Funai aciona PF e pede apuração de casos de ataques contra indígenas

Indígenas denunciam mais de 30 ataques pós-eleição em MS.

Indígenas do Mato Grosso do Sul seguem denunciando a escalada das ameaças e da violência contra suas comunidades após o encerramento do segundo turno das eleições presidenciais, no domingo (25).

Entre os ataques está o incêndio da casa da rezadeira de 90 anos Ñandesy Roberta, na aldeia Jaguapiré, em Tacuru, a cerca de 427 quilômetros de Campo Grande, na manhã de quinta-feira (29).

De acordo com a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib), o incêndio foi criminoso e, além da casa da idosa, destruiu instrumentos sagrados usados em rituais tradicionais do povo Kaiowá e Guarani, “representando uma grave violação não só aos direitos indígenas, mas também à liberdade religiosa”.

Em um vídeo divulgado nas redes sociais nesta sexta-feira (30), Voninho Guarani Kaiowá, um dos coordenadores da Apib, afirma que os ataques e as ameaças contra as comunidades Guarani Kaiowá se intensificaram nos últimos dias.

“Repudiamos todos estes acontecimentos e cobramos de todas as autoridades [públicas] competentes que nos ajudem investigando as pessoas, para que os responsáveis sejam punidos na forma da lei”, disse Voninho.

Diante da gravidade dos relatos, o Ministério dos Povos Indígenas e a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) informaram que acionaram a Polícia Federal (PF) e estão acompanhando as denúncias de violência e ameaça contra os Guarani Kaiowá.

Nesta quinta-feira, o ministro dos Povos Indígenas, Eloy Terena, anunciou a criação de uma força-tarefa interministerial para receber as denúncias de ataques e ameaças.

“O Ministério da Justiça também requisitou, de todas as corregedorias estaduais e do Distrito Federal, todas as denúncias que estão chegando, para a gente centralizar aqui, no âmbito do governo federal”, declarou o ministro.

Envenenamento

A Apib afirma já ter contabilizado, em Mato Grosso do Sul, mais de 30 casos de violência contra povos indígenas relacionados ao processo eleitoral deste ano.

Segundo Voninho, as ocorrências envolvem ataques, ameaças e atropelamentos que já resultaram em mortes

Um desses casos ocorreu em Tacuru, na noite de domingo (25).

Pouco após a divulgação do resultado do segundo turno da disputa presidencial, mensagens de áudio atribuindo ao voto indígena a vitória do presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva começaram a circular nas redes sociais. Em uma delas, um homem não identificado sugere envenenar a água que abastece uma aldeia indígena da cidade.

“Cê tá doido, rapaz. [Nós – ou como] que ajuda essas praga. E essas praga do demônio. Mas fazer o quê, né? A gente não pode fazer nada. Já falei. Tinha que ponhar [sic] veneno na água”, diz o homem cujo nome não foi divulgado, mas que o prefeito Rogério Torquetti (PSDB) já confirmou ser um servidor público municipal.

Em um vídeo postado em seu perfil no Instagram, Torquetti se refere à repercussão pública ao áudio como um “assunto chato demais da conta” e diz que o autor da mensagem é um “excelente servidor” e destaca que, em nenhum momento, o homem mencionou os indígenas.

“O servidor diz que teria que pôr veneno na água e matar todo mundo, sem citar nenhum tipo de gente”, acrescentou o prefeito, explicando que, ainda assim, a prefeitura afastou temporariamente o servidor de suas funções e instaurou um processo administrativo disciplinar a fim de apurar a conduta do servidor.

Ainda de acordo com o prefeito, o autor da mensagem não trabalha no setor de abastecimento, nem dirige carros-pipas da prefeitura, conforme algumas postagens em redes sociais sugeriram.

Em outro áudio, um segundo servidor municipal ofende os indígenas por, segundo ele, terem votado no candidato petista. Em seguida, o homem, cuja identidade também não foi divulgada, passa a ameaçar um suposto interlocutor a quem chama de Índio.

“Vou te dar um recado bem duro e bem claro. Cê sabe onde eu moro. Eu tô aqui em casa. Quer resolver na pancada, você pode vir aqui. Na pancada, na bala, do jeito que você quiser”, escreveu o servidor.

Apuração

Em nota, o Ministério Público Federal em Mato Grosso do Sul (MPF-MS) informou que, com base nas denúncias que a Apib encaminhou a órgãos federais, instaurou procedimentos para “apurar a veracidade das acusações” e garantir a proteção dos territórios indígenas.

O órgão, contudo, descartou a existência de crimes em ao menos um dos casos já apurados.

Em Naviraí, a cerca de 350 quilômetros de Campo Grande, o procurador responsável pelo inquérito, Marco Antonio Delfino Rufino, concluiu que as denúncias de supostos homicídios por conflitos políticos não passavam de “boatos” e que imagens fora de contexto foram “falsamente associadas a um suposto ataque contra indígenas”.

Se em Naviraí o MPF deu por esclarecidas as denúncias, que classificou como desinformação, no caso de Tacuru o órgão estabeleceu um prazo de 48 horas para que a prefeitura preste informações sobre a atuação dos servidores municipais, recomendando a instauração de processo administrativo disciplinar e o afastamento cautelar dos envolvidos.

Desemprego em 5,2% no 3° trimestre é o menor para o período desde 2012

Dados foram divulgados nesta sexta-feira (30) pelo IBGE A taxa de desocupação para o terceiro trimestre caiu para 5,2%, a menor já registrada para esse período desde 2012. O desemprego era de 5,4% no segundo trimestre deste ano e de 5,6% no terceiro trimestre de 2025. 

Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, divulgada nesta sexta-feira (30), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 

A população desocupada (5,6 milhões) diminuiu 4% (menos 234 mil pessoas) na comparação com o trimestre de abril a junho (5,9 milhões). Em comparação com igual trimestre do ano anterior (6 milhões), houve queda de 6,9% (menos 417 mil pessoas).

População ocupada

A população ocupada, que totaliza 103,6 milhões de pessoa, foi a maior da série histórica, com alta de 0,6% no trimestre (mais 581 mil) e aumento de 1,2% no ano (mais 1,2 milhão).

O nível da ocupação  – percentual de pessoas ocupadas na população em idade de trabalhar – também foi recorde, ao alcançar 59%. Além disso, houve variação de 0,2 pontos percentuais frente ao trimestre anterior (58,8%) e estabilidade em relação a igual trimestre do ano anterior (58,7%).

Informalidade

Segundo a pesquisa, a taxa de informalidade foi de 37,5% da população ocupada (ou 38,8 milhões de trabalhadores informais), contra 37,4% (ou 38,6 milhões) no trimestre e 37,8% (ou 38,7 milhões) no ano.

Rendimento

O IBGE informou que o rendimento real habitual de todos os trabalhos (R$ 3.790) ficou estável no trimestre e cresceu 3,6% no ano (mais R$ 131). A massa de rendimento real habitual (R$ 387,5 bilhões) foi a maior da série, com alta de 1,5% no trimestre (mais R$ 5,6 bilhões) e 4,7% no ano (mais R$ 17,5 bilhões).

Pirou na batatinha? Carlos posta vídeo de Bolsonaro falando em ‘combater nazifascismo’.

A declaração de Carlos, sem sentido, ocorre três dias após a fuga do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para os Estados Unidos.

O senador eleito por Santa Catarina, Carlos Bolsonaro (PL), publicou nesta sexta-feira, 30, um vídeo antigo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmando que o afastamento de um de seus filhos do Brasil ocorreu para “combater algo parecido com o nazifascismo”.

A publicação ocorre três dias após a fuga do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para os Estados Unidos, depois de ser derrotado pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), no segundo turno das eleições presidenciais.

“O afastamento de um filho, mas um filho que se afasta mais do que por um momento de patriotismo. Se afasta para combater algo parecido com o nazifascismo que cada vez mais avança em nosso País”, afirmou Jair Bolsonaro no trecho compartilhado por Carlos.

A declaração, no entanto, foi feita em 18 de março de 2025, durante um evento sobre o Holocausto no Congresso Nacional, em Brasília. Na ocasião, o ex-presidente se referia ao filho Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que havia anunciado seu afastamento do mandato de deputado federal para permanecer nos Estados Unidos. Eduardo alegava ser alvo de perseguição política e afirmava que atuaria junto ao governo de Donald Trump para pressionar autoridades brasileiras.

Malafaia: “são uns jumentos”!

O pastor evangélico Silas Malafaia criticou a postura do candidato derrotado à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL), que se autoproclamou o presidente eleito do Brasil, após fugir para os EUA.

O Pastor, um dos principais nomes entre líderes evangélicos, disparou uma mensagem a aliados pelo aplicativo WhatsApp em que chama os filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro de “jumentos”.

'Filhos de Bolsonaro são uns jumentos', diz Malafaia após carta de Flávio

“Esses filhos de Bolsonaro são uns jumentos. Só se aconselham com gente errada! Faz carta, fala bobagem, depois corrige. […] [Donald] Trump já tirou o apoio. ‘Deixei ele vir para América, mas não me meto nessa questão’. Um bando de amadores babacas.”

 

Justiça manda Meta excluir posts sobre demissão por voto político

Decisão prevê retirada de 14 publicações e multa por descumprimento

Responsável pelo Instagram, Facebook e Threads, a Meta terá de retirar do ar publicações que incentivem empresários a perseguir, expor ou demitir funcionários por suas preferências políticas, decidiu a Justiça do Trabalho.

A liminar foi concedida nesta quinta-feira (29) pelo juiz Bruno José Perusso, da 77ª Vara do Trabalho de São Paulo, em ação civil pública apresentada pelo Ministério Público do Trabalho (MPT).

O órgão pede ainda o pagamento de R$ 50 milhões por danos morais coletivos. A empresa tem até 24 horas, a partir da notificação, para remover 14 conteúdos identificados pelo MPT.

A decisão também prevê a suspensão da recomendação algorítmica dessas publicações e a divulgação de um alerta sobre assédio eleitoral aos usuários das três plataformas no Brasil.

Assédio eleitoral

Segundo o Ministério Público do Trabalho, a ação foi motivada pelo recebimento de mais de 3.080 denúncias de assédio eleitoral em todo o país durante o pleito de 2026. Desse total, 1.147 comunicações foram registradas em um intervalo de 72 horas após o segundo turno.

De acordo com o órgão, publicações nas redes sociais incentivavam empregadores a:

  • investigar os perfis de funcionários para identificar suas preferências políticas;
  • monitorar o voto dos trabalhadores;
  • deixar de contratar pessoas por suas convicções políticas;
  • demitir empregados que apoiaram candidatos diferentes dos preferidos pelos patrões; e
  • expor trabalhadores à ridicularização pública por suas escolhas eleitorais.

O MPT também aponta que os sistemas de recomendação das plataformas, como a aba “explorar” do Instagram e os reels (vídeos curtos) sugeridos, poderiam ampliar o alcance desse tipo de conteúdo.

Obrigações da Meta

A decisão estabelece uma série de medidas que deverão ser cumpridas pela empresa:

  • remoção: excluir, em até 24 horas após a notificação, as 14 publicações indicadas pelo MPT;
  • recomendações: interromper o impulsionamento algorítmico dos conteúdos identificados;
  • notificação: comunicar aos responsáveis pelas contas atingidas que as publicações foram removidas por determinação judicial, em até 48 horas;
  • preservação de provas: manter os materiais retirados e seus registros técnicos até o fim do processo; e
  • alerta aos usuários: publicar um aviso institucional nas três plataformas em até 72 horas, com permanência de cinco dias consecutivos.

O comunicado deverá informar que a legislação brasileira proíbe a discriminação de trabalhadores por convicção, preferência ou manifestação política, inclusive em processos seletivos e decisões de demissão.

Liberdade de expressão

Na decisão, o juiz Bruno José Perusso destacou que a liberdade de expressão e a manifestação de opiniões políticas são direitos assegurados, mas não autorizam o incentivo a práticas discriminatórias nas relações de trabalho.

O magistrado diferenciou a manifestação de opiniões partidárias da incitação à perseguição profissional de trabalhadores por suas escolhas eleitorais.

A decisão também ressalta que a possibilidade de demissão sem justa causa não permite que empregadores utilizem a preferência política do funcionário como motivo para punição discriminatória.

Multas e indenização

Em caso de descumprimento da ordem de remoção, a Meta poderá receber multa diária de R$ 50 mil por publicação mantida no ar. Já o descumprimento da obrigação de divulgar o comunicado institucional poderá resultar em multa de R$ 200 mil.

A liminar tem caráter provisório e não representa o julgamento definitivo da ação. O pedido de indenização de R$ 50 milhões por danos morais coletivos ainda será analisado pela Justiça.

O processo tramita na 77ª Vara do Trabalho de São Paulo. A Meta poderá contestar a decisão nas instâncias da Justiça do Trabalho.

Doação de órgãos promove solidariedade e compromisso com a vida no Hospital do Oeste

O mês de outubro foi marcado por duas captações de órgãos no Hospital do Oeste (HO), complexo hospitalar vinculado ao Governo do Estado e administrado pelas Obras Sociais Irmã Dulce (OSID). Com essas doações de órgãos, o Hospital do Oeste contabiliza dois fígados, dois corações e quatro rins captados neste ano. Os procedimentos só foram possíveis graças à sensibilidade e solidariedade das famílias dos doadores, que promoveram a esperança a pacientes que precisam de um transplante de órgãos para viver.

“Nossa equipe Hospitalar de Doação para Transplantes ( e-DOT), formada por um grupo multiprofissional de profissionais de saúde, conduziu de maneira exemplar essas captações, desde as condutas dos complexos protocolos, a entrevista familiar para o aceite, o transplante dos órgãos e o translado até o aeroporto. Estamos com esse sentimento positivo, de esperança com a vida. Nossa missão é salvar, de todas as maneiras”, comenta Marina Barbizan, líder geral do HO.

A líder da unidade destaca a importância do aceite da família e pontua que a doação de órgãos é essencial para quem enfrenta insuficiência renal, cardíaca ou hepática. “O transplante representa a sobrevivência, a recuperação da autonomia e o retorno à convivência familiar”, diz. De acordo com dados da Secretaria da Saúde da Bahia (SESAB), a negativa familiar é um fator preocupante, sendo que a média no Estado é de que a cada dez famílias de possíveis doadores apenas quatro dizem sim à doação. No Brasil, o processo de doação de órgãos é referência mundial por meio do Sistema Único de Saúde (SUS), que oferece todo o processo de transplante de maneira gratuita.

Na Bahia, a Coordenação do Sistema Estadual de Transplantes (COSET), em parceria com o Sistema Nacional de Transplantes (SNT), planeja, gerencia, executa, acompanha e fiscaliza todas as atividades relacionadas às condições para a retirada de órgãos.

“Existe uma fila de pacientes que aguardam órgãos, a COSET faz essa triagem e de acordo com o grau e necessidade e compatibilidade, encaminha para o SNT direcionar o órgão.

Na última captação realizada pelo HO (dia 23 de outubro), os rins e válvulas cardíacas foram para Salvador, já o fígado foi para o Amazonas pela Força Aérea Brasileira (FAB). É um esforço coletivo, as captações devem ser céleres, existe um tempo cronometrado no processo de retirada e transplante. A equipe realizou um excelente trabalho junto ao Sistema Nacional de Transplantes”, destaca João Carlos Soares, enfermeiro e presidente da e-Dot do Hospital do Oeste.

Governo autoriza contrato de R$ 30 bi para motoristas de aplicativos

Recursos fazem parte do Move Brasil e serão geridos pelo BNDES

O Ministério da Fazenda autorizou a disponibilização de até R$ 30 bilhões para linhas de financiamento voltadas a motoristas de aplicativos e taxistas, no âmbito do programa Move Brasil. 

Despacho assinado pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, e publicado na edição desta quinta-feira (29) do Diário Oficial da União autoriza a assinatura de termo aditivo com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), para gerir os recursos.

O documento tem como base a Medida Provisória nº 1.359 e prevê a oferta de crédito reembolsável para a aquisição de veículos novos que atendam a critérios de sustentabilidade ambiental, social e econômica.

A autorização foi concedida após manifestações favoráveis da Secretaria do Tesouro Nacional e da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional, que atestaram o cumprimento dos requisitos legais aplicáveis à contratação.

Move Aplicativos

O Move Aplicativos integra o Move Brasil e é voltado a taxistas registrados, ativos e com regularidade fiscal, e a motoristas de aplicativos com cadastro ativo há pelo menos um ano e com, no mínimo, 100 corridas pelo mesmo período.

As montadoras que participarão do programa também terão de atender a algumas exigências, como o preço do veículo, que terá que ser abaixo da tabela.

A expectativa do governo é que sejam comercializados, no mínimo, 200 mil carros.

Vem aí a Copinha de Futebol Society em Luís Eduardo Magalhães

 

 

A Copinha de Futebol Society é realizada pela Secretaria Municipal de Esporte e Cultura, em parceria com o Projeto Super Campeões.

Crianças e adolescentes de Luís Eduardo Magalhães terão a oportunidade de demonstrar suas habilidades na Copinha de Futebol Society, que contará com categorias do sub-7 ao sub-15. A iniciativa da Secretaria Municipal de Esporte e Cultura incentiva a prática esportiva e valoriza o talento dos jovens atletas do município.

Os jogos serão realizados nos dias 31 de outubro e 1º, 2 e 7 de novembro, em dois períodos: das 7h às 11h30 e das 15h às 19h. As partidas acontecerão no CTG Sinuelo dos Gerais, em Luís Eduardo Magalhães, e contarão com a participação de 62 equipes.

A ação conta com a participação da Secretaria Municipal de Esporte e Cultura, além do apoio de instituições parceiras. A proposta é estimular a prática esportiva desde a infância, promover a integração entre os participantes e abrir espaço para que crianças e adolescentes demonstrem seu potencial dentro de campo.

Prefeituras em todo o país apostam na contenção de gastos após eleições

Após os resultados das eleições, e o consequente movimento econômico negativo dos indicadores financeiros, prefeituras de todo o Brasil decidiram adotar medidas de contenção e redução de despesas para os meses de novembro e dezembro de 2026.

Em Minas Gerais, o município de São Domingos da Prata publicou em suas redes sociais, no dia 26, um Comunicado Oficial informando uma decisão administrativa que reforça a “necessidade de manter o equilíbrio financeiro e garantir a responsabilidade na aplicação dos recursos públicos”.

No Rio de Janeiro, o governador eleito Douglas Ruas (PL) já anunciou corte no Carnaval do Rio, pondo fim aos camarotes oficiais do governo voltados a políticos e autoridades na Marquês de Sapucaí. Ruas manteve apenas os repasses de verbas para as escolas de samba e agremiações culturais.

*Dívida pública e queda na arrecadação*
O fato é que o Governo Federal terá pela frente um ajuste fiscal que pode chegar a R$ 450 bilhões para estabilizar a dívida pública. Diante deste cenário o que deve ocorrer ainda este ano é uma grande queda na arrecadação e, por consequência, a diminuição nos repasses para os municípios de todo o Brasil.

O professor Pedro Paulo Zahluth Bastos, do Instituto de Economia da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), afirmou que cortes expressivos, discutidos durante a campanha presidencial, tendem a alcançar até os recursos das áreas sociais.

“Cerca de 90% do gasto primário federal é obrigatório: Previdência, BPC – Benefício de Prestação Continuada, pessoal, pisos de saúde e educação, Bolsa Família. O que sobra, as despesas discricionárias, soma pouco mais de R$ 200 bilhões”, disse o professor.

Avião de fuga de Bolsonaro acaba de pousar em Miami

A aeronave que deixou o Equador com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e a família a bordo segue, neste momento, para o aeroporto de Miami, nos Estados Unidos. De acordo com o site de monitoramento de voos em tempo real Flight Aware, o avião deve pousar em solo estadunidense por volta das 10h20 no horário de Brasília.

Flávio, a esposa e as filhas cruzaram a fronteira com a Argentina às 22h50 de terça-feira (27), por meio da Ponte Internacional Tancredo Neves, na província de Misiones. Às 23h30, a família embarcou em um avião privado rumo a Guayaquil, no Equador. As informações foram confirmadas pela Direção Nacional de Migrações da Argentina.

Na terça-feira, um aliado próximo de Flávio Bolsonaro e uma fonte do governo norte-americano confirmaram à agência Reuters que o senador fugiu para os Estados Unidos. Flávio descumpriu o prazo estabelecido pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para entregar seus passaportes à Polícia Federal.

Na véspera, em vídeo publicado nas redes sociais após ser intimado pelo Judiciário, Flávio negou ter a intenção de deixar o Brasil e disse que ficaria no país para, segundo ele, organizar a oposição ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, reeleito no domingo (26) ao derrotar o senador no segundo turno da eleição presidencial.

Lavagem de dinheiro

Alexandre de Moraes determinou a entrega dos passaportes de Flávio, no âmbito de um inquérito em que o senador é investigado por lavagem de dinheiro, juntamente com o advogado Willer Tomaz, seu amigo. Ambos negam qualquer irregularidade.

A decisão do ministro do STF foi tomada depois de o ex-deputado Eduardo Bolsonaro, irmão de Flávio, dizer, em uma transmissão nas redes sociais, que Flávio deveria deixar o país caso perdesse a eleição presidencial e que iria liderar a oposição brasileira.

O candidato que não aguentou o fim da imunidade por 24 horas

A Polícia Federal (PF) cancelou os passaportes do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), uma vez que ele não cumpriu a decisão judicial de entrega dos documentos. Não há, até o momento, registro formal de saída do senador do país.

Diante da situação, a PF vai oficiar o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes sobre o não cumprimento da determinação. Moraes havia ordenado ontem (26) a entrega dos documentos e proibido que Flávio deixasse o Brasil. 

O cancelamento dos passaportes ocorre em meio a suspeitas de que o candidato derrotado nas eleições presidenciais de 2026 teria cruzado a fronteira para a Argentina usando documento de identidade e com a intenção de ir aos Estados Unidos a bordo de um jato executivo.

A suspeita ganhou força após matéria publicada nesta terça-feira (27) pelo site argentino Infobae, informando que o senador já estaria em Puerto Iguazú, cidade que faz fronteira com o Brasil. De lá, ele viajaria para os Estados Unidos a bordo de um Gulfstream G400, registro LV-JQW, pertencente à empresa Baires Fly S.A.

Avião que supostamente seria utilizado para fuga de Flávio Bolsonaro viajou de Buenos Aires para Puerto IguazuO avião chegou ontem, pouco antes da meia-noite, a Puerto Iguazú

Ainda segundo a imprensa argentina, a Casa Rosada informou não ter registrado, até o momento, a entrada de Flávio Bolsonaro no país.

Flávio é investigado em dois inquéritos que tramitam no Supremo Tribunal Federal (STF). Em um deles, é suspeito, ao lado do advogado Willer Tomaz, de lavagem de dinheiro por meio de plataformas de bets. Ele também é alvo de outro inquérito que investiga o financiamento do filme Dark Horse, sobre a trajetória de seu pai.

Melhorias em infraestrutura seguem avançando em Luís Eduardo Magalhães

Resultados dos investimentos já foram percebidos pelos moradores após as chuvas registradas no mês de outubro

Ao longo deste ano, diversas frentes de trabalho das equipes de Infraestrutura executaram importantes obras de qualificação e requalificação asfáltica em diferentes bairros de Luís Eduardo Magalhães, contemplando vias como as avenidas Brasília, 2 e S3, além das ruas Morro do Chapéu, Clara Akama e Santa Catarina, entre outras.

Segundo informações da Secretaria de Infraestrutura e Urbanismo, os serviços foram realizados em diferentes etapas, com ações simultâneas e investimentos significativos em infraestrutura, visando melhorar a qualidade de vida dos moradores, a convivência urbana e a mobilidade.

Considerando o período chuvoso, o canal de drenagem de águas pluviais, construído com mais de 820 metros de extensão nas proximidades da Praça dos Três Poderes, já apresenta resultados positivos. Durante a chuva registrada nesta terça-feira (27), que acumulou cerca de 38 milímetros, a estrutura recebeu um grande volume de água. Outras áreas que passaram por obras de requalificação também não registraram transtornos em decorrência das chuvas na cidade.

Paralelamente às ações voltadas à melhoria da qualidade de vida dos moradores de Luís Eduardo Magalhães, o município conta com bacias de contenção distribuídas em pontos estratégicos, que contribuem para o escoamento e a retenção das águas pluviais. Em episódios de chuva intensa, essas estruturas podem receber mais de 53 mil metros cúbicos de água.

Para os próximos dias, de acordo com informações da Defesa Civil de Luís Eduardo Magalhães, há possibilidade de chuvas intensas e tempestades, com precipitações que podem variar entre 20 e 30 milímetros.

Casos de Ebola ultrapassam de 10 mil no Congo .

 

Surto atinge oito províncias e enfrenta desinformação e ataques contra profissionais de saúde

Foto: Diuedonne Dirole/AFP

O surto de Ebola, que avança rapidamente no Congo, chegou a 10 mil casos confirmados, mostraram dados do governo nesta terça-feira, enquanto autoridades de saúde correm para conter a disseminação da doença em vários países africanos.

É o surto de Ebola de crescimento mais rápido da história, e quase metade das 10.060 pessoas com diagnóstico confirmado morreu, segundo dados do Ministério da Saúde do Congo. Isso também faz dele o surto mais mortal da doença na história do país.

O surto, declarado em maio, é causado pelo raro vírus Bundibugyo, para o qual não há vacina nem tratamento aprovados. As equipes de resposta enfrentam conflitos armados, estradas em más condições e violência de moradores, alimentada pela desconfiança e pela desinformação. Esses obstáculos aumentam a dificuldade de convencer as pessoas a relatar sintomas e aceitar atendimento em comunidades que enfrentam há anos episódios de violência e sucessivas epidemias.

Por Associated Press- G1

Petrobras inova na produção sustentável de combustível de aviação

 

Avanços reduziram significativamente intensidade de carbono SAF

São Paulo - 20/10/2026 - Aviões são abastecido com gasolina de aviação no Aeroporto de Congonhas . Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
© Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

Um novo marco na produção de combustível sustentável de aviação (SAF) foi obtido pela Refinaria Duque de Caxias (Reduc) na primeira quinzena de outubro. Com a recertificação internacional do produto, a Petrobras obteve avanços que reduziram significativamente a intensidade de carbono SAF, reforçando os mais elevados padrões globais de sustentabilidade, rastreabilidade e governança.

Uma auditoria internacional de aviação confirmou evolução expressiva no desempenho ambiental do combustível. O processo reconheceu melhorias implementadas na gestão das fontes de hidrogênio utilizadas na produção do SAF, tornando a operação da refinaria ainda mais alinhada à metodologia internacional de certificação.

Com isso, a intensidade de carbono de hidrogênio empregado na produção foi reduzida em 29%. Essa melhoria refletiu diretamente no desempenho ambiental produzido a partir do óleo de milho, com redução de 23,8% na intensidade de carbono do SAF.

O resultado posiciona o SAF produzido pela Reduc entre os combustíveis sustentáveis de aviação com menor intensidade de carbono disponíveis no mercado.

“A conquista da Reduc demonstra que a redução das emissões associadas ao SAF não depende apenas do uso de matérias-primas certificadas, mas também da busca contínua por soluções de processo capazes de diminuir a pegada de carbono dos insumos utilizados na produção”, afirma o diretor de Processos Industriais e Produtos da Petrobras, William França.

 “Ao aprimorar seus processos e fortalecer sua governança em sustentabilidade, a Petrobras avança na construção de alternativas para atender às futuras exigências regulatórias e ampliar sua participação nos mercados de combustíveis renováveis e de baixo carbono”, acrescenta.

Por Agência Brasil

Milho perde saída pelos portos, e preços caem até 22% no interior do país

Com programação de embarques reduzida para novembro, exportações perdem força e pressionam cotações; Biond Agro prevê sustentação com a demanda interna a partir de dezembro

A dificuldade para escoar a produção brasileira e a perda de competitividade nas exportações derrubaram os preços do milho no interior do país. Desde setembro, a saca recuou 22% em Sorriso (MT), para R$41, e 19% em Rio Verde (GO), para R$50,20. Com o dólar abaixo de R$5 e a indústria abastecida para as próximas semanas, uma reação mais consistente depende da retomada das compras internas, esperada a partir de dezembro, segundo análise da Biond Agro.

Para alcançar a estimativa de 38 milhões de toneladas exportadas em 2026, o Brasil precisaria embarcar 12 milhões de toneladas em novembro e dezembro. A programação para novembro, porém, segue reduzida. Filas no Porto de Paranaguá, restrições nas hidrovias do Norte e fretes elevados também dificultam o escoamento, sobretudo da produção de Mato Grosso destinada aos portos do Sul.

“O produtor enfrenta um mercado com menos compradores no curto prazo. A exportação perdeu força e a indústria ainda está abastecida, o que limita a capacidade de negociar preços melhores. Por enquanto, não há sinais suficientes para apostar em uma recuperação imediata”, afirma Isabella Pliego, analista de inteligência e estratégia da Biond Agro.

Indústria deve ganhar peso no mercado

A pressão externa também vem dos Estados Unidos, onde a expectativa de uma oferta maior que a prevista pesa sobre as cotações. Com a queda dos preços em Chicago e o dólar abaixo de R$5, a exportação brasileira perdeu atratividade, deixando mais milho à procura de compradores no mercado interno.

A indústria, no entanto, ainda não precisa ampliar as compras. No Centro-Oeste, boa parte dos compradores está abastecida até novembro ou dezembro e tende a negociar novos volumes conforme a necessidade de reposição dos estoques.

O crescimento da produção de etanol de milho pode ajudar a equilibrar o mercado. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) projeta alta de 6,6% na produção do biocombustível na safra 2026/27. O efeito sobre os preços, porém, deve aparecer com mais força quando as indústrias retomarem as compras.

Armazenar pode ser alternativa para quem pode esperar

Diante desse cenário, a Biond Agro recomenda que o produtor considere sua necessidade de caixa e a disponibilidade de armazenagem antes de decidir quando vender. Quem precisa de recursos ou de espaço nos silos para receber a soja deve negociar gradualmente com a indústria, em lotes de entrega curta.

Já quem tem estrutura para armazenar e fôlego financeiro pode avaliar a venda futura do grão. Na B3, o contrato de milho com vencimento em novembro fechou a R$65,40 por saca em 23 de outubro, enquanto o de março de 2027 encerrou a R$75,50. A diferença de R$10,10 por saca pode compensar a espera, desde que cubra os custos de armazenagem e capital.

“Quem precisa liberar espaço ou fazer caixa não deve depender de uma alta no curto prazo. Para o produtor que pode guardar o milho, os contratos futuros oferecem uma alternativa, mas é preciso colocar os custos na conta antes de decidir”, complementa Isabella.

Uma mudança antecipada dependeria de embarques de 6 milhões a 7 milhões de toneladas por mês em novembro e dezembro, de uma alta do dólar acima de R$5,22 ou da normalização das hidrovias do Norte. Até que esses sinais apareçam, a tendência é de pressão sobre os preços disponíveis, com possibilidade de sustentação a partir de dezembro.

Divulgação/Biond Agro

 

 

Holanda anuncia US$ 500 milhões em fundo florestal criado pelo Brasil

Fundo Florestas Tropicais foi lançado na COP30, em Belém

 Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

O governo dos Países Baixos (Holanda) anunciou nesta segunda-feira (26) que pretende investir US$500 milhões no Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF, na sigla em inglês). O mecanismo internacional de financiamento foi idealizado pelo Brasil e lançado durante a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), realizada em Belém, em 2025.

O aporte não será feito todo de uma vez, mas dividido ao longo de um período de 10 anos. Segundo o anúncio do governo, o investimento reforça a ambição do país em relação às metas climáticas internacionais e à biodiversidade.

O ministro do Comércio Exterior e Cooperação para o Desenvolvimento, Sjoerd Sjoerdsma, disse que preservar as florestas é fundamental para enfrentar as mudanças climáticas, que ameaçam segurança, prosperidade e liberdades.

“Isso reduz as emissões e é essencial para a resiliência dos ecossistemas, da biodiversidade e do abastecimento alimentar global. Por meio deste compromisso, oferecemos aos países um incentivo sólido e previsível para proteger e conservar suas florestas tropicais”, disse Sjoerdsma.

Com o anúncio, os Países Baixos passam a integrar uma coalizão internacional que já anunciou intenção de contribuir com o investimento. Entre os países estão Brasil, Noruega, Luxemburgo,  Indonésia, Alemanha, França, Portugal e Reino Unido.

Os investidores que comprarem os títulos emitidos pelo TFFF receberão juros fixos e estáveis. Já os países que conseguirem recuperar e manter suas florestas de pé serão recompensados financeiramente por esse esforço. Eles só receberão os valores após verificação por imagens de satélite que confirmem níveis de desmatamento abaixo de limites pré-definidos.

O fundo também prevê um protagonismo das populações indígenas e povos e comunidades tradicionais, que desempenham papel direto na proteção das florestas. O mecanismo propõe destinar pelo menos 20% dos pagamentos nacionais a essas populações.

Os idealizadores do TFFF estimam que ele poderá proteger mais de 1 bilhão de hectares de florestas em mais de 70 países. O objetivo é arrecadar, pelo menos, US$ 125 bilhões. Desse montante, US$ 100 bilhões deverão vir do setor privado, enquanto os outros US$ 25 bilhões são esperados de governos pelo mundo.

Rafael Cardoso – Repórter da Agência Brasil

Mega-Sena não tem ganhador; prêmio acumula para R$ 305 milhões

Próximo sorteio será nesta terça-feira (27)

22/06/2023 - Brasília - Mega-Sena, concurso da Mega-Sena, jogos da Mega-Sena, loteria da Mega-Sena. - Volantes da Mega Sena sendo preenchidos para apostas em casas lotéricas da Caixa. Foto: Rafa Neddermeyer/Agência BrasilNinguém acertou acertou as seis dezenas do Concurso 3.075 da Mega-Sena, sorteado nesta segunda-feira (26). O prêmio acumulou novamente e está estimado em R$ 305 milhões para a nova rodada.

Os números sorteados são: 07 – 10 – 14 – 27 – 36 – 55

A quina teve 182 apostas ganhadoras. Cada uma receberá R$ 19.433,12. A quadra saiu para 11.018 apostas, no valor de R$ 458,57 cada.

Apostas

O próximo concurso será nesta terça-feira (27).

Até sexta-feira (30), a Caixa realiza a Mega Semana da Mega-Sena, com cinco sorteios consecutivos.

A ação especial terá sorteios (concursos 3075, 3076, 3077, 3078 e 3079) de segunda a sexta-feira, substituindo o calendário regular.

As regras para aposta e prêmios não mudam. Os interessados devem apostar até as 20h e os sorteios serão realizados às 21h no horário de Brasília. A aposta simples, de seis números, custa R$ 6.

As apostas na Mega-Sena podem ser feitas nas casas lotéricas de todo o país, no site e no aplicativo Loterias CAIXA e no Internet Banking.

Após a semana especial, a Mega-Sena retomará seu calendário regular de sorteios e abrirá as vendas da Mega da Virada 2026.

Por Agência Brasil

Moraes manda Flávio entregar passaporte e o proíbe de deixar o país

Decisão está em segredo de Justiça e foi divulgada pelo senador

Brasília (DF), 25/10/2026 - O candidato à Presidência da República, senador Flávio Bolsonaro (PL), fala com jornalistas após ser derrotado no segundo turno das eleições pelo candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Foto: Joédson Alves/Agência Brasil.

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), proibiu nesta segunda-feira (26) o senador Flávio Bolsonaro (PL) de deixar o país. O parlamentar será obrigado a entregar os seus passaportes à Polícia Federal (PF). 

 

A decisão está em segredo de justiça e foi tornada pública pelo senador em suas redes sociais. A ordem judicial faz parte do processo em que Flávio e o advogado Willer Tomaz são investigados no STF.

“Hoje de manhã, eu fui visitar meu pai. Quando eu estava saindo, a Polícia Federal do Lula estava na porta da casa dele e, no meio da rua, eu fui intimado a entregar meus passaportes e também estou proibido de deixar o país”, relatou.

Na semana passada, Moraes determinou o bloqueio de até R$ 6 bilhões de Willer, investigado por suspeitas de lavagem de dinheiro relacionado a negócios envolvendo bets.

Conforme a apuração preliminar da Polícia Federal, Flávio seria beneficiário de recursos da Alcazar Holdings, uma empresa sediada na Ilha da Madeira, em Portugal, e que também é investigada pela PF.

Irmão nos Estados Unidos

Segundo Flávio, a decisão de Moraes está baseada em uma fala de seu irmão, Eduardo Bolsonaro, que está nos Estados Unidos, apesar de constar contra ele um mandado de prisão em aberto no Brasil. Na declaração, dada na semana passada, Eduardo, que teve o mandato de deputado federal cassado, defendeu que Flávio deveria deixar o Brasil se perdesse a eleição.

O senador questionou a decisão do ministro Alexandre de Moraes de impedi-lo de viajar.

“Isso é motivo para tirar meu passaporte? Isso é justiça? Essa decisão foi tomada no domingo à noite, logo depois do resultado da eleição. Se eu tivesse ganhado as eleições, iria acontecer a mesma coisa?”, indagou.

Eduardo Bolsonaro foi condenado a quatro anos de prisão por articular sanções contra autoridades brasileiras e o tarifaço dos Estados Unidos contra as exportações do país, em uma tentativa de evitar a condenação de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, no processo da trama golpista.

Derrota nas eleições

Flávio Bolsonaro disputou o segundo turno das eleições presidenciais com Luiz Inácio Lula da Silva, que foi reeleito no último domingo (25) com uma vantagem de mais de 4 milhões de votos.

No entanto, o candidato do PL não reconheceu a vitória do adversário e disse, em seu discurso após a apuração, que pedirá a anulação do pleito. O senador contestou a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal Cristiano Zanin que determinou a ampliação do horário de votação em duas horas.

Zanin atendeu a um pedido da campanha do PT, que denunciou falta de transportes em diversas cidades do Brasil, o que descumpre decisão da Justiça Eleitoral de oferta de transporte gratuito no dia das eleições.

Apesar disso, tanto a campanha de Lula quanto a do próprio Flávio haviam feito o pedido de extensão do horário de votação ao Tribunal Superior Eleitoral, que não tomou uma decisão antes do fechamento das urnas. No caso da campanha de Flávio, a justificativa apresentada eram fortes chuvas nas regiões Sul e Sudeste, que dificultaram o deslocamento do eleitor.

Lula vira as eleições e será presidente pela quarta vez

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fez história e desbancou o senador Flávio Bolsonaro (PL), sendo reconduzido à Presidência da República a partir de janeiro de 2027. A vitória petista foi confirmada às 21h10, com 97,69% das urnas apuradas, quando o atual presidente atingiu 62.641.973 votos, conquistando 51,74%.

A disputa entre os candidatos foi acirrada, Lula saiu na frente e se manteve com a porcentagem muito próxima entre ele e Flávio Bolsonaro. Às 20h25, com 47,24% das urnas apuradas, ocorreu o empate entre os dois candidatos que ficaram com 50%.

No fim Flávio Bolsonaro ficou com 48,26% dos votos válidos, sendo um 58.436.437 votos. Já Brancos foram 1,11% e nulos 2,11%.

Principal nome da história do Partido dos Trabalhadores, Lula nasceu em Garanhuns, no interior de Pernambuco, e precisou deixar o Nordeste ainda na infância para fugir da seca e da fome. Antes de virar político, ingressou na indústria metalúrgica, onde perdeu um dedo aos 17 anos.

O presidente se formou como mecânico pelo Senai aos 18 anos e passou a atuar no Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo, tornando-se presidente da entidade em 1975.

Depois de anos liderando grandes greves e lutando contra a ditadura militar, Lula contribuiu para a fundação do Partido dos Trabalhadores, em 10 de fevereiro de 1980. Em 1986, ele se tornou deputado federal com expressiva votação.

Histórico na Presidência

Depois de ser derrotado em 1989, 1994 e 1998 por Fernando Collor e Fernando Henrique Cardoso, Lula venceu as eleições pela primeira vez em 2002, garantindo a reeleição em 2006.

Durante os oito anos em que comandou o Brasil, o país foi marcado pelo aumento nos investimentos, crescimento econômico, valorização do salário mínimo e criação de programas sociais, como o Bolsa Família, Fies, Prouni e Minha Casa, Minha Vida.

Em 2018, Lula foi preso durante as investigações da Operação Lava Jato e ficou detido por 580 dias, tendo as condenações anuladas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em 2021 por ilegalidades no processo.

Em 2022, o petista retornou ao Palácio do Planalto após derrotar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Virada histórica

No primeiro turno, Flávio contrariou as pesquisas e terminou na frente, com 47,03% dos votos, totalizando 56.104.503 votos. Lula foi o segundo mais votado, com 45,16% da preferência do eleitorado, somando 53.879.538 votos.

Na Nova República, que teve início após o fim da Ditadura Militar, sempre que um candidato terminou na frente no primeiro turno, subiu a rampa do Palácio do Planalto. A vitória de Lula contraria essa lógica em uma eleição com características únicas, que reconduzem o petista à Presidência até 2030.

Os derrotados.

 

Junior Marabá comanda campanha de Flávio no Oeste

O último evento da campanha de Flávio Bolsonaro (PL) nessa eleição de 2026 aconteceu em Barreiras com a realização de mais uma edição do ‘Bloco do 22’, realizado pela Direita do Oeste e o Time Marabá.

O prefeito de Luís Eduardo Magalhães, Junior Marabá (PP), ao lado da deputada eleita Cinthya Marabá (PL) e do coordenador político Jader Marabá, participou do evento que reuniu mais 20 mil pessoas na cidade de Barreiras, sendo uma das maiores manifestações do interior do Bahia.

“Estivemos à frente da campanha do Flávio desde o primeiro turno, acreditando na mudança que ele irá entregar ao país nos próximos quatro anos. A mudança que a Bahia precisa, tem que começar pelo Brasil”, disse o prefeito Marabá.

Para o coordenador político do Time Marabá, o presidenciável Flávio terá uma votação surpreendente no Oeste baiano. “Fizemos uma campanha bonita e propositiva. Nossos movimentos foram realizados com a participação orgânica das pessoas. Gente que literalmente fazia questão de vestir a camisa do Flávio. Acho que vamos surpreender com a votação dele, nesse segundo turno”, disse o coordenador Jader Marabá.

Para a deputada eleita, Cinthya Marabá, a Bahia já começou a mudar, ao eleger pelo PL baiano sete deputados estaduais. A representante do Oeste foi a segunda mais votada da legenda, com mais de 89 mil votos. “Já demos o primeiro passo para a mudança no primeiro turno, elegendo a maioria de Direita nas duas casas do Congresso Federal e fazendo sete cadeiras na Assembleia baiana. Agora é a vez de eleger Flávio presidente”, disse a deputada Cinthya Marabá.

Seções eleitorais de Luís Eduardo Magalhães – Por bairro.

Não aconteceram modificações em localização de seções entre o primeiro e segundo turno

ELEIÇÕES MUNICIPAIS 2024 – SEÇÕES ELEITORAIS POR BAIRRO
ZONA: 205 MUNICÍPIO: 30007 – LUÍS EDUARDO MAGALHÃES

ZONA RURAL

ESCOLA MUNICIPAL SÃO PAULO
Seção(ões)/Aptos : 1/238 2/387 226/190
Endereço: RUA PINHEIROS, 167 – ZONA RURAL
Bairro: DISTRITO NOVO PARANÁ Seções: 3 Eleitores: 815

ESCOLA MUNICIPAL FABIO JOHNNER
Seção(ões)/Aptos : 3/219
Endereço: RUA OSCAR DOERNER, S/N – ZONA RURAL
Bairro: POVOADO BELA VISTA Seções: 1 Eleitores: 219

ESCOLA MUNICIPAL HENRIQUE DE FREITAS MOREIRA
Seção(ões)/Aptos : 4/302 5/301 189/295
Endereço: PRAÇA PRINCIPAL – VILA 02 – ZONA RURAL
Bairro: POVOADO RIO DE ONDAS REFORMA AGRÁRIA Seções: 3 Eleitores: 898

CENTRO CULTURAL DA ASSOCIAÇÃO DE MORADORES
Seção(ões)/Aptos : 149/191
Endereço: RUA PRINCIPAL – ZONA RURAL
Bairro: POVOADO MURIÇOCA Seções: 1 Eleitores: 191

TOTAL DE ELEITORES ZONA RURAL: 2.123

CENTRO

CEMO – COLÉGIO ESTADUAL MIMOSO DO OESTE
Seção(ões)/Aptos : 6/304 7/301 8/302 9/302 10/303 11/302 12/302 13/301 14/302 15/304
Endereço: RUA PARANÁ, 400 – ZONA URBANA
Bairro: CENTRO Seções: 10 Eleitores: 3.023

ESCOLA MUNICIPAL JOSÉ CARDOSO DE LIMA
Seção(ões)/Aptos : 19/293 20/292 21/292 22/293 23/291
Endereço: RUA PARAÍBA, 59 – ZONA URBANA
Bairro: CENTRO Seções: 5 Eleitores: 1.461

ESCOLA MUNICIPAL IVO HERING
Seção(ões)/Aptos : 37/225 38/225 39/226 40/226 41/227 42/227 65/225 85/226
Endereço: RUA RUY BARBOSA, 321 – ZONA URBANA
Bairro: CENTRO Seções: 8 Eleitores: 1.807

ESCOLA MUNICIPAL MOZART FELICIANO
Seção(ões)/Aptos : 107/269 136/269
Endereço: AV. BARREIRAS, 981 – ZONA URBANA
Bairro: CENTRO Seções: 2 Eleitores: 538

APAE – ASSOCIAÇÃO DE PAIS E AMIGOS DOS EXCEPCIONAIS
Seção(ões)/Aptos : 16/378, 17/379, 148/360, 212/182
Endereço: RUA CEARÁ, 181, QUADRA G – ZONA URBANA
Bairro: CENTRO Seções: 4 Eleitores: 1.299

UNIDOM – FACULDADE DOM PEDRO II
Seção(ões)/Aptos : 28/307 29/297 155/329 164/319 193/264
Endereço: RUA RUY BARBOSA, 750 – ZONA URBANA
Bairro: CENTRO Seções: 5 Eleitores: 1.516

COLÉGIO MUNDO DA ESCRITA
Seção(ões)/Aptos : 24/290 26/293 27/292
Endereço: RUA RONDÔNIA, 791, CENTRO – ZONA URBANA
Bairro: CENTRO Seções: 3 Eleitores: 875

TOTAL DE ELEITORES CENTRO: 10.519

SANTA CRUZ/CONQUISTA

ESCOLA MUNICIPAL ONERO COSTA DA ROSA
Seção(ões)/Aptos : 30/262 31/262 32/262 33/263 34/263 35/260 36/259 75/261
Endereço: RUA JOÃO DOURADO, 230 – ZONA URBANA
Bairro: SANTA CRUZ Seções: 8 Eleitores: 2.092

ESCOLA MUNICIPAL AMÉLIO GATTO
Seção(ões)/Aptos : 56/348 57/349 58/351 59/349 60/350 61/350 62/347 194/350
Endereço: RUA TEIXEIRA DE FREITAS, 1020, QUADRA 93 – ZONA URBANA
Bairro: SANTA CRUZ Seções: 8 Eleitores: 2.794

ESCOLA MUNICIPAL ALDORI LUIS TOLAZZI
Seção(ões)/Aptos : 78/306 80/301 81/304 84/305 86/303 92/299 93/306
Endereço: RUA CAFARNAUM, 622, QUADRA 118 – ZONA URBANA
Bairro: SANTA CRUZ Seções: 7 Eleitores: 2.124

COLÉGIO ESTADUAL CONSTANTINO CATARINO DE SOUZA
Seção(ões)/Aptos : 51/351 52/371 53/359 195/353 211/351
Endereço: RUA PORTO SEGURO, 3110, QUADRA 23 – ZONA URBANA
Bairro: SANTA CRUZ Seções: 5 Eleitores: 1.785

ESCOLA MUNICIPAL AMABÍLIO VIEIRA DOS SANTOS
Seção(ões)/Aptos : 54/388 55/389 116/317 119/307 123/303 127/301 130/308 147/387
Endereço: RUA AIRTON SENNA, QUADRA 14 A 17 – ZONA URBANA
Bairro: SANTA CRUZ Seções: 8 Eleitores: 2.700

UFOB – UNIVERSIDADE FEDERAL DO OESTE DA BAHIA
Seção(ões)/Aptos : 110/305 115/304 151/346 154/349 170/346 174/346 184/344
Endereço: RUA ITABUNA, 1278, QUADRA 97-B – ZONA URBANA
Bairro: SANTA CRUZ Seções: 7 Eleitores: 2.340

ESCOLA MUNICIPAL EDALEIO BARBOSA DE SOUZA
Seção(ões)/Aptos : 133/300 139/305 143/309 160/318 213/389 223/129
Endereço: AVENIDA ITABUNA, 592, QUADRA 55, LTS.08 E 09 – ZONA URBANA
Bairro: SANTA CRUZ Seções: 6 Eleitores: 1.750

CEMEI CLEUSA SANTOS SILVA E SILVA
Seção(ões)/Aptos : 72/362 74/364 91/362 126/368 209/171
Endereço: RUA IRECÊ, QUADRA EPC, LOTE 03 – ZONA URBANA
Bairro: CONQUISTA Seções: 5 Eleitores: 1.627

TOTAL DE ELEITORES SANTA CRUZ/CONQUISTA: 17.212

FLORAIS LÉA

COLÉGIO MUNICIPAL ÂNGELO BOSA
Seção(ões)/Aptos : 95/381 99/382 101/380 104/381 108/385 112/380 122/383
Endereço: RUA IRARÁ, 1649, QUADRA 62 – ZONA URBANA
Bairro: FLORAIS LEA Seções: 7 Eleitores: 2.672

CRECHE MUNICIPAL PEQUENO PRÍNCIPE
Seção(ões)/Aptos : 124/303 137/321 145/335 176/349 196/290
Endereço: RUA TARSILA DO AMARAL, QUADRA EPC 08 – ZONA URBANA
Bairro: FLORAIS LEA Seções: 5 Eleitores: 1.598

ESCOLA MUNICIPAL VEREADOR LUCIR FICANHA
Seção(ões)/Aptos : 153/372 168/375 201/370
Endereço: RUA TEIXEIRA DE FREITAS, 1949 – ZONA URBANA
Bairro: FLORAIS LEA Seções: 3 Eleitores: 1.117

CEMEI PAULO VICTOR XAVIER OTIM BORGES
Seção(ões)/Aptos : 190/381 214/394 221/398 225/234 233/212 (234/23) (SEÇÃO DE CEMEI MICHELLE HORRANA)
Endereço: RUA ITACARÉ, 1208 – ZONA URBANA
Bairro: FLORAIS LEA Seções: 5 Eleitores: 1.619

CEMEI MICHELLE HORRANA BORTOLIN DA SILVA
(ATENÇÃO! ESTA SEÇÃO FOI TRANSFERIDA PARA A CEMEI PAULO VICTOR XAVIER OTIM BORGES)
Seção(ões)/Aptos : 234/23
Endereço: AVENIDA TANCREDO NEVES, QUADRA E3, LOTE 01 – ZONA URBANA
Bairro: FLORAIS LEA Seções: 1 Eleitores: 23

TOTAL DE ELEITORES FLORAIS LÉA: 7.029

MIMOSO DO OESTE

ESCOLA MUNICIPAL OTTOMAR SCHWENGBER
Seção(ões)/Aptos : 43/358 44/357 45/355 46/356 47/357 48/355
Endereço: RUA PERNAMBUCO, 1241 – MIMOSO I – ZONA URBANA
Bairro: MIMOSO DO OESTE Seções: 6 Eleitores: 2.138

ESCOLA MUNICIPAL VANIA APARECIDA SANTOS RIBEIRO
Seção(ões)/Aptos : 66/356 67/354 68/356 69/355 70/356 76/355
Endereço: RUA CEARÁ, 993 – MIMOSO II – ZONA URBANA
Bairro: MIMOSO DO OESTE Seções: 6 Eleitores: 2.132

CRECHE MUNICIPAL MENINO JESUS
Seção(ões)/Aptos : 105/297 113/314 120/288 129/314 135/334 142/330 161/347 204/257
Endereço: RUA SEVERINO FRACARO, 136, QUADRA EPC, LT C – MIMOSO II –
Bairro: MIMOSO DO OESTE Seções: 8 Eleitores: 2.481

FACULDADE ARNALDO HORÁCIO FERREIRA – FAAHF
Seção(ões)/Aptos : 109/361 118/364 128/363 134/360 140/359 157/359 162/360 179/374
Endereço: RUA PARÁ, 2280 – MIMOSO II – ZONA URBANA
Bairro: MIMOSO DO OESTE Seções: 8 Eleitores: 2.900

CEMEI MIMOSO – CENTRO MUNCIPAL DE EDUCAÇÃO INFANTIL MIMOSO
Seção(ões)/Aptos : 218/251
Endereço: RUA DORIVAL CAYMMI, 195 – MIMOSO I – ZONA URBANA
Bairro: MIMOSO DO OESTE Seções: 1 Eleitores: 251

ESCOLA MUNICIPAL IRANI LEITE MATUTINO DOS SANTOS
Seção(ões)/Aptos : 49/230 50/231 166/230 217/290 236/0
Endereço: RUA RIO GRANDE DO SUL, QUADRA D, LOTE D2 – MIMOSO I
Bairro: MIMOSO DO OESTE Seções: 5 Eleitores: 981

CEMEI PATRICIA OSHIRO BRENTAN
Seção(ões)/Aptos : 71/367 77/374 89/366 98/380 186/354 198/356 207/218
Endereço: RUA SÃO FRANCISCO – MIMOSO I – ZONA URBANA
Bairro: MIMOSO DO OESTE Seções: 7 Eleitores: 2.415

ESCOLA MUNICIPAL VEREADOR MARDONIO DA ROCHA CARVALHO
Seção(ões)/Aptos : 100/391 103/390 167/389 182/398 206/388 220/397 230/256
Endereço: RUA PATAXÓ, 1025, QUADRA A – MIMOSO II – ZONA URBANA
Bairro: MIMOSO DO OESTE Seções: 7 Eleitores: 2.609

ANEXO DO CEMO – COLÉGIO ESTADUAL MIMOSO DO OESTE
Seção(ões)/Aptos : 187/355 203/388
Endereço: RUA PARÁ, 1440 – MIMOSO II – ZONA URBANA
Bairro: MIMOSO DO OESTE Seções: 2 Eleitores: 743

TOTAL DE ELEITORES MIMOSO: 16.650

CIDADE UNIVERSITÁRIA

ESCOLA MUNICIPAL PEDRO PAULO CORTE FILHO
Seção(ões)/Aptos : 82/390 88/390 96/390 152/388 169/390 219/399 229/387
Endereço: AVENIDA SALVADOR, 2631 – ZONA URBANA
Bairro: CIDADE UNIVERSITÁRIA – Seções: 7 Eleitores: 2.734

TOTAL DE ELEITORES CIDADE UNIVERSITÁRIA: 2.734

JARDIM DAS ACÁCIAS/TROPICAL VILLE

ESCOLA MUNICIPAL CEZER PELISSARI
Seção(ões)/Aptos : 73/340 79/342 83/341 90/341 97/342 102/339 177/356 197/336
Endereço: RUA DO BARÚ, 1169, QUADRA 64 – ZONA URBANA
Bairro: JARDIM DAS ACÁCIAS Seções: 8 Eleitores: 2.737

ESCOLA MUNICIPAL HERMÍNIO CARLOS BRANDÃO
Seção(ões)/Aptos : 106/386 114/383 121/379 141/381 180/386 185/380 188/386 224/273
Endereço: RUA DA AROEIRA, 672, QUADRA 64, LT 05 – ZONA URBANA
Bairro: JARDIM DAS ACÁCIAS Seções: 8 Eleitores: 2.954

CEMEI VITORIA FONTANA
Seção(ões)/Aptos : 146/357 159/353 171/357 178/354
Endereço: RUA MUTAMBA/PEQUIZEIRO, QUADRA 39 – ZONA URBANA
Bairro: JARDIM DAS ACÁCIAS Seções: 4 Eleitores: 1.421

CEMEI MAURÍLIO COMPARIM
Seção(ões)/Aptos : 150/347 173/346 + 216/282
Endereço: RUA DO CAJUEIRO, S/N, LOTE 13A, EPC – VEREDA TROPICAL – ZONA URBANA
Bairro: JARDIM DAS ACÁCIAS Seções: 2 Eleitores: 693

COLÉGIO ESTADUAL MARIA OTÍLIA LUTZ
Seção(ões)/Aptos : 125/389 131/390 138/386 156/390 183/391 200/391 215/396 232/161
Endereço: RUA DOS FLAMBOYANT, QUADRA 102 – ZONA URBANA
Bairro: JARDIM DAS ACÁCIAS Seções: 8 Eleitores: 2.894

ESCOLA MUNICIPAL LUZIA FONTANA
ATENÇÃO! ESTA SEÇÃO FOI TRANSFERIDA PARA A CEMEI MAURÍLIO COMPARIM
Seção(ões)/Aptos : 216/282
Endereço: RUA RIO BRANCO, 811 – ZONA URBANA
Bairro: Tropical Ville Seções: 1 Eleitores 282

TOTAL DE ELEITORES JARDIM DAS ACÁCIAS/TROPICAL VILLE: 10.981

JARDIM DAS OLIVEIRAS/SOL DO CERRADO

CIASF – CENTRO INFANTIL DE APRENDIZADO SEMENTES DO FUTURO
Seção(ões)/Aptos : 63/305 64/297 172/322 199/193
Endereço: AVENIDA LUIS EDUARDO MAGALHAES, 757 – ZONA URBANA
Bairro: JARDIM DAS OLIVEIRAS Seções: 4 Eleitores: 1.117

ESCOLA MUNICIPAL MARLEI TERESINHA PRETTO
Seção(ões)/Aptos : 87/385 111/382 163/390 192/386 228/159
Endereço: RUA A, QUADRA 02, SETOR W3/W4 – ZONA URBANA
Bairro: JARDIM DAS OLIVEIRAS Seções: 5 Eleitores: 1.702

ESCOLA MUNICIPAL CECÍLIA MEIRELES
Seção(ões)/Aptos : 132/363 144/364 208/366
Endereço: RUA ALAMEDA DOS BURITIS – ZONA URBANA
Bairro: RESIDENCIAL SOL DO CERRADO Seções: 3 Eleitores: 1.093

TOTAL DE ELEITORES JARDIM DAS OLIVEIRAS/SOL DO CERRADO: 3.912

JARDIM PARAÍSO

ESCOLA MUNICIPAL JARDIM PARAÍSO
Seção(ões)/Aptos : 94/388 117/390 158/390 165/387 175/385 181/391 191/384 210/383 227/250
Endereço: RUA 1 DE MAIO, 991, QUADRA 59, LOTE 01 – ZONA URBANA
Bairro: JARDIM PARAÍSO Seções: 9 Eleitores: 3.348

TOTAL DE ELEITORES JARDIM PARAISO: 3.348

VISTA ALEGRE

ESCOLA MUNICIPAL TIAGO ALFREDO LUPSCHISKI LIESENFELD
Seção(ões)/Aptos : 205/383 222/299
Endereço: RUA A, 469 – VISTA ALEGRE
Bairro: BOA VISTA Seções: 2 Eleitores: 682

TOTAL DE ELEITORES VISTA ALEGRE: 682

TOTAL GERAL DE ELEITORES: 75.190

Anvisa proíbe venda de teste de glicemia Accu-Check Active na Amazon

Sede da Anvisa

Segundo a agência, os produtos são falsificados

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu a venda de tiras de glicemia da marca Accu-Check Active na plataforma Amazon.

Os produtos, segundo a agência, são falsificados e não podem ser distribuídos, importados nem utilizados.

A resolução foi publicada nesta quinta-feira (22) no Diário Oficial da União.

Em nota, a Anvisa informou que a Roche Diabetes Care Brasil Ltda., responsável pelo produto Accu-Chek Active, identificou no mercado tiras reagentes com características divergentes das originais em dois anúncios na Amazon. 

“Além da ausência da embalagem externa original, os itens traziam a restrição de comercialização descrita em inglês ONLY FOR GOVERNMENT TENDER (destinado exclusivamente a licitações governamentais).”

Confira, a seguir, os produtos proibidos:

  • tiras Accu-Chek Active C/50
  • kit tiras medidor glicemia Accu-Check Active 100 Unidades

A Agência Brasil tenta contato com a Amazon para ouvir o posicionamento da empresa e mantém este espaço aberto para incluí-lo.

Irregularidade

Em nota, a Roche disse que não há qualquer confirmação de que os produtos sejam falsificados. 

“A irregularidade envolve a forma de comercialização dos lotes de número 29533831 e 29534131 que, originalmente destinados de forma exclusiva ao atendimento de licitações públicas, foram indevidamente desviados sem qualquer permissão ou conhecimento da Roche, e comercializados no varejo de forma ilegal, via plataforma e-commerce e sem a devida embalagem externa original”, informou. 

A empresa orienta os consumidores a adquirirem os produtos Accu-Chek exclusivamente em canais de distribuição autorizados, como em lojas oficiais dentro das plataformas online, e em farmácias e drogarias parceiras credenciadas, verificando sempre a integridade da embalagem.

Olha o tipinho da sirigaita: Eduardo Bolsonaro sugere envio de fuzileiros ao Brasil e defende que Flávio deixe o Brasil se perder

Eduardo Bolsonaro sugere envio de fuzileiros ao Brasil e defende que Flávio deixe o Brasil se perder

 Por ANA GABRIELA OLIVEIRA LIMA, na FOLHAPRESS

O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro sugeriu, em podcast divulgado nesta sexta-feira (23), o envio de fuzileiros navais ao Brasil quando questionado se seu grupo político teria algum plano para ajudar o pai, Jair Bolsonaro (PL), atualmente preso por tentar um golpe de Estado, se o presidenciável Flávio Bolsonaro (PL) perdesse as eleições.

A fala se deu a dois dias do segunto turno das eleições presidenciais brasileiras, durante episódio do podcast “Louder with Crowder”. O programa é do comentarista Steven Crowder, conhecido por divulgar alegações infundadas de fraude nas eleições presidenciais americanas de 2020, que deram a vitória ao democrata Joe Biden sobre Donald Trump.

A fala se deu a dois dias do segunto turno das eleições presidenciais brasileiras, durante episódio do podcast “Louder with Crowder”. O programa é do comentarista Steven Crowder, conhecido por divulgar alegações infundadas de fraude nas eleições presidenciais americanas de 2020, que deram a vitória ao democrata Joe Biden sobre Donald Trump.

“Se seu irmão não ganhar a eleição, vocês têm algum plano para ajudar seu pai ou essa é uma situação sobre a qual vão pensar se o resultado for este?”, questionaram a Eduardo. “Envie os fuzileiros navais”, respondeu o ex-parlamentar entre risos dos integrantes do programa.

Ele também afirmou defender que Flávio Bolsonaro deixe o país caso não seja eleito. Para justificar a posição, Eduardo citou fala de Lula em debate presidencial na Band, no dia 18 de outubro, quando o petista disse que Flávio Bolsonaro vai perder a imunidade caso não seja eleito no próximo dia 25.

“Houve um momento no debate em que Lula disse, olhando para o meu irmão: ‘se você perder a eleição no ano que vem, não será mais senador. Você não terá imunidade e nós vamos investigar tudo sobre você’. Ele disse isso abertamente, no meio do debate”, comentou Eduardo.

“Ele estava ameaçando meu irmão. E eu presumo que, se meu irmão não ganhar, sou a favor de que ele deixe o país. Sim, com certeza, com certeza”, disse.

Eduardo Bolsonaro também questionou, sem provas, as urnas no Brasil. Em um momento da entrevista, ele afirmou que o problema do país é a falta de voto impresso.

“O problema é que nós não usamos papel, não há contagem pública dos votos, e você precisa confiar na máquina. Nós usamos máquinas e é isso. Esse é o problema.”

Ele também afirmou, atribuindo a frase ao ditador soviético Josef Stálin, que “não importa em quem você vota, a questão é quem conta os votos, esse é o problema. Então, da mesma forma que eu não posso provar que houve fraude, eles não podem provar que não houve”.

Eduardo Bolsonaro também criticou o STF (Supremo Tribunal Federal), que disse ter poderes excessivos, e o ministro Alexandre de Moraes, principal oponente de bolsonaristas na corte.

Eduardo Bolsonaro vive nos Estados Unidos e foi condenado pelo STF, em junho deste ano, pelo crime de coação no curso de processo por articular junto a autoridades e aliados do governo americano a adoção de sanções contra ministros do Supremo e medidas econômicas contra o Brasil como forma de pressionar a corte em julgamento que condenou Jair Bolsonaro por golpe de Estado.

Veja quem tem prioridade nas seções eleitorais no segundo turno

Brasília (DF), 04/10/2026 - Eleitores comparecem às seções eleitorais na manhã deste domingo para participar do primeiro turno das Eleições 2026. As imagens mostram o momento da votação nas salas onde estão instaladas as urnas eletrônicas.
Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

Os 158,7 milhões de eleitores que comparecerão às urnas no segundo turno, neste domingo (25), deverão votar apenas para presidente da República e governador, dependendo do estado.

Eleitores com mais de 80 anos e acompanhantes têm prioridade absoluta

Caso haja fila nas seções de votação, a legislação estabelece públicos prioritários que podem votar antes dos demais. 

A prioridade absoluta, ou seja, aqueles que passam na frente de qualquer pessoa na fila, são os eleitores com mais de 80 anos de idade. Independentemente do horário de chegada, ele deve passar na frente dos demais e essa prioridade é estendida ao acompanhante do eleitor prioritário. 

Outros públicos também têm prioridade na fila. Confira a lista: 

  • idosos (60+); 
  • pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida; 
  • enfermos; 
  • autistas; 
  • obesos; 
  • gestantes; 
  • lactantes; 
  • pessoas com crianças de colo; 
  • doadores de sangue. 

Profissionais envolvidos na organização do pleito também terão prioridade. São eles: 

  • candidatas e candidatos; 
  • juízes eleitorais e seus auxiliares; 
  • servidores da Justiça Eleitoral; 
  • promotores eleitorais; 
  • militares/agentes de segurança em serviço.  

Últimas pesquisas antes da abertura das urnas

Catarinense que transita entre o analógico e o digital assina ilustração de Lula e Flávio na capa do GLOBOEdição do Metrópoles com ilustração de O Globo

Quaest: na véspera do 2º turno, Flávio tem 51% e Lula marca 49%. Último levantamento Quaest antes da abertura das urnas aponta um empate técnico entre os candidatos à Presidência.

Pesquisa Quaest divulgada neste sábado (24/10), um dia antes do segundo turno das eleições presidenciais, mostra o senador Flávio Bolsonaro (PL) com 51% das intenções de voto válidos contra 49% do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Como a margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais para mais ou menos, os dois candidatos estão tecnicamente empatados.

Nos votos totais, Flávio Bolsonaro tem 46%, contra 45% de Lula. Confira os resultados e as variações:

No último levantamento do instituto, divulgado na quarta-feira (21/10), o candidato do PL pontuava 45%, enquanto o petista marcou 44%.

A pesquisa ouviu 3.702 brasileiros com 16 anos ou mais entre sexta-feira (23/10) e este sábado. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou menos e o nível de confiança é de 95%.

O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o código BR-09158/2026.

Flávio Bolsonaro x Lula: veja resultado das últimas pesquisas para presidente

Datafolha: Flávio Bolsonaro tem 51% e Lula marca 49% na última pesquisa

Datafolha: Lula tem rejeição de 46%. Flávio Bolsonaro conta com 45%

Inmet: Domingo de eleição será chuvoso em boa parte do país; confira.

Norte e Nordeste têm predomínio de tempo seco e calor.

O fim de semana de eleições terá predomínio de tempo seco e de temperaturas elevadas no Norte e o Nordeste do Brasil, com possibilidade de chuvas isoladas. Já no centro-sul, a previsão é de chuvas concentradas, especialmente na região Sul, além de instabilidade no Centro-Oeste.

Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet),  as instabilidades devem se concentrar no oeste e norte do Rio Grande do Sul, em Santa Catarina e no Paraná. Para parte desses estados, há aviso vermelho de grande perigo para tempestades.

Ainda de acordo com o instituto, as chuvas também poderão atingir Mato Grosso do Sul, São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo, além do sul de Mato Grosso e do Distrito Federal, de forma mais isolada.

“Esse cenário está associado à atuação de áreas de baixa pressão entre o norte da Argentina, o Paraguai e o sul da Bolívia, além da formação de um novo ciclone extratropical na costa da Região Sul. Esse ciclone deverá organizar uma frente fria ao longo do fim de semana, ampliando as condições para chuva no centro-sul do país”, disse o Inmet.

Nordeste

A previsão do tempo para o domingo é de nuvens na faixa oeste da região Nordeste e no Sul da Bahia. Há possibilidade de chuvas no sudoeste do Maranhão, no oeste do Piauí e no oeste e sul da Bahia, com especial atenção para a região de Teixeira de Freitas (BA), onde há aviso amarelo de perigo potencial para tempestades.

A temperatura mínima será de 23°C em Salvador (BA) e João Pessoa (PB). Com o predomínio de céu claro no Piauí, a temperatura pode chegar a 40°C em Teresina (PI), que será a capital mais quente durante o domingo de eleições.

Norte

No domingo, a região terá um aumento da nebulosidade em algumas localidades. A previsão é de chuva com trovoadas no oeste e noroeste do Amazonas. No Acre, em Rondônia, nas demais áreas do Amazonas, no centro-sul do Pará e no Tocantins, ocorrem chuvas isoladas.

Existe ainda a possibilidade de chuvas isoladas em Roraima e o tempo segue quente, com variação de nuvens ao longo do dia.

A temperatura mínima nas capitais será de 23°C em Rio Branco (AC). A máxima chega a 36°C em Belém (PA) e Porto Velho (RO), e a 37°C em Boa Vista (RR) e em Palmas (TO).

Centro-Oeste

O domingo será de instabilidade na região, com o tempo mais fechado. Segundo o Inmet, há aviso amarelo de perigo potencial para tempestades no sul de Mato Grosso, no centro-sul de Goiás e em Mato Grosso do Sul.

Estão na área do aviso as capitais Cuiabá (MT), Goiânia (GO) e Campo Grande (MS). Nas demais áreas da região, incluindo o Distrito Federal, a nebulosidade também aumenta, com possibilidade de chuvas isoladas.

Em Campo Grande a temperatura máxima não deve passar de 27°C. Em Brasília (DF), a máxima chega a 33°C, em Goiânia (GO) deve ficar em 35°C e 39°C em Cuiabá (MT).

Sudeste

O Sudeste também terá tempo instável, com chuva no domingo. A previsão é de tempo fechado em São Paulo, no sul de Minas Gerais e no Rio de Janeiro, onde chove com trovoadas ao longo do dia. No Triângulo Mineiro, na região central de Minas Gerais e em áreas do oeste e sul do Espírito Santo, também ocorrem pancadas de chuva com trovoadas isoladas.

Em razão da instabilidade, o Inmet emitiu um aviso de perigo potencial para tempestades válido para todo o estado de São Paulo, o Rio de Janeiro e o Espírito Santo, além de grande parte de Minas Gerais.

Em São Paulo (SP), a temperatura mínima será de 16°C e a máxima não deve passar de 21°C. Nas demais capitais da região faz calor, com máxima de 30°C em Belo Horizonte (MG) e em Vitória (ES). 

Sul

O domingo deve ser de chuva na região, em especial no Paraná, com trovoadas ao longo do dia. Também são esperadas pancadas de chuva e trovoadas isoladas na Serra de Santa Catarina e no norte e nordeste do Rio Grande do Sul.

Para o norte e leste do Paraná, leste de Santa Catarina e nordeste do Rio Grande do Sul há aviso amarelo de perigo potencial para tempestades.

Em Curitiba (PR), a mínima será de 11°C e a máxima de 20°C. Em Florianópolis (SC), a mínima será de 15°C e a máxima não deve passar de 19°C. Em Porto Alegre (RS), a mínima será de 15°C e a máxima de 18°C.

 

A Mega-Sena sorteia neste sábado (24) prêmio estimado em R$ 230milhões.

As seis dezenas do concurso 3.074 serão sorteadas a partir das 21h (horário de Brasília) no Espaço da Sorte, em São Paulo.
As apostas podem ser feitas até as 20h (horário de Brasília), em qualquer lotérica do país ou pela internet, no site ou aplicativo da Caixa.
A aposta simples, com seis dezenas, custa R$ 6.
A Caixa Loterias anunciou a antecipação para sábado dos sorteios previstos para o domingo (25), por causa do segundo turno das eleições.
No último concurso, foram sorteados os números 04 – 13 – 23 – 28 – 41 – 58 e nenhum apostador acertou as seis dezenas.

Queda em canal e colisão resulta em morte de motorista nesta madrugada.

Um grave acidente de trânsito resultou na morte de um homem na manhã deste sábado (24), por volta das 5h, na Rua São Francisco, esquina com a Avenida Kichiiro Murata, no bairro Cidade Alta, em Luís Eduardo Magalhães, no oeste da Bahia.

Segundo informações obtidas no local, a vítima conduzia um veículo GM Chevrolet Onix, que seguia do bairro Jardim das Acácias em direção ao bairro Mimoso I, quando passou direto pelo trecho onde anteriormente havia uma rotatória, atualmente em obras para a construção de um canal de escoamento de águas pluviais.

O veículo acabou colidindo contra a lateral do canal e caiu na parte posterior da estrutura. Com a força do impacto, o motorista, que estava sozinho no carro, morreu ainda no local. Os airbags do veículo foram acionados com a colisão.

Uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), com uma Unidade de Suporte Avançado (USA), foi acionada e se deslocou até o local. No entanto, os profissionais apenas puderam constatar o óbito da vítima.

Agentes da Superintendência de Trânsito (SUTRANS) estiveram no local, realizaram a sinalização da via e o isolamento da área, além de registrar a ocorrência.

O Departamento de Polícia Técnica (DPT) realizou a perícia e providenciou a remoção do corpo para o Instituto Médico Legal (IML) de Luís Eduardo Magalhães, onde será submetido a exame de necropsia. Até o momento, a identidade da vítima não foi divulgada.

MORADORES QUESTIONAM FALTA DE SINALIZAÇÃO

Moradores das imediações, que utilizam a via diariamente, questionam a falta de sinalização adequada no trecho desde o início das obras. A situação levanta preocupações sobre a segurança de motoristas que trafegam pelo local, especialmente durante a madrugada e nas primeiras horas da manhã.

As circunstâncias do acidente deverão ser apuradas pelas autoridades competentes.

Fonte: Reportagem Marlon Ferraz, no blogbraga.

Moraes determina quebra de sigilo da empresa de Willer Tomaz, da qual Flávio era “usuário master”

Tomaz e Flávio, grandes amigos separados por 6 bilhões de reais.

Moraes determinou a quebra dos sigilos bancário, fiscal e cambial, além do bloqueio de bens e da suspensão das atividades da empresa Alcazar.

Por , no Metrópoles.

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou, nesta sexta-feira (23/10), a quebra dos sigilos bancário, fiscal e cambial, além do bloqueio de bens e da suspensão das atividades econômicas da empresa Alcazar, do advogado Willer Tomaz, da qual Flávio Bolsonaro era “usuário master”.

As medidas incluem a empresa Alcazar Brasil Ltda. e outras companhias vinculadas a Tomaz, como Alcazar Holdings Unipessoal, Alcazar Global Holdings e Cathedral – Holdings SGPS.

O bloqueio e a indisponibilidade de bens móveis e imóveis, incluindo aviões e embarcações, foram determinados até o limite de R$ 6 bilhões.

Moraes também ordenou o cancelamento dos passaportes do investigado, inclusive de um documento diplomático, e a suspensão das atividades econômicas, financeiras e empresariais de todas as companhias relacionadas a ele.

A determinação ocorreu no âmbito da investigação que apura a suposta prática de lavagem de dinheiro envolvendo Willer Tomaz e Flávio Bolsonaro. Ao analisar dados salvos na nuvem de Willer, a Polícia Federal localizou um e-mail indicando que Flávio figurava como “usuário master” de uma conta bancária vinculada a Tomaz.

Segundo a decisão, a saída de Willer Tomaz do país agravou o risco de destruição de provas consideradas necessárias à investigação, especialmente aquelas relacionadas a fundos e empresas constituídas no exterior.

O advogado deixou o país após a Operação Sem Desconto, que apura um esquema de fraudes em benefícios do INSS.

Informações bancárias

Moraes determinou ainda que bancos e instituições financeiras encaminhem, no prazo de 24 horas, todas as informações referentes às contas bancárias das empresas, incluindo os cotitulares anteriores e atuais.

A decisão foi tomada após o investigado deixar o Brasil com destino a Miami, nos Estados Unidos, em 21 de agosto de 2026, sem registro de retorno, segundo o documento.

Também foi determinada a comunicação imediata das medidas ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), ao Banco Central, à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), à Superintendência de Seguros Privados (Susep) e à Secretaria Especial da Receita Federal, para adoção de providências de bloqueio e monitoramento dentro das respectivas competências.

Relações próximas

A Polícia Federal (PF) identificou trocas de e-mails entre a equipe do advogado Willer Tomaz e o banco Santander indicando que Flávio Bolsonaro foi cadastrado como “usuário master” de uma conta bancária da empresa Alcazar Holdings, pertencente a Tomaz.

Segundo os investigadores, a concessão dessa permissão garantia ao parlamentar controle operacional relevante sobre as movimentações e reforça a tese de que ele atuava como sócio de fato ou mantinha participação econômica informal na empresa, investigada por suspeita de lavagem de dinheiro.

Willer Tomaz e Flávio Bolsonaro são bem próximos. O candidato à Presidência já disse mais de uma vez que eles são amigos. Mas ambos negam que tenham negócios em comum.

 

A bola vai rolar neste fim de semana em Luís Eduardo Magalhães

Começa neste sábado(24) o maior campeonato amador de futebol da região oeste

A torcida já está preparada para gritar gol e vibrar com seu time. O Campeonato Municipal de Futebol da 2ª Divisão de Luís Eduardo Magalhães, terá rodada neste sábado (24), de outubro, a partir das 15h, no Estádio Municipal Coronel Aroldo, localizado no bairro Santa Cruz.

Segundo a Secretaria Municipal de Esporte e Cultura, 24 equipes filiadas a Liga Desportiva participarão da disputa do título da competição e podem ganhar a premiação de quase R$30 mil reais além de troféus e medalhas. A competição local é uma oportunidade para os atletas e equipes de Luís Eduardo Magalhães demonstrarem talento e disputarem uma vaga de destaque no futebol amador.

O campeonato é realizado pela Liga Desportiva de Luís Eduardo Magalhães em parceria com Prefeitura de Luís Eduardo Magalhães, através da Secretaria Municipal de Esporte e Cultura.

Serviço
Abertura do Campeonato Municipal de Futebol (2ª divisão)
Local: Estádio Coronel Aroldo, Bairro Santa Cruz, Luís Eduardo Magalhães
Horário: 15h

Em votos válidos, Lula tem 50,6% contra 49,4% de Flávio, mostra pesquisa Vox Brasil

Sidônio diz que Lula adotará estratégia para evitar que Flávio fique atrás dele durante debate da Globo

Vox foi o único instituto que acertou em 100% os resultados do 1º turno

Pesquisa do Instituto Vox Brasil divulgada nesta sexta-feira, 23, mostra o presidente da República e candidato à reeleição pelo PT, Luiz Inácio Lula da Silva, à frente do adversário, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), nesta reta final de segundo turno. De acordo com a mostra, Lula tem 50,6% dos votos válidos e Flávio 49,4%. A diferença está dentro da margem de erro, de 2,15 pontos porcentuais para mais ou para menos.

Na pesquisa estimulada, quando é mostrado os nomes aos entrevistados, Lula pontua 45,4% e Flávio 44,3%, também em empate técnico, em razão da margem de erro.

Brancos, nulos e votos em nenhum dos candidatos somam 6%, já os indecisos somam 4,3%.

Rejeição

No quesito rejeição, Flávio Bolsonaro tem 47,1% e Lula 44,8%. Dos entrevistados, 3,9% dizem que não votam em nenhum dos dois presidenciáveis, 2,2% afirmam não rejeitar nenhum deles e 2% não responderam ou não souberam opinar.

Decisão de voto

Segundo a pesquisa, 94,7% afirmam que a decisão de voto é definitiva e apenas 4,5% dos entrevistados admitem a possibilidade de mudar de escolha até o dia da eleição, neste domingo, 25.

Metodologia

A pesquisa Vox Brasil foi feita presencialmente com 2.100 eleitores em seus domicílios, entre os dias 20 e 22 de outubro, o nível de confiança é de 95%, a margem de erro é de 2,15 pontos porcentuais e ela está registrada no Tribunal Superior Eleitoral.

The Guardian alerta: o perigo de uma vitória de Flávio Bolsonaro

Amazônia, democracia e soberania brasileira estarão em risco, segundo jornal britânico.

Por Luciana Bauer e Pedro da Costa Jr  na Revista Liberta

A eleição brasileira de 2026 ultrapassa as fronteiras nacionais. A convergência entre a extrema direita brasileira, o projeto de poder de Donald Trump e os interesses estratégicos sobre os recursos naturais coloca em debate o futuro da democracia constitucional, da proteção climática e da autonomia geopolítica do Brasil. É isso que projeta a cobertura do jornal britânico The Guardian sobre a eleição presidencial brasileira de 2026, partindo de um conflito político nacional para uma dimensão internacional.

O Brasil reúne características que lhe conferem importância estratégica singular: possui a maior economia da América Latina, abriga parte substancial da floresta amazônica, dispõe de vastos recursos naturais, minerais raros e estratégicos para a indústria do futuro e, principalmente, exerce influência relevante na política externa da América Latina. A orientação política de seu governo repercute, portanto, não apenas sobre a população brasileira, mas também sobre o equilíbrio regional, a governança ambiental e a distribuição internacional de poder.

Foi nesse contexto que o jornal britânico The Guardian publicou uma sequência de reportagens que examina as possíveis consequências de uma vitória de Flávio Bolsonaro sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em 7/10, o periódico abordou o impacto da ascensão eleitoral de Bolsonaro sobre os defensores do clima e da natureza. Em 10/10, publicou uma entrevista com Marina Silva, ex-ministra do Meio Ambiente, na qual ela advertiu que um eventual governo do senador do PL do Rio de Janeiro poderia retomar e aprofundar o projeto de desmonte da proteção ambiental associado à presidência de Jair Bolsonaro (PHILLIPS, 2026a; THE GUARDIAN, 2026).

Poucos dias antes, em 4/10, Steve Bloomfield havia publicado no mesmo jornal um artigo de opinião intitulado Trump wants control of South America. If Bolsonaro Jr wins in Brazil, that could become a reality. O texto interpreta a disputa brasileira como parte de uma estratégia norte-americana mais ampla de consolidação de influência política na América Latina (BLOOMFIELD, 2026).

A convergência desses textos oferece um ponto de partida para uma questão fundamental: o que está efetivamente em jogo quando a eleição de uma das maiores democracias do mundo passa a ser analisada simultaneamente sob as perspectivas da erosão democrática, da emergência climática e da competição geopolítica?

A resposta exige evitar dois erros. O primeiro consiste em reduzir a eleição a uma disputa eleitoral ordinária, desconsiderando as consequências institucionais e internacionais dos projetos políticos em confronto. O segundo consiste em apresentar os riscos futuros como se fossem fatos consumados. Uma análise rigorosa deve distinguir acontecimentos documentados, declarações de atores políticos, interpretações jornalísticas e cenários prospectivos.

É a partir dessa distinção que se desenvolve a tese deste texto: uma eventual vitória de Flávio Bolsonaro deve ser examinada não apenas como uma mudança de governo, mas como uma possível inflexão na relação entre democracia constitucional, proteção ambiental e soberania brasileira. A gravidade dessa hipótese decorre da convergência entre antecedentes políticos, propostas anunciadas, interesses econômicos e alianças internacionais – e não de qualquer presunção de que os resultados temidos sejam inevitáveis.

Marina Silva, ex-ministra do Meio Ambiente, em fotografia de Geraldo Magela para a Agência Senado
Marina Silva: vitória de Flávio significa retomada do projeto de desmonte ambiental (Foto: Geraldo Magela/Ag. Senado)

A Amazônia como fronteira da democracia

A reportagem de Tom Phillips, publicada em 10/10, apresenta a avaliação de Marina Silva de que um novo governo Bolsonaro poderia aprofundar o processo de enfraquecimento das políticas ambientais e de proteção dos territórios indígenas. A ex-ministra relaciona a perspectiva de retorno do bolsonarismo ao poder ao risco de reativação de políticas que favoreceram a expansão de atividades econômicas sobre áreas ambientalmente sensíveis e territórios tradicionalmente ocupados (PHILLIPS, 2026a). A advertência não se limita à preservação de árvores ou à administração de unidades de conservação. A Amazônia é uma estrutura ecológica de importância planetária, cuja integridade influencia os ciclos hidrológicos, o armazenamento de carbono, a biodiversidade e a estabilidade climática. Sua destruição produz externalidades que ultrapassam as fronteiras do Estado brasileiro.

Essa dimensão transnacional transforma a política ambiental em questão de interesse internacional legítimo. Isso não significa, contudo, que a Amazônia possa ser tratada como território disponível à administração de potências estrangeiras. A proteção de um bem ecológico global precisa ser compatibilizada com a soberania brasileira, os direitos dos povos indígenas e a responsabilidade internacional dos Estados. O ponto decisivo é que a degradação ambiental não decorre apenas de fenômenos naturais ou de decisões econômicas isoladas. Ela também resulta de escolhas institucionais: orçamento destinado à fiscalização, capacidade operacional dos órgãos ambientais, aplicação das normas, reconhecimento dos territórios indígenas e disposição governamental para enfrentar atividades ilegais.

Ao examinar o período de Jair Bolsonaro, o Guardian recorda o enfraquecimento de estruturas de proteção ambiental e indígena, acompanhado de aumento do desmatamento e da violência em determinadas áreas da Amazônia. O jornal afirma que a destruição florestal cresceu significativamente durante aquele governo e que a administração Lula conseguiu reduzir o desmatamento amazônico em aproximadamente 50% em relação ao patamar anterior, conforme os dados mencionados na reportagem (PHILLIPS, 2026a).

Foi, inclusive, diante dos enorme retrocessos ambientais e climáticos com desmatamento acelerado e o `passa boiada` que o Supremo Tribunal Federal fez sua agenda verde e formou jurisprudência no sentido de que o artigo 225 da Constituição Federal (que prevê ambiente sadio e sustentável) é um comando cogente para o presidente e a administração pública. O risco de uma reversão ambiental é especialmente grave porque políticas de fiscalização, monitoramento e recuperação institucional exigem tempo, recursos e continuidade. A desestruturação de órgãos públicos pode produzir efeitos que persistem mesmo depois de uma mudança de governo. Assim, mesmo inconstitucionais, tais condutas podem ser retomadas.

A literatura sobre governança climática, igualmente, demonstra que a resposta à crise ambiental depende de instituições capazes de coordenar políticas públicas, reduzir emissões, fiscalizar atividades econômicas e promover cooperação internacional (IPCC, 2023). Quando essas capacidades são deliberadamente enfraquecidas, o problema deixa de ser apenas administrativo: passa a envolver a responsabilidade do Estado diante de riscos ambientais previsíveis e de direitos fundamentais.

A reportagem também destaca os riscos de invasão de terras indígenas, expansão do garimpo ilegal e violência contra comunidades indígenas e quilombolas (PHILLIPS, 2026a). Esses fenômenos precisam ser compreendidos como questões de direitos humanos, e não como simples efeitos colaterais do desenvolvimento econômico. Territórios tradicionais não são espaços vazios à espera de exploração. São territórios de existência, cultura, organização social e reprodução material de comunidades que possuem direitos constitucionalmente protegidos. O artigo 231 da Constituição Federal reconhece os direitos originários dos povos indígenas sobre as terras que tradicionalmente ocupam, enquanto o artigo 68 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias assegura direitos territoriais às comunidades remanescentes de quilombos que atendam aos requisitos constitucionais (BRASIL, 1988).

O enfraquecimento da proteção desses territórios pode produzir um duplo resultado: de um lado, amplia a disponibilidade de áreas para atividades econômicas predatórias; de outro, transfere os custos sociais, sanitários, culturais e ambientais dessas atividades para populações historicamente vulnerabilizadas.

A questão, portanto, é distributiva. Quem obtém os benefícios da exploração? Quem perde o território, a água, a segurança e os meios de subsistência? Quem responde pelos danos ambientais que permanecerão durante décadas? Uma política de desenvolvimento que ignora essas perguntas não pode ser avaliada apenas pelo volume de investimentos ou pela expansão da produção. Ela deve ser examinada também à luz da Constituição, dos direitos fundamentais e dos compromissos internacionais assumidos pelo Brasil.

A disputa pela influência na América Latina

Em seu artigo de opinião de 4/10, Steve Bloomfield apresenta a eleição brasileira como um teste decisivo para a expansão de uma coalizão latino-americana de governos alinhados a Donald Trump. O autor sustenta que o presidente dos EUA tem procurado associar vitórias de candidatos de direita à sua própria influência política, mas reconhece que o crescimento eleitoral dessa direita também decorre de fatores internos, especialmente o medo da criminalidade e a insatisfação com governos incumbentes (BLOOMFIELD, 2026). Essa ressalva é importante. Uma análise consistente não pode explicar o comportamento do eleitorado brasileiro exclusivamente por interferência estrangeira. Desigualdade, insegurança pública, inflação, percepção de corrupção, polarização e avaliação do desempenho governamental constituem fatores autônomos, que precisam ser investigados.

O argumento geopolítico é outro: a vitória de um candidato ideologicamente alinhado a Washington pode ampliar a capacidade de influência dos Estados Unidos sobre decisões brasileiras em matéria comercial, diplomática, tecnológica e de segurança. O Guardian havia abordado anteriormente as acusações de pressão americana sobre o Brasil, examinando as semelhanças históricas entre as disputas contemporâneas e episódios de intervenção dos Estados Unidos na política brasileira durante a Guerra Fria (PHILLIPS, 2026b). A comparação histórica não significa que conjunturas distintas sejam equivalentes. Ela permite, entretanto, formular uma pergunta relevante: em que momento a diplomacia e a pressão econômica deixam de representar instrumentos ordinários de política externa e passam a interferir indevidamente na autonomia política de outro Estado?

A resposta depende da natureza das medidas empregadas, de seus objetivos demonstráveis e de seus efeitos sobre o processo decisório nacional. Sanções, tarifas e declarações diplomáticas não constituem automaticamente intervenção ilícita. Mas a combinação de pressão econômica, apoio político explícito e tentativas de condicionar escolhas soberanas exige escrutínio público. A soberania não significa isolamento econômico nem proibição de alianças internacionais. Significa preservar a capacidade de decidir, mediante instituições próprias e procedimentos democráticos, os rumos da política nacional. Uma relação bilateral torna-se assimétrica quando os custos impostos por uma potência são utilizados para restringir significativamente as alternativas de decisão do Estado pressionado.

A questão é especialmente relevante para o Brasil, cuja tradição diplomática envolve diversificação de parceiros, participação em organismos multilaterais e defesa de uma ordem internacional na qual países de diferentes dimensões possam preservar margens de autonomia. A afinidade ideológica entre governos pode facilitar a cooperação internacional. O problema surge quando o alinhamento político se converte em subordinação sistemática de interesses nacionais a objetivos definidos externamente.

O Brasil precisa negociar com os Estados Unidos, a China, a União Europeia e outras potências a partir de seus próprios interesses econômicos, ambientais, tecnológicos e sociais. Não há soberania efetiva quando decisões sobre minerais estratégicos, infraestrutura, energia ou comércio são tomadas sem transparência, avaliação pública e consideração dos custos de longo prazo. Nesse sentido, a preocupação apresentada pelo Guardian não deve ser interpretada como oposição abstrata aos Estados Unidos.

O problema analítico é a possibilidade de que uma convergência ideológica estreite as alternativas diplomáticas brasileiras e reduza a capacidade do país de negociar com diferentes parceiros. Uma democracia soberana não precisa escolher entre dependência dos EUA e dependência chinesa. Precisa construir capacidade nacional, diversificar relações externas e estabelecer critérios transparentes para investimentos estratégicos. O debate sobre a eleição brasileira adquire, assim, uma dimensão que envolve autonomia decisória, política industrial, segurança energética, minerais críticos e governança de recursos naturais.

Instituições enfraquecidas por dentro

O risco institucional apontado pela cobertura do Guardian exige uma análise que ultrapasse a retórica eleitoral. A questão fundamental não é se determinado candidato utiliza linguagem democrática, mas se suas propostas e práticas preservam as condições que tornam possível a competição política em igualdade de condições.

Levitsky e Ziblatt (2018) demonstram que democracias contemporâneas podem ser enfraquecidas gradualmente por lideranças eleitas que atacam controles institucionais, deslegitimam adversários, toleram a violência política e procuram reduzir a autonomia dos órgãos de fiscalização. O processo não exige necessariamente a supressão imediata das eleições. Pode ocorrer por meio de alterações sucessivas, que tornam a competição menos justa e o exercício do poder menos controlável.

Bermeo (2016) identifica, entre as formas contemporâneas de retrocesso democrático, estratégias executivas que enfraquecem gradualmente os mecanismos de responsabilização e as garantias institucionais. A erosão democrática, nesse sentido, diferencia-se do golpe clássico porque pode utilizar procedimentos formalmente legais para produzir resultados substantivamente antidemocráticos.

É nessa perspectiva que devem ser examinadas as declarações políticas sobre mudanças constitucionais, reorganização dos Poderes e revisão das competências institucionais. Reformar uma Constituição não é, por si só, um ato autoritário. Constituições democráticas podem e devem ser modificadas segundo os procedimentos previstos no próprio ordenamento. O problema emerge quando a reforma pretende eliminar limites efetivos ao governante, capturar órgãos de controle ou tornar a alternância de poder progressivamente mais difícil.

A Constituição brasileira de 1988 estabelece a separação dos Poderes, protege direitos fundamentais e impõe limites ao exercício do poder político. Seu artigo 60, § 4º, impede deliberação sobre propostas de emenda tendentes a abolir, entre outros elementos, a separação dos Poderes e os direitos e garantias individuais (BRASIL, 1988).

Isso significa que a legitimidade democrática não pode ser reduzida ao resultado de uma eleição. A vitória eleitoral confere mandato para governar dentro da Constituição, e não autorização para eliminar as condições constitucionais que tornam legítima a própria conquista do poder. A democracia pressupõe alternância possível, oposição protegida, imprensa livre, Judiciário independente, eleições competitivas e instituições de controle capazes de investigar os governantes. Sem essas condições, a permanência de eleições periódicas não basta para garantir uma democracia substantiva.

O Guardian noticiou que Flávio Bolsonaro havia falado em promover mudanças constitucionais sob o argumento de “redemocratizar” o Brasil, o que gerou preocupação entre críticos quanto ao possível alcance das alterações propostas (PHILLIPS, 2026a). É necessário distinguir a declaração política de suas consequências jurídicas. A palavra “redemocratização” não prova, isoladamente, uma intenção autoritária. Para avaliar a proposta, é preciso examinar o conteúdo das mudanças anunciadas, seus efeitos sobre a separação dos Poderes, os mecanismos de fiscalização e a possibilidade de alternância governamental.

O problema surge quando a linguagem da democracia é empregada para justificar a redução dos controles democráticos. A concentração de poder pode ser apresentada como eficiência; a restrição de direitos, como segurança; a interferência sobre instituições de controle, como correção de supostos excessos; e a permanência prolongada no governo, como estabilidade. A análise crítica deve perguntar se as reformas fortalecem a capacidade de participação dos cidadãos ou a capacidade do governante de escapar à fiscalização. Essa distinção é central para identificar processos de erosão democrática.

Também é necessário observar o papel do Congresso Nacional, hoje com um senado e câmaras massivamente de direita e com um terço de integrantes da chamada extrema direita. Maiorias parlamentares são legítimas e indispensáveis à governabilidade, mas não podem ser compreendidas como autorização irrestrita para eliminar direitos fundamentais ou neutralizar os controles constitucionais. A democracia constitucional exige que maiorias e minorias permaneçam submetidas às mesmas regras e que a oposição conserve condições reais de atuação. O risco não está simplesmente na vitória de um campo ideológico. Está na eventual transformação de uma vitória eleitoral em mecanismo de restrição futura da competição política.

O clima como dimensão material da democracia

A relação entre democracia e meio ambiente é frequentemente tratada como se constituísse um tema secundário, subordinado às disputas econômicas. Essa hierarquia é equivocada. A capacidade de proteger ecossistemas, prevenir danos ambientais e assegurar direitos territoriais depende diretamente das instituições políticas e jurídicas.

O Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas concluiu que as alterações climáticas já produzem impactos generalizados sobre sistemas humanos e naturais, com riscos que aumentam conforme o aquecimento global avança (IPCC, 2023). A mitigação e a adaptação exigem coordenação estatal, continuidade de políticas públicas, produção de conhecimento científico e cooperação internacional.

No caso brasileiro, a proteção da Amazônia tem importância que ultrapassa a contabilização das emissões de carbono. A floresta participa da regulação dos ciclos hidrológicos, sustenta biodiversidade extraordinária e se relaciona com a segurança alimentar, a disponibilidade de água e a estabilidade de atividades econômicas em diferentes regiões.

Por isso, uma política de desmonte ambiental pode produzir custos econômicos e sociais que não aparecem imediatamente nas estatísticas fiscais. A perda de biodiversidade, a degradação de solos, os conflitos territoriais e a alteração de regimes de chuva afetam populações e setores produtivos muito além das áreas diretamente desmatadas.

O risco de retrocesso também precisa ser compreendido em termos de irreversibilidade. Algumas decisões administrativas podem ser revertidas rapidamente; ecossistemas degradados, espécies extintas e territórios destruídos não podem ser recuperados na mesma escala temporal. A assimetria entre a velocidade da exploração e a lentidão da recuperação transforma a política ambiental numa questão de responsabilidade intergeracional.

A proteção climática exige, portanto, uma democracia capaz de incorporar os interesses daqueles que não participam diretamente das decisões presentes: gerações futuras, comunidades afetadas e populações expostas a riscos ambientais crescentes.

A questão ganha ainda maior importância quando se considera a possibilidade de enfraquecimento simultâneo das instituições ambientais e dos controles constitucionais. Se os órgãos responsáveis pela fiscalização perdem capacidade de atuação e os mecanismos de responsabilização política e jurídica também são reduzidos, a exploração predatória pode encontrar menos obstáculos.

Recursos naturais, minerais críticos e soberania

Terras raras no Brasil e sua importância para a indústria, a geração de renda e a soberania nacional
Terras raras no Brasil: cadeia de valor e geração de renda no século 21 sob ameaça (Foto: Divulgação)

A disputa internacional por recursos naturais não se limita ao petróleo. Minerais críticos, terras raras, cobre, lítio e outros insumos estratégicos são fundamentais para tecnologias digitais, sistemas energéticos, infraestrutura e capacidades industriais e militares.

Quando da discussão da legislação de terras raras, oferecemos um parecer extenso sobre o tema aos congressistas, em que o mote era a construção de uma cadeia de valor e renda para empregos do século 21, abandonando o extrativismo e colonialismo do século 16 ( BAUER, Luciana; COSTA JUNIOR, Pedro da. Terras raras exigem estratégia industrial para garantir soberania. Jornal GGN, 6 maio 2026). A transição energética pode reduzir a dependência de combustíveis fósseis, mas também criar novas dependências relacionadas à mineração, ao processamento industrial e às cadeias de suprimento. Nesse cenário, países dotados de recursos naturais podem ampliar sua capacidade de negociação – desde que consigam transformar riqueza geológica em desenvolvimento tecnológico, renda pública e autonomia produtiva.

O Brasil precisa evitar que a disponibilidade de recursos estratégicos seja tratada como simples oportunidade de exportação de matérias-primas. A questão central é quem controla a extração, quem domina o processamento, quem detém a tecnologia, quem assume os riscos ambientais e quem se apropria do valor econômico produzido.

Esse debate torna-se especialmente relevante quando a competição entre Estados Unidos e China influencia as decisões sobre cadeias de suprimento e acesso a minerais críticos. O alinhamento diplomático não deve substituir a avaliação soberana de contratos, investimentos e políticas industriais.

Uma estratégia nacional consistente requer transparência, avaliação ambiental, consulta às populações afetadas, agregação de valor, pesquisa científica e mecanismos de repartição dos benefícios econômicos. Sem esses elementos, o país pode experimentar um paradoxo: dispor de recursos estratégicos abundantes e, simultaneamente, permanecer dependente de tecnologias, capitais e decisões empresariais externas.

A conexão entre a eleição brasileira e a geopolítica dos recursos naturais deve, contudo, ser formulada com precisão. Não basta presumir que uma eventual vitória de determinado candidato produzirá automaticamente a entrega de recursos nacionais a uma potência estrangeira. Afirmações sobre compromissos específicos, concessões ou promessas de acesso a minerais exigem documentos, declarações verificáveis e evidências independentes.

Conclusão

A eleição brasileira deve, portanto, ser julgada não apenas pelas promessas de eficiência, segurança ou crescimento econômico, mas pela compatibilidade dos projetos apresentados com a Constituição, os direitos fundamentais, a proteção ambiental e a autonomia do país. O alerta internacional não substitui a decisão soberana dos eleitores brasileiros. Seu papel legítimo é oferecer informações, questionar consequências e ampliar o debate público. A decisão pertence à sociedade brasileira, mas seus efeitos podem repercutir muito além de suas fronteiras.

A questão fundamental é esta: o Brasil conseguirá preservar uma democracia na qual nenhum governante esteja acima da Constituição, nenhum projeto econômico possa ignorar os limites ecológicos e nenhuma potência estrangeira determine os rumos estratégicos do país?

Essa é a dimensão histórica da disputa. Não se trata de presumir que uma eventual vitória de Flávio Bolsonaro produziria necessariamente todos os resultados temidos. Trata-se de reconhecer que, diante dos antecedentes políticos, das declarações públicas e das tensões geopolíticas documentadas, os riscos apontados merecem escrutínio rigoroso, debate público e defesa incondicional das instituições democráticas.

A democracia não se esgota no voto. Ela depende da capacidade permanente de limitar o poder, proteger direitos, preservar as condições materiais da vida e garantir que as decisões nacionais permaneçam submetidas à vontade livre e informada da sociedade. É por isso que a eleição brasileira importa ao mundo – e, por isso, o alerta do Guardian deve ser lido não como sentença sobre o futuro, mas como advertência sobre aquilo que uma democracia precisa proteger antes que seja tarde.

Festival celebra cultura e tradições nordestinas

Evento gratuito acontece neste sábado (24), na Concha Acústica da Praça dos Três Poderes, em Luís Eduardo Magalhães

Com sua diversidade cultural e suas manifestações reconhecidas nacionalmente, o Nordeste brasileiro será tema de uma programação cultural neste sábado (24), com a realização do Festival Viva Nordeste, em Luís Eduardo Magalhães.

O Festival Viva Nordeste foi concebido por meio do projeto de incentivo da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB), com apoio da Secretaria Municipal de Cultura e Esporte de Luís Eduardo Magalhães, e reforça a importância das políticas públicas de fomento à cultura e da valorização das produções artístico-culturais realizadas no município.

Com uma programação diversificada e repleta de atrações, o evento é aberto ao público e pretende valorizar as diferentes expressões da cultura nordestina, reunindo música, poesia, literatura de cordel, xilogravura, sarau e feira cultural comunitária. A programação será realizada na Concha Acústica da Praça dos Três Poderes, em Luís Eduardo Magalhães.

Serviço

Evento: Festival Viva Nordeste; O Nordeste Vive Aqui
Data: 24 de outubro de 2026 (sábado)
Local: Concha Acústica da Praça dos Três Poderes, Jardim Imperial, Luís Eduardo Magalhães
Entrada: Gratuita

O Estadão alertou, em editorial, o perigo da eleição do Baby Bozo e da ascensão dos milicianos.

O jornal “O Estadão” alertou, na sua página de opinião, sobre os perigos da ascensão dos milicianos de Flávio Bolsonaro ao poder.
“𝘾𝙖𝙙𝙖 𝙚𝙡𝙚𝙞𝙩𝙤𝙧 𝙩𝙚𝙢 𝙖 𝙡𝙞𝙗𝙚𝙧𝙙𝙖𝙙𝙚 𝙖𝙨𝙨𝙚𝙜𝙪𝙧𝙖𝙙𝙖 𝙥𝙚𝙡𝙖 𝘾𝙤𝙣𝙨𝙩𝙞𝙩𝙪𝙞𝙘̧𝙖̃𝙤 𝙥𝙖𝙧𝙖 𝙙𝙖𝙧 𝙨𝙚𝙪 𝙫𝙤𝙩𝙤 𝙖 𝙦𝙪𝙖𝙡𝙦𝙪𝙚𝙧 𝙘𝙖𝙣𝙙𝙞𝙙𝙖𝙩𝙤 𝙧𝙚𝙜𝙪𝙡𝙖𝙧𝙢𝙚𝙣𝙩𝙚 𝙧𝙚𝙜𝙞𝙨𝙩𝙧𝙖𝙙𝙤 𝙣𝙖 𝙅𝙪𝙨𝙩𝙞𝙘̧𝙖 𝙀𝙡𝙚𝙞𝙩𝙤𝙧𝙖𝙡. 𝙈𝙖𝙨 𝙦𝙪𝙚 𝙩𝙤𝙙𝙤𝙨 𝙚𝙨𝙩𝙚𝙟𝙖𝙢 𝙘𝙞𝙚𝙣𝙩𝙚𝙨 𝙙𝙚 𝙦𝙪𝙚, 𝙙𝙖𝙙𝙤 𝙤 𝙝𝙞𝙨𝙩𝙤́𝙧𝙞𝙘𝙤, 𝙖 𝙘𝙖𝙣𝙙𝙞𝙙𝙖𝙩𝙪𝙧𝙖 𝙥𝙧𝙚𝙨𝙞𝙙𝙚𝙣𝙘𝙞𝙖𝙡 𝙙𝙚 𝙁𝙡𝙖́𝙫𝙞𝙤 𝘽𝙤𝙡𝙨𝙤𝙣𝙖𝙧𝙤 𝙚𝙢𝙗𝙪𝙩𝙚 𝙤 𝙧𝙞𝙨𝙘𝙤 𝙙𝙖 𝙖𝙨𝙘𝙚𝙣𝙨𝙖̃𝙤 𝙙𝙖𝙨 𝙢𝙞𝙡𝙞́𝙘𝙞𝙖𝙨 𝙖𝙤 𝙩𝙤𝙥𝙤 𝙙𝙤 𝙥𝙤𝙙𝙚𝙧 𝙙𝙖 𝙍𝙚𝙥𝙪́𝙗𝙡𝙞𝙘𝙖”

Time Marabá realiza hoje, dia 22, a Carreta da Vitória de Flávio

A grande Carreata da Vitória da campanha de Flávio Bolsonaro acontecerá hoje, dia 22, em Luís Eduardo Magalhães, com concentração marcada a partir das 17h22, na Rotatória do Tropical Ville.

“É dia de vestir verde e amarelo, preparar as bandeiras, adesivar o carro e fazer uma festa linda pelas ruas da nossa cidade”, disse o prefeito Junior Marabá em suas redes sociais. “Vamos entregar novamente a maior votação da Bahia. Vamos aumentar os nossos próprios nossos números de votos e eleger Flávio 22 presidente”, concluiu o prefeito de Luís Eduardo Magalhães.

A região Oeste da Bahia entregou a Flávio Bolsonaro uma grande votação nos dois principais municípios da região. Luís Eduardo Magalhães – cidade que sempre deu a maioria dos seus votos para a Direita, entregou 62,03% de votos na urna à Flávio Bolsonaro. Em Barreiras 44,35% dos eleitores digitaram o 22, dando a ele 37.394 votos.

“Vamos ser novamente o exemplo de mudança do Nordeste. Mostrar que onde a liberdade econômica acontece, o Nordeste cresce. Hoje, dia 22, vamos festejar a vitória do 22 numa grande carreata”, disse o prefeito Junior Marabá.

 

Como explicar as mãos sujas de Flávio e do Advogado com o dinheiro de roubo do INSS.

Willer e a salinha da lavanderia.

Eu gostaria muito de saber como os eleitores de Flávio Bolsonaro e do seu advogado Willer Tomaz estão explicando a sala de contar dinheiro, disfarçada num hangar em Brasília.

A Polícia Federal descobriu ontem, mas está confirmado que o irmão Willer é o maior apostador do planeta, tendo investido algo como R$5 bilhões em uma Bet que nunca anunciou jogos para terceiros. O que reforça a idéia de mais do que casa de apostas ser uma lavanderia dos valores apurados nos desvios do INSS.

O advogado e empresário Willer Tomaz figura como investigado na Operação Sem Desconto.

Tomaz é citado nas investigações por movimentações financeiras atípicas milionárias. Conforme noticiou a coluna em agosto deste ano, quando foi deflagrada nova fase da Sem Desconto, a PF menciona movimentações de R$ 45,5 milhões atribuídas a Willer Tomaz, registradas entre maio e novembro de 2021.

Em outro trecho do relatório, a PF afirma que o advogado teria transferido R$ 120 mil a Milton Salvador de Almeida Júnior em 2021, um dos investigados por suposta participação na fraude.

O desastre da direita no Chile: só 27% apoiam Kast.

Kast MileiSe por um triste incidente político, Flávio Bolsonaro se cruzar com o poder no Brasil, certamente teremos o mesmo que acontece na Argentina, Chile. Bolívia, Colombia, Peru e Venezuela.

Extremista Antonio Kast, empossado há 7 meses, já tem 64% de desaprovação no Chile.

Político de extrema direita alinhado à família Bolsonaro e a Javier Milei faz governo desastroso, especialmente na área econômica, e é altamente rechaçado pela população que acabou de o eleger.

 

A lua de mel da população chilena com o projeto ultraconservador do presidente José Antonio Kast desmoronou em tempo recorde. Apenas sete meses após tomar posse no Palacio de La Moneda, a administração liderada pelo líder da extrema direita local enfrenta uma crise severa de popularidade e legitimidade.

Um levantamento recém-divulgado pelo instituto Agenda Criteria revela que expressivos 64% dos cidadãos chilenos reprovam a condução do atual governo, consolidando uma trajetória de queda livre para o mandatário que assumiu o comando do país em 11 de março deste ano sob promessas de prosperidade e ordem.

O patamar atual representa um contraste dramático em relação ao início do mandato: ao tomar posse, Kast desfrutava do apoio de 57% do eleitorado, enquanto sua rejeição inicial não ultrapassava a casa dos 30%. A rápida deterioração do capital político evidencia um sentimento generalizado de frustração entre os eleitores que optaram pelo discurso radical do candidato.

Alinhado ideologicamente a figuras da extrema direita sul-americana, como o argentino Javier Milei e a família Bolsonaro no Brasil, Kast fundamentou suas propostas de campanha na promessa de choque fiscal, desregulamentação e austeridade. No entanto, a aplicação prática dessas medidas tem coincidido com o agravamento dos principais indicadores sociais e macroeconômicos do Chile.

O cenário econômico sob a gestão de ultradireita tem apresentado sinais claros de retração. Segundo projeções do Banco Central do Chile, a expectativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) para o ano de 2026 foi revisada para baixo, situando-se em um intervalo modesto de apenas 0,25% a 0,75%.

A paralisação da atividade produtiva reflete-se de maneira direta no mercado de trabalho: dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatísticas (INE) indicam que o desemprego atingiu a taxa de 9,6% no trimestre encerrado em agosto — o patamar mais elevado registrado pelo país nos últimos cinco anos.

Às dificuldades econômicas estruturais somaram-se desastres ambientais de grande escala. O Chile vem sendo castigado por episódios climáticos severos decorrentes da passagem do fenômeno El Niño. Fortes temporais causaram inundações e estragos em 10 das 16 regiões do território chileno, expondo a fragilidade dos mecanismos estaduais de resposta emergencial e prevenção de danos sob o novo governo.

A combinação de paralisia econômica e crise ambiental aprofundou a percepção de inoperância estatal. De acordo com o painel da Agenda Criteria, realizado com 802 entrevistados entre os dias 8 e 9 de outubro, estarrecedores 82% dos chilenos afirmam que a gestão do presidente de ultradireita ficou muito abaixo das suas expectativas iniciais. Apenas 18% consideram que o governo superou o que dele se esperava.

Impasse fiscal e a rejeição ao arrocho social

O desgaste político do Palácio de La Moneda tende a se intensificar nas próximas semanas com o início das discussões da Lei de Orçamento para o ano de 2027 no Congresso Nacional.

A proposta encaminhada pelo Executivo ratifica o modelo de austeridade defendido por Kast, impondo fortes cortes nas despesas públicas para conter o déficit fiscal. Contudo, a estratégia tem gerado ampla resistência social e episódios de protesto nas ruas das principais cidades do país.

A visão da sociedade sobre o papel do Estado revela contradições que tornam o cenário do governo ainda mais delicado. Embora 58% da população declare que o Estado chileno administra e despende seus recursos de forma ineficiente, e 52% se mostre favorável à diminuição do quadro de servidores públicos, a aceitação popular termina no momento em que o ajuste fiscal atinge o bem-estar da população.

Quando questionados sobre onde o corte de gastos deve incidir, os chilenos rejeitam expressamente o desmonte da rede de proteção pública. Somente 19% dos consultados aprovam a ideia de que a redução orçamentária implique sacrificar ou enxugar programas sociais existentes, uma das marcas do plano de governo de Kast.

Mais radical ainda é a oposição ao corte de benefícios diretos: escassos 8% da população concordam com a diminuição ou extinção de bônus e subsídios governamentais destinados às famílias de menor renda.

Com o desemprego em alta, a economia estagnada e um projeto orçamentário focado na supressão de investimentos públicos e direitos sociais, o governo de José Antonio Kast inicia o seu oitavo mês sob forte isolamento popular e o desafio de governar um país majoritariamente insatisfeito com os rumos da sua política ultraconservadora.