nesta terça-feira (18), uma imagem nas redes sociais na qual o Estreito de Ormuz aparece classificado como “Novo Território dos EUA”.

A postagem foi realizada em sua plataforma, a Truth Social, e exibe um mapa com a via navegável circundada e marcada com os dizeres explicativos sobre o suposto novo domínio norte-americano.O canal marítimo está situado em uma localização geográfica crucial, na entrada do Golfo Pérsico, entre os territórios do Irã e de Omã.

A divulgação do mapa ocorre logo após declarações dadas pelo líder norte-americano na segunda-feira (17), quando ele afirmou abertamente a jornalistas que transformar a hidrovia em um território oficial dos Estados Unidos seria uma “ótima ideia”. Interpelado no Salão Oval da Casa Branca sobre pronunciamentos anteriores — nos quais já havia sinalizado que pretendia declarar a região sob jurisprudência dos EUA —, Trump reafirmou suas intenções.

“Quero dizer que nós o controlamos”, declarou o mandatário norte-americano aos repórteres. “Nós o controlamos com o bloqueio, e gosto da ideia de declará-lo um território”, insistiu o presidente.

O Estreito de Ormuz converteu-se no ponto central e em uma das principais moedas de troca no âmbito do conflito armado com o Irã.Trata-se de uma rota marítima de importância vital para a economia do planeta, que sofreu interrupções severas após Teerã efetivamente fechar o tráfego no local desde o eclodir dos combates, no final de fevereiro, paralisando o fluxo global de petróleo.

Apesar da retórica do governo em Washington e da ofensiva publicitária nas redes sociais, analistas e especialistas no cenário internacional ponderam que nem os Estados Unidos nem o Irã exercem, de fato, o controle total sobre a via navegável.

Trump está em campanha permanente para as eleições legislativas. Lícita ou ilícita. Mas mantem o canal de diálogo com a Silent Middle Class, os republicanos que defendem armas, segregação racial e agressões bélicas externas. Se Trump perder a maioria no Senado, sofre impeachment em novembro e vai morrer na cadeia.

Sábado é “Dia D” da Campanha Nacional de Multivacinação em Luís Eduardo

Todas as Unidades Básicas de Saúde (UBS) abrirão neste sábado, dia 22 de agosto, para o “Dia D” de vacinação. Então, você que é pai, mãe ou responsável por crianças e adolescentes menores de 15 anos de idade (14 anos, 11 meses e 29 dias), vá até uma UBS e vacine seu filho ou sua filha.

A atualização da vacinação é fundamental para garantir a proteção de crianças e adolescentes contra diversas doenças. A Secretaria Municipal de Saúde reforça o convite para que todos compareçam às unidades de saúde levando a caderneta de vacinação, para que a equipe de saúde possa avaliar e atualizar as doses necessárias.

A campanha tem como objetivo manter a vacinação em dia, reforçar a proteção individual, ampliar a cobertura vacinal no município de Luís Eduardo Magalhães e promover a saúde coletiva por meio da imunização.

“Dia D” de Vacinação: 22 de agosto de 2026
Local: Todas as Unidades Básicas de Saúde (UBS) com sala de vacinação
Horário: das 8h às 16h