





Por Lucas Marchesini/Raphael Di Cunto/Mônica Bergamo/Folhapress, editado pelo Política Livre.
Entre os nomes que acessaram o terminal executivo do Aeroporto de Brasília estão pelo menos 38 deputados federais, 20 senadores, 4 ministros do STF e 4 do Executivo.
Os aviões utilizados pertencem a empresários, empresas de táxi aéreo e, em alguns casos, aos próprios parlamentares.
O presidente da Câmara, Hugo Motta (PP-PB), usou um jatinho do empresário Marcelo Perboni em 14 de janeiro do ano passado para ir ao enterro do pai do deputado Arthur Lira (PP-AL).
Perboni é dono de uma rede de supermercados no Distrito Federal, entre outros negócios. “Na ocasião, em um momento de luto, Marcelo Perboni disponibilizou transporte para a ida dos deputados citados, em caráter estritamente pessoal e solidário”, disse a assessoria de imprensa do empresário. Motta não se manifestou.
O deputado assumiu a presidência da Câmara no início de fevereiro de 2025 e, a partir daí, passou a ter direito a usar aviões da FAB (Força Aérea Brasileira).
Outro exemplo é o do senador Otto Alencar (PSD), presidente da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça). Ele viajou três vezes em jatinhos da Prime You, empresa que teve o ex-dono do Banco Master Daniel Vorcaro entre seus sócios. Os trajetos aconteceram em 13 de março, 9 de abril e 12 de junho de 2025.
O parlamentar disse que não sabia quem era o dono do avião e que os voos foram pagos pelo advogado Ciro Soares, que atuou para Daniel Vorcaro.
“O advogado Ciro Soares, que tem residência e escritório em Salvador, advogado em casos do PSD da Bahia, me convidou para esses voos”, afirmou.
Soares afirmou que usa voos fretados quando precisa fazer viagens rápidas. “No presente caso, chamei o senador Otto para viajar comigo, que estava indo para o mesmo destino, Salvador”, explicou.
Um filho do senador, o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado da Bahia Otto Alencar Filho, tem participação numa empresa que recebeu R$ 12 milhões do Master entre 2022 e 2025.
Ele é dono da M&A Participação, que, por sua vez, é uma das donas da Mollitiam, que recebeu os recursos do Master. Em nota, Alencar Filho afirmou que a M&A tem ações e cotas de várias empresas. “Todos os serviços dessas empresas foram devidamente faturados; receitas, despesas e investimentos contabilizados; e impostos pagos”, disse.
Outro caso revelado pelo jornal Folha de São Paulo é o do senador Ciro Nogueira (PP-PI). Ele viajou oito vezes em um avião que pertence a um dos donos da JBS Terminais, a empresa do grupo JBS que opera portos marítimos.
No Judiciário, os casos mais emblemáticos são os revelados pela Folha envolvendo os ministros do STF Alexandre de Moraes, Dias Toffoli e Kassio Nunes Marques.
Moraes e sua mulher, Viviane Barci, foram registrados pela Anac como passageiros do hangar de jatos executivos de Brasília oito vezes. Na sequência, houve a decolagem de aviões da Prime Aviation.
O escritório de Viviane, o Barci de Moraes Sociedade de Advogados, recebeu R$ 80 milhões em dois anos do Banco Master, como revelado por documentos enviados à CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) do Senado que investiga o crime organizado.
Já Dias Toffoli entrou no terminal executivo do aeroporto de Brasília às 10h de 4 de julho, segundo informações da Anac. Um avião da Prime Aviation decolou às 10h10 para Marília (SP), cidade natal do ministro, de acordo com dados do Decea.
O ministro, relator original do inquérito que apura as fraudes do Master, se afastou do caso após a PF (Polícia Federal) indicar pagamentos a uma empresa do ministro, que, segundo Toffoli, teriam a ver com a venda de participação no Tayayá.
Já Nunes Marques, atual vice-presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), viajou diversas vezes no avião do advogado eleitoral Gustavo Severo, que atua na corte.
Severo defendeu o ex-governador do Rio de Janeiro Claudio Castro (PL) no TRE (Tribunal Regional Eleitoral) do Rio de Janeiro, deixando o caso na reta final do julgamento, na fase de embargos.
O ministro Kassio Nunes Marques participou do julgamento no TSE e votou pela absolvição do político.
Os casos de ministros do Executivo em jatinhos privados são menos comuns, já que eles podem utilizar aviões da FAB.
Os deslocamentos com aeronaves da FAB são restritos a atividades profissionais, mas a regra é frequentemente burlada com a fixação de agendas perto do fim de semana nas bases eleitorais de cada ministro. Assim, eles voam para seus estados com os aviões oficiais, participam de eventos públicos e passam os dias seguintes por lá.
Apesar de terem as aeronaves da Aeronáutica à disposição, alguns ministros do Executivo aparecem na lista de embarque no terminal executivo de Brasília, destinado principalmente a aviões privados.
Conforme revelou o portal UOL, o então ministro da Casa Civil, Rui Costa, e o ministro da Secretaria de Comunicação, Sidônio Palmeira, usaram um jatinho dos filhos do empresário Nestor Hermes. Ele é acusado de liderar um esquema de grilagem de terras pelo Ministério Público da Bahia.
Conflito de interesses
O uso de aeronaves privadas por si só não é ilegal, mas levanta questionamentos quando o avião pertence ou teve o uso pago por um empresário ou outra pessoa que pode se beneficiar da atuação das autoridades.
Na avaliação de especialistas, a situação pode configurar conflito de interesses. Se houver troca de favores vinculada ao uso do bem privado, pode haver crime.
Segundo o professor de administração pública da FGV Gustavo Fernandes, a legislação já veda situações claras de conflito de interesse, como casos em que um juiz deve se afastar de processos de um empresário com o qual pegou carona de jatinho.
As normas, porém, são frouxas ao permitir favores como esses quando não há uma relação clara e direta entre as partes, o que deixa brechas para as complexas pressões sobre autoridades que podem aprovar uma lei ou tomar decisões numa ação judicial.
Fernandes defende aprovar uma legislação para regulamentar o lobby. “Teríamos de fato um ganho se conseguíssemos elevar as nossas proibições para um grau mais forte, que é o que vai construir um processo de internalização no país, incorporar que isso é errado, que não pode pegar carona em jatinho e precisa pagar pela própria passagem”, diz.

A capacidade anti-drone (C-UAS – Counter-Unmanned Aircraft Systems) foi expandida para permitir que a aeronave turboélice identifique, rastreie e neutralize ameaças aéreas lentas e de baixa altitude.

A solução foi desenvolvida pela Embraer visando o cenário de guerras modernas, onde drones de baixo custo são utilizados massivamente. A aeronave pode operar em ambientes austeros, sendo considerada uma solução viável para missões de defesa aérea contra ameaças como drones kamikaze.

Lula enfrenta a “franquia bolsonaro” com as grandes incertezas dos indecisos. Texto do portal Urbs Magna.
A Genial/Quaest divulgou, nesta quarta-feira (15/abr), a 24ª rodada da pesquisa presidencial para o leito de outubro, realizada entre 09 e 13 de abril com 2.004 entrevistas face a face em domicílios de brasileiros de 16 anos ou mais, registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-09285/2026, margem de erro de 2 pontos percentuais e nível de confiança de 95%.
A percepção pública do trabalho do Presidente Lula em abril de 2026 reflete um quadro de “estabilidade negativa“, onde o Executivo enfrenta uma barreira de comunicação e erosão de capital político. O índice de desaprovação (52%) supera a aprovação (43%), sinalizando que o governo não conseguiu sustentar a trajetória de recuperação observada na virada do ano .
Diferente de um pico histórico de rejeição, os dados apontam para uma oscilação persistente. Embora a desaprovação atual de 52% seja alarmante, ela é inferior aos picos de março de 2025 (56%) e maio de 2025 (57%).
O ponto crítico reside na perda de fôlego: o governo havia conseguido aproximar os índices em outubro de 2025 e dezembro de 2025 (quando a diferença era de apenas 1 ponto percentual), mas o hiato voltou a abrir de forma consistente em 2026 .
Quanto à avaliação qualitativa do trabalho:
♦ Positivo: 31%
♦ Regular: 26%
♦ Negativo: 42%
A configuração de uma “coalizão de veto” é evidente: a soma de Regular e Negativo (68%) impõe um desafio estrutural à maioria governista. A predominância do “Negativo” sobre o “Positivo” por 11 pontos de diferença indica que a entrega governamental não está gerando percepção de valor na maioria do eleitorado.
A fragmentação da opinião pública é ditada por lealdades ideológicas cristalizadas, onde o governo opera em um sistema de “teto e chão” rígido, com baixa permeabilidade entre os blocos:
Com base nos dados apresentados, entre os lulistas, 95% aprovam e 4% desaprovam; na esquerda não lulista, 86% aprovam e 9% desaprovam; entre os independentes, 32% aprovam e 58% desaprovam; na direita não bolsonarista, 8% aprovam e 90% desaprovam; e, por fim, entre os bolsonaristas, 4% aprovam e 95% desaprovam.
O dado estratégico mais sensível é a desaprovação de 58% entre os Independentes. Para um consultor político, este é o “voto de centro” que decide eleições, e sua rejeição majoritária indica um isolamento do governo em sua base ideológica original .
O regionalismo reforça essa cristalização geográfica:
♦ Nordeste: Bastião de apoio inabalável (63% aprova).
♦ Sul: Epicentro de resistência (62% desaprova).
♦ Sudeste: A maior “bandeira vermelha” estratégica, apresentando 58% de desaprovação. Sendo o motor econômico e o maior colégio eleitoral do país, a rejeição no Sudeste fragiliza a viabilidade de palanques estaduais e a atração de investimentos .
A análise dos estratos sociais revela clivagens que orientam a eficácia das políticas públicas e a segmentação do discurso político.
♦ Gender Gap: A desaprovação masculina (55%) é superior à feminina (49%), enquanto a aprovação é de 42% entre homens e 45% entre mulheres, mantendo o eleitorado feminino como a base mais resiliente.
♦ Faixa Etária: O governo enfrenta uma crise geracional, com 56% de desaprovação entre jovens de 16 a 34 anos. O apoio concentra-se nos eleitores de 60 anos ou mais (51% aprova).
♦ Escolaridade e Renda: Há uma correlação direta entre maior acesso a recursos e rejeição ao governo. Eleitores com Ensino Superior e renda acima de 5 SM registram 62% de desaprovação .
♦ Religião e Impacto Social: Um dos maiores motores da rejeição é o segmento Evangélico, com 68% de desaprovação. Em contrapartida, o Bolsa Família atua como o principal amortecedor social: beneficiários aprovam o governo com 59%, enquanto não beneficiários desaprovam com 56%.
Intenção de Voto para a Presidência: Espontânea e 1º Turno
O cenário sucessório revela a força dos blocos polarizados, mas com um vasto espaço para o crescimento de alternativas, dada a fadiga do eleitorado.
Na Intenção de Voto Espontânea:
Este índice de 62% de indecisos na espontânea deve ser lido como um “desinteresse estrutural” ou um espaço de oportunidade para candidaturas de terceira via que consigam romper a polarização.
No Cenário I do 1º Turno (Estimulada) :
A liderança de Flávio Bolsonaro no Sul (40%) e Sudeste (36%), confrontada com a liderança de Lula no Nordeste (55%), é a tradução exata da geografia eleitoral de 2022, sugerindo que o mapa do voto está congelado.
Percepção Econômica e Sentimento de Futuro
A economia doméstica é o principal vetor de humor nacional. A pesquisa foca em indicadores que atingem diretamente a “Classe C” e o eleitor independente. Questões como o preço dos alimentos e o custo de vida são os principais detratores da aprovação governamental. A percepção de que a economia piorou no último ano subiu para 50%, enquanto 72% dos entrevistados notaram aumento nos preços dos alimentos no último mês.
A percepção de perda de poder de compra em relação ao ano anterior (71%) molda a desconfiança sobre o futuro . Medidas como a isenção do Imposto de Renda até R$ 5 mil são testadas como mecanismos de alívio, mas o eleitorado ainda demonstra ceticismo sobre o impacto real em sua renda líquida.
O Dilema do Medo (Governo Lula vs. Família Bolsonaro) revela que o país permanece refém de uma escolha por exclusão, onde o medo da alternativa muitas vezes supera a satisfação com a gestão atual . A facilidade de conseguir emprego e as expectativas de melhora para os próximos 12 meses são os termômetros que determinarão se haverá uma ruptura ou continuidade em 2026.
Direção do País e Perspectivas Estratégicas
A 24ª rodada da Genial/Quaest entrega um veredito complexo para o Palácio do Planalto. A percepção majoritária de que o Brasil está na “Direção Errada” (55%) é alimentada, primordialmente, pela Economia e Inflação, que emergem como as preocupações centrais do cidadão comum .
Pontos-chave para a estratégia política:
Teto de Continuidade: O índice de que Lula não merece continuar (59%) atua como um teto de crescimento; sem uma melhora drástica na percepção econômica, a reeleição torna-se um exercício de resistência, não de expansão.
Cristalização: Embora o voto para Lula e Flávio Bolsonaro apresente sinais de alta fidelidade, a massa de indecisos na espontânea indica que o cenário ainda é volátil para nomes periféricos.
Saúde Política: O governo Lula chega ao primeiro semestre de 2026 com uma base resiliente no Nordeste e entre beneficiários sociais, mas com uma erosão preocupante nos centros produtivos do Sudeste e Sul.

O Hospital do Oeste (HO), unidade vinculada ao governo estadual e administrada pelas Obras Sociais Irmã Dulce (OSID) no município de Barreiras, informa que existe um paciente com identidade não conhecida e o Serviço Social da unidade está a disposição para ajudar encontrar a família.
Foi registrado nesta segunda-feira (13), um paciente encontrado desacordado pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência – (SAMU 192) em vias públicas do bairro São Pedro, em Barreiras. De acordo com o SAMU, o indivíduo possui histórico de atendimento por crises convulsivas.
O paciente é pardo, aproximadamente 40 anos e possui uma tatuagem pequena de caveira no peito direito e outra no braço esquerdo sem definição de desenho por estar desbotada.
A Polícia Civil e o Centro de Referência Especializado à População em Situação de Rua (Centro POP) de Barreiras, estão apoiando nas buscas por informações para sua identificação.

O governador Jerônimo Rodrigues (PT) confirmou ponto facultativo aos servidores públicos da Bahia na segunda-feira, 20, véspera do feriado de Tiradentes. O decreto será divulgado na edição desta quarta, 15, do Diário Oficial do Estado.
“Um final de semana estendido para descansar, curtir a família. Aproveitem”, disse Jerônimo.
A Prefeitura de Salvador também confirmou o feriadão.
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Do G1 Bahia.
Os dois homens que passaram por júri popular pelo assassinato da ialorixá e líder quilombola Mãe Bernadete foram condenados, nesta terça-feira (14), em Salvador, quase três anos após o crime.
A decisão saiu por volta das 21h, após dois dias de audiência, no Fórum Criminal Ruy Barbosa, no centro da cidade. Apontado como mandante do crime, Arielson da Conceição dos Santos recebeu a pena de 29 anos e 9 meses de prisão.
Já Marílio dos Santos, que é apontado como executor do crime está foragido, mas tem advogado constituído e, por isso, foi a júri, pegou 40 anos, 5 meses e 22 dias de prisão.
Marílio, foragido.
O crime aconteceu em agosto de 2023, no quilombo Pitanga dos Palmares, em Simões Filho, na Região Metropolitana de Salvador.
Mãe Bernadete estava dentro da própria casa, com os três netos. Dois homens usando capacetes entraram no imóvel, tiraram os netos da ialorixá da sala e efetuaram 25 disparos. O inquérito policial concluiu que o crime foi cometido a mando de um chefe do tráfico de drogas na região.
Segundo o Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), os dois foram condenados por homicídio qualificado por motivo torpe, meio cruel, com impossibilidade de defesa da vítima e utilização de arma de uso restrito. Arielson também foi condenado por roubo.
A dupla deverá cumprir a decisão em regime fechado. Apesar disso, não há detalhes ainda sobre o paradeiro de Marílio.
Em nota, a Anistia Internacional, que tem acompanhado o caso, comemorou as condenações, mas destacou a necessidade da responsabilização dos demais.
“A condenação dos réus deve ser reconhecida como um passo relevante, mas não pode servir para encerrar o caso politicamente nem para aliviar a pressão sobre o Estado. Justiça, neste caso, só existirá de forma efetiva quando houver responsabilização completa, reparação integral e mudança concreta nas práticas institucionais que seguem expondo defensoras e defensores à violência. A memória de Mãe Bernadete impõe ao Estado brasileiro não apenas o dever de punir, mas a obrigação de transformar. É por isso que reafirmamos: defender direitos não pode custar vidas”.
O crime aconteceu em agosto de 2023, no quilombo Pitanga dos Palmares, em Simões Filho, na Região Metropolitana de Salvador.
Mãe Bernadete estava dentro da própria casa, com os três netos. Dois homens usando capacetes entraram no imóvel, tiraram os netos da ialorixá da sala e efetuaram 25 disparos. O inquérito policial concluiu que o crime foi cometido a mando de um chefe do tráfico de drogas na região.
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A pesquisa CNT/MDA divulgada nesta terça-feira (14) mostra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à frente nas intenções de voto tanto no primeiro quanto no segundo turno, mas com redução da vantagem e em um cenário competitivo, marcado por elevados índices de rejeição entre os principais candidatos.
Realizada presencialmente entre os dias 8 e 12 de abril, a pesquisa ouviu 2.002 eleitores em todo o país. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. O estudo está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-02847/2026.
No primeiro turno, Lula lidera com cerca de 39% das intenções de voto no principal cenário testado. O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) aparece como principal nome da oposição, com cerca de 30%. No terceiro pelotão, os demais candidatos registram percentuais inferiores a cinco pontos, evidenciando dificuldade em romper a polarização.

No segundo turno, Lula mantém vantagem em todos os cenários simulados. Contra Flávio Bolsonaro, aparece com 45% das intenções de voto, ante 40% do senador e filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) – uma diferença acima da margem de erro. Ainda assim, os dados indicam uma tendência de redução dessa distância. Em novembro, Lula marcava 49% contra 37% de Jair Bolsonaro, em pesquisa que ainda considerava o ex-presidente como candidato.
O mesmo padrão se repete em disputas com outros nomes da oposição, como os ex-governadores Romeu Zema (45% a 32%) e Ronaldo Caiado (44% a 33%). A elevada taxa de eleitores indecisos e inclinados a votar branco ou nulo mostra que há espaço real para mudanças no cenário.
Por Daniel Marcelino, no Jota.

A Polícia Federal afastou nesta terça-feira (14) o prefeito de Cabedelo, Edvaldo Neto (Avante), eleito há apenas dois dias em votação suplementar no município da Região Metropolitana de João Pessoa. A Operação Cítrico apura fraude em licitações, desvio de recursos públicos, lavagem de dinheiro e possível financiamento de facção criminosa com atuação na cidade.
De acordo com a Controladoria-Geral da União e o Ministério Público da Paraíba, por meio do Gaeco, o esquema investigado teria operado por meio da contratação fraudulenta de empresas fornecedoras de mão de obra. A suspeita é de que essas empresas tenham sido usadas para infiltrar pessoas ligadas à facção Tropa do Amigão, apontada pelos investigadores como braço do Comando Vermelho, na estrutura da Prefeitura de Cabedelo.
Na versão apresentada pelos órgãos de investigação, os contratos administrativos sob suspeita não serviriam apenas para desviar recursos. Também teriam sido usados para manter poder político, influência territorial e blindagem institucional em Cabedelo.
A Polícia Federal afirma que houve circulação de valores de origem pública em favor do crime organizado. Já o Ministério Público da Paraíba diz que a apuração identificou um consórcio entre agentes políticos, empresários e integrantes de organização criminosa voltado à perpetuação de contratos milionários e à distribuição de vantagens ilícitas.
O valor total movimentado pelo esquema sob suspeita pode chegar a R$ 270 milhões, segundo o Ministério Público. Até o momento, os órgãos não divulgaram a íntegra da decisão judicial que embasou os afastamentos nem detalharam, em nota pública, todos os contratos que estão no centro da operação.
Edvaldo Manoel de Lima Neto, do Avante, venceu a eleição suplementar realizada no domingo (12) ao lado do vice Evilásio Cavalvanti Neto. Segundo o Tribunal Superior Eleitoral, ele recebeu 16.180 votos, o equivalente a 61,21% dos válidos. O adversário Wallber Virgolino (PL) teve 10.255 votos, ou 38,79%.
A Justiça Eleitoral da Paraíba acompanhou presencialmente a votação e a apuração no município. Edvaldo é advogado e foi eleito vereador em 2020.
O registro da candidatura dele à eleição suplementar foi confirmado pelo TRE-PB no fim de fevereiro. A nova disputa foi convocada depois da cassação dos mandatos do então prefeito André Coutinho e da vice Camila Holanda.
A crise política no município antecede a operação desta terça. Em 7 de abril, o TSE confirmou a eleição suplementar em Cabedelo após manter a cassação de André Coutinho e Camila Holanda por abuso de poder político e econômico e compra de votos.
Em nota posterior, o Ministério Público Federal informou que, segundo o MP Eleitoral, pessoas ligadas à Tropa do Amigão eram nomeadas para cargos comissionados e empregos terceirizados na prefeitura, mediante indicação de líderes do tráfico. Ainda segundo o órgão, a estrutura pública municipal vinha sendo usada para consolidar a influência da organização criminosa sobre a administração e o processo eleitoral local.
Foi essa decisão que levou à realização da eleição suplementar vencida por Edvaldo Neto no domingo. O intervalo entre a vitória nas urnas e o afastamento cautelar na nova investigação foi de 48 horas.
A Tropa do Amigão, citada na Operação Cítrico, já havia sido alvo de outra ofensiva do Ministério Público da Paraíba em março. Na Operação Restinga II, o Gaeco e a Polícia Civil informaram que o grupo era investigado por tráfico de drogas, armas e munições, além de homicídios, tortura e corrupção de menores, com atuação em Cabedelo.
Esse antecedente reforça o peso da menção feita agora pelos investigadores, que associam contratos públicos sob suspeita ao fortalecimento territorial da facção no município.
Antes de assumir o Executivo, Edvaldo também já havia sido citado em julgamento do Tribunal de Contas do Estado da Paraíba relacionado ao período em que comandou a Câmara Municipal. Em acórdão de novembro de 2025, o TCE-PB julgou parcialmente procedente uma denúncia sobre inexigibilidades de licitação para contratação de serviços de assessoria e consultoria jurídica.
Na decisão, a Corte mandou a Câmara revisar e, se fosse o caso, rescindir os contratos analisados, além de recomendar concurso público para prover cargos necessários ao serviço jurídico. O processo não aparece, até aqui, como parte da Operação Cítrico, mas amplia o histórico de questionamentos sobre contratações ligadas à trajetória administrativa de Edvaldo antes de sua ida para a prefeitura.
O caso de Cabedelo se soma a outros episódios em que investigações passaram a mirar a relação entre facções criminosas e estruturas de poder, inclusive com braços políticos e suspeitas de infiltração institucional, como já mostrou a Revista Fórum em outra cobertura sobre a atuação de facções na política.
A defesa do Prefeito de Cabedelo, Edvaldo Neto, vem a público esclarecer que recebe com serenidade a decisão que determinou seu afastamento cautelar, medida de natureza provisória que não implica qualquer juízo definitivo de culpa.
Reafirma-se a absoluta tranquilidade quanto à apuração dos fatos, certo de que, no curso regular do processo e sob o crivo do contraditório e da ampla defesa, todas as circunstâncias serão devidamente esclarecidas.
O Prefeito jamais manteve qualquer vínculo ou relação com facção criminosa, sendo tal imputação absolutamente inverídica e incompatível com sua trajetória pública.
Cumpre destacar, inclusive, que na data de ontem (13), foi encaminhado ao Poder Legislativo Municipal projeto de lei de caráter “antifacção”, que visa proibir a contratação, pela Administração Pública, de pessoas que respondam a processos ou inquéritos relacionados ao tráfico de drogas e à organização criminosa, iniciativa que reforça, de modo inequívoco, o seu compromisso com a legalidade, a probidade administrativa e o enfrentamento firme à criminalidade.
A defesa confia plenamente nas instituições e no restabelecimento da verdade, convicta de que a inocência do gestor será reconhecida ao final.

Nesta semana, Tribunal Superior Eleitoral (TSE) manteve, por unanimidade, a condenação do ex-deputado federal Hildebrando Pascoal Nogueira Neto a 14 anos de reclusão e multa por crimes cometidos durante as eleições de 1998 no Acre. A defesa havia pedido a revisão criminal da condenação, mas o plenário rejeitou o recurso.
A relatora, ministra Estela Aranha, foi acompanhada pelos ministros Nunes Marques, André Mendonça, Antonio Carlos Ferreira, Ricardo Villas Bôas Cueva, Floriano de Azevedo Marques e pela presidente da Corte, ministra Cármen Lúcia. O Estadão tenta contato com a defesa do ex-deputado. O espaço está aberto.
Hildebrando foi condenado pelo Tribunal Regional Eleitoral do Acre (TRE-AC) pelos crimes de corrupção eleitoral, concentração e transporte ilegal de eleitores e associação criminosa. A sentença transitou em julgado em maio de 2004.
Na revisão criminal, a defesa levantou três argumentos para tentar desconstituir a condenação: impedimento dos magistrados que participaram do julgamento original, ausência de supervisão judicial do inquérito policial em razão do foro por prerrogativa de função que o réu detinha à época e suposta dupla punição pelo mesmo fato.
O TSE rejeitou todas as teses. Sobre o impedimento dos juízes, o tribunal registrou que a arguição não foi apresentada em nenhum momento durante a tramitação da ação penal original e só foi suscitada em 2022, 18 anos após o trânsito em julgado da condenação. Para o tribunal, a defesa perdeu o prazo para fazer a alegação.
Quanto à supervisão do inquérito, o tribunal anotou que os atos investigatórios realizados enquanto Hildebrando detinha mandato parlamentar se restringiram a oitivas e declarações de testemunhas, sem a prática de medidas sujeitas à cláusula de reserva de jurisdição. A Corte também rejeitou o argumento de que mudanças na jurisprudência posteriores à condenação definitiva pudessem beneficiar o réu.
A alegação de dupla punição pelo mesmo fato foi igualmente descartada. A relatora destacou que o tema já havia sido apreciado e rejeitado pelo próprio TSE em recurso julgado em 2004, quando a Corte concluiu que as condutas tipificadas nos dois dispositivos legais são distintas. A revisão criminal, segundo o tribunal, não pode ser utilizada para rediscutir fundamentos já apreciados e rejeitados.
Conhecido como “deputado da motosserra”, Hildebrando Pascoal foi deputado estadual pelo Partido da Frente Liberal (PFL) entre 1995 e 1999 e, em seguida, eleito deputado federal, cargo do qual foi cassado em setembro de 1999 por quebra de decoro parlamentar. Ele é apontado como líder de um esquadrão da morte formado por policiais militares e civis no Acre e acumula múltiplas condenações, incluindo por homicídios. Permanece preso desde 1999, atualmente em regime domiciliar.
A conduta de Hildebrando contribuiu para a aprovação, em 2001, da Emenda Constitucional 35, que permite ao Supremo Tribunal Federal investigar crimes de parlamentares sem autorização prévia da Casa Legislativa, reservando ao Congresso o direito de suspender ações penais apenas depois de abertas.

O vereador licenciado Phelipe Muniz assumiu nesta segunda-feira (13) a pasta da Cidadania, ocupando o lugar da primeira dama Cinthya Marabá que deixou o cargo pra disputar uma vaga na Assembleia Legislativa da Bahia. Muniz, que foi eleito com 921 votos pelo PSDB, é bacharel em Direito e com perfil conservador.
Phelipe Muniz assume a pasta após um ano de Cinthya Marabá à frente da Cidadania, que imprimiu um novo ritmo na secretaria, entregando para seu sucessor um ambiente de trabalho mais leve e dinâmico.
Já no seu primeiro dia de trabalho, o agora como secretário da Cidadania, Muniz participou, ao lado da juíza Dra. Renata Firme, do lançamento do Programa Registre-se que é uma parceria da Prefeitura de Luís Eduardo Magalhães com o Tribunal de Justiça, através do CEJUSC.
O programa irá entregar à população ações como; atualização do Cadastro Único, cadastro e atualização do Bolsa Família, orientação sobre os Benefícios Sociais e inscrição para a 5ª Edição do Casamento Coletivo CEJUSC. O atendimento à população – que está funcionando no CRAS do Santa Cruz, acontecerá até a sexta-feira, 17.
É comum associar os movimentos políticos realizados às vésperas da janela partidária, em anos eleitorais, a um jogo de xadrez. As peças estão expostas no tabuleiro, e há sempre um adversário disposto a ocupar o mesmo espaço. Um movimento feito sem a devida leitura do cenário pode colocar o “rei” em xeque.
Ter alguém com capacidade de articular, pensar estrategicamente e alcançar resultados é indispensável para qualquer grupo político. Para bons jogadores, uma estratégia bem definida já representa metade da vitória.
No Oeste da Bahia, são poucos os que dominam esse jogo com excelência.
Um dos nomes que se destaca é Jader Borges, irmão e principal articulador político do atual prefeito de Luís Eduardo Magalhães, Junior Marabá. Ele é reconhecido pela forma cuidadosa com que planeja, executa e conduz suas ações, sempre com clareza de objetivos.
Adepto de uma gestão eficiente e de uma comunicação bem alinhada, o prefeito Junior Marabá estruturou um grupo coeso, sintonizado com seus objetivos políticos e administrativos. No entanto, esse resultado só é possível porque há, nos bastidores, alguém que compreende profundamente o tabuleiro, as peças e o momento certo de agir.
O movimento mais recente de Jader foi a articulação em Brasília para a filiação de Cinthya Marabá, que disputará o cargo de deputada estadual pelo Partido Liberal (PL), utilizando a força política do prefeito no Oeste baiano para consolidar uma posição de liderança entre os principais partidos oposicionistas.
Após identificar que os partidos estavam sob liderança locais frágeis – marcados por divisões e brigas internas, Jader sacramentou a filiação de Cinthya com direito a reunião com Flávio Bolsonaro, Valdemar da Costa Neto e João Roma, principais líderes do partido.
O trabalho realizado ao lado de caciques do PL, União Brasil e PP, construiu uma base política robusta, que amplia significativamente o poder de atuação nas eleições de 2026 e 2028, tanto em Luís Eduardo Magalhães quanto em municípios do Oeste da Bahia.
O fato é simples: política não é para quem fala mais alto, nem para quem aparece mais. É para quem sabe jogar.
O KC-30 da FAB, um Airbus 330-200, que tem sido usado como avião presidencial para viagens longas.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva decola para uma visita tripla à Europa na quinta-feira, 16, com uma comitiva de 15 ministros, parte deles novos no cargo, e uma pauta de encontros com lideranças de esquerda que enfrentaram o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e de promoção empresarial. Lula visitará Espanha, Alemanha e Portugal.
Diplomatas falam numa última grande visita ao exterior do atual governo e têm sido mobilizados para receber um número alto de autoridades na comitiva. Segundo integrantes da Presidência da República e do Itamaraty, a quantidade de ministros previstos está ligada diretamente aos acordos que estão sendo negociados com os governos europeus, principalmente na Espanha e na Alemanha.
Se confirmados, os 15 ministros que estarão em Barcelona formarão a maior delegação ministerial a acompanhar o presidente em uma viagem ao exterior no atual mandato.
Em 2023, ele levou 14 a Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, por causa da COP-28, e, em 2024, o mesmo número a Santiago, no Chile. A quantidade de ministros é maior do que as recentes viagens ao Japão e à Índia (foram 11 em cada) e também supera as que estiveram duas vezes na China, maior parceiro comercial do País há dezessete anos, em 2023 e 2025.
Lula vai se reunir em Barcelona com o premiê espanhol Pedro Sánchez nos dias 17 e 18, quando participará da Cúpula Brasil-Espanha, da quarta reunião em Defesa da Democracia e de um evento com líderes chamado Mobilização Progressista Global (Global Progressive Mobilisation – GPM). Ela vai reunir militantes políticos, movimentos sociais e sindicatos, think tanks entre outros.
No dia 17, Lula e Sánchez se reunirão para conversas de governo a governo, em caráter bilateral, com previsão de assinatura de acordos, além de reunião de ministros. Um dos memorandos de entendimento em negociação visa à cooperação em minerais críticos, não voltado à extração mineral, segundo o embaixador Roberto Abdalla, secretário de Europa e América do Norte do Itamaraty. Também há acordos no setor de Defesa, sobretudo na Alemanha, onde os governos têm 10 atos prontos para serem assinados, bem como farão mais 10 anúncios.
O petista vai se reunir também com 10 CEOs brasileiros e 10 espanhóis, no hotel em Barcelona, de áreas como transportes, energia, infraestrutura, setor financeiro e seguros.
Os atos entre os dois governos abrangem iniciativas sobre igualdade de gênero, erradicação da violência contra mulheres, economia social e solidária, ciência, tecnologia e inovação, saúde, cultura, empreendedorismo, micro e pequenas empresas, serviços aéreos, cooperação em assuntos consulares e telecomunicações.
A comitiva extensa é formada pelos titulares dos seguintes ministérios: Relações Exteriores, Justiça e Segurança Pública, Fazenda, Cultura, Trabalho e Emprego, Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Empreendedorismo, Minas e Energia, Gestão e Inovação, Ciência e Tecnologia, Meio Ambiente, Mulheres, Igualdade Racial, Direitos Humanos e Controladoria Geral da União.
Também compõem a delegação o diretor-geral da Polícia Federal e os presidentes da ApexBrasil, do BNDES e da Fiocruz. Na Alemanha, estará presente a presidente da Petrobras.
O presidente manterá em Barcelona compromissos de viés político que podem ter repercussão eleitoral no País. Lula participará da quarta reunião em Defesa da Democracia, Combatendo os Extremismos. O fórum político de perfil de esquerda foi lançado em 2024, em paralelo à Assembleia Geral das Nações Unidas, e já teve duas reuniões em 2025 (no Chile e na ONU novamente).
Diplomatas reconhecem que a agenda vai conter temas relevantes como a tentativa fracassada de interferência eleitoral de Trump para reeleger o aliado Viktor Orbán na Hungria e a tentativa de golpe de Estado no Brasil, no 8 de Janeiro.
O governo brasileiro também vai pautar violência de gênero política e digital, e negocia uma declaração específica sobre o assunto, e uma iniciativa de democracia digital – em encontros anteriores, os líderes discutiram uma série de propostas para regulação de discursos de ódio, anonimato e combate à desinformação.
A foto de família vai expor a composição do encontro com lideranças internacionais que mantiveram enfrentamentos políticos com Trump, como o próprio Lula e Pedro Sánchez, além dos presidentes da África do Sul, Cyril Ramaphosa, da Colômbia, Gustavo Petro, e do México, Claudia Sheinbaum.
A lista de presença também inclui líderes políticos da Albânia, Alemanha, Barbados, Botswana, Cabo Verde, Gana, Indonésia, Irlanda, Lituânia, Uruguai, Reino Unido e do Conselho Europeu.
“Essa não é uma reunião contra ninguém e nenhum governo. O Brasil quer compartilhar sua experiência. A gente sofreu uma tentativa de golpe de Estado. Os responsáveis foram investigados, julgados, condenados e estão cumprindo prisão. Isso é um exemplo para o mundo”, disse a embaixadora Vanessa Dolce de Faria, assessora especial do ministro das Relações Exteriores.
O Palácio do Planalto quer evitar que a fotografia seja interpretada como uma frente contra o americano, enquanto o petista ainda nutre esperanças de uma visita a Washington até julho, e uma possível conversa no G-7, na França.
Segundo Vanessa, também alta representante para temas de Gênero, o governo Lula vai tratar como prioridade em Barcelona e tentar ampliar a base de apoio à candidatura de Michelle Bachelet, ex-presidente do Chile, a secretária-geral da ONU.
Ao deixar a Espanha, Lula vai para reuniões com o governo alemão nos dias 19 e 20, e será recebido pelo chanceler Friedrich Merz. Ministros dos dois governos farão ao menos três grandes reuniões, bem como empresários. Tudo ocorrerá na cidade de Hannover, para onde foi deslocado o corpo diplomático brasileiro no país.
O Brasil será o país homenageado na feira industrial de Hannover, e o presidente Lula pode ir à fábrica-sede da Volskwagen, em Wolfsburg, onde a empresa pode levá-lo a uma linha de montagem para relembrar a carreira como torneiro mecânico. Lula vai visitar a feira e participar do lançamento do estande do Brasil, onde estarão representadas 140 empresas nacionais.
Lula voltará no dia 21 ao Brasil, com uma breve parada em Portugal, para fazer um encontro com o novo presidente António José Seguro (Partido Socialista), já que não compareceu à posse em março. Ele também vai se reunir com o primeiro-ministro Luís Montenegro e deve discutir, entre outros temas, a reforma na lei de nacionalidade, que ampliou de cinco para sete anos o tempo de residência para solicitação de cidadania.
Espanha, Alemanha e Portugal foram alguns dos principais motores do Acordo Mercosul-União Europeia, que entrará em vigor provisoriamente dias depois da viagem, em 1.º de maio. Haverá reuniões ampliadas com ministros dos dois governos e brasileiros, e entre 10 e 20 acordos estão sendo negociados em cada país. Lula quer capitalizar politicamente a conclusão do acordo.

Na tarde do último dia 10, em Barreiras, a equipe da PRF foi acionada para uma ocorrência extremamente delicada na BR-242. Uma condutora, sem habilitação e em visível surto psicológico, seguia em uma viagem de mais de 800 km rumo a Brasília com seus quatro filhos pequenos no veículo.
Entre as crianças, duas possuíam necessidades especiais — uma com paralisia cerebral e outra com transtorno do espectro autista. O risco, tanto pela falta de perícia ao volante quanto pelo estado emocional da mãe, era iminente.
Nossos policiais não apenas interromperam uma situação de perigo, mas ofereceram o que o momento mais pedia: humanidade. Com paciência e acolhimento, a equipe prestou assistência humanitária, fornecendo água, alimentação e o suporte emocional necessário para estabilizar a família até a chegada do Conselho Tutelar.
A ocorrência terminou com a família em segurança, aguardando a chegada de parentes.
Conselho de Segurança da ONU, que na semana passada vetou a autorização para o uso da força para reabrir o estreito de Ormuz.
O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, rejeitou participar do bloqueio naval anunciado pelo presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, no Estreito de Ormuz, após a Casa Branca dizer que “outros países” participariam da missão.

“Minha decisão foi muito clara: qualquer que seja a pressão, e tem havido uma pressão considerável, não vamos ser arrastados para a guerra”, afirmou Starmer à BBC, nesta segunda-feira (13).
A mídia britânica informou que os navios caça-minas e a capacidade antidrone do Reino Unido continuariam operando no Oriente Médio, mas que navios e soldados da Marinha britânica não seriam usados para bloquear portos iranianos.
Estreito de Ormuz: nó górdio da geopolítica e da energia mundial.
O Reino Unido e a França planejam realizar “nos próximos dias” uma conferência para discutir a restauração da liberdade de navegação no Estreito de Ormuz “assim que as circunstâncias permitirem”, segundo o presidente francês Emmanuel Macron.
“Organizaremos uma conferência com aqueles países dispostos a contribuir ao nosso lado para uma missão multinacional pacífica destinada a restaurar a liberdade de navegação no estreito. Essa missão estritamente defensiva, separada das partes beligerantes do conflito”, disse Macron em uma rede social.
Outro país que vem sendo pressionado por Donald Trump para contribuir com o esforço para reabrir o estreito é o Japão, grande importador de petróleo dos países do Golfo Pérsico.
Em coletiva de imprensa realizada hoje, o chefe de gabinete do governo japonês Minoru Kihara disse que o Japão acompanha “de perto” a situação e defendeu um acordo por meio da diplomacia.
“O mais importante é conseguir uma desescalada da situação, incluindo garantir a segurança da navegação no Estreito de Ormuz, e chegar a um acordo final por meio da diplomacia o mais rápido possível”, afirmou, segundo o jornal Japan Times.
A negativa de aliados de participarem dos esforços dos EUA para reabrir o Estreito de Ormuz tem gerado reação do presidente Trump, que chegou a chamar os países de “covardes” e ameaçar abandonar a Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte).
Por sua vez, a China afirmou que, para resolver a questão da navegação no Estreito de Ormuz, é necessário, em primeiro lugar, resolver o conflito bélico no Oriente Médio.
“A causa principal da perturbação no Estreito de Ormuz é o conflito militar. Para resolver a questão, o conflito deve cessar o mais rápido possível. Todas as partes precisam manter a calma e exercer contenção. A China continuará a desempenhar um papel construtivo”, afirmou Guo Jiakun, porta-voz do ministério das relações exteriores na China, em coletiva de imprensa nesta segunda-feira.
As Forças Armadas da República Islâmica do Irã ameaçaram realizar retaliações contra portos no Golfo Pérsico e no Mar do Omã caso a segurança dos portos iranianos seja colocada em risco. Teerã informou ainda que os inimigos do país persa não poderão passar por Ormuz.
Após o fracasso das negociações para um acordo de paz em Islamabad, capital do Paquistão, nesse final de semana, o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou que bloquearia a passagem de navios na saída do Estreito de Ormuz.
“O bloqueio será aplicado imparcialmente contra embarcações de todas as nações que entram ou saem de portos e áreas costeiras iranianas, incluindo todos os portos iranianos no Golfo Pérsico e no Golfo de Omã”, informou, em comunicado, o Comando Central dos EUA.
Na semana passada, a Rússia e a China vetaram a resolução apresentado pelo Bahrein, em nome dos países do Golfo Pérsico, que pretendia autorizar os países a usarem a força para reabrir o Estreito de Ormuz.
O preço do barril de petróleo tipo Brent voltou a subir nesta segunda-feira com o anúncio de bloqueio naval dos EUA, chegando ao nível dos US$ 100 novamente, alta de cerca de 5,5%.
Antes da guerra, passavam pelo Estreito cerca de 20 milhões de barris de petróleo por dia. Estima-se que cerca de 20% do petróleo e gás do planeta passe por Ormuz.
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Por g1 BA
Setenta e sete pessoas foram presas na Bahia e outros estados do Brasil na nova fase da Operação Artemis, deflagrada pela Polícia Federal. A informação foi divulgada nesta segunda-feira (13) e a ação teve como foco foragidos da Justiça envolvidos em crimes violentos e associados a facções criminosas.
Um dos procurados na ação foi encontrado na Bolívia. A Polícia Federal não detalhou quem é o homem preso, em qual cidade ele foi encontrado e por qual crime ele era procurado.
A polícia especificou apenas que os presos na operação eram procurados por crimes como homicídios, latrocínios, tráfico de drogas e organização criminosa. Para encontrá-los, foram feitas operações de inteligência entre os meses de fevereiro e abril deste ano, envolvendo agentes da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado na Bahia (Ficco/BA) e de outros estado do Brasil.

O Ibovespa retomou o fôlego e fechou acima de 198 mil pontos pela primeira vez nesta segunda-feira (13), após Donald Trump afirmar que o Irã quer fazer um acordo. Ao mesmo tempo, o dólar encerrou o dia abaixo de R$ 5, na menor cotação desde março de 2024.
A alta da bolsa foi sustentada principalmente pelo avanço das blue chips Vale e Petrobras, que seguem amparadas pelo fluxo de recursos estrangeiros e endossadas pelo avanço de commodities como o minério de ferro e o petróleo no exterior.
O Ibovespa fechou em alta de 0,34%, aos 198.000,71 pontos.
O principal índice da bolsa marcou 198.173,39 pontos na máxima do dia, novo topo intradia. Na mínima, chegou a 196.222,86 pontos. O volume financeiro no pregão somava R$ 29,7 bilhões antes dos ajustes finais.

A Prefeitura de Luís Eduardo Magalhães, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, realiza nesta terça-feira, (14), a inauguração do Centro de Especialidades da Mulher (C.E.M) Jaiane Oliveira. A solenidade está marcada para as 08h, no novo espaço que fica ao lado da Policlínica Municipal, no Bairro Santa Cruz.
O novo CEM foi estruturado para oferecer serviços especializados que vão desde consultas ginecológicas (acompanhamento eletivo e avaliação cirúrgica), planejamento familiar e ações voltadas à prevenção e diagnóstico precoce de doenças. Além disso, a unidade contará com uma equipe multiprofissional, composta por médicos especialistas, nutricionista, enfermeiras, psicólogos, mastologistas, assistente social e outros profissionais, garantindo um atendimento humanizado e acolhedor. A proposta é centralizar, em um único espaço, diversos serviços essenciais, facilitando o acesso das mulheres a cuidados contínuos e de qualidade.
De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, a implantação do C.E.M Janaina Oliveira atende a uma demanda crescente do município. A inauguração do Centro de Especialidades à Mulher simboliza, um marco na rede de atenção à saúde em Luís Eduardo Magalhães, consolidando a qualidade de vida e o bem-estar da população feminina.
*Novo Centro de Especialidades da Mulher*
Quando: Terça-feira (14/04)
Horário: 08h
Onde: Ao Lado da Policlínica Municipal, Bairro Santa Cruz

Os mesmos vereadores que votaram contra a liberação dos recursos para o recapeamento asfáltico – e depois entraram na Justiça e provocaram a suspensão do repasse dos recursos -agora pedem a paralização total das obras.
Ao que parece, mais uma denúncia foi entregue no Tribunal de Contas dos Municípios da Bahia pedindo a paralização total das obras de recapeamento – mesmo após a retomada que aconteceu na última quarta-feira, 08, quando o TCM informou a prefeitura sobre a possibilidade da continuidade das obras.
Os vereadores Daniel Farias (Novo), Ronei de Jesus (PL) e Dé do Sol do Cerrado (PSD), insatisfeitos com a decisão, entraram novamente na justiça, agora pedido a paralisação total das obras.
Esse grupo de vereadores se apresentam como ‘fiéis escudeiros’ do ex-prefeito Oziel Oliveira (PSD), e da sua esposa, Jusmari Terezinha, que recentemente postaram vídeos em suas redes sociais afirmando seu compromisso eleitoral com o governador do PT e com o presidente Lula.
Agora é aguardar para ver qual será o próximo ataque, planejado pelo casal Oliveira, que os vereadores irão fazer.

Blatt é tido como um dos pivôs do atrito que levou Sergio Moro (PL-PR), atual candidato de Flávio Bolsonaro ao governo do Paraná, a deixar o “super” ministério da Justiça em abril de 2020. À época, o então ministro acusou Jair Bolsonaro (PL) de “interferência” na Polícia Federal após ouvir do ex-presidente que trocaria o comando da corporação e até do ministério dizendo que “eu não vou esperar foder a minha família toda”.
Como presidente da ADPF, Blatt também foi acusado de contratar a empresa da namorada para produção e a entrega de cestas de Natal para os associados – o que é proibido pelo estatuto da organização.
Ao conduzir a investigação sobre falsidade ideológica eleitoral por suposta ocultação de patrimônio na declaração de bens à Justiça eleitoral em 2014, Blatt concluiu que Flávio tinha “renda compatível” e que que não havia indícios do crime eleitoral e também de lavagem de dinheiro.
Flávio também era investigado no esquema de corrupção das rachadinhas, a cargo de outro delegado da PF e do Ministério Público do Rio de Janeiro. Mas, o inquérito acabou suspenso no Superior Tribunal de Justiça (STJ) em 2021 pelo ministro João Otávio Noronha, que um ano antes havia concedido prisão domicilar a Fabrício Queiroz, pivô das rachadinhas, e ouviu de Jair Bolsonaro que “a primeira vez que o vi foi um amor à primeira vista”.
“Prezado Noronha, permita-me fazer assim, presidente do STJ. Eu confesso que a primeira vez que o vi foi um amor à primeira vista. Me simpatizei com Vossa Excelência. Temos conversado com não muita persistência, mas as poucas conversas que temos o senhor ajuda a me moldar um pouco mais para as questões do Judiciário. Muito obrigado a Vossa Excelência”, disse o ex-presidente na ocasião.
Uma embarcação no Estreito de Ormuz, ao largo da costa da província de Musandam, em Omã, em 12 de abril (Reuters-Aljazeera)
Em um comunicado divulgado na noite de domingo, o Comando Central dos EUA (CENTCOM) afirmou que o bloqueio se aplicaria a “todo o tráfego marítimo que entra e sai dos portos iranianos” a partir das 10h, horário do leste dos EUA (14h GMT), do dia 13 de abril. Isso inclui “embarcações de todas as nações que entram ou saem de portos e áreas costeiras iranianas”, incluindo aquelas no Golfo Pérsico e no Golfo de Omã.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou o bloqueio naval ao Estreito de Ormuz após o fracasso das negociações com o Irã, intensificando a tensão no Oriente Médio e elevando preocupações sobre impactos econômicos globais. A medida foi divulgada após mais de 20 horas de tratativas sem acordo.
O colapso das negociações ocorreu principalmente devido ao impasse em torno do programa nuclear iraniano, considerado o principal obstáculo para um entendimento entre os dois países. O vice-presidente JD Vance confirmou que não houve consenso, enquanto Trump reforçou que a questão nuclear foi decisiva para o fracasso.
Em publicação nas redes sociais, o presidente norte-americano anunciou o início imediato da operação naval. “Com efeito imediato, a Marinha dos Estados Unidos, a melhor do mundo, iniciará o processo de BLOQUEIO de qualquer embarcação que tente entrar ou sair do Estreito de Ormuz”, declarou.
Trump também afirmou que os Estados Unidos vão interceptar navios que tenham pago taxas ao Irã para navegar na região. “Instrui nossa Marinha a buscar e interceptar cada embarcação em águas internacionais que tenha pago pedágio ao Irã. Ninguém que pague pedágio ilegal terá passagem segura”, escreveu.
O presidente ainda indicou que forças norte-americanas iniciarão operações para eliminar ameaças no local, incluindo minas marítimas. “Também começaremos a destruir as minas que os iranianos colocaram no estreito. Qualquer iraniano que atire contra nós ou contra embarcações pacíficas será destruído”, afirmou.
Trump acusou o Irã de restringir o tráfego marítimo e classificou a situação como uma forma de “extorsão mundial”. Segundo ele, a intenção dos Estados Unidos é restabelecer a livre navegação em uma das rotas comerciais mais estratégicas do planeta. “Em algum momento, chegaremos a uma situação em que todos poderão entrar e sair, mas o Irã não permitiu isso”, disse.
O Estreito de Ormuz é uma via essencial para o transporte global de petróleo, e seu fechamento pelo Irã já havia provocado instabilidade nos mercados internacionais. A reabertura da passagem era uma das condições centrais colocadas por Washington durante as negociações diplomáticas.
Em nova manifestação, Trump voltou a pressionar Teerã pela liberação da rota. “Como prometeram, é melhor que comecem o processo de reabrir essa via internacional e rápido”, afirmou.
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Uma mulher de 39 anos foi encontrada morta dentro de casa, com sinais de estrangulamento, em Arraial d’Ajuda, distrito de Porto Seguro, no sul da Bahia. O principal suspeito do crime é o ex-companheiro dela, um DJ conhecido na região, que foi encontrado morto neste domingo (12), após cometer suicídio.
A vítima, Juliana Guaraldi, estava desaparecida desde o dia 7 de abril, quando fez o último contato com familiares. O corpo foi localizado três dias depois, na sexta-feira (10), e estava apenas com roupas íntimas e em estado avançado de decomposição.
De acordo com a Polícia Civil, a suspeita é de que o crime tenha ocorrido no mesmo dia do desaparecimento, embora a causa e a data da morte ainda dependam da confirmação do exame de necropsia.
O suspeito foi identificado como Daniel Carlos Sobreira de Sousa, de 41 anos, conhecido como DJ Danka. Ele tinha cerca de 10 mil seguidores nas redes sociais e atuava em eventos como casamentos e formaturas no extremo sul do estado.
Segundo as investigações, Daniel e Juliana mantinham um relacionamento conturbado. No fim de março, os dois teriam discutido durante uma festa, ocasião em que ele teria sido agredido por outras pessoas presentes.
Ainda conforme a polícia, durante o período em que Juliana estava desaparecida, Daniel chegou a registrar um boletim de ocorrência por roubo e agressão. Apesar disso, ele continuou utilizando o mesmo aplicativo de mensagens, com indícios de alteração no IMEI do aparelho no período em que o corpo da vítima foi encontrado.
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Com comparecimento de 78% às 18h30 locais, a eleição deste ano caminha para um recorde, de acordo com especialistas.
Sem pesquisa boca de urna, mas com uma infinidade de projeções, o pleito teve as apurações iniciadas no começo da noite europeia, meio da tarde no Brasil, mas levará horas para apontar se a controversa era Orbán acabou. Isso se não levar dias, caso o resultado seja apertado o suficiente para depender de votos do exterior.
Peter Magyar deve ser o novo líder da Hungria.
Dos pouco mais de 8 milhões de húngaros a votar, cerca de 500 mil são expatriados ou húngaros étnicos, que se valem de legislação aprovada pelo premiê para ter a cidadania –segundo pesquisas, a maior parte deste público vota em Orbán.
O comparecimento recorde, no entanto, é um indicativo de bom desempenho do candidato de oposição Péter Magyar, 45, um ex-aliado, que fez uma campanha calcada em indícios de corrupção da gestão de Orbán, 62, assim como na situação econômica do país.
A Hungria ostenta a maior inflação acumulada da Europa desde a pandemia, em 2020, 58%, mais que o dobro da registrada na média da União Europeia, 28%. A ostentação de riqueza de oligarcas ligados a Orbán também incomoda e movimenta sobretudo os eleitores jovens, público que vem garantindo a popularidade de Magyar nos últimos meses.
Em uma tentativa de última de hora de movimentar a campanha do aliado, o presidente americano, Donald Trump, prometeu ajudar na recuperação econômica da Hungria. O vice, J.D. Vance, cumpriu visita oficial a Budapeste na última semana, afirmando que a UE interferia na eleição.
Sinal dos tempos, o destino de Orbán também preocupa o presidente russo, Vladimir Putin. O primeiro-ministro é uma das únicas pontes que lhe restam na UE. No capítulo mais recente da relação, escrutinada por uma série de denúncias na imprensa nas últimas semanas, o húngaro vetou um empréstimo de EUR 90 bilhões do bloco para a Ucrânia, provocando indignação em Bruxelas.
Os adversários votaram quase na mesma hora, no começo da manhã. “Nenhum patriota pode ficar em casa”, afirmou Orbán, replicando o tom nacionalista de sua campanha, voltada para questões externas.
Magyar, por sua vez, reiterou o caráter decisivo da eleição. “O destino da Hungria está sendo decidido hoje e por um longo tempo.” O advogado e eurodeputado, que já fez parte do Fidesz, legenda conservadora de Orbán, lembrou que “fraude eleitoral é um crime sério”.
Comentava os indícios da participação de serviços de inteligência russos na campanha de Orbán. Segundo avaliação da comissão do Parlamento Europeu que monitora o retrocesso democrático na Hungria, além de desinformação, as atividades patrocinadoras por Moscou poderiam incluir compra de votos, como ocorreu no ano passado na Geórgia, intimidação de eleitores e até mesmo episódios de violência.
“Ninguém deve ceder a qualquer provocação. Temos certeza de que, se esta eleição ocorrer de forma tranquila e dentro da lei, ela será vencida por Tisza e pela Hungria”, afirmou Magyar, citando o nome do partido que fundou.
“A Hungria tem uma Constituição, e ela precisa ser respeitada. A decisão do povo precisa ser respeitada”, disse Orbán, quando questionado sobre eventuais tentativas de desqualificar o pleito.
Até o fechamento das urnas, às 19h locais, não foram registrados maiores incidentes.

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) abordou um PEUGEOT 308, placas de Mirabela/MG, em Catalão-GO, conduzido por um homem. Durante a vistoria, os policiais localizaram, no interior do porta luvas, dezesseis frascos de Tizerpatida, de três marcas (4 da marca T.G., 8 da Tirzedral, 4 da Lipoless), com comercialização proibida pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), armazenados sem nenhum tipo de acondicionamento térmico, além de seis caixas de anabolizantes (50 ampolas e 1 frasco de 10 ml).
Ao vistoriar o veículo minuciosamente os policiais encontraram, dentro da espuma do banco traseiro, três armas, sendo um revólver calibre 38 e dois simulacros de pistola.
O condutor já tinha passagens criminais por estelionato e informou que a carga havia sido adquirida na cidade paraguaia de Ciudad del Este e revenderia na cidade baiana de Barreiras, onde mora.
Ao todo, foram apreendidas 16 ampolas de tirzepatida (medicamento para emagrecimento), 50 ampolas e 1 frasco de 10 ml de anabolizantes, um revólver calibre 38, dois simulacros de pistola e o veículo.
Todos os produtos foram encaminhados à Polícia Federal em Goiânia e o possuidor foi preso e responderá pelos crimes previstos no Artigo 273 do Código Penal Brasileiro (CP) pelo crime de falsificação, corrupção, adulteração ou alteração de produtos destinados a fins terapêuticos ou medicinais, considerado crime hediondo, a pena é severa: reclusão de 10 a 15 anos e multa, visando proteger a saúde pública, além do estatuto do desarmamento, com pena de 2 a 4 anos de reclusão e multa, sem direito à finaça.
A recomendação da Anvisa é do uso apenas de medicamentos com registro na agência e sob estrita orientação e acompanhamento de um médico, que poderá avaliar sua saúde e prescrever a dose correta para o tratamento.
Vítima era conhecida como “Estrelinha”
O homem identificado como Amarildo Ramos de Souza, de 33 anos, voltou a ser preso na Bahia, na quinta-feira (9). Dessa vez, a prisão foi por conta do envolvimento na morte da irmã, uma mulher trans, na cidade de Barra. O crime foi registrado na noite de 27 de março, quando o homem assassinou a vítima com golpes de faca em um bar localizado no bairro Santa Clara.
Amarildo Ramos já havia sido preso no último dia 31, mas, segundo a Polícia Civil, a prisão não teve relação com a morte da irmã, conhecida como Estrelinha, de 28 anos. Ele acumula passagens por tráfico de drogas e porte ilegal de arma.
O momento do crime: o irmão de blusa azul ataca a mulher trans.
De acordo com as investigações da Delegacia Territorial de Barra, a vítima foi atingida por golpe de arma branca na região do tórax, em um estabelecimento comercial. Ela chegou a ser socorrida por populares e encaminhada ao Hospital Ana Mariani, mas não resistiu aos ferimentos.
As apurações apontam que o investigado, irmão da vítima, teria se envolvido em uma discussão no local e, após deixar o bar, retornou portando facas, ocasião em que desferiu o golpe. O crime ocorreu na presença de diversas pessoas que estavam no local.
O investigado foi localizado e preso por equipes da Delegacia Territorial do município, permanecendo custodiado à disposição da Justiça.
Do Correio da Bahia.
Bombardeios no Líbano: ponto fundamental para o Irã, ignorado por Israel-EUA.
Embora considerado uma “base de negociação” inicial, os pontos enfrentam resistência americana, especialmente sobre o programa nuclear e presença militar.
Os principais pontos do plano iraniano, segundo fontes da mídia estatal, incluem:
Interrupção total das hostilidades: Fim dos combates no Iraque, Líbano e Iêmen (eixo da resistência).
Cessação permanente dos ataques: Fim definitivo e irrevogável de ataques dos EUA/Israel contra o Irã.
Fim dos conflitos regionais: Interrupção geral das ações militares no Oriente Médio.
Reabertura do Estreito de Ormuz: Restabelecimento do tráfego marítimo de cargas e petróleo.
Segurança da navegação: Criação de protocolo para passagem segura no Estreito, coordenado com forças iranianas.
Indenizações de guerra: Pagamento pelo Ocidente para reconstruir infraestruturas danificadas no Irã.
Levantamento de sanções: Fim de todas as sanções econômicas, financeiras e comerciais dos EUA.
Liberação de ativos: Desbloqueio de fundos iranianos congelados no exterior.
Direito ao enriquecimento nuclear: Manutenção do programa nuclear, com o Irã garantindo o não desenvolvimento de armas (ponto divergente com os EUA).
Retirada de tropas americanas: Saída das forças militares de combate dos EUA da região do Oriente Médio.
As exigências enfrentam impasses, principalmente no que tange às restrições do programa de mísseis e nuclear iranianos, além da taxa que o Irã propôs cobrar para a travessia de navios no Estreito de Ormuz.
Lula em campanha em 2022. Foto de Ricardo Stuckert. Depois da tentativa de golpe frustrada, direita se reuniu para tomar o poder. Recursos não faltam. Dinheiro, notícias falsas e pesquisas encomendadas.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) segue na frente no primeiro turno da nova pesquisa Datafolha, com 39% das intenções de voto no cenário estimulado, contra 35% de Flávio Bolsonaro (PL). Na espontânea, quando o eleitor responde sem ver a lista de nomes, Lula abre 26% a 16%. O instituto ouviu 2.004 eleitores em 137 municípios, entre terça-feira (7) e quinta-feira (9), com margem de erro de dois pontos e registro BR-03770/2026 no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
É por aí que a análise precisa começar, diz o blogueiro e jornalista Esmael Morais em artigo no Brasil247.
“Sem primeiro turno, não existe segundo turno”, adverte o articulista.
A velha mídia preferiu vender o susto do eventual empate adiante, mas o dado bruto da largada eleitoral continua sendo outro: Lula ainda é o nome mais forte da disputa quando se olha a fotografia inicial da corrida.
No cenário estimulado, os 39% de Lula equivalem a algo perto de 45% dos votos válidos desse quadro, enquanto Flávio Bolsonaro fica na casa de 40%. Não dá vitória em primeiro turno, mas dá liderança real, material, verificável — e não um detalhe estatístico.
J.D. Vance, que liderou os negociadores dos EUA. Observadores da política teimam em afirmar que ele é mais estúpido e obtuso que o próprio Trump. Foto: Jacquelyn Martin/Pool via REUTERS.
O vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, afirmou que as negociações entre Washington e Teerã foram encerradas na madrugada deste domingo (sábado no Brasil) sem um acordo, após a recusa do Irã em aceitar os termos americanos de não desenvolver uma arma nuclear.
As conversas de “alto nível” duraram 21 horas e, segundo Vance, ocorreram com ele em contato constante com o presidente dos EUA, Donald Trump, e outros integrantes do governo.
Vance afirmou a jornalistas que Washington precisa de um compromisso claro de que o Irã não buscará desenvolver uma arma nuclear nem os meios que permitiriam obtê-la rapidamente.
O discurso durou pouco mais de três minutos. Vance agradeceu e se retirou sem responder a mais perguntas. Logo após a fala, foi informado que ele deixou o Paquistão.
A delegação dos EUA, liderada por JD Vance, e a delegação iraniana, chefiada pelo presidente do Parlamento, Mohammad Bagher Qalibaf, discutiram formas de avançar em direção a um cessar-fogo.
O acordo já está fragilizado por divergências profundas e pelos ataques contínuos de Israel contra o Hezbollah, grupo apoiado pelo Irã no Líbano.
Trump diz que acordo ‘não faz diferença’
Enquanto as negociações aconteciam no Paquistão, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou mais cedo neste sábado (11) que, do ponto de vista dele, “não faz diferença” se um acordo for alcançado ou não com o Irã”.
Falando a jornalistas na Casa Branca, o republicano disse que está recebendo diversos relatos sobre as conversas em Islamabad, que, segundo ele, já se estendem por muitas horas. Apesar disso, Trump afirmou que os EUA já saíram vencedores.

O eleitor tem até o dia 6 de maio para tirar o título ou regularizar pendências para ter o direito de votar no mês de outubro. Só no Rio de Janeiro, mais de 300 mil pessoas estão com o título cancelado e 1,2 milhão ainda não cadastraram as digitais. Na Bahia, no ano passado, existiam 260 mil títulos cancelados.
O serviço de regularização do título eleitoral é totalmente gratuito e permite a realização do cadastro biométrico e a regularização de outras pendências com a Justiça Eleitoral.
Em todo o Brasil, quem tem mais de 16 anos e ainda não possui o documento, deve procurar os postos da Justiça Eleitoral. Lembrando que o prazo termina no dia 6 de maio.
Impedimentos
Quem está com o título cancelado e não regularizar, não poderá votar em outubro. E, se não participar da eleição, não justificar e não pagar a multa, não poderá, por exemplo, obter passaporte ou carteira de identidade. A restrição prevista no Código Eleitoral não vale para o brasileiro residente no exterior que solicite novo passaporte para identificação e retorno ao Brasil.
Tem consequência financeira também. A pessoa não pode obter empréstimos nas autarquias, nas sociedades de economia mista, nas caixas econômicas federais e estaduais, nos institutos e caixas de previdência social, nem em qualquer estabelecimento de crédito mantido pelo governo.
Além disso, a eleitora ou o eleitor também fica impedido de se inscrever em concurso ou prova para cargo ou função pública, e tomar posse. Também não pode renovar matrícula em estabelecimento de ensino oficial ou fiscalizado pelo governo.
Como dá para ver, além de garantir a participação na democracia, estar com o título de eleitor regular é um dos requisitos para que você acesse vários serviços no Brasil, conforme determina o Código Eleitoral. Confira nesta página do Portal do TSE todas as consequências.

A fraude no INSS voltou ao centro das investigações com a informação de que o empresário Maurício Camisotti se comprometeu a devolver R$ 400 milhões aos cofres públicos em um acordo de colaboração premiada firmado com a Polícia Federal. As informações são da coluna do jornalista Cézar Feitosa, editadas pelo Brasil247.
O acordo de delação foi encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF) nesta semana. Antes de uma decisão do ministro André Mendonça, os termos da delação ainda serão examinados pela Procuradoria-Geral da República, sob a condução do procurador-geral Paulo Gonet. O caso envolve apurações sobre descontos ilegais em benefícios previdenciários e segue agora para análise das instâncias responsáveis pela homologação.
A Polícia Federal intimou mais de 30 pessoas para prestar depoimento em um inquérito que apura suspeitas de desvios em aposentadorias e pensões do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). As informações foram divulgadas inicialmente pelo jornal O Estado de S. Paulo e confirmadas pela Folha de S.Paulo.
Entre os citados nas investigações está a empresária Roberta Luchsinger, sócia da RL Consultoria e Intermediações, apontada como possível elo entre Fábio Luís Lula da Silva, e o lobista Antonio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS. Ela já foi alvo de busca e apreensão no âmbito da operação.
A defesa da empresária afirmou que não houve intimação formal. Em nota, o advogado Bruno Sales declarou: “A defesa recebeu um email indagando se ela gostaria de prestar depoimento pessoal”. Segundo ele, Luchsinger já apresentou esclarecimentos por escrito e permanece à disposição das autoridades.
As apurações incluem pagamentos atribuídos ao lobista, que, segundo a Polícia Federal, teria repassado cerca de R$ 1,5 milhão à empresária ao longo do tempo, incluindo uma parcela de R$ 300 mil identificada em mensagens apreendidas. Em uma dessas comunicações, o operador questiona o destino do valor, ao que Antunes responde que seria “o filho do rapaz”, sem especificar o nome. A PF busca esclarecer se a referência poderia ser a Fábio Luís.

O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, afirmou nesta quinta-feira, 9, que o governo quer liberar R$ 7 bilhões do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) de 10 milhões de trabalhadores que tinham o valor retido por terem aderido ao saque-aniversário. A medida deve ajudar a conter o endividamento no país, uma das preocupações do governo em ano eleitoral.
Em entrevista no programa Alô Alô Brasil, apresentado por José Luiz Datena, Marinho citou as duas medidas provisórias assinadas pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, para liberar o valor retido do fundo para quem tinha sido demitido e estava com restrição de saque por conta da lei do saque-aniversário.
“Liberamos no primeiro semestre R$ 12 bilhões para 12 milhões de trabalhadores e, no final do ano, liberamos R$ 8 bilhões e meio para 14 milhões de trabalhadores”, disse Marinho. “A Caixa (Econômica Federal), no meu entendimento, cometeu um erro aqui porque ela não liberou a totalidade desses recursos”, afirmou.
E complementou: “Tem um resíduo de R$ 7 bilhões que nós estamos trabalhando e propondo que libere agora. Estamos apurando exatamente a quantidade de trabalhadores e trabalhadoras que vão receber o que é direito legítimo deles, mas acreditamos que é em torno de 10 milhões.”
Na entrevista, Marinho citou o processo grande de endividamento de parte da população. “Nós estamos trabalhando essa lógica de buscar criar condições de redução desse endividamento”, disse. “Criar condições efetivas para que os trabalhadores possam voltar à sua vida normal.”
O saque-aniversário foi criado por lei em 2019 e permite ao trabalhador sacar parte do saldo da conta do FGTS todos os anos no mês de seu aniversário.
No entanto, caso ele seja demitido, poderia sacar apenas o valor referente à multa rescisória, sem ter acesso ao valor integral da conta.
No final do ano passado, o governo editou uma medida provisória para permitir, temporariamente, a liberação do saldo do FGTS retido para trabalhadores que optaram pelo saque-aniversário e foram demitidos entre janeiro de 2020 e 23 de dezembro de 2025.
Marinho também falou sobre o fim da escala 6×1, uma das bandeiras do governo Lula, e disse que seria prudente o presidente deixar tramitar os projetos de lei que estão na Câmara.
“E aí o presidente Hugo Motta (Republicanos-PB) teria condição de, imediatamente, caso ele assim tenha a vontade, dialogando com as lideranças da Câmara, pautar em plenário”, disse o ministro, referindo-se ao presidente da Câmara.
Teerã: foto de © Hossein Zohrevand/Press TV
Os 40 dias de bombardeios de Israel e dos Estados Unidos (EUA) contra o Irã danificaram 125 mil unidades civis, sendo 100 mil residências, em todo o país persa. Foram atingidas ainda 32 universidades e 339 unidades de saúde.

Os dados foram apresentados nesta sexta-feira (10) pela organização não governamental (ONG) Crescente Vermelho, que atua com resgates humanitários em diversos países árabes.
“Algumas delas foram completamente destruídas, enquanto outras estão danificadas. Esses são documentos que enviaremos posteriormente às organizações internacionais”, informou Pir-Hossein Kolivand, presidente do Crescente Vermelho no país, em entrevista à mídia iraniana TV SNN.
Kolivand explicou que, do total, são 23 mil unidades comerciais. Entre os centros médicos, estão incluídos hospitais, farmácias, laboratórios, centros de saúde e de emergência. “Algumas foram desativadas, enquanto outras foram reativadas. Por exemplo, o Hospital Khatam foi reativado em menos de 24 horas”, completou.
A organização, que atua no Irã com mais de 28 mil trabalhadores, acrescentou que 857 escolas e 20 centros da Crescente Vermelha foram alvejados pelos bombardeios.
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Um dos ataques foi contra a Universidade de Tecnologia Sharif, em Teerã, principal instituição do país da área de tecnologia e engenharia. Em resposta, 36 universidades do país emitiram nota condenando esses ataques.
“Exortamos todas as instituições religiosas, científicas, universitárias e culturais do mundo a se levantarem com uma só voz contra essas violências e a não permitirem que os direitos fundamentais da humanidade sejam sacrificados pelas ambições desmedidas das potências agressoras”, diz comunicado das universidades iranianas.
O ataque contra infraestrutura civil é condenado pelo direito internacional. Ainda assim, o presidente dos EUA, Donald Trump, chegou a ameaçar destruir o Irã, o que configuraria crime de genocídio.
Por outro lado, o secretário de Estado, Marco Rubio, ponderou, em algumas situações, que ataques à infraestrutura civil podem ser “efeitos colaterais” dos combates.
O jornalista e especialista em geopolítica Anwar Assi avalia que o alto número de unidades civis atacadas no Irã, em Gaza e no Líbano indicam que não se trata de efeito colateral da guerra, mas de uma estratégia deliberada.
“É um crime de guerra e pretendem, com isso, pressionar e aterrorizar a população civil, mostrando que eles vão atacar e não vai ter ninguém para ajudar. Isso é uma estratégia que Israel usa desde a década de 1990”, afirmou.
Israel ainda não se manifestou sobre os ataques à infraestrutura civil no Irã, mas costuma justificar ataques a escolas, hospitais e outras estruturas civis, alegando que elas estariam sendo usadas para fins militares, como é recorrente na Faixa de Gaza e no Líbano.
Por Lucas Pordeus León – Repórter da Agência Brasil

Junior Marabá, prefeito de Luís Eduardo Magalhães, recebeu nesta sexta-feira (10), na Assembleia Legislativa da Bahia o Título de Cidadão Baiano, honraria proposta pelo deputado estadual Antônio Henrique Júnior (PP).
A cerimônia de entrega do Título – que representa reconhecimento, pertencimento e gratidão da sociedade baiana ao homenageado, aconteceu no Plenário Deputado Orlando Spínola, na ALBA.
O prefeito Marabá disse “estar honrado pela homenagem oferecida pela ALBA, principalmente por ter sido indicada pelo deputado Toinho, que também é um representante do Oeste baiano”.
Durante a cerimônia, repleta de amigos e autoridades, foi apresentada a história desse goiano que chegou à Bahia aos 12 anos com a família, para trabalhar e iniciar um novo ciclo de vida em Luís Eduardo Magalhães. Hoje aos 35 anos comanda a quinta economia do Estado.
“Sinto que estamos no caminho certo quando vejo nosso município alcançar mais de 95% de índice de alfabetização e consolidar avanços na educação e com o futuro das novas gerações”, disse o homenageado.
O Título de Cidadão Baiano é a maior honraria concedida pela Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA) a pessoas nascidas fora do Estado que prestaram serviços relevantes à Bahia e ao seu povo. A comenda oficializa o vínculo afetivo e social, reconhecendo contribuições para o desenvolvimento do Estado.
Ao final da apresentação da história do prefeito Marabá, uma frase resumiu tudo: “Junior Marabá já faz parte da Bahia. E o compromisso com a terra que escolheu para viver, e criar sua família, ele já está escrevendo com a sua história”.

O sorteio do concurso 2.994 da Mega-Sena foi realizado na noite desta quinta-feira (9), em São Paulo. Nenhuma aposta acertou as seis dezenas, e o prêmio para o próximo sorteio acumulou em R$ 40 milhões.
O próximo sorteio da Mega será no sábado (11).

Parlamentares do PT entregaram nesta quarta-feira (8/abr) ao STF (Supremo Tribunal Federal) o Relatório da Maioria que responsabiliza o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro por fraudes no INSS. O documento atribui o esquema ao governo do hoje apenado por tentativa de golpe de Estado e pede indiciamentos com base em investigações da CPMI.
Paulo Pimenta (RS) disse a jornalistas, ao lado de Alencar Santana (SP) e Rogério Correia (MG), que o texto demonstra, através de provas documentais, demonstramos como mudanças legislativas facilitaram ações de uma organização criminosa contra aposentados e pensionistas, além de revelar nove núcleos operacionais e dificultar a fiscalização do Estado brasileiro.
“Em cada um desses núcleos operacionais, nós descrevemos, do ponto de vista hierárquico, o papel de cada um dos integrantes e propusemos o indiciamento de 130 pessoas e pedimos que as investigações prossigam com relação a 71 pessoas“, afirmou o parlamentar gaúcho.
Pimenta destacou que foram apresentados “ao ministro nove iniciativas legislativas que tem por objetivo aperfeiçoar a a capacidade de fiscalização e controle do Estado brasileiro para evitar que situações como essa possam se repetir“.
Segundo Pimenta, este ministro “recebeu a documentação e nos informou que toda essa documentação que nós apresentamos, ela será remitida à Polícia Federal e servirá como subsídio às investigações já em curso, aos inquéritos que já estão em curso“.
Pimenta afirmou que a documentação apresentada será integrada ao trabalho da Polícia Federal, contribuindo para resultados mais abrangentes, especialmente relacionados aos consignados e à participação do Banco Master no esquema criminoso.
O deputado gaúcho afirmou que a equação do desconto associativo foi quase resolvida, identificando os responsáveis. Em relação ao crédito consignado, a investigação da CPMI chegou ao Banco Master.
“E esse detalhamento, nós achamos que ele precisa ser aprofundado para que, de fato, a sociedade brasileira possa entender as responsabilizações individuais e criminosas que permitiram que esse esquema lesasse tanta gente no nosso país“, disse.
O deputado Alencar Santana destacou que “a oposição, através do presidente (da CPMI do INSS, senador Carlos Viana (Podemos-MG) ) evitou que o nosso relatório viesse a público e que as autoridades tivessem conhecimento”. E que “a prova disso é que ele sequer incorporou nos documentos da CPMI e sequer deixou ir a voto quando o relatório da minoria foi vencido“.
Santana disse que a entrega do Relatório da Maioria ao STF foi a última etapa da distribuição de cópias à Polícia Federal, CGU e PGR. “E agora é a vez do ministro André Mendonça, que é o relator“.
O deputado afirma que a investigação deve prosseguir conforme a lei e as provas documentais, destacando que a CPMI coletou depoimentos enfáticos sobre o início e crescimento dos fatos ocorridos no governo anterior.
E que, “se a oposição tentou blindar algumas pessoas, como o Zetel, tentou blindar como o governo anterior, autoridades como governo anterior, tentou impedir que o nosso relatório viesse a público, essa entrega de hoje e as de ontem demonstram claramente que nós do governo colhemos informações, colhemos provas, quer queremos que a investigação continue e queremos que o nosso relatório seja levado em consideração.
Alencar Santana disse que isso é importante pois evidencia o compromisso com a verdade, a punição dos culpados e, especialmente, com as pessoas roubadas, como aposentados do país. “Esperamos, como o ministro disse, que vai levar o conhecimento da Polícia Federal, que a investigação de fato a partir das provas que possuam, chegam verdadeiramente nas pessoas responsáveis“.
Rogério Correia destacou a relação entre os descontos associativos e o crédito consignado, afirmando que ambos estão conectados e foram geridos pela mesma equipe durante o governo Bolsonaro, enfatizando a origem comum que envolve o roubo aos aposentados.
Editado por Urbs Magna
O cessar-fogo entre EUA e Irã pode ser considerado frágil, mas os mercados não quiseram nem saber e mostraram força novamente nesta quinta-feira, com o Ibovespa disparando 1,52%, aos 195.129,25 pontos, um ganho de 2.928,09 pontos, o maior patamar de fechamento da história, batendo com força a marca alcançada na véspera, de 192.201,16 pontos. É a oitava sessão seguida de ganhos.
Afirmação do InfoMoney:
Não, a guerra não acabou. Os trogloditas ainda medem forças no Oriente Médio, mas os investidores tentam ver uma luz por entre a poeira levantada. Há ainda muitas incertezas no acordo de cessar-fogo que nem bem é um acordo de fato entendido por todas as partes.
A situação do Estreito de Ormuz levanta muitas dúvidas. “Está instável demais para qualquer um se comprometer”, disse Oscar Seikaly, CEO da NSI Insurance Group, uma corretora de seguros marítimos. O Irã continuou restringindo a passagem marítima.
Israel deu de ombros para as conversas entre EUA e Irã e seguiu atacando o Líbano, o que, segundo os iranianos, torna qualquer acordo sem sentido. Contudo, no meio da tarde, uma notícia animou os investidores, com informações de que o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, pretende iniciar negociações diretas com o Líbano, que rebateu dizendo que não dá para conversar sob ataque israelense.
No Oeste baiano, a cotação da soja reagiu 0,89% para R$113,42 a saca., enquanto em Chicago crescia em todos os vencimentos, chegando a +3,25% para maio. Amanhã a leguminosa deve ter quedas em função da valorização do Real frente ao Dólar.
O milho andou de lado, mantendo os R$60,00 a saca de 60 quilos.
Luiz Estevão, dono do Metrópoles e beneficiário do Banco Master
O Banco Master repassou R$ 27,2 milhões, entre 2024 e 2025, ao Metrópoles, site de notícias comandado pelo ex-senador Luiz Estevão, segundo documento do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).
O relatório registra os pagamentos como suspeitos ao apontar que o veículo fez “débito imediato” dos valores recebidos do Master em direção a outras empresas da família de Luiz Estevão, o que “pode configurar possível movimentação de recursos em benefício de terceiros”.
Além disso, o documento classifica os aportes do Master como “inusitados” e aponta uma movimentação do Metrópoles “incompatível com o faturamento médio mensal”.
Procurado, o ex-senador afirmou que os pagamentos dizem respeito ao patrocínio do Will Bank, que pertencia ao Master, à transmissão da Série D do Campeonato Brasileiro de 2025, feita pelo Metrópoles, e à venda dos naming rights da competição. Em relação às transferências para empresas da família, ele disse que pode dar a destinação que quiser ao dinheiro recebido.
Ao todo, o Master enviou R$ 27.283.800 à empresa Metrópoles Marketing e Propaganda LTDA. No segundo semestre de 2024, o banco fez dois pagamentos que totalizaram R$ 838,8 mil. Todo o restante foi transferido entre janeiro e outubro de 2025.
Esse período foi crucial para a instituição financeira. O banqueiro Daniel Vorcaro tentou vendê-la ao BRB, em março, virou alvo de investigações por suspeita de fraude financeira bilionária e viu sua empresa ser liquidada pelo Banco Central, em novembro. Vorcaro está preso.
De acordo com o relatório, o Master aparece como “principal remetente” de recursos ao Metrópoles nos períodos analisados em 2025, com pagamentos mensais que variaram de R$ 5 milhões a R$ 5,7 milhões.
Embora esses repasses tenham começado em janeiro de 2025 e Luiz Estevão os atribua ao contrato de patrocínio da Série D, as transmissões só passaram a exibir a logomarca do Will Bank três meses após o início do campeonato.
A competição começou em 19 de abril de 2025. O Metrópoles e a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) anunciaram, nos dias 2 e 3 de julho, respectivamente, um acordo referente apenas à transmissão dos jogos. As primeiras partidas exibidas no YouTube, gratuitamente, foram as da 11ª rodada da Série D, com 15 jogos transmitidos nos dias 5 e 6 de julho.
Luiz Estevão também havia negociado com o banco a venda dos naming rights. O campeonato passou a ser chamado de “Brasileirão Série D Will Bank”. Foi a primeira vez que a competição, organizada pela CBF, teve os “direitos sobre o nome” comercializados.
No entanto, a logomarca do Will Bank só foi instalada na placa de publicidade central dos campos a partir de 26 de julho, na 14ª rodada, a última da primeira fase — ou seja, mais de três meses após o início do campeonato e seis meses após o Master começar a repassar recursos ao Metrópoles.