




Caso de Política | Luís Carlos Nunes
A Prefeitura de Luís Eduardo Magalhães, por meio da Secretaria Municipal de Segurança Pública e Trânsito, realiza em 9 de março de 2026, às 10h, um leilão público exclusivamente online para alienação de veículos apreendidos e não reclamados no prazo legal. O certame será conduzido pelo site oficial da leiloeira (www.rjleiloes.com.br).
O edital organiza os bens em três categorias: Conservados (aptos a retornar à circulação após regularização), Sucatas Aproveitáveis (destinadas ao desmonte) e Sucatas Inservíveis (material ferroso para reciclagem).
Nesta edição, o leilão reúne 10 lotes classificados como conservados, que podem ser licenciados após os procedimentos legais. Entre os valores iniciais mais elevados estão um Fiat Palio Fire 2014 (R$ 6.000,00) e uma Honda XRE 300 2011 (R$ 4.000,00).
Alguns itens da lista:
Lote |
Marca/Modelo |
Ano/Mod |
Status |
Valor Inicial |
| 0002 | Fiat/Palio Fire | 2014/2014 | Conservado | R$ 6.000,00 |
| 0010 | Honda/XRE 300 | 2011/2011 | Conservado | R$ 4.000,00 |
| 0003 | Honda/CG 150 Start | 2015/2015 | Conservado | R$ 2.000,00 |
| 0006 | Honda/CG 150 Titan KS | 2008/2008 | Conservado | R$ 1.500,00 |
| 0001 | Honda/Biz 125 ES | 2014/2014 | Conservado | R$ 1.000,00 |
| 0007 | Honda/Biz 125 KS | 2007/2008 | Conservado | R$ 1.000,00 |
| 0008 | Shineray/XY 50 Q | 2013/2014 | Conservado | R$ 900,00 |
| 0004 | Honda/CG 125 Fan KS | 2013/2013 | Conservado | R$ 800,00 |
| 0005 | Honda/CBX 250 Twister | 2006/2006 | Conservado | R$ 800,00 |
| 0009 | Honda/Biz 125 ES | 2010/2010 | Conservado | R$ 800,00 |
O edital também contempla 65 lotes de sucatas aproveitáveis, além de um lote de sucata inservível, totalizando aproximadamente 18,1 toneladas de material ferroso.
Categoria |
Quantidade |
Peso Estimado |
Valor por KG |
Total Avaliado |
| Leve B (Automóveis) | 13 unidades | 11.700 kg | R$ 1,50 | R$ 17.550,00 |
| Leve A (Motos) | 64 unidades | 6.400 kg | R$ 1,50 | R$ 9.600,00 |
| Total | 77 unidades | 18.100 kg | — | R$ 27.150,00 |
A arrematação de sucatas é restrita a empresas de desmonte ou reciclagem devidamente registradas, conforme exigência legal.
A visitação pública será realizada entre 2 e 6 de março de 2026, das 9h às 12h e das 14h às 17h, no pátio municipal localizado na Rua Colema I, Distrito Industrial.
A participação é aberta a pessoas físicas e jurídicas nos lotes conservados. Os pagamentos deverão ser efetuados via PIX ou depósito bancário, acrescidos de 5% de comissão da leiloeira.
O edital completo, com fotos e descrição detalhada dos lotes, está disponível no portal oficial da leiloeira.

A Secretaria Municipal de Saúde, por meio do Centro de Parto Normal (CPN) Vilma Ramos Guerra, promoveu nesta quarta-feira (11/02) mais uma edição da “Roda de Gestantes”.
O encontro reuniu cerca de 20 pessoas do município, independentemente de realizarem o pré-natal na rede pública ou privada. Com o tema “Medidas não farmacológicas de alívio da dor”, a palestra apresentou às futuras mamães técnicas naturais que auxiliam no conforto durante o trabalho de parto.
O objetivo é desmistificar o medo da dor e oferecer ferramentas práticas para uma experiência de parto mais tranquila. A Roda de Gestantes é uma atividade de educação perinatal que acontece duas vezes ao mês no Centro de Parto Normal Vilma Ramos Guerra e reúne gestantes, tentantes e acompanhantes.
Conduzida pela enfermeira obstétrica Silmara Regina Grisa, a atividade proporcionou às mamães momentos teóricos e práticos, nos quais aprenderam técnicas que auxiliam no desenvolvimento do trabalho de parto e promovem conforto e tranquilidade nesse período.
O encontro é voltado para todas as gestantes da cidade, com a participação de pais ou acompanhantes, a fim de reforçar a importância da rede de apoio neste momento tão especial na vida familiar.
O próximo encontro já tem data marcada: será no dia 24 de fevereiro e terá como tema os cuidados com o recém-nascido. As rodas são gratuitas e abertas a todas as gestantes, tentantes e acompanhantes do município de Luís Eduardo Magalhães.

O empresário Igor Paganini foi identificado como o alvo da Polícia Federal que arremessou uma mala contendo cerca de R$ 430 mil em espécie pela janela de um apartamento em Balneário Camboriú, nesta quarta-feira (11).
A tentativa desesperada de ocultação de provas ocorreu durante o cumprimento de mandados da terceira fase da Operação Barco de Papel, que investiga um esquema de desvios bilionários no Rioprevidência envolvendo o Banco Master.
Segundo a investigação, Paganini não figurava entre os alvos iniciais da terceira fase da operação. Os mandados originais miravam a companheira do empresário. No entanto, a reação desesperada de arremessar o dinheiro pela janela, passou a ser investigado e teve celular apreendido.
Embora possua histórico empresarial originário no estado do Paraná, Paganini consolidou sua atuação no mercado imobiliário de luxo do litoral norte de Santa Catarina. A ironia do caso é que o edifício de onde os valores foram lançados, o Paganini Tower, integra o portfólio de empreendimentos ligados à própria família do empresário. A torre é um dos ativos que conectam o patrimônio físico do clã à área onde a operação policial se concentrou.
Dados corporativos levantados pela reportagem detalham a teia jurídica montada recentemente pelo empresário. Igor Paganini é sócio-administrador da Paganini Holding Ltda, empresa fundada em novembro de 2023 em Balneário Camboriú, com a finalidade de gerir participações societárias e instituições não-financeiras.
É através dessa holding e de outras sociedades de propósito específico (SPE) que ele gerencia seus ativos. Além da construtora, ele também figura como administrador de uma distribuidora de bebidas, a My Club Ltda, aberta em dezembro de 2024, datas que coincidem com o período em que o esquema do Rioprevidência já estava sob escrutínio das autoridades.
A Polícia Federal apreendeu a mala com os valores, que ficaram espalhados pela área comum do prédio após a queda. As autoridades agora investigam se a estrutura empresarial de Paganini foi utilizada para lavar dinheiro oriundo das operações financeiras fraudulentas, funcionando como um “banco paralelo” para os líderes do esquema.
A suspeita é que Paganini atuava na logística de ocultação de bens de Deivis Marcon Antunes, ex-presidente do Rioprevidência e principal alvo da operação. Além do dinheiro vivo, a PF apreendeu uma BMW X6 que estava em posse de pessoas ligadas ao grupo em Santa Catarina e busca uma Porsche ainda não localizada. A defesa do empresário não foi localizada até o momento.

Mesmo com as cotações de soja e derivados subindo na Chicago Board of Trade (CBOT), no Brasil a leguminosa não reage. Hoje foi comercializada, no Oeste baiano, a R$112,75, com queda de -0,66%.
O milho continua estacionado em R$58,67.
Somente no Sul do País, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul a deficiência no volume de chuvas tem pressão altista sobre a colheita do milho e sobre as cotações da soja, na maior parte em estágio de granação. Outro fator que pressiona os preços é a soja da Argentina, no Norte do País, importada para suprir a capacidade instalada do esmagamento nos três estados.

Nesta quarta-feira (11), a moeda norte-americana encerrou a R$ 5,1876 (-0,18%), menor valor de fechamento desde 28 de maio de 2024.
O Ibovespa (IBOV) avançava forte nesta quarta-feira, superando a marca de 190 mil pontos pela primeira vez, com as ações de Suzano e TIM entre os destaques de alta após a divulgação de resultados trimestrais e resultado da pesquisa Genial/Quaest indicando redução na diferença entre o presidente Lula e o senador Flávio Bolsonaro.
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O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) recorreu, nesta quarta-feira (11), ao Supremo Tribunal Federal (STF), em Brasília, para derrubar decisão do ministro Flávio Dino que suspendeu o pagamento dos penduricalhos ilegais nos Três Poderes, benefícios concedidos a servidores públicos e que não cumprem o teto remuneratório constitucional de R$ 46,3 mil. 

Na semana passada, Dino concedeu liminar para determinar que as verbas indenizatórias que não têm base legal devem ser suspensas no prazo de 60 dias.
No recurso, o TJSP alegou que o pagamento não pode ser suspenso antes de o Congresso aprovar regras para definir quais verbas indenizatórias podem ser admissíveis como exceção ao teto constitucional – R$ 46,3 mil – conforme determinado pelo ministro.
“Antes do decurso de prazo razoável a ser assegurado ao legislador para a adoção das medidas legislativas necessárias à regulamentação definitiva pendente não se mostra adequado estabelecer disciplina substitutiva geral, ou seja, não é possível à Suprema Corte, mediante decisão aditiva, fixar o regramento aplicável”, argumentou o TJSP.
“A suspensão generalizada de parcelas indenizatórias, antes da lei ordinária nacional prevista na Constituição, pode gerar assimetria federativa, comprometer irremediavelmente a administração da justiça, produzir efeitos financeiros irreversíveis e criar insegurança jurídica sistêmica”, disse o TJSP.
O plenário do Supremo Tribunal Federal marcou para o dia 25 de fevereiro o julgamento definitivo da decisão do ministro Flávio Dino que suspendeu o pagamento dos penduricalhos.
Veterano de 5 eleições, vencedor em 3, Lula da Silva conhece cada passo dessa estrada.
Pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (11) mostra que o presidente Lula (PT) segue à frente em todos os cenários de 1º turno da eleição presidencial, com o senador Flávio Bolsonaro (PL) consolidado na segunda posição como o principal adversário. É a primeira pesquisa que não inclui o governador de São Paulo, Tarcísio Freitas (Republicanos), entre os possíveis candidatos.
Foram testados sete cenários com oito candidatos. Os percentuais de intenção de voto de Lula variam entre 35% e 39%. Os de Flávio vão de 29% a 33%.
No cenário em que estão mais distantes, Lula fica oito pontos à frente. A menor diferença é de quatro pontos.
Felipe Nunes, Diretor da Quaest, afirma que os números consolidam Flávio como o principal candidato da oposição.
“A consolidação da candidatura de Flávio Bolsonaro nas pesquisas aconteceu pela sua capacidade de atrair o eleitor bolsonarista e o eleitor de direita não-bolsonarista. Seu desafio ainda é atrair o eleitor independente, que define a eleição. Lula continua muito forte entre lulistas e na esquerda e numericamente à frente entre os independentes”, afirma.
“Desde que foi indicado pelo pai, em dezembro, Flávio cresceu oito pontos no cenário que conta com Ratinho Jr., Aldo Rebelo e Renan Santos. Nesse mesmo período, Lula oscilou dois pontos pra baixo e Ratinho saiu de 13% para 7%”, diz Nunes.
Esta é também a primeira pesquisa após a filiação de Ronaldo Caiado ao PSD. O governador de Goiás deixou o União Brasil e agora forma um trio de possíveis presidenciáveis com os governadores do Paraná, Ratinho Júnior, e do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite.
Ratinho Júnior fica com 8% em seu melhor cenário. Caiado e Leite chegam a 4%.
O levantamento foi encomendado pela Genial Investimentos e ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 5 e 9 de fevereiro. A margem de erro é de 2 pontos para mais ou para menos e o nível de confiança é de 95%.
Lula e Flávio também aparecem à frente quando o critério é a rejeição. O percentual é praticamente o mesmo: 55% dizem que não votariam no senador e e 54% afirmam que não votariam no atual presidente. “A análise da rejeição dos candidatos também sugere uma eleição bastante competitiva”, afirma Felipe Nunes.
Ambos são também os candidatos mais conhecidos pelos eleitores. A rejeição de Flávio era de 60% em dezembro, quando anunciou que seria candidato. A de Lula era de 54% e se mantém no mesmo nível.
Veja os números de rejeição:
Pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (11) mostra que o presidente Lula (PT) continua à frente nos cenários de 2º turno, com vantagens que variam de cinco a 19 pontos.
A menor diferença é contra Flávio Bolsonaro (PL): Lula tem 43%, e o senador do PL, 38%. A diferença era dez pontos em dezembro, passou para sete em janeiro e agora é de cinco pontos.
“A pesquisa revela uma diminuição residual da vantagem. A diferença era de sete pontos no mês passado e passou para cinco”, afirma o diretor da Quaest, Felipe Nunes.
Com base em matéria do G1.globo.com

Zambetta numa sinuca de bico: se fica, cadeia; se viaja, cadeia também.
A Justiça da Itália retoma nesta quarta-feira (11) o processo de extradição da ex-deputada federal Carla Zambelli. A sessão ocorre após a 1ª Seção Penal da Corte de Apelação negar, na terça-feira (10), o recurso da defesa que solicitava a troca dos juízes responsáveis pelo caso.
Zambelli está detida em Roma desde 29 de julho de 2025 e possui duas condenações definitivas na justiça brasileira. A primeira refere-se à invasão de sistema, com pena de dez anos de reclusão por inserção de dados falsos no Conselho Nacional de Justiça (CNJ). A segunda condenação soma cinco anos e três meses de prisão pelos crimes de porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal.
O pedido formal de extradição foi enviado pelo Ministério da Justiça do Brasil às autoridades italianas em junho de 2025. No fim do mesmo ano, a ex-parlamentar renunciou ao mandato de deputada federal após determinação do Supremo Tribunal Federal (STF) para que seu suplente assumisse o cargo.
O que diz a defesa
Os advogados da ex-deputada alegaram falta de imparcialidade do colegiado presidido pela juíza Noemi Coraggio. Segundo a defesa, decisões anteriores e o indeferimento de produção de provas indicariam um posicionamento antecipado favorável ao envio da brasileira ao seu país de origem.
O pedido de substituição das magistradas foi rejeitado, e a defesa informou que pretende recorrer da decisão, tendo um prazo de 15 dias para a apresentação do recurso. O Ministério Público italiano já emitiu parecer favorável à extradição para o cumprimento das penas no Brasil.


A terceira fase da investigação sobre o Banco Master, de Daniel Vorcaro, investiga crimes contra o sistema financeiro relacionados à gestão de recursos da RioPrevidência, fundo de previdência do Estado do Rio de Janeiro.
Segundo a PF, os mandados foram expedidos pela 6ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro, com base em indícios de obstrução de investigações e de ocultação de provas.

A Defesa Civil de Luís Eduardo Magalhães divulga novo boletim com Alerta Amarelo para chuvas intensas nos próximos dias. O alerta tem início às 00h01 do dia 12 de fevereiro de 2026 e segue até às 23h59 do dia 13 de fevereiro de 2026 baseado nas informações do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET).
De acordo com o comunicado, estão previstas chuvas entre 20 e 30 milímetros por hora, podendo chegar a 50 milímetros por dia, além de ventos intensos com velocidade entre 40 e 60 km/h. Apesar de o alerta indicar baixo risco de ocorrências mais graves, há possibilidade de corte de energia elétrica, queda de galhos de árvores, alagamentos pontuais e descargas elétricas.
Instruções e cuidados
Em caso de rajadas de vento, a orientação é não se abrigar debaixo de árvores, devido ao risco de queda e de descargas elétricas. Também é recomendado não estacionar veículos próximos a torres de transmissão e placas de propaganda, que podem ser derrubadas pelos ventos.
Contatos de emergência Defesa Civil Municipal (77) 3628-5641, ou Corpo de Bombeiros Militar (77) 99926-5586.
Os preços da soja fecharam o pregão desta terça-feira (10), dia de novo relatório mensal de oferta e demanda do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), com altas de dois dígitos na Bolsa de Chicao, renovando suas máximas em alguns meses. Os ganhos variaram de 11,75 a 13 pontos nos principais contratos, levando o março a US$ 11,22 e o maio a US$ 11,37 por bushel.

O reporte foi bastante neutro, sem mudanças nem no quadro norte-americano e nem no global que pudessem motivar o avanço. Todavia, os futuros da oleaginosa subiram acompanhando o movimento forte do farelo de soja, que fechou o pregão com mais de 1% de alta, ainda refletindo o clima preocupante na Argentina – com altas temperaturas e falta de chuvas – e a possibilidade de uma demanda maior pela soja em grão dos EUA por parte da China, como declarou o presidente americano Donald Trump na última semana.
Ainda assim, a reação dos preços no mercado brasileiro é limitada e a comercialização no Brasil continua desafiadora, como explica o líder de inteligência de mercado da Grão Direto, Ruan Sene. Apesar das altas em Chicago, os prêmios estão pressionados e o dólar, enfraquecido, o que limita uma recuperação expressiva dos indicadores por aqui e, naturalmente, um significativo avanço da comercialização.

O aumento do fluxo de veículos nesse período exige mais atenção e responsabilidade de todos que circulam pelas vias.
A operação tem caráter educativo e preventivo, reforçando a importância da reeducação no trânsito, já que muitos motoristas perderam o hábito da movimentação das crianças e adolescentes no período de férias.
De acordo com a superintendente da Sutrans, Adriano Silva, ao longo da semana, estão sendo revitalizadas as faixas de pedestres em frente às escolas municipais, além da manutenção da sinalização vertical, com a substituição de placas danificadas ou caída.
“Os agentes de trânsito também estão atuando em diferentes escolas e bairros, auxiliando no controle do tráfego, especialmente nos momentos de embarque e desembarque dos alunos”, ressaltou.
A presença dos agentes contribui para organizar o trânsito e garantir mais segurança, principalmente na saída dos estudantes. A Operação Volta às Aulas reforça que um trânsito seguro depende da atenção, do respeito às normas e da colaboração de todos. Educar no trânsito é um compromisso diário para proteger vidas.

O ministro Carlos Vuyk de Aquino, do Superior Tribunal Militar (STM), concedeu nesta terça-feira (10) prazo de dez dias para que os advogados de Jair Bolsonaro apresentem defesa no processo que pede a expulsão do ex-presidente do Exército, em função da condenação na ação penal da trama golpista. 

A apresentação da defesa é o primeiro passo no andamento processual da ação na qual o Ministério Público Militar (MPM) pediu, no dia 3 de fevereiro deste ano, a perda da patente de Bolsonaro, que é capitão da reserva.
Após receber a manifestação de defesa do ex-presidente, o processo voltará para o gabinete do ministro. Não há prazo para julgamento do caso.
Se a perda da patente for decretada pelo STM, o salário que Bolsonaro recebe será repassado para a esposa ou filhas em forma de pensão.
O benefício é conhecido como “morte ficta” e está previsto na legislação das Forças Armadas desde 1960.
De acordo com a Constituição, o oficial das Forças Armadas pode ser expulso no caso de condenação criminal superior a dois anos de prisão por condenação criminal.
O ex-presidente foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 27 anos e três meses de prisão por ter liderado uma trama para se manter no poder mesmo depois de ter sido derrotado nas eleições de 2022.
Bolsonaro cumpre pena na Papudinha, como é conhecida a Sala de Estado Maior do 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília.
Além de Bolsonaro, o MPM também pediu a perda da patente dos generais da reserva Augusto Heleno, Paulo Sergio Nogueira, Braga Netto e o almirante Almir Garnier, que também foram condenados pelo Supremo.

Por Luís Carlos Nunes, em Caso de Política
A 1ª Vara de Fazenda Pública de Barreiras determinou, em decisão proferida no dia 4 de fevereiro de 2026, que a Prefeitura de Barreiras desocupe imediatamente o imóvel onde funciona o Centro de Referência de Assistência Social (CRAS III), localizado no bairro São Pedro. O edifício pertence a Ivan Nascimento Teixeira, irmão do atual prefeito Otoniel Nascimento Teixeira.
A decisão atende a um pedido de tutela de urgência em Ação Popular movida pelo vereador João Felipe (PCdoB), que comprovou sua legitimidade apresentando prova de capacidade eleitoral e exercício do cargo legislativo. O juiz Maurício Alvares Barra estipulou um prazo de 30 dias para a desocupação, sob pena de multa diária de até R$ 100 mil, valor que será revertido ao Fundo de Defesa dos Direitos Difusos.

O caso já vinha sendo acompanhado pela imprensa regional. Em 15 de janeiro de 2026, o portal Caso de Política revelou que a Prefeitura havia firmado uma “rescisão amigável” do contrato nº 214/2023 em 17 de janeiro de 2025, mas o CRAS III continuava funcionando no local. A reportagem evidenciou o que foi classificado como “manobra no papel”, levantando suspeitas de favorecimento a familiares do prefeito.
Além da ocupação irregular, o portal denunciou um apagão de dados no Portal da Transparência de Barreiras, dificultando o acesso a documentos oficiais. O cruzamento de informações com o Tribunal de Contas dos Municípios (TCM-BA) revelou que, entre 2018 e 2024, a família Teixeira recebeu R$ 281.233,27 em aluguéis pagos pelo erário, um indicativo de que o uso continuado do imóvel poderia gerar prejuízo direto ao patrimônio público.

“CRAS III em funcionamento no prédio de Ivan Nascimento Teixeira mesmo após rescisão oficial. Entre 2018 e 2024, a família Teixeira recebeu R$ 281.233,27 em aluguéis pagos pelo erário; a decisão judicial aponta que a permanência do imóvel sem contrato válido configura risco financeiro e desvirtua os princípios da Administração Pública
A análise investigativa indica que a situação não se trata de uma falha administrativa isolada, mas de um padrão de risco financeiro e legal que afeta a governança local. O cenário evidencia desalinhamento entre o uso de recursos públicos e o respeito às normas de transparência, reforçando a importância do acompanhamento por órgãos de controle e pela sociedade civil.
O juiz Maurício Alvares Barra destacou que a ocupação do imóvel sem contrato válido gera risco financeiro imediato à administração pública. Em trecho da decisão:
“A manutenção informal do uso de um bem particular por um ente público, após a rescisão de um contrato, carece de amparo legal e, em princípio, gera obrigação de indenização, representando potencial prejuízo ao erário.”
O magistrado ressaltou ainda que a conduta fere a Lei nº 14.133/2021, que proíbe participação de parentes de agentes públicos em contratações para evitar conflitos de interesse. Segundo ele, a tolerância com essa situação configura desvirtuamento dos princípios da Administração Pública – impessoalidade, moralidade e legalidade, previstos no artigo 37 da Constituição Federal.
Do ponto de vista jornalístico, a decisão evidencia que a permissividade com irregularidades cria um risco sistêmico, prejudicando a confiança da população na gestão pública e reforçando a necessidade de controle social ativo.
A decisão judicial determina a citação dos réus – o Município de Barreiras, o prefeito Otoniel Nascimento Teixeira e seu irmão Ivan Nascimento Teixeira – para apresentação de contestação em 20 dias. O Ministério Público também foi intimado para acompanhar o caso. A defesa do vereador João Felipe é conduzida por profissionais jurídicos especializados que acompanham todas as etapas da ação.
O magistrado classificou a situação como “aparente irregularidade e risco financeiro”, agravada pelo fato de o locador ser parente direto do chefe do Executivo, reforçando a necessidade de proteção imediata ao interesse público e ao patrimônio da cidade.
Em análise final, o caso de Barreiras representa um alerta sobre os impactos do nepotismo e do descumprimento de normas legais na administração municipal. O acompanhamento jornalístico investigativo evidencia não apenas os fatos, mas também os riscos de prejuízo contínuo ao erário, servindo como referência para futuras ações de controle e fiscalização em outras cidades.
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O Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu nesta terça-feira pelo afastamento cautelar do ministro Marco Buzzi, acusado de importunação sexual. Ele é alvo de duas apurações após denúncias apresentadas por mulheres em depoimentos ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Na manhã de hoje, ele já havia apresentado um pedido de licença pelo período de 90 dias, por motivo de saúde.
Enquanto estiver afastado, Buzzi ficará impedido de utilizar seu local de trabalho, veículo oficial e demais prerrogativas inerentes ao exercício da função, segundo a decisão do STJ.
“O Pleno do Superior Tribunal de Justiça, reunido em sessão extraordinária realizada nesta terça-feira (dia 10), deliberou, por unanimidade, pelo afastamento cautelar do ministro Marco Aurélio Gastaldi Buzzi em sindicância já instaurada para apuração dos fatos a ele atribuídos. O afastamento é cautelar, temporário e excepcional. Neste período, o Ministro ficará impedido de utilizar seu local de trabalho, veículo oficial e demais prerrogativas inerentes ao exercício da função”, diz nota divulgada pelo tribunal.

O portal ICL Notícias apurou que a crise entre a ex-primeira-dama Michelle e os filhos mais velhos do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL-RJ) escalou e é tida como sem precedentes dentro do PL (Partido Liberal), o que pode ameaçar os planos da campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à presidência.
Até o momento há total incerteza sobre a agenda de eventos que o partido preparava para Michelle. O partido não sabe, ao certo, quando poderá contar com a presença de Michelle novamente e, se ela, realmente, irá trabalhar por Flávio.
O primeiro evento de 2026 seria em Tocantins no início de fevereiro e já foi cancelado. Em dezembro, ela cancelou um outro encontro do PL Mulher no Rio de Janeiro. O episódio mais recente é a definição de que a deputada federal Caroline de Toni (PL-SC) não poderá disputar o Senado pelo partido porque a vaga será de Carlos Bolsonaro (PL-RJ).
Já a outra vaga ficará com Esperidião Amin, aliado do governador Jorginho, que irá disputar a reeleição no estado. Com isso, Caroline deve ir para o partido Novo. Entre os posts recentes de Michelle, ela segue em campanha por sua aliada. “Nossa senadora Caroline de Toni”, escreveu a ex-primeira-dama, ao compartilhar uma imagem feita com inteligência artificial e postada pela deputada.
A opção por Carlos em detrimento de Caroline só inflou ainda mais a briga dos Bolsonaro que já vinha em profundo desgaste desde o fim de 2025 quando o ex-presidente escolheu o filho mais velho, o senador Flávio, para concorrer à Presidência e sequer comunicou à Michelle, que ficou muito irritada por ter ficado sabendo da decisão por meio do comunicado público do enteado. Especula-se sobre como ficará a situação quando o período da campanha estiver autorizado e Michelle aparecer com Caroline.
Segundo interlocutores da família Bolsonaro, Michelle cultivava o desejo de disputar a Presidência da República mesmo com um veto do marido. Ela vinha mantendo as viagens e eventos ao longo de 2025 até que começou a entrar em atrito com os enteados após a prisão de Bolsonaro e o momento em que Flávio tomou a frente das negociações.
Em novembro, integrantes do partido se reuniram para discutir a situação depois da prisão de Bolsonaro e Michelle discursou defendendo a união do grupo. Flávio Bolsonaro chegou pouco depois que ela terminou e logo avisou: “Michelle, eu tô nisso desde 2002, coordenando as campanhas do meu pai. Então quem fala em nome do meu pai sou eu”.
Na sequência, Michelle esteve no Ceará e criticou a aproximação do PL com Ciro Gomes, antigo desafeto do grupo. Primeiro, ela foi repreendida publicamente pelos filhos de Bolsonaro e por integrantes do PL. No entanto, após uma reunião do partido, todos recuaram do acordo com Ciro. Dias depois, porém, veio o anúncio do nome de Flávio e a tensão na família se aprofundou.

O Hospital do Oeste (HO), complexo hospitalar vinculado ao Governo do Estado e administrado pelas Obras Sociais Irmã Dulce (OSID), no município de Barreiras informa que foi recebido na noite de domingo (08), um paciente com identidade ignorada. Ele está na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e o Serviço Social está a disposição para ajudar encontrar a família.
O paciente foi vítima de agressão física sendo encontrado e atendido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), em via pública na cidade de Barreiras, na Praça Joaquim Neto no bairro Vila Brasil. Aparenta ter acima de 30 anos, cor parda e sem tatuagens.
Telefone para contato – (77) 98137-5797, (77) 8115-8698 ou (71) 98155-5710

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) na Bahia dará início à Operação Carnaval 2026, inserida no contexto da Operação Rodovida, com atuação entre os dias 13 e 18 de fevereiro, período que concentra os maiores fluxos de veículos do mês nas rodovias federais que cortam o estado, em razão das deslocações típicas do feriado carnavalesco. A operação contará com reforço do efetivo e fiscalização estratégica baseada na análise de dados, com foco na redução da sinistralidade e na preservação de vidas.
Durante o período carnavalesco, a PRF intensificará a fiscalização em pontos críticos, identificados a partir de elevados índices de sinistros e do aumento expressivo do fluxo de veículos. As ações terão atenção especial às BRs 324, 116, 101 e 242, rodovias que tradicionalmente registram grande movimentação durante o Carnaval.
Os dias de maior fluxo são a sexta-feira, marcada pela saída para o feriado, e o período de retorno concentrado na terça-feira de Carnaval e na quarta-feira de cinzas. Esses dias são marcados por intenso deslocamento de foliões em direção à capital e aos municípios do interior. A BR-324 se destaca como um dos principais corredores rodoviários do estado, concentrando elevado volume de veículos tanto de pessoas que se dirigem a Salvador para os festejos quanto daquelas que deixam a capital em busca de destinos mais tranquilos.
Infrações de risco e foco da fiscalização
A PRF dará atenção especial às condutas de risco, diretamente associadas às principais causas de sinistros graves e fatais nas rodovias federais. Em 2026, até o momento, já foram registradas 3.181 autuações por ultrapassagens indevidas, uma das infrações mais perigosas no trânsito.
Os números também chamam atenção para o excesso de velocidade, com 2.712 autuações registradas no estado (2.203 por até 20% acima do limite permitido, 475 entre 20% e 50% e 34 acima de 50%). Outras infrações relevantes incluem dirigir veículo em mau estado de conservação, comprometendo a segurança viária, com 844 registros, além do não uso do cinto de segurança, que somou 1.467 autuações, considerando condutores e passageiros.
Álcool e direção: fiscalização reforçada com uso do etilômetro
Por se tratar de um período festivo, a Polícia Rodoviária Federal dará atenção especial e rigorosa à fiscalização da ingestão de álcool por condutores, uma vez que a combinação de álcool e direção está entre os principais fatores de risco para sinistros graves.
Durante a Operação Carnaval 2026, todos os condutores que passarem pelas fiscalizações da PRF serão submetidos ao teste de alcoolemia, realizado por meio do etilômetro, popularmente conhecido como bafômetro. A medida visa coibir a condução sob efeito de álcool e reforça a política de tolerância zero, com foco na preservação da vida e na segurança de todos os usuários das rodovias.
Sinistros e trechos mais críticos
Em 2026, até o momento, foram registrados 427 sinistros nas rodovias federais da Bahia. Entre as principais causas destacam-se o acesso à via sem observância da presença de outros veículos, reação tardia ou ausência de reação do condutor, velocidade incompatível, falhas mecânicas, transitar na contramão, ultrapassagens indevidas e ingestão de álcool.
Esses sinistros se concentraram principalmente em rodovias que têm o fluxo intensificado durante o período carnavalesco:
BR-116: 109 sinistros (25,5%)
BR-324: 99 sinistros (23,2%)
BR-101: 94 sinistros (22,0%)
BR-242: 33 sinistros (7,7%)
Fluxo de veículos
Durante a Operação Carnaval 2025, a BR-324 foi a rodovia com maior fluxo de veículos no estado. Na quinta-feira (27/02), véspera da saída para o feriado, foram registradas 48.564 passagens de veículos. Já na sexta-feira de Carnaval (28/02), o fluxo atingiu 59.749 veículos, representando um aumento aproximado de 23% em relação ao dia anterior.
É importante destacar que, tradicionalmente, o mês de fevereiro já apresenta fluxo elevado na BR-324, em razão das festas pré-carnavalescas realizadas na capital baiana. Ainda assim, observa-se uma intensificação significativa da movimentação durante o período oficial do Carnaval, especialmente nos dias de saída e retorno.
Na quarta-feira de cinzas, marcada pelo fluxo de retorno dos foliões, foram contabilizadas 57.872 passagens de veículos na BR-324, confirmando o impacto expressivo do período carnavalesco na mobilidade rodoviária e a necessidade de reforço da fiscalização e do policiamento ostensivo nesse corredor.
Orientação e prevenção
Além da fiscalização, a Polícia Rodoviária Federal intensificará ações de orientação e prevenção, alertando os condutores sobre a importância do planejamento da viagem, da manutenção preventiva do veículo, do respeito aos limites de velocidade, da utilização do cinto de segurança por todos os ocupantes e do uso correto de dispositivos de retenção para crianças.
A PRF reforça que a vida é prioridade e orienta os motoristas a adotarem comportamentos responsáveis ao volante, sendo proibido o consumo de álcool antes de dirigir, realizando ultrapassagens apenas em locais permitidos e mantendo atenção redobrada durante todo o deslocamento. Em caso de emergência, o telefone 191 está disponível 24 horas por dia.

O dólar fechou em queda de 0,61%, cotado a R$ 5,187, nesta segunda-feira (9), e renovou a mínima em quase dois anos. A última vez em que a moeda americana esteve nesse patamar foi em 28 de maio de 2024, há quase 21 meses, quando encerrou o dia a R$ 5,160.
A moeda se desvalorizou em meio a um cenário global de maior apetite ao risco. O movimento foi desencadeado por um alerta de autoridades chinesas a instituições financeiras do país para reduzirem a exposição a títulos do Tesouro dos Estados Unidos, os Treasuries.
No cenário doméstico, a participação do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, em um evento promovido pela ABBC (Associação Brasileira de Bancos) também influenciou o pregão.
A Bolsa, por outro lado, avançou 1,89%, aos 186.407 pontos, segundo dados preliminares, impulsionada pelo desempenho positivo de Vale e dos bancos. É a primeira vez que o Ibovespa, índice de referência do mercado acionário brasileiro, fecha acima dos 186 mil pontos.
O pregão repercutiu um alerta da China para que bancos limitem a compra de Treasuries, os títulos do Tesouro americano, em meio a dúvidas crescentes sobre a atratividade dos ativos dos Estados Unidos.
Segundo a Bloomberg, reguladores chineses aconselharam instituições financeiras a reduzir a exposição a esses papéis devido a preocupações com concentração de risco e volatilidade. Autoridades pediram que os bancos limitem novas aquisições de títulos do governo americano e orientaram instituições com maior exposição a reduzir suas posições.
O Banco Popular da China e a Administração Nacional de Regulação Financeira não comentaram o assunto.
“Esse movimento pressionou o dólar, uma vez que o maior comprador de Treasuries —e grande gerador de demanda por dólares— reduziu sua atuação”, diz Higor Rabelo, especialista da Valor Investimentos.
No cenário internacional, a moeda também desvalorizou, com o índice DXY, que mede o desempenho do dólar frente a outros seis fortes moedas, caindo 0,80%. No último dia 29, o dólar já havia fechado cotado a R$ 5,194, mínima anual da moeda até então.
Para Paula Zogbi, estrategista-chefe da Nomad, a valorização do real durante o dia é reflexo de um bom momento em 2026. “O desempenho está apoiado em boas perspectivas para mercados emergentes, na expectativa de cortes da taxa Selic nas próximas reuniões (mantendo um diferencial de juros com os EUA atrativo) e no movimento generalizado de diversificação global para fora dos EUA”.
Ainda no cenário internacional, o PLD (Partido Liberal Democrático), sigla da primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, conquistou 316 assentos na Câmara Baixa, resultado muito além dos 233 necessários para garantir a maioria simples, segundo os dados coletados pela emissora pública NHK.
Com a vitória, o PLD fortaleceu seu poder, uma vez que governa o país de maneira quase ininterrupta desde 1955. As ações japonesas atingiram níveis recordes após o resultado, com o índice Nikkei avançando 3,9%, a 56.363 pontos.
Para Bruno Perri, economista-chefe e sócio-fundador da Forum Investimentos, episódio também impactou a Bolsa brasileira. “Os resultados da eleição japonesa que trazem ao país um panorama de expansão fiscal e cortes de impostos ajudaram a impulsionar o apetite global por risco”, diz.
Com um maior controle fiscal, cresce a previsão de uma política monetária menos restritiva, o que favorece ativos de risco.
Perri também destaca que o movimento de rotação global, que favorece mercados emergentes, impulsionando a Bolsa. Segundo levantamento da consultoria Elos Ayta, o volume aportado por investidores estrangeiros na B3 em janeiro deste ano superou a soma total do ano de 2025.
No ambiente doméstico, falas de Gabriel Galípolo, presidente do BC, repercutiram entre os investidores ao sinalizarem uma condução gradual da política monetária brasileira pela autarquia.
“A gente está numa situação diferente do que estávamos naquele momento quando a gente concluiu a alta (dos juros)… Mas também esta não é uma volta da vitória, porque justamente a gente ainda tem dados que mostram uma resiliência econômica, por isso que a gente está falando de um ajuste”, afirmou em evento, em São Paulo.
A fala está em linha com a ata do Copom divulgada na semana passada. O documento sinalizou um possível corte da taxa Selic em março, após melhora do cenário inflacionário, mas destacou a necessidade de manter os juros em patamar elevado até que o processo de convergência da inflação ao centro da meta esteja consolidado.
O alvo central de inflação do Banco Central é de 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Para analistas, a ata reforçou a perspectiva de início do ciclo de cortes, mas deixou em aberto o ritmo do afrouxamento monetário, que seguirá dependente dos dados.
Alexandre Viotto, chefe de banking da EQI Investimentos, afirma que o discurso de Galípolo transmitiu uma mensagem de controle. “A leitura predominante é de que o ciclo de cortes de juros deve ser suave —não se espera, por exemplo, reduções agressivas de 0,5 ponto percentual em sequência”.
O comportamento deve beneficiar o chamado “carry trade” brasileiro. Nele, pega-se dinheiro emprestado a taxas mais baixas, como a dos EUA, para investir em ativos com alta rentabilidade, como a renda fixa brasileira. Assim, quanto mais atrativo o carry trade, mais dólares tendem a entrar no Brasil.
A temporada de balanços também seguiu no radar de analistas. Após Santander, Itaú e Bradesco, o BTG Pactual divulgou seus resultados do quarto trimestre de 2025.
O banco registrou alta anual de 40,3% no lucro, alcançando R$ 4,6 bilhões no período, levemente acima da expectativa de R$ 4,56 bilhões apurada pela LSEG.
Também estão previstos para esta segunda-feira os balanços de BB Seguridade, Motiva e Banco Pan.
Cotações agrícolas
No Oeste baiano, a cotação da soja andou na contramão de Chicago, caindo 1,30% para R$113,50. A soja negociada em balcão permaneceu em R$112,67.
O milho deu sequência a perdas valendo hoje R$58,67 (-1,12%).
A arroba do algodão pluma manteve os preços de R$115,33.
A saca de café arábica tipo seis deu novo pulo para trás, valendo hoje R$1.840,00 (-3,41%).
O feijão carioca da melhor qualidade, depois do salto positivo na semana que passou, valeu hoje R$ 310,00 (-1,59%)

Por Luís Carlos Nunes, em Caso de Política.
A Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2026 de Barreiras é mais do que um documento contábil. Ela funciona, na prática, como uma confissão de insolvência. O prefeito Otoniel Teixeira, ao seguir fielmente a cartilha de seu padrinho político, Zito Barbosa, selou um destino sombrio para a cidade: o isolamento institucional.
Ao se recusar a buscar diálogo com o Governo do Estado e com a União em busca de convênios a fundo perdido ou financiamentos estruturantes, a gestão opta por outro caminho. Prefere a chamada “escravidão financeira”, baseada em empréstimos bancários sucessivos. O resultado é uma prefeitura que trabalha para os bancos, e não para o povo.
Para que o leitor do Portal Caso de Política compreenda a dimensão do problema, é necessário explicar o conceito de “bola de neve” no setor público. Esse fenômeno ocorre quando um governante contrata novos empréstimos para pagar parcelas de dívidas antigas. Em termos simples, é como usar um cartão de crédito novo para quitar a fatura do anterior.
Em Barreiras, essa bola de neve atingiu um estágio crítico. A prefeitura paga juros sobre juros. O dinheiro arrecadado em impostos não se transforma em investimentos na eudcação, medicamentos, asfalto ou serviços públicos. Ele é drenado pelo chamado Serviço da Dívida. À medida que os juros se acumulam, o estoque da dívida cresce mais rápido do que a arrecadação municipal. Assim, o colapso deixa de ser hipótese e passa a ser questão de tempo.
A gestão municipal tenta vender a narrativa de que o pedido de R$ 140 milhões em empréstimos à Câmara Municipal tem como objetivo ampliar os investimentos. No entanto, os documentos oficiais desmontam essa versão.
Na página 102 (Código 843) e na página 150 da LOA 2026, está registrado um compromisso inadiável: Barreiras precisa pagar R$ 105.912.630,00 em 2026, referentes à amortização e aos juros de dívidas já contraídas.
Nesse cenário, mesmo que o prefeito consiga autorização do Legislativo para elevar a dívida pública em mais R$ 140 milhões, o destino do dinheiro é claro. Cerca de 75,6% desse valor será usado apenas para quitar débitos antigos. Na prática, o saldo real de recursos “novos” não passa de R$ 34,1 milhões.
A própria prefeitura detalha na LOA os compromissos de investimento previstos para 2026 (página 20):
– Conclusão do Hospital Municipal: R$ 10 milhões
– Infraestrutura urbana: R$ 60 milhões
O total necessário é de R$ 70 milhões.
No entanto, como o saldo efetivo do empréstimo é de apenas R$ 34,1 milhões, já existe um rombo de R$ 35,9 milhões logo no primeiro dia de janeiro de 2026. Ou seja, mesmo com a aprovação do empréstimo, o prefeito não dispõe de recursos suficientes para cumprir o que ele próprio colocou no papel.

Obras do futuro Hospital Municipal: empreendimento que já pode ter consumido cerca de R$ 80 milhões caminha para um modelo de Parceria Público-Privada (PPP), com investidores do mercado financeiro ligados à B3, enquanto a prefeitura mantém distância de alternativas de cooperação com Estado e União. Foto: DIRCON Barreiras
O caso mais emblemático da irresponsabilidade administrativa é o Hospital Municipal Edsonnina Neves de Souza, obra que já pode ter consumido R$ 80 milhões. Enquanto cidades do mesmo porte buscam parcerias para transformar suas unidades em Hospitais Universitários (HUs), onde a União assume custos de pessoal e manutenção, Barreiras insiste em carregar esse sozinha o fardo desse grande e pesado elefante branco.
Essa recusa em dialogar com o Governo da Bahia e com o Governo Federal, motivada por uma “birra política” herdada de Zito Barbosa, tem preço e consequências elevadas. A prefeitura gasta milhões em custeio que poderiam ser assumidos pelo SUS ou pelo Ministério da Educação, por meio da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH). Em vez de buscar esse caminho, Otoniel Teixeira opta por endividar ainda mais o contribuinte. O instrumento escolhido é o FINISA, da Caixa Econômica Federal, que opera com juros de mercado. Trata-se de uma gestão que privilegia o lucro dos bancos, em detrimento do alívio do caixa municipal.
Documentando o caos: risco de atraso salarial e calote
A LOA 2026 expõe as vísceras de uma prefeitura operando no limite. A despesa com pessoal está fixada em R$ 506.382.580,00 (página 10). Esse valor transforma o fluxo de caixa em uma verdadeira corda bamba.
Caso o empréstimo de R$ 140 milhões não seja liberado a tempo – ou seja simplesmente negado -, a prefeitura terá de retirar R$ 105,9 milhões de outras fontes para honrar as parcelas bancárias. Esses débitos são automáticos e obrigatórios. O ajuste ocorrerá nos chamados “Restos a Pagar”.
Na prática, empresas responsáveis pela merenda escolar, limpeza urbana, saúde e obras públicas deixarão de receber. O resultado imediato é a paralisação de serviços essenciais. Tecnicamente, trata-se de “Restos a Pagar sem Disponibilidade Financeira”. Em linguagem direta: calote.
Com o caixa drenado para pagar bancos, o pagamento do 13º salário e do terço de férias entra em zona de risco máximo. Qualquer frustração na arrecadação do ICMS ou do FPM pode resultar em atraso salarial. O servidor público de Barreiras, de todas as categorias, passa a garantir com o próprio salário – e suor -, o pagamento das dívidas acumuladas – principalmente – ao longo dos últimos oito anos.
É essencial que a população e o Legislativo compreendam um ponto central. A autorização dos R$ 140 milhões não resolve o problema estrutural. Ela apenas adia o desastre.
Barreiras entrou em um ciclo de dependência de crédito. A cidade já não consegue se sustentar com o que arrecada, pois a “herança maldita” do endividamento descontrolado consome sua capacidade de investimento. Ao manter o muro erguido contra o Estado e a União, Otoniel Teixeira condena o município a viver de aparência, sustentado por boletos bancários que serão pagos pelas próximas gerações.
O orçamento de 2026 é um castelo de cartas. Se o empréstimo não vier, o governo pode parar. Se vier, a dívida pode dobrar e a bola de neve vira avalanche. Não há saída honrosa sem austeridade, transparência e, sobretudo, o fim do isolacionismo político que transformou a prefeitura em um balcão de negócios bancários.
Dados oficiais extraídos da LOA 2026 – Município de Barreiras/BA
– Encargos gerais/dívida (páginas 102 e 150): R$ 105.912.630,00
– Despesa de pessoal (página 10): R$ 506.382.580,00
– Investimentos fixados (página 10): R$ 143.772.060,40
– Receita de operações de crédito (página 2): R$ 70.000.000,00

O mercado da soja começa a semana com preços em queda na Bolsa de Chicago. Por volta de 7h20 (horário de Brasília) desta segunda-feira (9), os futuros da oleaginosa perdiam de 6 a 6,75 pontos nos contratos mais negociados, levando o março a US$ 11,09 e o maio a US$ 11,22 por bushel.
As cotações, embora firme nos patamares acima dos US$ 11,00 por bushel novamente, realizam lucros depois das altas intensas da última semana. As declarações do presidente americano sobre a China comprando mais soja nos EUA deram um impulso significativo ao mercado, porém, a semana começa com ajustes e movimentos técnicos.
O USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) traz seu novo boletim mensal de oferta e demanda nesta semana, o que deixa os mercados mais cautelosos e na defensiva, alinhando suas posições antes dos novos números. E ainda neste mês, o USDA traz também as primeiras projeções para a safra 2026/27, o que também deverá mexer com o ânimo dos traders.
No paralelo, continua o monitoramento da chegada da nova safra da América do Sul, do comportamento dos derivados – com forte alta do óleo e forte queda do farelo nesta segunda – e os preparativos da China para o feriado do Ano Novo Lunar, de 17 a 23 de fevereiro.

A Polícia Federal conseguiu acessar os dados do telefone celular de Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, após submeter o aparelho a uma ferramenta especializada de quebra de criptografia. O dispositivo, um modelo recente da linha iPhone, teve seu conteúdo desbloqueado mesmo após o banqueiro se recusar a fornecer a senha durante depoimento às autoridades.
As informações extraídas estão em fase de organização e devem ser encaminhadas aos órgãos responsáveis pela investigação, relata Gustavo Uribe, da CNN Brasil.
O celular apresentava não apenas a criptografia padrão, mas também uma camada adicional de proteção, o que exigiu o uso de softwares específicos da Polícia Federal. As ferramentas utilizadas têm capacidade de acessar conteúdos protegidos e também de recuperar dados que haviam sido apagados do aparelho, ampliando o alcance da perícia técnica.
Nos últimos meses, a Polícia Federal passou a contar com novos sistemas desenvolvidos para romper criptografias avançadas, especialmente em modelos mais recentes de smartphones. Esses recursos vêm sendo empregados em investigações complexas que envolvem análise detalhada de comunicações, arquivos e registros digitais armazenados em dispositivos eletrônicos.
O material obtido no celular de Vorcaro deverá ser compartilhado com o Supremo Tribunal Federal e com a Procuradoria-Geral da República. Além disso, o ministro Dias Toffoli, do STF, deve autorizar o envio dos dados à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito do INSS, que apura possíveis irregularidades relacionadas ao caso.
Daniel Vorcaro está previsto para prestar depoimento à CPMI no dia 19, após o feriado de carnaval. A defesa do banqueiro já sinalizou que pretende restringir o alcance das respostas que serão apresentadas ao colegiado parlamentar, limitando os temas abordados durante a oitiva.
A investigação conduzida pela Polícia Federal envolve suspeitas de irregularidades atribuídas ao Banco Master e também apura se o empresário teria pressionado autoridades com o objetivo de evitar a liquidação da instituição financeira. O conteúdo extraído do celular é considerado peça central para o avanço das apurações em curso.
Editado pelo Brasil247


Segundo a polícia, ele liderava rede de exploração sexual de crianças e adolescentes. Piloto da Latam preso em operação nesta segunda-feira começou a abusar de uma das vítimas com 8 anos. Segundo Ivalda Aleixo, diretora do DHPP, ele levava as vítimas para motéis com documentos falsos.
A Polícia Civil afirma que o piloto Sérgio Antônio Lopes, de 60 anos, preso dentro de um avião no Aeroporto de Congonhas, na Zona Sul de São Paulo, estuprava crianças sempre que tinha contato físico com elas. A informação é da delegada Ivalda Aleixo, diretora do Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), responsável pela investigação.
Segundo a delegada, uma das vítimas sofreu agressões recentes. “Quando ele tinha contato físico com as crianças, ele as estuprava. Uma das vítimas está toda machucada, ele bateu nela na semana passada em um motel”, afirmou.
A investigação, que durou três meses, aponta que o suspeito é o principal responsável por uma rede de exploração sexual infantil. “Tudo aponta que ele é o líder, o dono dessa rede de exploração de pornografia infantil”, disse Ivalda.
De acordo com a polícia, o piloto mantinha contato direto com algumas vítimas e usava documentos falsos para levá-las a motéis. “
Ele tinha contato com algumas das vítimas e na verdade as levava até para motel com RG de pessoas maiores de idade. Os RGs não eram delas”, explicou a delegada.
Entre as vítimas identificadas estão três irmãs, netas da mesma avó, que também foi presa temporariamente. Segundo a polícia, uma delas começou a ser abusada ainda na infância. “Uma delas ele começou a abusar com oito anos, hoje ela está com 12 e 13 anos”, afirmou Ivalda. Outra vítima, segundo a investigação, acabou de completar 18 anos.
Operação
O piloto foi preso na manhã desta segunda-feira (9). Ele já estava na cabine da aeronave, que ia para o aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro, quando foi abordado pelos policiais civis. A operação, batizada de Apertem os Cintos, investiga, entre outros crimes, estupro de vulnerável, favorecimento da prostituição e exploração sexual de criança e adolescente.
Segundo as investigações da 4ª Delegacia de Repressão à Pedofilia do Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), Sérgio é suspeito de participar da rede de exploração de pornografia infantil e estupro de vulnerável há pelo menos oito anos.
Segundo a polícia, o piloto tem 60 anos e há ao menos oito participa do esquema de pornografia infantil e estupro de vulnerável. Ele teria “comprado” três meninas de 10, 12 e 14 anos, netas de uma mulher de 55 anos, que também foi presa durante operação realizada nesta manhã. A reportagem tenta contato com a defesa dos suspeitos.
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Com apoio do centro, da centro-direita e até de conservadores, o socialista António José Seguro, de 63 anos, venceu o pleito com 3.482.481 votos (66,82%), um recorde absoluto na história do país, contra os 1.729.381 votos (33,12%) de seu adversário.
Com 99,20% dos votos apurados, Seguro foi vitorioso em todos os distritos e regiões autônomas, mas Ventura lidera entre os eleitores que vivem fora do país — ainda faltam ser computados os votos de sete consulados.
Em seu discurso, o presidente eleito pregou a união, condenou a xenofobia e defendeu harmonia com o primeiro-ministro conservador Luís Montenegro.
“Os vencedores desta noite são os portugueses e a democracia”, afirmou. Já Ventura deu ares de vitória à derrota, afirmando que o Chega “lidera a direita em Portugal” e que governará o país em breve.


O ano letivo começa nesta terça-feira (10/02) para os mais de 22 mil estudantes matriculados na rede municipal de ensino de Luís Eduardo Magalhães. A expectativa é grande para todos. Após participarem de treinamentos na semana pedagógica, o corpo docente do município e os profissionais ligados à educação estão prontos para o acolhimento das crianças e adolescentes.
A partir deste ano, todos os alunos da rede municipal receberão kits completos já nos primeiros dias de aula. De acordo com o secretário de Educação, Jefferson Café, cada unidade se organizará a partir do primeiro dia para a entrega de todo o material.
No kit uniforme, os estudantes receberão 02 blusas, 01 calça, 01 bermuda/shot, 01 moletom e 01 par de tênis. E não para por aí, a Prefeitura de Luís Eduardo Magalhães através da secretaria municipal de Educação em mais um ano incrementou o kit material escolar que contém mais de 30 itens.
Para os estudantes da educação infantil a mochila vem com massinha de modelar, tinta, giz de cera, lápis de cor, materiais lúdicos e outros itens.
Já para o Ensino fundamental, a mochila carrega agenda, cadernos, canetas, lápis, borracha, estojo e outros materiais. O secretário destaca ainda a ampliação da rede:
“Para este ano, temos três novas unidades, totalizando 44 escolas no município. São duas unidades em tempo integral com ensino bilíngue e outra de educação infantil”, afirma o Secretário.
A Prefeitura de Luís Eduardo Magalhães avança no pioneirismo na Bahia e reforça a educação pública de qualidade com a implantação das Escolas Municipais Bilíngues (Português–Inglês).
A Escola Municipal Caio Felippe Miranda de Oliveira atenderá alunos do Ensino Fundamental I (1º ao 5º ano), enquanto a Escola Municipal Adélia de Moraes Cassins ofertará vagas para os anos finais (6º ao 9º ano).

O senador Otto Alencar (PSD-BA) passou por um procedimento cardíaco no sábado (7), após apresentar um quadro de bradicardia. A informação foi confirmada pela assessoria de comunicação e imprensa do parlamentar.
De acordo com a assessoria, Otto Alencar se sentiu mal no retorno de uma agenda política realizada no município de Lapão, no interior da Bahia. Após ser submetido a exames médicos, foi diagnosticada a alteração no ritmo cardíaco, o que levou à indicação de um procedimento preventivo para a implantação de um marca-passo.
A cirurgia foi realizada no Hospital Aliança, em Salvador, e transcorreu com sucesso. O senador encontra-se bem, clinicamente estável, e permanece em observação na UTI Cardíaca, seguindo todos os protocolos médicos recomendados.
Ainda não há informações sobre previsão de alta ou retomada da agenda oficial do parlamentar.

O governo de Luiz Inácio Lula da Silva não irá aceitar a proposta dos EUA no setor de terras raras para a criação de uma reserva de mercado aos americanos. A avaliação é de que o projeto submetido nesta semana limita a autonomia do país na administração e destino dos minérios e perpetua uma assimetria no setor considerado como estratégico.
Nesta semana, o governo Trump apresentou a cerca de 50 países a ideia do lançamento de uma aliança para conter o peso da China no setor de terras raras e criar um mercado preferencial entre fornecedores e o mercado americano.
O ICL Notícias revelou com exclusividade o rascunho da proposta apresentada por Washington e que foi enviada ao Brasil.
Em resumo, a Casa Branca queria um compromisso dos governos para que as reservas no Brasil e em outros locais sejam preservadas para o consumo dos EUA.
Um segundo aspecto é a garantia de que esses países, inclusive o Brasil, não privilegiem o comércio com a China.
A Argentina aceitou, assim como outros 13 países. Mas, para o governo brasileiro, tal proposta “não faz sentido”. O que Brasília quer saber é o que os EUA têm a oferecer e insiste que “não está desesperado”.
O governo considera que é o Brasil que tem os minerais cobiçados pelos EUA e que quer evitar uma relação assimétrica na qual o país se limitaria a ser um vendedor de matéria prima.
Para o Palácio do Planalto, a aposta é que o setor de minérios será tão estratégico que os investidores vão buscar um equilíbrio para também atender às demandas do país onde estão as reservas.
Entre os pontos centrais do pacto está a criação de um sistema de controle de preços, a garantia de que barreiras não serão estabelecidas e que um acesso seja estabelecido às reservas do país que aceite o entendimento com a Casa Branca.
Segundo o pacto:
Os participantes comprometem-se a intensificar os esforços de cooperação para acelerar o abastecimento seguro de minerais críticos necessários para apoiar a fabricação de tecnologias de defesa e avançadas e suas respectivas bases industriais. Isso inclui o aproveitamento de instrumentos políticos existentes, como a infraestrutura de demanda e estocagem industrial dos Estados Unidos e as reservas estratégicas do [País X].
Há ainda o compromisso de que haja um licenciamento acelerado das zonas de exploração:
Os participantes estão tomando medidas para acelerar, simplificar ou desregulamentar os prazos e processos de licenciamento, incluindo a obtenção de licenças para mineração, separação e processamento de minerais críticos e terras raras dentro de seus respectivos sistemas regulatórios nacionais, em conformidade com a legislação aplicável.
Um dos trechos ainda revela o compromisso dos governos “parceiros” em mapear suas reservas e fornecer os dados aos EUA.
“Participantes pretendem cooperar para auxiliar no mapeamento de recursos minerais no [País X], nos Estados Unidos e em outros locais mutuamente determinados para apoiar cadeias de suprimentos diversificadas de minerais críticos”, afirma o acordo.
O governo brasileiro admite que, durante o encontro entre Lula e Trump em março na Casa Branca, o tema será colocado sobre a mesa pelos EUA. O Brasil já indicou que está disposto a dialogar. Mas desde que não seja nessas bases. O governo ainda não quer que esse tema seja usado como barganha para a retirada de tarifas contra produtos brasileiros que o Itamaraty consideram que são injustificadas.
Além disso, o Brasil quer garantias de que haja um fluxo de investimentos no país para evitar que a economia nacional seja apenas fornecedora de matéria-prima para a produção de alta tecnologia dos EUA.
Sem a possibilidade de aceitar o pacote apresentado nesta semana, o Itamaraty quer apostar num acordo bilateral.
Nesse aspecto, a ideia é a de criar uma situação na qual os americanos poderiam investir, processar e comprar os frutos do processamento. E não apenas levar os minérios e, depois, revender ao Brasil tecnologia.
O Brasil ainda quer manter seu direito de colocar barreiras para impedir a exportação de minérios.
No acordo comercial entre o Mercosul e a UE, por exemplo, o bloco sul-americano se reservou o direito de impor taxas para evitar o fluxo para fora do país, caso considere necessário e estratégico para a política industrial.
Enquanto negocia com os EUA, o governo brasileiro costura um acordo no setor de terras raras com a Índia. O pacto pode ser assinado durante a visita do presidente Lula ao país asiático, na próxima semana.
Do ICL Notícias.

Um grave acidente registrado na manhã deste domingo (8) na BA-099, nas proximidades da Praia do Forte, no Litoral Norte da Bahia, terminou com quatro pessoas mortas e uma ferida.

Segundo informações iniciais, o carro onde estavam cinco ocupantes sofreu um forte impacto e ficou completamente destruído. Equipes do Corpo de Bombeiros e do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foram acionadas para prestar socorro no local.

Quatro vítimas não resistiram aos ferimentos e morreram ainda na rodovia. A quinta pessoa foi resgatada com vida e encaminhada para uma unidade de saúde da região, mas o estado de saúde não foi divulgado até o momento.

As causas do acidente ainda serão investigadas. Os corpos foram removidos pelo Departamento de Polícia Técnica (DPT), que ficará responsável pela perícia.

Em contato com a reportagem do Bahia.ba a Polícia Civil (PC-BA), afirmou que “a ocorrência está em fase de registro”.

No que diz respeito a petróleo, o Brasil não tem muito do que se queixar. Recentemente, o país fez duas grandes descobertas que podem valer bilhões de reais. Ambas aconteceram no final do ano passado, mais precisamente nos meses de outubro e novembro.
A primeira trata da possibilidade de extração de 10 bilhões de barris de petróleo na bacia da Foz do Amazonas, na Margem Equatorial brasileira. Esse número representa algo próximo às reservas exploráveis do pré-sal que são da ordem de 12 bilhões de barris.
De acordo com o documento do Ministério de Minas e Energia, a exploração pode resultar em “10 bilhões de barris de petróleo recuperáveis, em similaridade com as descobertas da Guiana e Suriname”. O texto também fala em uma estimativa de investimentos futuros de US$ 56 bilhões e arrecadação estatal de US$ 200 bilhões.
Já a outra descoberta diz respeito a um reservatório de petróleo na Bacia de Campos, litoral do Rio de Janeiro. As avaliações iniciais classificaram o petróleo como sendo de qualidade excelente. É mais uma iniciativa, conduzida pela Petrobras, que pode render bilhões de reais aos cofres brasileiros.
Embora não seja um dos países que mais possuem reservas de petróleo no mundo, o Brasil ocupa uma boa posição no ranking: 16ª. São 11,9 bilhões de barris em reservas comprovadas. Quem lidera a lista é a Venezuela, seguida por Arábia Saudita e Irã, como pode ser visto logo abaixo.

Da Folhapress
O ex-ministro da Infraestrutura e atual governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), eleito em 2022 sob o apelido de “Tarcisão do Asfalto”, chega às vésperas do período eleitoral com um histórico de entraves no setor rodoviário, área apontada como uma de suas principais vitrines de gestão.
O apelido foi criado durante a campanha para associar o então candidato à imagem de um executor eficiente de obras. Embora tenha conseguido destravar o principal projeto do setor, a retomada do trecho norte do Rodoanel, as licitações mais relevantes elaboradas por sua equipe enfrentaram sucessivos obstáculos ao longo dos três primeiros anos de mandato, gerando desgaste político, sobretudo com aliados no interior do estado.
Em 2025, o Departamento de Estradas de Rodagem (DER), responsável pelas obras rodoviárias, suspendeu licitações que, somadas, ultrapassariam R$ 5 bilhões em investimentos. O órgão encerrou o ano aplicando apenas 30,6% do orçamento previsto, pouco mais de R$ 1,1 bilhão de um total de R$ 3,6 bilhões. Para 2026, o orçamento destinado ao DER caiu para R$ 2,2 bilhões.
As suspensões resultaram em obras que deixaram de sair do papel e provocaram insatisfação entre prefeitos e deputados estaduais, que esperavam utilizar esses projetos como vitrine eleitoral. Diante das dificuldades de articulação política, Tarcísio promoveu, no fim de janeiro, uma troca no comando da área, na tentativa de reduzir ruídos com aliados.
Auxiliares próximos ao governador afirmam, no entanto, que o ambiente adverso não deve comprometer seu desempenho eleitoral. Eles citam como trunfos a entrega do Rodoanel, a expansão de linhas de metrô e o avanço de promessas como o trem entre São Paulo e Campinas e o túnel entre Santos e Guarujá.
Procurado, o governo estadual defendeu suas ações e afirmou ter destravado obras paralisadas e reformulado projetos inacabados de gestões anteriores, destacando compromisso com eficiência administrativa e segurança jurídica.
Os recursos do DER são direcionados principalmente a obras de conservação, como recapeamento e sinalização, e de ampliação, incluindo duplicações e pavimentação de estradas não concedidas. Atualmente, cerca de 9.800 quilômetros de rodovias estão sob responsabilidade do órgão, enquanto aproximadamente 6.800 quilômetros são administrados por concessionárias privadas.
Parte das intervenções ocorre em rodovias concedidas à iniciativa privada. Integrantes do governo avaliam que, nesses casos, eventuais ganhos eleitorais são neutralizados por críticas ao sistema de pedágio free flow, tema que levou o governador a recuar da instalação de ao menos dez pontos de cobrança no ano passado.
As suspensões de licitações ocorreram em meio a um ambiente de tensão entre o DER e o setor da construção civil. Empresários relataram à Folha, ao longo de 2024 e 2025, insatisfação com exigências técnicas consideradas inviáveis em alguns editais. As licitações de maior valor motivaram questionamentos no Tribunal de Contas do Estado (TCE), que determinou diversas paralisações. O governo afirma que suspensões para adequação às recomendações são previstas em lei e foram prontamente atendidas.
Um caso simbólico ocorreu em 2023, quando a Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística prometeu a abertura de uma estrada de cinco quilômetros na comunidade Quilombo dos Bombas, em Iporanga. O edital foi lançado em novembro de 2024, suspenso no mês seguinte e a obra só começou em junho de 2025, com previsão de conclusão para o fim deste semestre.
Outra contratação de grande porte, prevista em 2024, era um edital de R$ 4,3 bilhões para conservação de rodovias em 30 lotes. O processo foi paralisado em outubro de 2025 após questionamentos do TCE e relançado em janeiro por R$ 4,7 bilhões. Uma licitação adicional de R$ 915 milhões para manutenção de pistas e sinalização também foi suspensa.
Em um dos episódios apontados como falha técnica, o DER contratou, em janeiro de 2025, uma empresa para melhorias em um trecho da rodovia Raposo Tavares que já estava sob concessão privada. O contrato, de R$ 1,8 milhão, precisou ser extinto.
Em nota, o governo informou que a área de engenharia do DER concluiu projetos executivos com estimativa de R$ 3,7 bilhões em investimentos, abrangendo 363 quilômetros de rodovias. A gestão afirma ainda ter reformulado, licitado e executado 51 projetos desde 2023 e revisado 76 obras herdadas de administrações anteriores, gerando economia de aproximadamente R$ 218 milhões.
Segundo o governo, o programa SP para Toda Obra reúne cerca de 1.500 projetos, com investimento total superior a R$ 30 bilhões, em mais de 21 mil quilômetros de vias, e trata a infraestrutura como política de Estado, com planejamento integrado, critérios técnicos e transparência.

