




O empresário do agronegócio Nestor Hermes, apontado em investigações como um dos maiores grileiros de terras na região de divisa entre os estados da Bahia e Goiás, terá audiência de instrução e julgamento marcada para esta semana na Justiça Federal.
De acordo com informações divulgadas pelo portal Metrópoles, a audiência faz parte da ação penal nº 1004009-68.2020.4.01.3315, na qual o empresário responde por crime ambiental previsto no artigo 40 da Lei nº 9.605 de 1998, conhecida como Lei de Crimes Ambientais.
A legislação estabelece punição para quem causar dano direto ou indireto a Unidades de Conservação e às áreas previstas no artigo 27 do Decreto nº 99.274 de 1990, independentemente de sua localização. A pena prevista pode chegar a reclusão de um a cinco anos.
A audiência deverá reunir as partes envolvidas para a produção de provas, depoimentos e demais etapas da instrução judicial. Ao final do processo, a Justiça poderá definir as medidas e eventuais responsabilidades relacionadas ao caso.

Um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) aponta que uma empresa ligada ao vice-presidente do União Brasil e pré-candidato ao governo da Bahia, ACM Neto, recebeu R$ 3,6 milhões do Banco Master e da gestora de recursos Reag. Os repasses ocorreram após as eleições de 2022 e se estenderam até maio de 2024, segundo informações reveladas pelo jornal O Globo.
Os recursos foram transferidos à A&M Consultoria Ltda., empresa criada por ACM Neto em sociedade com sua esposa no final de dezembro de 2022. O Coaf, órgão de inteligência financeira vinculado ao Banco Central, registrou movimentações consideradas expressivas para a capacidade financeira declarada da empresa.
Segundo dados citados no relatório, entre junho de 2023 e maio de 2024 a empresa recebeu R$ 2,9 milhões em transferências. Desse total, R$ 1,5 milhão foram enviados pela gestora Reag em 11 repasses, enquanto R$ 1,3 milhão vieram do Banco Master em nove transferências. Antes desse período, em março e junho de 2023, a empresa também recebeu R$ 422,3 mil do Master e R$ 281,5 mil da Reag.
No mesmo intervalo analisado pelo Coaf, ACM Neto teria recebido de sua própria empresa R$ 4,2 milhões em 14 repasses. O relatório registra que a companhia movimentou valores considerados elevados em relação à estrutura financeira declarada. “Identificamos que, no período analisado, a empresa movimentou recursos expressivos, acima de sua capacidade financeira declarada”, afirma o documento do órgão responsável por monitorar operações suspeitas e prevenir lavagem de dinheiro.
A A&M Consultoria foi registrada em 28 de dezembro de 2022 com capital social de R$ 2 mil. De acordo com dados da Receita Federal, a atividade principal da empresa é a prestação de serviços de consultoria em gestão empresarial, além de atividades de apoio à educação.
Procurado pela reportagem, ACM Neto confirmou que recebeu os valores e afirmou que os pagamentos estão vinculados à prestação de serviços de consultoria. Em nota enviada ao jornal, o ex-prefeito de Salvador explicou que abriu a empresa quando já não ocupava cargo público e passou a prestar serviços a diferentes clientes.
“Isto sempre ocorreu com contratos formais, com o devido recolhimento de impostos e trabalhos de consultoria efetivamente executados, notadamente relacionados à análise da agenda político-econômica nacional, e materializados em diversas reuniões com o corpo técnico e jurídico dos contratantes”, declarou.
O dirigente do União Brasil também afirmou que, à época dos contratos, não havia fatos que desabonassem as empresas que o contrataram. “No período do contrato, existia nada que desabonasse as empresas citadas, sendo ambas atuantes em segmento empresarial rigidamente regulado”, disse.
Na mesma nota, ACM Neto afirmou que os serviços prestados não têm relação com investigações envolvendo o Banco Master. “Os serviços por mim prestados não envolveram qualquer tipo de irregularidade e não têm correlação com os temas que se noticia estarem sob investigação. Os honorários recebidos, os rendimentos declarados e os dividendos distribuídos são inteiramente compatíveis e congruentes, uma vez que, no mesmo período, foram prestados serviços de consultoria também a outros clientes. Vale frisar que tão logo cessou a prestação dos serviços, os contratos e pagamentos foram finalizados”, afirmou.
Ele acrescentou ainda que está “totalmente seguro em relação a estes fatos, haja vista não existir nada de errado”.
O Banco Master também contratou outros consultores e advogados com atuação no ambiente político e jurídico em Brasília. Segundo revelações anteriores do colunista Lauro Jardim, do próprio O Globo, o ex-ministro da Fazenda Guido Mantega foi contratado como consultor da instituição financeira.
Mantega teria intermediado um encontro entre o dono do banco, Daniel Vorcaro, e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, além de atuar em favor da aprovação da operação de venda do Master ao Banco de Brasília (BRB), instituição pública do Distrito Federal.
Outro nome ligado ao banco foi o ex-ministro da Justiça Ricardo Lewandowski, que passou a prestar consultoria após se aposentar do Supremo Tribunal Federal em 2023. O contrato previa pagamentos mensais de R$ 250 mil e resultou em R$ 6,5 milhões pagos ao ex-ministro e ao seu filho entre agosto de 2023 e agosto de 2025.
Também foi firmado contrato com o escritório da advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro do STF Alexandre de Moraes. O acordo, revelado pela colunista Malu Gaspar, previa pagamento de R$ 129 milhões ao longo de três anos para atuação em Brasília, mas foi encerrado após a prisão de Daniel Vorcaro e a liquidação do banco.
O Banco Master tornou-se alvo de investigações da Polícia Federal após a descoberta de um esquema bilionário de fraudes no sistema financeiro. As apurações indicam a emissão de títulos de crédito sem lastro e operações irregulares que podem alcançar cerca de R$ 12 bilhões.
Diante das irregularidades identificadas, o Banco Central decretou a liquidação da instituição em novembro de 2025. Na semana passada, o banqueiro Daniel Vorcaro foi preso pela segunda vez por decisão do ministro André Mendonça, relator do caso no Supremo Tribunal Federal.
Na decisão, Mendonça apontou que o empresário mantinha um “braço armado” para intimidar adversários, com uso de “coação por meio de sua milícia”
Do Brasil247


O preço da gasolina voltou a subir na Bahia e o aumento já foi repassado aos consumidores nesta terça-feira (10). Esta é a segunda alta registrada no estado em um intervalo de cinco dias.
De acordo com a Acelen, responsável pela Refinaria de Mataripe — antiga Refinaria Landulpho Alves — o reajuste foi de 7,5% no preço do litro da gasolina vendido às distribuidoras. O valor passou de R$ 2,8845 para R$ 3,1018.
Segundo a empresa, este é o maior preço registrado desde 2 de outubro de 2025, quando o litro foi comercializado a R$ 2,8940 para os revendedores.
Nos postos de combustíveis de Salvador, o impacto do reajuste já é percebido pelos motoristas. O litro da gasolina comum chegou a R$ 7,49, valor que representa aumento superior a R$ 0,50 em comparação ao preço praticado no dia 5 de março, quando ocorreu o primeiro reajuste do mês.
Ainda conforme a Acelen, os preços dos produtos da refinaria seguem critérios de mercado, e que variáveis como custo do petróleo, dólar e frete são levados em consideração.
Preços em dezembro de 2015 durante o Governo Dilma

Um navio porta-contêineres foi atingido por um projétil nas proximidades do estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo para o transporte de petróleo. A informação foi divulgada pela UKMTO (United Kingdom Maritime Trade Operations), agência de segurança marítima vinculada às Forças Armadas do Reino Unido.
Segundo o órgão, o capitão da embarcação relatou que o navio sofreu danos após ser atingido por um projétil ainda não identificado, mas informou que todos os tripulantes estão em segurança.
O incidente ocorreu a cerca de 25 milhas náuticas (aproximadamente 46 quilômetros) a noroeste de Ras Al Khaimah, nos Emirados Árabes Unidos. A área fica dentro do Golfo Pérsico, próxima ao estreito de Ormuz, ponto crucial para o comércio global de petróleo.
A região vive um período de forte tensão após a escalada do conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, que colocou a navegação no Golfo sob alerta máximo.
De acordo com a UKMTO, 14 incidentes envolvendo embarcações foram registrados entre 28 de fevereiro, data em que começou a atual crise militar, e esta terça-feira. Desse total, quatro casos foram classificados como atividades suspeitas, como relatos de explosões ou detonações próximas, enquanto dez ataques atingiram diretamente navios.
Segundo a agência, esses episódios já deixaram sete marinheiros mortos.
O estreito de Ormuz é considerado uma das rotas marítimas mais importantes do planeta, por onde normalmente passam cerca de 20% de todo o petróleo transportado no mundo. No entanto, o fluxo de embarcações caiu drasticamente desde o início da ofensiva militar liderada por Estados Unidos e Israel contra o Irã.
Teerã respondeu com ameaças de bloquear completamente a passagem. O governo iraniano afirmou que poderá impedir a exportação de “um único litro de petróleo da região” caso os ataques contra o país continuem.
Washington, por sua vez, declarou que qualquer tentativa de bloquear o estreito poderá levar a uma intensificação da ofensiva militar.
Diante da sequência de ataques e das ameaças crescentes, companhias de navegação têm evitado a rota, o que fez o tráfego no estreito de Ormuz cair a níveis mínimos nas últimas semanas.

Um mandado de prisão preventiva contra um homem de 39 anos foi cumprido, na segunda-feira (9), no município de Luís Eduardo Magalhães. Ele é investigado pela prática reiterada do crime de estupro de vulnerável contra, pelo menos, cinco vítimas.
As investigações apontam que os abusos ocorreram ao longo de aproximadamente dez anos, tendo como principais vítimas crianças e adolescentes que conviviam no mesmo ambiente familiar que o investigado.
O inquérito foi iniciado em julho de 2025, após duas jovens, atualmente com 18 e 20 anos, relatarem os abusos sofridos na infância.
Segundo os depoimentos, os crimes começaram quando elas tinham entre 8 e 9 anos, logo após a mãe das vítimas iniciar um relacionamento com o suspeito.
No decorrer das diligências, outras três mulheres foram identificadas como vítimas do mesmo homem. Uma delas relatou ter sido abusada aos 15 anos pelo padrasto de suas amigas, chegando a ter o quarto invadido durante a madrugada.
Outras duas familiares das vítimas iniciais também narraram episódios de assédio e investidas sexuais forçadas ocorridos quando ainda eram adolescentes.
De acordo com a delegada responsável pelo caso, Luara Gabriela, o investigado utilizava-se da posição de confiança depositada pela família para cometer os crimes. Para garantir o silêncio, ele utilizava ameaças de morte contra as vítimas e seus parentes próximos.
A ação foi realizada pelo Núcleo Especializado de Atendimento à Mulher de Luis Eduardo Magalhães com apoio da 11ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (Coorpin/Barreiras) e da Delegacia Territorial do município.

Nenhum apostador acertou as seis dezenas do concurso 2.982 da Mega-Sena, realizado nesta terça-feira (10). O prêmio acumulou e está estimado em R$ 65 milhões para o próximo sorteio.

Os números sorteados foram: 02 – 35 – 41 – 46 – 49 – 58
Para o próximo concurso, as apostas podem ser feitas até as 20h (horário de Brasília) de quinta-feira (12), em qualquer lotérica do país ou pela internet, no site ou aplicativo da Caixa.
A aposta simples, com seis dezenas, custa R$ 6.
O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, sancionou nesta terça-feira (10) a lei que autoriza o governo distrital a adotar medidas, como a venda de imóveis públicos, para reforçar o capital do Banco de Brasília (BRB). A decisão foi publicada em edição extraordinária do Diário Oficial do DF.

A nova legislação permite que o Governo do Distrito Federal, acionista controlador da instituição, realize operações financeiras e mobilize ativos públicos para apoiar o banco diante de pressões de liquidez e da crise de confiança relacionada a negócios com o Banco Master.
Entre as medidas autorizadas está a possibilidade de contratar empréstimos emergenciais de até R$ 6,6 bilhões, incluindo operações com o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) ou com outras instituições financeiras.
O texto permite ao governo utilizar até nove imóveis públicos como garantia ou lastro para operações financeiras destinadas a reforçar o caixa do BRB. Os ativos também poderão compor estruturas como fundos imobiliários para monetização no mercado.
Entre as áreas listadas está uma região de cerca de 716 hectares na Serrinha do Paranoá, um dos mananciais da capital federal, além de imóveis ocupados por empresas públicas no Setor de Indústria e Abastecimento (SIA).
Durante a sanção, Ibaneis vetou três dispositivos incluídos durante a tramitação do projeto na Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF).
Um dos trechos previa garantir ao Instituto de Previdência dos Servidores do Distrito Federal (Iprev-DF), acionista minoritário do banco, participação mínima de 20% no processo de capitalização.
Também foram vetadas regras que exigiam a publicação trimestral de relatórios sobre os imóveis envolvidos nas operações e a apresentação de um plano formal de retorno financeiro ao Distrito Federal.
A proposta foi aprovada na CLDF por 14 votos favoráveis e 10 contrários após debates entre parlamentares. Deputados da oposição classificaram o projeto como um possível “cheque em branco” ao governo, argumentando que faltaram informações detalhadas sobre os riscos ao patrimônio público.
Há também preocupação de que imóveis do Distrito Federal possam ser transferidos ao banco e posteriormente negociados no mercado por meio de fundos imobiliários. A lei foi aprovada apesar de recomendação contrária dos técnicos da Câmara Legislativa.
O BRB tenta conter a crise de confiança após operações envolvendo o Banco Master. A Polícia Federal investiga suspeitas de fraude na compra de cerca de R$ 12,2 bilhões em créditos da instituição ligada ao empresário Daniel Vorcaro.
Na segunda-feira (9), o banco anunciou ainda uma proposta de aumento de capital de até R$ 8,86 bilhões. Segundo a instituição, a medida busca fortalecer o patrimônio de referência, manter o índice de Basileia (um dos principais indicadores de solidez de uma instituição financeira) em níveis considerados prudenciais e ampliar a capacidade de absorção de perdas.

Governos de nove países da América do Sul se reúnem em Brasília (DF), nesta quarta e quinta-feira (11 e 12/03), para buscar soluções conjuntas diante dos impactos da mudança do clima sobre a agricultura, o abastecimento de alimentos, a soberania alimentar e a segurança nutricional na região. O encontro é promovido pela Rede de Sistemas Públicos de Abastecimento e Comercialização de Alimentos (Rede SPAA) na América Latina e Caribe, atualmente presidida pelo governo brasileiro, por meio da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), e coordenado pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO/ONU).
O seminário “Desafios e soluções para as mudanças climáticas: impactos na agricultura e nos sistemas agroalimentares do futuro” terá início nesta quarta-feira (11), a partir das 9 horas, no Centro de Desenvolvimento de Recursos Humanos (CDRH) da Conab, no Setor de Indústria e Abastecimento (SIA).
A solenidade de abertura contará com as presenças do presidente da Rede SPAA e da Conab, Edegar Pretto; do ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), Paulo Teixeira; da secretária nacional substituta de Segurança Alimentar e Nutricional do Ministério de Desenvolvimento e Assistência Social do Ministério de Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), Patrícia Gentil; do diretor da Agência Brasileira de Cooperação do Ministério das Relações Exteriores (ABC/MRE), embaixador Ruy Pereira; e do representante da FAO no Brasil, Jorge Meza.
O evento reunirá representantes de governos do Brasil, Argentina, Chile, Colômbia, Equador, Paraguai, Peru, Uruguai e Venezuela, organismos internacionais e especialistas para discutir políticas públicas, instrumentos de abastecimento e estratégias capazes de tornar os sistemas agroalimentares mais resilientes aos eventos climáticos extremos.
Serviço:
Desafios e soluções para as mudanças climáticas: impactos na agricultura e nos sistemas agroalimentares do futuro
Datas: Quarta-feira (11) e quinta-feira (12) de março de 2026
Horários: Quarta (11), de 9h às 18h | Quinta (12), de 08h30 às 18h
Abertura: Quarta-feira, 11 de março 2026, a partir das 9h
Encerramento: Quinta-feira, 12 de março de 2026, a partir das 17h
Local: Centro de Desenvolvimento de Recursos Humanos (CDRH) da Conab
Endereço: SIA Q 6 C – SIA, Brasília/DF – CEP: 71200-040
Acesse a programação do evento
A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) inicia nesta terça-feira (10) o julgamento de dois deputados federais e um suplente do PL pelos crimes de corrupção passiva e organização criminosa. A sessão está prevista para começar às 9h.

O colegiado vai julgar a ação penal na qual são réus os parlamentares Josimar Maranhãozinho (PL-MA) e Pastor Gil (PL-MA), além do suplente Bosco Costa (PL-SE).
Eles são acusados pela Procuradoria-Geral da República (PGR) de cobrarem propina para a liberação de emendas parlamentares.
Além dos deputados, mais cinco pessoas ligadas aos parlamentares são réus no processo e também serão julgadas.
De acordo com a PGR, entre janeiro e agosto de 2020, os acusados solicitaram vantagem indevida de R$ 1,6 milhão para liberação de R$ 6,6 milhões em emendas para o município de São José de Ribamar (MA).
O caso é relatado pelo ministro Cristiano Zanin. Também fazem parte da turma os ministros Flavio Dino, Alexandre de Moraes e Cármen Lúcia.
Além da sessão desta manhã, o STF marcou mais duas reuniões para analisar o caso, que serão realizadas nesta tarde e na manhã desta quarta-feira (11).
Durante a tramitação do processo, a defesa do deputado Josimar Maranhãozinho declarou ao Supremo que as acusações da PGR contra o parlamentar se “mostram frágeis e desfundamentadas”.
Os advogados de Bosco Costa defenderam a rejeição da denúncia por falta de provas. A defesa afirmou ao Supremo que a acusação está baseada em “diálogos de terceiros e anotações manuscritas desconhecidas de Bosco”.
A defesa de Pastor Gil defendeu a ilegalidade das provas obtidas na investigação por entender que o caso deveria ter iniciado no STF, e não na Justiça Federal do Maranhão. Os advogados também acrescentaram que a denúncia é baseada em “hipóteses e conjecturas”.

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu alertas de perigo para chuvas intensas em todas as regiões do país. Os maiores acumulados de chuva nesta semana, até a próxima segunda-feira (16), são previstos para o norte do estado de São Paulo, Triângulo Mineiro, sul de Goiás e áreas do norte de Mato Grosso do Sul e da Amazônia Legal.

Para esta quarta-feira (11), há um alerta de grande perigo pelo acumulado de chuva no norte de São Paulo, sul de Minas e Triângulo Mineiro e região central de Mato Grosso do Sul. As precipitações devem passar de 60 milímetros por hora ou acima de 100 milímetros por dia, com grande risco de alagamentos, transbordamentos de rios e deslizamentos de encostas em cidades com essas características.
A semana deve apresentar chuvas persistentes, com acumulados que podem superar 200 milímetros no norte de São Paulo e no Triângulo Mineiro.
No último final de semana, duas pessoas morreram no estado de São Paulo, em decorrência das chuvas. Segundo a Defesa Civil, as duas mortes estão associadas a enxurradas que ocorreram nos municípios de São Bernardo do Campo e Sorocaba.
Na semana passada, as tempestades que atingiram estados da Região Sudeste desde o fim de fevereiro levaram o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional a reconhecer situação de emergência em 16 cidades de Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo.
A maioria das cidades estão em Minas Gerais, onde o número de mortes causadas por deslizamentos e enchentes na Zona da Mata Mineira passou de 70.
Uma frente fria também avança pela costa das regiões Sul e Sudeste, derrubando as temperaturas máximas no leste dessas regiões. Em contrapartida, a tendência é de temperaturas elevadas no centro-norte do Brasil, sobretudo em áreas do interior da Região Nordeste.

Durante todo o dia desta segunda-feira, o prefeito Junior Marabá esteve fiscalizando as obras de recapeamento asfáltico na cidade de Luís Eduardo Magalhães, que teve início após o longo período de chuvas na região Oeste da Bahia. O trabalho da Secretaria de Infraestrutura começou na Rua Walter Pepino, no bairro Cidade Universitária, e na Rua Morro do Chapéu, no bairro Santa Cruz.
“Estávamos aguardando as chuvas passarem para que pudéssemos dar início às obras de recapeamento das vias mais antigas da cidade. Iniciamos com três frentes de trabalho, uma aqui na Cidade Universitária e outra no Santa Cruz. E já na quarta-feira iremos iniciar com a Avenida Kishiro Murata”, informou o prefeito Junior Marabá.
O prefeito acompanhou as obras nas ruas até tarde da noite, ao lado do vice-prefeito Franklin Willer – que é ex-secretário de Infraestrutura, e do atual secretário, Guelson Channakian. Marabá explicou sua decisão de iniciar as obras de recapeamento e recuperação das ruas antigas apenas agora, no período de estiagem.
“Quando assumimos o governo nós tínhamos apenas cerca de 30% das ruas asfaltadas. Hoje estamos com mais de 80%. Nós não tínhamos como fazer asfalto e recapeamento ao mesmo tempo. Decidimos priorizar as ruas que estavam na lama e na poeira, onde fizemos bairros inteiros, a exemplo do Florais Léa, e agora iniciaremos o trabalho de recapeamento e requalificação dos asfaltos mais antigos que foram feitos de forma inapropriada”, explicou o prefeito Junior Marabá.

Estreito de Ormuz: mais de 250 navios fundeados à espera da abertura.

Em dia de reviravoltas no mercado financeiro, o dólar teve forte queda e praticamente compensou a alta acumulada desde o início da guerra no Oriente Médio. A bolsa subiu quase 1%, aproximando-se dos 181 mil pontos. O petróleo, que se aproximou dos US$ 120 durante a madrugada, recuou após declarações do presidente Donald Trump de que o conflito está perto do fim.

O dólar comercial encerrou esta segunda-feira (9) vendido a R$ 5,165, com queda de R$ 0,079 (-1,52%). A cotação teve um dia volátil, abrindo em R$ 5,28, mas desacelerando com investidores vendendo dólares para embolsar lucros. Com a redução das tensões internacionais, a cotação estava em torno de R$ 5,20, quando intensificou o recuo após a fala de Trump.
A moeda estadunidense está no menor nível desde 27 de fevereiro, véspera do início dos bombardeios ao Irã. A divisa acumula queda de 5,89% em relação ao real em 2026. O euro comercial fechou a R$ 5,99, fechando abaixo de R$ 6 pela primeira vez desde 21 de fevereiro do ano passado.
O mercado de ações teve um dia de recuperação. O índice Ibovespa, da B3, fechou aos 180.915 pontos, com alta de 0,86%.
O indicador operava com leve alta de 0,2% até as 16h, quando disparou após Trump dizer, em entrevista à rede de televisão CBS, acreditar que a guerra contra o Irã “está praticamente concluída” e que os Estados Unidos estão “muito à frente” do prazo de quatro a cinco semanas de conflito estimado inicialmente.
Antes da declaração de Trump, o petróleo do tipo Brent, usado nas negociações internacionais, subia cerca de 7% e estava em torno de US$ 97 o barril. Minutos após a fala, a cotação caiu para US$ 88.
Além da mudança de postura de Trump, fatores externos tinham ajudado a segurar a alta do petróleo tipo Brent, que chegou a US$ 119,50 durante a madrugada. Primeiramente, os países do G7, grupo das sete democracias mais industrializadas do planeta, anunciaram uma ajuda para o setor petroleiro.
Também nesta segunda, o presidente da França, Emmanuel Macron, anunciou que o país poderia enviar fragatas para defender navios que passassem pelo Estreito de Ormuz, bloqueado pelo Irã. Isso também ajudou a aliviar os preços do petróleo.
* com informações da Reuters

Produtores rurais do Rio Grande do Sul reclamam que está faltando óleo diesel no estado e alertam que problemas no fornecimento desse combustível para as propriedades rurais gaúchas podem prejudicar a colheita da safra de verão.

Em um comunicado publicado no sábado (7) em suas redes sociais, a Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul) informou que o cenário atual é crítico, principalmente porque neste momento está ocorrendo o auge da safra de verão, especialmente de soja e arroz. O Rio Grande do Sul é o principal responsável pela produção de arroz no país, sendo responsável por 70% dos grãos produzidos no Brasil.
“A Farsul vem a público externar sua preocupação com reclamações recorrentes, por parte de produtores rurais, da não entrega de combustíveis pelos Transportadores Revendedores Retalhistas (TRRs) nas últimas 48 horas e a informação de que o serviço não será normalizado neste final de semana”, escreveu a Farsul. ]
O TRR é a empresa autorizada pela Agência Nacional do Petróleo (ANP) para adquirir combustível a granel, óleo lubrificante acabado e graxa envasados em grandes quantidades para depois revender aos produtores rurais.
Ele também é responsável pelo armazenamento, transporte, controle de qualidade e assistência técnica ao consumidor quando da comercialização de combustíveis.
Segundo a Farsul, as empresas responsáveis pela distribuição de diesel nas propriedades rurais têm afirmado que o problema se inicia já nas refinarias que, sem aviso prévio ou justificativa, com a suspensão da distribuição desses combustíveis.
“A Farsul ressalta a gravidade da situação. O Rio Grande do Sul está em meio a colheita da safra de verão, em especial arroz e soja. O atraso no trabalho faz com que as lavouras fiquem expostas a intempéries em um estado que já vem sofrendo volumoso prejuízo pelo acúmulo de perdas em razão de eventos climáticos, impactando em toda a economia gaúcha”.
Por meio de nota, a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis informou que vem monitorando o caso desde que recebeu informações sobre “dificuldades pontuais” de aquisição de diesel por produtores rurais.
Segundo a ANP, seus técnicos apuraram que o Rio Grande do Sul conta com estoques suficientes para assegurar o abastecimento regular de diesel e que a “produção e a entrega do combustível seguem em ritmo regular pelo principal fornecedor da região”.
A ANP informou ainda que está notificando formalmente as distribuidoras para prestarem esclarecimentos sobre o volume em estoque, os pedidos recebidos e os pedidos efetivamente aceitos.
“Cabe destacar que o Rio Grande do Sul é um estado que produz mais diesel do que consome, encontra-se com nível de estoque regular e não foram constatadas justificativas técnicas ou operacionais que expliquem uma eventual recusa no fornecimento do produto. Além disso, informamos que aumentos de preços injustificados no estado também serão objeto de investigação da ANP em conjunto com órgãos de defesa do consumidor.”
Procurada pela Agência Brasil, a Petrobras informou que “não houve qualquer alteração em relação às entregas de diesel por parte de suas refinarias e que elas estão ocorrendo conforme o planejado”.
Em nota, a Petrobras destacou ainda que, as entregas de diesel para o estado do Rio Grande do Sul “estão sendo realizadas dentro do volume programado”.
Role as telas para o lado para ver toda a crise energética que se avizinha com o fechamento do estreito de Ormuz.
Porto russo carrega fertilizantes para o Brasil.
Os preços dos fertilizantes nitrogenados registraram forte alta nos últimos dias após os desdobramentos do conflito no Oriente Médio e seus impactos diretos sobre a oferta global e a logística de exportação. De acordo com a StoneX, empresa global de serviços financeiros, o movimento de valorização foi observado em diversos mercados, incluindo o Brasil, onde as cotações de produtos nitrogenados apresentaram variações semanais expressivas.
Nos portos brasileiros, a ureia registrou alta superior a 15% na semana, enquanto o nitrato de amônio apresentou aumento ainda mais acentuado, com valorização de cerca de 28% após subir mais de US$ 100 por tonelada no mesmo período.
Segundo o analista de Inteligência de Mercado, Tomás Pernías, o movimento está diretamente ligado tanto às incertezas geradas pelo conflito quanto aos impactos concretos já observados na cadeia global de fertilizantes.
“Nos dias que se seguiram ao início do conflito, muitos fornecedores retiraram suas ofertas do mercado enquanto aguardavam maior clareza sobre a situação e sobre a formação de preços da ureia no mercado internacional. Ao mesmo tempo, houve redução da produção de nitrogenados no Catar após ataques no país, o que já indica uma diminuição na disponibilidade global de mercadorias”, ressalta Pernías.
Outro fator que pressiona o mercado é a situação logística na região. A navegação no Estreito de Hormuz, rota estratégica para o comércio global de insumos, tem sido prejudicada, comprometendo o escoamento de fertilizantes, gás natural e enxofre produzidos no Oriente Médio.
“De forma geral, o Oriente Médio responde por cerca de 40% das exportações mundiais de ureia. Qualquer interrupção prolongada nessa região pode gerar impactos significativos na oferta global, especialmente se o conflito se estender por semanas ou meses”, explica o analista.
No curto prazo, os Estados Unidos tendem a sentir primeiro os efeitos dessa redução da oferta global. O país atravessa um período crucial de preparação para a safra de primavera, momento em que a demanda por fertilizantes costuma ganhar força à medida que as temperaturas se tornam mais favoráveis às aplicações no campo.
“Caso os preços mais elevados do mercado internacional sejam repassados ao comprador norte-americano, existe o risco de pressão sobre as margens dos agricultores, justamente em um momento importante de planejamento da safra”, destaca Pernías.
No Brasil, o impacto tende a ser mais gradual. As compras de fertilizantes nitrogenados geralmente se intensificam apenas nos meses finais do ano, período que antecede o plantio da safrinha de milho. Diante do cenário atual, muitos importadores podem optar por adotar uma postura mais cautelosa no curto prazo.
“Apesar disso, o nível de incerteza é elevado e não há garantia de que os preços estarão mais favoráveis nas próximas semanas. A falta de previsibilidade no cenário geopolítico torna o comportamento do mercado de fertilizantes especialmente difícil de antecipar neste momento”, conclui o analista.

O Santander anuncia o lançamento do Santander Fala Mundo 2026, programa inédito que disponibilizará 10 mil oportunidades de estudo para o aprendizado de idiomas. As bolsas garantem acesso gratuito à plataforma Immerse, um ambiente moderno de aprendizagem imersiva que combina inteligência artificial, realidade virtual e metodologias inovadoras, com atividades práticas e interações guiadas que aceleram o desenvolvimento em línguas estrangeiras.
A inteligência artificial está presente em dois momentos principais da jornada: no teste de nivelamento, que identifica o nível de proficiência do aluno e constrói uma trilha de aprendizagem personalizada; e nas atividades de conversação, nas quais a IA conduz diálogos sobre temas de interesse do participante, proporcionando prática dinâmica e contextualizada.
Os bolsistas poderão escolher entre inglês, espanhol ou francês e terão acesso a um método que prioriza a conversação e a aplicação do idioma em situações reais, desde o nível básico até o avançado.
A proposta do programa é desenvolver a fluência dos participantes de forma personalizada, respeitando o ritmo e o nível de cada aluno. A plataforma segue os níveis internacionais de aprendizado (CEFR e ACTFL), indo do A1 (iniciante baixo) até C1 (avançado superior), cada nível possui 5 fases de aprendizado.
“O Fala Mundo 2026 integra tecnologia de ponta ao ensino de idiomas e amplia o acesso a uma formação linguística de qualidade, ao combinar inovação, prática e personalização no processo de aprendizagem. A iniciativa amplia o acesso a uma formação linguística de qualidade e contribui para expandir horizontes profissionais e pessoais em um mercado cada vez mais globalizado”, diz Carolina Learth, sênior Head de plataformas globais do Santander.
A plataforma da Immerse utiliza conversas guiadas com inteligência artificial, atividades interativas de vocabulário e aulas ao vivo com tutores especializados, criando um ambiente dinâmico que simula contextos do cotidiano e amplia a confiança do aluno no uso do idioma.
Entre os diferenciais do programa estão o uso de uma plataforma educacional inovadora, a aprendizagem prática baseada em experiências reais e a aplicação de inteligência artificial como aliada no processo de ensino, potencializando o engajamento e a evolução dos participantes. As inscrições estão abertas até 16/03/2026 e podem ser feitas pelo link Santander Open Academy

Um acidente envolvendo duas carretas foi registrado na manhã deste domingo (8) no km 490 da BR-242, na Serra da Mangabeira, no município de Brotas de Macaúbas, na Bahia. A colisão ocorreu por volta das 10h30 e provocou a interdição total da rodovia.
Com o impacto, as cabines dos dois veículos ficaram bastante danificadas. Peças das carretas ficaram espalhadas pela pista, além de grande quantidade de óleo derramado no asfalto, o que exigiu a interrupção do tráfego no local.
O acidente provocou lentidão no trânsito no trecho da serra. Segundo informações iniciais, o sinistro foi do tipo colisão frontal entre as carretas.
Até o momento, não há confirmação sobre feridos nem sobre as causas da colisão.
Equipes da Polícia Rodoviária Federal (PRF) estiveram no local para registrar a ocorrência e realizar a sinalização da via. O tráfego passou a ser desviado pelo acostamento no sentido crescente da rodovia.

São Paulo encabeça a lista, com 86 confirmações -66% do total. Em seguida aparecem Rio de Janeiro (19), Roraima (10), Minas Gerais (7), Rio Grande do Norte (3), Rio Grande do Sul (3) e Paraná (2). Sergipe, Santa Catarina, Paraíba, Goiás, Ceará e Distrito Federal têm 1 caso cada.
O número de casos mais que dobrou entre a segunda quinzena de fevereiro e a última quinta-feira. Além das confirmações, há 570 casos sob investigação, e 7 classificados como prováveis. O país ainda não registrou óbitos pela doença neste ano. Em 2025, foram contabilizados 1.079 casos e dois óbitos.
Segundo o Ministério da Saúde, o cenário atual de mpox no Brasil não indica uma situação de crise e o SUS (Sistema Único de Saúde) está preparado para o diagnóstico, tratamento e monitoramento dos casos, com investigação epidemiológica e rastreamento de contatos.
A doença, causada pelo vírus mpox, anteriormente conhecido como vírus da varíola dos macacos (monkeypox, em inglês), causa febre, dor de cabeça, dor no corpo, cansaço e aumento dos linfonodos -este último, que causa pequenos inchaços em algumas regiões do corpo.
Se evoluir para a chamada fase eruptiva, surgem também lesões na pele que podem ocorrer na face, região genital, perianal, palmas de mão e do pé e mucosa.
O Oeste da Bahia receberá novos investimentos em infraestrutura voltados ao fortalecimento da agropecuária regional. As ações, viabilizadas por meio do Programa para o Desenvolvimento da Agropecuária (Prodeagro), foram anunciadas nesta sexta-feira (6) pelo governador Jerônimo Rodrigues e pelo secretário da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura, Pablo Barrozo, durante a 13ª edição da AgroRosário 2026, realizada no município de Correntina.
De acordo com o governador, o evento reforça a importância do agronegócio para o desenvolvimento econômico e sustentável do país.“Essa é a segunda vez que participo da feira Agro Rosário e destaco o fortalecimento e a organização do evento para negócios, além da distribuição de tecnologia rural. O agro tem uma grande contribuição para o PIB brasileiro, na geração de emprego e renda. Aqui temos um agro que cuida do meio ambiente, dos recursos hídricos e da vegetação do Cerrado, e que tem nos dado as mãos para fazer parcerias”, destacou Jerônimo Rodrigues.
Segundo o titular da Seagri, a região Oeste continua se destacando no cenário nacional pela forte produção de grãos e pela capacidade de atrair investimentos que geram emprego, renda e fortalecem toda a cadeia produtiva do agronegócio.“Os investimentos do Governo do Estado realizados aqui visam impulsionar ainda mais a produtividade da agricultura local, que tem contribuído para posicionar a Bahia como destaque nos cenários nacional e internacional”, afirmou Pablo Barrozo.
Entre as entregas anunciadas está a construção e o aparelhamento de uma unidade da Polícia Militar no distrito de Rosário, em Correntina, com investimento de R$ 2,143 milhões. A estrutura foi erguida em terreno cedido pela prefeitura municipal e contribuirá para ampliar a capacidade operacional das forças de segurança, fortalecendo as ações de policiamento e garantindo mais proteção à população e ao setor produtivo.
A atuação da Agência de Defesa Agropecuária da Bahia na região também será reforçada com a entrega de um novo veículo de atendimento móvel. O equipamento ampliará as atividades de defesa agropecuária nos municípios do entorno, atuando em feiras, propriedades rurais e rodovias.
Reunião com produtores
Durante a programação da feira, o secretário também participou de uma reunião com representantes da Associação dos Produtores Rurais da Chapada do Rio Pratudão. No encontro, foram discutidas demandas estratégicas para o desenvolvimento da região, com destaque para melhorias na infraestrutura logística e no sistema de transmissão de energia elétrica.
Pablo Barrozo explicou que a agenda no Oeste baiano reforça o diálogo com produtores e fortalece as ações voltadas ao campo.
“A região vai se industrializar. Nós temos um compromisso com toda a infraestrutura, ou seja, as estradas, a energia e a irrigação. Temos a certeza de que aqui vai se produzir muito mais, com as ações que o Governo do Estado tem realizado, junto com as associações ligadas à agricultura”, assegurou .
Vitrine do agronegócio
A AgroRosário chega à sua 13ª edição em 2026 registrando números históricos. Organizado pela J&H Sementes, o evento reuniu até este sábado (7) mais de 200 expositores de todo o Nordeste, entre produtores, empresas e representantes do setor público.
Para o secretário, a feira já se consolidou como uma das principais vitrines do agronegócio baiano. “A AgroRosário vem se firmando como uma das mais importantes vitrines do agronegócio na Bahia. Parabenizo todos os envolvidos na organização, em especial seus idealizadores, Harald Kudiess e Gunila Kudiess, além de todos os produtores que contribuem para consolidar este evento como símbolo da força e do futuro do Oeste baiano”, finalizou Barrozo.

Por Sérgio Alarcon*
Existe um método político degradante que já vimos funcionar no Brasil – e que continua sendo usado. Ele é simples: multiplicar suspeitas até que a suspeita vire verdade social, mesmo quando não existe prova concreta.
Funciona assim.
Primeiro aparece um vazamento, uma “informação de bastidor”, uma hipótese levantada por “fontes”. Muitas vezes o processo está em sigilo, o que significa que ninguém pode verificar nada. Ainda assim, a manchete surge: “PF avalia prisão”, “investigação pode avançar”, “delegados defendem medida dura”.
Note o truque: não há fato. Há apenas a possibilidade de um fato.
Mas a possibilidade vira notícia. E a notícia vira narrativa.
Foi exatamente assim que se consolidou, durante anos, um ambiente de acusação permanente em torno da operação criminosa e impune chamada Operação Lava Jato – um dos maiores crimes já cometidos contra o Brasil e os brasileiros. Na Lava Jato eram comuns os vazamentos seletivos, as hipóteses apresentadas como fatos políticos e uma cobertura midiática que frequentemente transformava suspeita em culpa presumida. Com sonoplastia igual à dos vídeos infames do Chupetinha (esse neofascista não existe à toa).
O resultado foi a criação de um tribunal paralelo: o tribunal da opinião pública.
Nesse tribunal, o processo não precisa terminar. A acusação já cumpriu sua função quando consegue produzir dano nas reputações e deslegitimação política.
Esse mecanismo também dialoga com outra técnica amplamente usada na política desde a infame eleição de 2018: acusar permanentemente o adversário para encobrir ou relativizar os próprios problemas.
Quando o governo Lula descobriu a corrupção no INSS – que governos como o do golpista Temer e do presidiário também golpista Jair ajudaram a transformar em negócio empresarial – a turma ligada à organização criminosa chefiada pelo presidiário citado correu para criar a farsa de uma CPMI.
É uma estratégia recorrente dos lumpesinos do Congresso: produzir uma torrente contínua de acusações, teorias e escândalos narrativos. Essa a função, por exemplo, de terem colocado Lulinha no meio dessa barafunda. Quando tudo vira escândalo, o efeito é a confusão. E, quando a confusão se instala, o público passa a acreditar que “todos são iguais”.
É uma forma eficaz de dissolver responsabilidades.
O problema é que essa engrenagem – vazamento, manchete especulativa, acusação repetida – não destrói apenas reputações individuais. Ela corrói algo maior: a própria confiança pública nas instituições. E minar as instituições é exatamente o interesse de quem quer um golpe.
Não tenho dúvidas de que estamos em meio a mais uma tentativa de golpe. Talvez motivada pelo dedo no vespeiro que significa atacar não apenas os bozistas no INSS, mas também os laços que ligam o sistema financeiro ao crime organizado.
E quando falo em crime organizado não falo em pés-rapados como o Comando Vermelho. Falo dos capitalistas: os donos dos meios de produção dos mercados ilegais – do mercado de drogas ao mercado de lavagem de dinheiro, armas e contrabando.
É esse mesmo mercado que também produz figuras estapafúrdias como esses politiqueiros defensores do esfacelamento institucional – como Chupetinha ou Flávio Rachadinha.
É claro que investigações precisam existir. Crimes precisam ser apurados. Isso é básico em qualquer democracia.
Mas investigação não é espetáculo, e hipótese não é prova. Aliás, esse tipo de espetacularização deveria ser considerado crime desde a Lava Jato, que – volto a dizer – continua impune.
Quando a suspeita passa a ser tratada como notícia definitiva e quando narrativas são fabricadas antes dos fatos, o que se produz não é jornalismo investigativo. É outra coisa: uma máquina de suspeição permanente que serve como arma de assalto.
Pois é disso que se trata: querem assaltar nossas carteiras.
Uma democracia que vive permanentemente sob suspeita fabricada acaba se tornando refém exatamente daqueles que mais se beneficiam da confusão: os bandidos.
Então imaginem o que será de nós se esse novo golpe for bem-sucedido – e uma figura como Rachadinha se tornar presidente da República.
A cagada será homérica.
E com Chupetinha como ministro da Propaganda… assessorado pelos lavajatistas da Globo… de Malu a Vladimir…
Em poucos meses passaremos da República Federativa à ditadura do lumpesinato, onde a pilhagem vira política de Estado e, de cidadãos, nos
tornaremos ovelhas a serem tosquiadas ad infinitum.
*Sergio Alarcon é Doutor em Ciências na área de Saúde Pública (sub área de Políticas Públicas) pela ENSP/Fiocruz (2008). Concluiu o Mestrado em Saúde Pública (sub área de Gestão e Planejamento de Serviços e Sistemas de Saúde) pela Fundação Oswaldo Cruz em 2002.

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O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu neste domingo (8) um alerta de chuvas intensas para a Bahia e outros 25 estados do país. De acordo com o aviso meteorológico, as condições climáticas devem persistir até a manhã de segunda-feira (9).
Segundo o órgão, a previsão indica volumes de 20 a 30 milímetros por hora ou até 50 milímetros por dia, além de ventos intensos entre 40 e 60 km/h. O alerta é válido das 10h deste domingo até as 10h de segunda-feira.
Na Bahia, as chuvas devem atingir principalmente as regiões sul, centro-sul, extremo oeste e o Vale do São Francisco.
Apesar da previsão de instabilidade, o Inmet aponta baixo risco para ocorrências mais graves, como cortes de energia elétrica, queda de galhos de árvores, alagamentos e descargas elétricas.
Na capital Salvador, a previsão para este domingo indica chuvas isoladas ao longo do dia, com temperaturas variando entre 24°C e 31°C. Os ventos devem ser fracos a moderados, com possibilidade de rajadas. Para a segunda-feira, a tendência é de céu parcialmente nublado a claro.
Além da Bahia, o alerta também vale para os estados do Acre, Amapá, Amazonas, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraíba, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Roraima, Santa Catarina, São Paulo e Tocantins.

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) cumpriu 302 mandados de prisão em aberto relacionados a crimes de violência contra mulheres entre 9 de fevereiro e 5 de março, durante a segunda fase da Operação Alerta Lilás. A ação foi realizada em alusão ao Dia Internacional da Mulher, celebrado neste domingo (8).
Segundo a corporação, a maior parte das prisões ocorreu por não pagamento de pensão alimentícia, com 215 mandados cumpridos. Também houve detenções por estupro (37 casos, sendo 27 contra pessoas vulneráveis) e por descumprimento de medida protetiva (16).
Os estados com maior número de mandados executados foram Rio Grande do Sul (26), Goiás (22) e Minas Gerais (18). Ao longo dos 24 dias da operação, iniciada durante o Carnaval, a média foi de 12 prisões por dia. Na edição de 2025 da ação, 83 mandados haviam sido cumpridos.
Criado pela PRF em 2025, o Alerta Lilás foi instituído em referência ao Dia Nacional de Luta contra a Violência à Mulher, celebrado em 10 de outubro. A iniciativa consiste na ativação de avisos no sistema de consulta criminal da corporação, integrado ao Banco Nacional de Medidas Penais e Prisões do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
Com o alerta ativado, policiais rodoviários federais de todo o país podem direcionar fiscalizações para localizar pessoas com mandados de prisão em aberto. As abordagens podem ocorrer em unidades da PRF, durante operações de rotina em rodovias, ou em pontos estratégicos, como áreas de descanso, postos de combustível e praças de pedágio.
Apesar do endurecimento da legislação e da ampliação das redes de proteção, o Brasil ainda registra índices elevados de violência contra mulheres. De acordo com dados do Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp), em 2025 foram registrados 1.559 feminicídios no país, além de mais de 83 mil casos de estupro, dos quais 59 mil contra pessoas vulneráveis, em sua maioria crianças e adolescentes.
Em fevereiro, representantes dos três Poderes assinaram o Pacto Nacional Brasil de Enfrentamento ao Feminicídio, que prevê ações para fortalecer as redes de proteção, acelerar o cumprimento de medidas protetivas, ampliar campanhas educativas e responsabilizar agressores.
“O Brasil aparece globalmente como o quinto país mais arriscado para as mulheres, onde o sentimento, que compartilho, é de terror. A gente se preocupa com a roupa que veste, com o horário da rua onde anda, se está iluminada, se a gente está sozinha”, afirma a secretária nacional de Enfrentamento à Violência contra Mulheres do Ministério das Mulheres, Estela Bezerra. “O Brasil não vai admitir esse ranking. Vamos mudar essa trajetória, mudar essa história do Brasil em relação à vida das mulheres. Queremos as mulheres vivas”, defende a secretária.
Segundo ela, o estupro de vulnerável foi o crime que mais cresceu no país no último ano. “Esse aumento, de 42%, está correlacionado ao sentimento de impunidade. Então a operação da PRF é fantástica no sentido em que ela coloca os mecanismos de Segurança Pública alinhados a uma mensagem para a sociedade, de que a violência contra a mulher é crime, e que quem cometê-la, vai ser punido”, afirma.
Estela também destacou o alto número de mandados ligados à pensão alimentícia. “Esse número mostra gravidade não só da violência contra mulher, mas a violência contra crianças e adolescentes. É preciso combater essa cultura, dos homens que se sentem desobrigados de nutrir, de manter a família economicamente”, diz.
O mapa de batalha mais detalhado acaba de ser divulgado e os números são IMPRESSIONANTES. Em 9 dias, os EUA e Israel lançaram 4.500 ataques em território iraniano. O Irã respondeu com 3.500 ataques, incluindo 905 mísseis.
Após 4.500 ataques, o Irã CONTINUA retaliando. A marinha do Irã — DESAPARECIDA. Afundada em portos e no mar. Força aérea do Irã — ANIQUILADA. Maioria das bases aéreas destruídas.
A liderança do Irã — alvo. Centros de tomada de decisão ATINGIDOS. Os depósitos de petróleo do Irã — TODOS serão alvejados esta noite. Vários drones americanos e israelenses foram abatidos sobre o Irã.
Mas o Irã atingiu 4 radares AN/TPY-2 THAAD — CEGANDO todo o sistema de defesa aérea da região. O Irã atacou aeroportos civis no Azerbaijão, interrompendo a ÚNICA rota aérea direta entre a Europa e a Ásia. Aeroporto do Kuwait, portos do Bahrein, infraestrutura petrolífera do Golfo — TUDO em chamas
A Guarda Revolucionária Islâmica ainda possui centenas de milhares de homens armados em MÚLTIPLAS regiões Estreito de Ormuz — AINDA FECHADO Os EUA destruíram 70% dos lançadores de mísseis do Irã → , mas o território do Irã é VASTO e MONTANHOSO → , o que significa que os ataques retaliatórios CONTINUARÃO → de posições que você não pode ver no satélite → e você não pode bombardear o que você não pode ENCONTRAR.
Estão mostrando bases aéreas iranianas destruídas e chamando isso de VITÓRIA TOTAL. Eles NÃO estão te mostrando: — O USS Gerald R. Ford acaba de SAIR do Mediterrâneo e está atravessando o Canal de Suez em direção ao Golfo — porque o Estreito AINDA não está aberto.
A França mobilizou 12 navios de guerra e assumiu o comando da OTAN no Mediterrâneo Oriental — porque ALGUÉM precisa preencher essa lacuna. — O grupo de porta-aviões George HW Bush está sendo mobilizado como REFORÇO — A Marinha Real Britânica não tem nenhum navio no local — ambos os porta-aviões ainda estão atracados Se esta guerra estivesse a decorrer conforme o planeado, por que razão toda a frota naval ocidental está a ser redistribuída?
A próxima semana decide TUDO: Os EUA têm munições suficientes para continuar? O Irã consegue sustentar ataques retaliatórios? Será que finalmente irão eclodir protestos internos — ou será um movimento de união em torno da bandeira?
O grupo de transporte da Ford pode realmente REABRIR Hormuz? Os Estados do Golfo acabaram de sofrer o revés mais grave de TODA A SUA HISTÓRIA — uma história construída sobre a riqueza do petróleo, o comércio e a estabilidade. TUDO isso — DESTRUÍDO em 8 dias.
O Irã não precisa vencer batalhas. Precisa tornar a guerra economicamente insuportável. E a cada aeroporto do Golfo em chamas, a cada depósito de petróleo atingido e a cada dia que o Estreito de Ormuz permanece fechado, o custo se multiplica. 4.500 ataques e contando. E o Irã CONTINUA revidando. Esta não é uma guerra que alguém esteja ganhando. Esta é uma guerra pela qual o MUNDO INTEIRO vai PAGAR.



Do g1.globo.com, editado.
Pesquisa Datafolha divulgada neste sábado (7) pelo jornal “Folha de S.Paulo” aponta que, em um cenário de 2º turno nas eleições de 2026, Lula (PT) teria 46% e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), 43% das intenções de voto para a Presidência.
No levantamento anterior, divulgado em dezembro, o presidente aparecia com 51% das intenções de voto contra 36% de Flávio. Em julho de 2025, a pesquisa mostrou Lula com 48% e o filho do ex-presidente Bolsonaro, preso por tentativa de golpe, com 37%.
Veja os números:
O instituto ouviu 2.004 eleitores de 16 anos ou mais entre segunda-feira (3) e quinta-feira (5), com moradores de 137 municípios. A margem de erro é de dois pontos para mais ou menos e o nível de confiança é de 95%.
O Datafolha também perguntou aos entrevistados em quem votariam para presidente em um cenário de 2º turno entre Lula e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos) – que confirmou que vai tentar a reeleição ao cargo. O presidente aparece com 45% das intenções de voto enquanto o governador tem 42%.
Em dezembro, Lula tinha 47% e Tarcísio, 42%, no limite da margem de erro, que era de dois pontos percentuais para mais ou para menos. Já na pesquisa de julho de 2025, Lula (45%) e Tarcísio (41%) apareciam empatados pela margem de erro.
Veja os números:
Lula x Ratinho Jr.
Em uma disputa contra o governador do Paraná, Ratinho Jr (PSD), Lula teria 45% contra 41% nas intenções de voto. Em dezembro, o presidente aparecia na frente, com 47% contra 41%. Em julho, eram 45% para Lula contra 40% para Ratinho.
Veja os números:
Contra o governador de Goiás em um possível 2º turno, Lula tem 46% e Ronaldo Caiado (PSD), 36%.
Veja os números:
Em um cenário de 2º turno com uma disputa entre Lula e o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD), o presidente aparece com 46% contra 34%.
Veja os números:
Cenários com Haddad
O Datafolha também pesquisou dois cenários em que o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), disputa o 2º turno para presidente contra Flávio Bolsonaro e Ratinho Júnior.
Fernando Haddad x Flávio Bolsonaro:
Fernando Haddad x Ratinho Jr.

A capital baiana sedia, até o domingo (8), a 30ª edição do “Feirão Duelo dos Seminovos”, reunindo mais de 1.500 veículos no estacionamento do Assaí Atacadista, na Avenida Paralela.
O evento, organizado pela Associação Oficial de Revendedores de Veículos do Estado da Bahia (Assoveba), conta com a participação de 42 lojas especializadas e oferece uma diversidade de modelos que variam de R$ 29.500 a R$ 200 mil, abrangendo carros, motos (incluindo modelos elétricos) e utilitários.
Para atrair os compradores, o feirão apresenta condições agressivas de financiamento, com taxas de juros a partir de 0,99% ao mês e planos que permitem o parcelamento em até 60 meses.
Além das facilidades financeiras, os clientes que concretizarem a compra durante o evento terão um benefício adicional: um voucher para compras no Assaí Atacadista, com valores que podem variar entre R$ 300 e R$ 1.200.
O feirão funciona das 8h às 19h na sexta e no sábado, e das 8h às 18h no domingo, contando ainda com estrutura de lazer para crianças, como parquinho e presença de cosplayers no turno da tarde.

Um dos contatos no aparelho celular de Daniel Vorcaro estava salvo com o nome “My Future Wife” (minha futura esposa em português). Trata-se da modelo e influenciadora russa Maryia Lubimova.
Ela é influenciadora, vive em Bali, na Indonésia, e tem como foco os segmentos de moda, beleza e viagem, de acordo com sua conta no Instagram, que tem pouco mais de 50 mil seguidores.
O Metrópoles teve acesso às conversas no Instagram encontradas pela Polícia Federal (PF) entre o dono do Banco Master e Maryia. As mensagens estavam no celular que foi apreendido com Vorcaro pela PF na primeira fase da operação, em novembro de 2025, quando o banqueiro ficou preso por 11 dias em Guarulhos, na Grande São Paulo.
No dia 2 de novembro de 2023, Daniel Vorcaro chamou Maryia pela primeira vez, perguntando se ela se divertiu em São Paulo e se aproveitou para fazer compras na cidade.
A modelo russa estava na capital paulista para o GP Brasil de Fórmula 1 daquele ano, realizado no dia 5 de novembro. Ela se hospedou em um hotel de luxo, na região central de São Paulo.
Vorcaro disse para ela ir novamente na sexta, 3 de novembro. Depois disso, os dois apenas trocaram emojis. No dia 1º de dezembro de 2023, o banqueiro afirmou estar com saudades. A conversa termina com Maryia perguntando quando o “Mr.Vorcaro dará as prometidas aulas de português” a ela.
O banqueiro foi preso na quarta-feira (4/3), na nova fase da Operação Compliance Zero, que investiga fraudes bilionárias contra o sistema financeiro envolvendo o Master. Vorcaro é acusado de crimes como corrupção, lavagem de dinheiro e obstrução de Justiça. Ele nega.
A cela de 6 m² onde Vorcaro está preso: 6 refeições por dia, 2 banhos de sol, mas sem contato com outros presos.

As tempestades que atingiram o estado nesta semana deixaram um rastro de prejuízo no município de Iaçu, na região da Chapada Diamantina. Em uma fazenda localizada na zona de João Amaro, mais de 10 bois morreram eletrocutados.
O incidente foi provocado pelo desprendimento de cabos de alta tensão, que cederam diante da força dos ventos e do temporal, atingindo diretamente os animais que estavam no pasto.
O caso reforça os perigos da exposição de rebanhos a redes elétricas danificadas durante eventos climáticos extremos. Segundo especialistas, o gado é particularmente vulnerável a esse tipo de acidente devido à “tensão de passo”, que ocorre quando a descarga elétrica se espalha pelo solo úmido, atingindo as patas dos animais.

Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como “Sicário”, morreu nesta sexta-feira (6/3). A informação foi confirmada ao Metrópoles pelo advogado Robson Lucas da Silva, um dos responsáveis pela defesa de Mourão.
“Informamos que o quadro clínico de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão evoluiu a óbito, que foi legalmente declarado às 18h55, após encerramento do protocolo de morte encefálica iniciado hoje, 6/3/26, por volta das 10h15. O corpo será encaminhado ao Instituto Médico Legal, seguindo-se o protocolo legal”, disse em nota.
“Sicário” foi preso na última quarta-feira (4/3) em um desdobramento da Operação Compliance Zero, que investiga fraudes envolvendo o Banco Master. De acordo com a Polícia Federal, ele recebia R$ 1 milhão por mês para coordenar ações de vigilância, levantar informações e acompanhar pessoas consideradas rivais ou críticas de Daniel Vorcaro, ex-controlador da instituição financeira. Na mesma ação, o banqueiro foi preso novamente.
Segundo a PF, o espião atentou contra a própria vida enquanto se encontrava sob custódia da instituição na Superintendência Regional da PF em Minas Gerais (MG). Em nota, a Polícia Federal afirmou que ao tomar conhecimento da situação, investigadores que estavam no local prestaram socorro imediato, iniciaram procedimentos de reanimação e acionaram o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).
Sicário foi encaminhado ao Hospital João XXIII, no centro de Belo Horizonte, onde permaneceu internado em estado grave até esta sexta.
Nas conversas analisadas pelos investigadores, Mourão aparece como o articulador de uma organização criminosa com quatro núcleos distintos, chamada de “A turma”. O grupo atuava em fraudes financeiras corrupção, ocultação de patrimônio e intimidação e obstrução de Justiça.

* Carol Proner e Pedro Serrano*
A nova remessa de vazamentos seletivos parece a repetição do filme de terror que foi a Lava Jato contra o Brasil, desta vez mirando nas eleições de outubro. É triste perceber que tudo o que vivemos na última década não serviu para evitar a repetição do método de desestabilização com o uso da mídia seletiva.
Com todo o respeito aos jornalistas experientes, alguns aparentemente ameaçados por realizar o seu trabalho, é impressionante constatar o poder dos editoriais e das manchetes na condução da opinião pública, na maior parte das vezes sem nuances ou contraditório.
Fragmentos de mensagens infiltrados por setores da polícia a jornalistas passam a ocupar os títulos dos grandes jornais sem qualquer cuidado com a biografia e a vida de personalidades da mais alta institucionalidade jurídica e política do país.
Mesmo sem qualquer processo formal instaurado contra autoridades mencionadas, as matérias insinuam comportamentos criminosos que servem de condenação prévia, desafiando a legitimidade do Poder Judiciário, bem como do sistema eleitoral e político, que passam a ser questionados de forma oportunista.
Para além do interesse genuíno e legítimo do jornalismo investigativo no deslinde dos espantosos crimes financeiros, a marola dos vazamentos seletivos, em parte ilegais ou duvidosos, favorece a ira contra personagens do sistema de justiça e estimula os ataques daqueles que estão dispostos a tudo, como vimos no 08 de janeiro de 2023.
As eleições deste ano dependem de um compromisso democrático e ético na apuração das crises ou, como estamos vendo em outras partes do mundo, o Brasil fará da democracia terra arrasada.
*Carol Proner – É advogada, doutora em Direito e professora da UFRJ, Membro da ABJD; Pedro Serrano é advogado, doutor em direito e professor da PUC SP*