
Acontecem barbaridades que nem os jornais do PIG(*) aguentam
*Partido da Imprensa Golpista
Zito e Cinthya Marabá convidam para grande comício de Neto, hoje em Barreiras

O candidato a deputado federal Zito Barbosa (UB) e a candidata a deputada estadual Cinthya Marabá (PL), convidam a região Oeste da Bahia para participar do maior comício que Barreiras já viu, que acontecerá a partir das 18 horas na Praça Landulfo Alves.
O evento contará com a presença do candidato ao governo da Bahia, ACM Neto (UB), do vice na chapa, Zé Cocá (PP), dos candidatos ao senado, Ângelo Coronel (Republicanos) e João Roma (PL).
“Chegou o dia de estarmos juntos ao lado do nosso futuro governador ACM Neto, em um grande encontro por uma Bahia que acredita na força das nossas famílias e na mudança que queremos construir”, disse a futura deputada estadual Cinthya Mará em suas redes sociais.
Fachin anula ato de Mendonça e, por consequência, a decisão de Flávio Dino
Relações ilícitas: advogado, ministros do supremo, procuradores e o vigarista-mor, Daniel Bueno Vorcaro.
Pesquisa Real Time/Big Data confirma grande vantagem de Lula na Bahia

Pesquisa Real Time/Big Data divulgada nesta quarta-feira (9/9) mostra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) como o candidato à Presidência favorito na Bahia, com 55% das intenções de voto em primeiro turno no estado.
Veja os resultados:
- Lula (PT): 55%
- Flávio Bolsonaro (PL): 24%
- Escritor Augusto Cury (Avante): 5%
- Renan Santos (Missão): 4%
- Ronaldo Caiado (PSD): 2%
- Pablo Marçal (PRTB): 2%
- Romeu Zema (Novo): 1%
- Outros: 1%
- Nulo/Branco: 7%
- Não sabe/Não respondeu: 7%
Os candidatos Rui Costa Pimenta (PCO), Samara (UP), Edmilson Costa (PCB), Hertz Dias (PSTU), Clariana Barão (DC) e Veterinário Wilson Grassi (Democrata), somados, atingiram 1%.
No último levantamento, realizado em agosto, Lula somava 56% e Flávio Bolsonaro, 23%. Augusto Cury tinha 1%.
Em um universo de mais de 9 milhões de votos válidos, Lula teria cerca de 5 milhões de votos.
A decisão de Flávio Dino sob a reintegração da diretoria da PF. Na íntegra.
Clique no link para ver na íntegra a decisão do ministro Flávio Dino, do STF, sobre a reintegração do diretor-geral e do diretor de inteligência. Até para um leigo, a peça se mostra de excepcional clareza e correção.
Clique aqui para acessar
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OILEM: Maior Olimpíada Intercolegial do Norte e Nordeste começa nesta quinta-feira (10) em Luís Eduardo Magalhães

A 24ª edição da Olimpíada Intercolegial de Luís Eduardo Magalhães (OILEM) chega para movimentar o cenário esportivo escolar. Considerada a maior competição esportiva estudantil do Norte e Nordeste do Brasil, a OILEM é realizada anualmente em Luís Eduardo Magalhães, no oeste da Bahia.
Com a participação efetiva de cerca de 8 mil estudantes de 44 escolas das redes municipal, estadual e particular, o evento chega à sua 24ª edição, contemplando 17 modalidades esportivas: Atletismo, Natação, Basquetebol, Tênis de Mesa, Futsal, Xadrez, Handebol, Voleibol, Futebol Society, Queimada, Ginástica Rítmica, Jiu-Jitsu, Judô, Vôlei de Praia, Karatê, Dama e Dominó. A competição valoriza o talento, estimula a disciplina e o respeito e fortalece a integração, a convivência e o espírito de equipe entre os participantes.
Dessa maneira, a Prefeitura Municipal de Luís Eduardo Magalhães, por meio da Secretaria Municipal de Educação, tem a honra de convidá-lo para participar da cerimônia de abertura da Olimpíada Intercolegial de Luís Eduardo Magalhães (OILEM), que acontecerá nesta quinta-feira (10), a partir das 18h30, no Ginásio de Esportes José Queiroz Barreto Neto, localizado na Avenida JK, no bairro Jardim Imperial.
*Abertura Oficial da OILEM 2026*
Data: 10 de setembro de 2026
Horário: 18h30
Local: Ginásio de Esportes José Queiroz Barreto Neto, Avenida JK, bairro Jardim Imperial
Dino determina reintegração de Andrei Rodrigues ao comando da PF
Decisão também reintegra o diretor de Inteligência Leandro Almada
O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta quarta-feira (9) a reintegração de Andrei Rodrigues como diretor-geral da Polícia Federal (PF). 

O delegado foi afastado do cargo na terça-feira (8) por decisão do também ministro André Mendonça. A maioria dos ministros da Segunda Turma do STF acompanhou a decisão de Mendonça, mas o julgamento foi interrompido após pedido de vista do ministro Gilmar Mendes.
Dino atendeu a pedido formulado pelo próprio Andrei Rodrigues. Em sua determinação, Dino mencionou “atropelos processuais”, entre os quais ilegitimidade do partido Novo para pedir o afastamento de autoridade pública em um processo de natureza criminal.
“O partido político mencionado, no caso, não possui legitimidade para requerer medidas cautelares em investigações criminais ou processos penais, como revela o próprio desenho normativo do Código de Processo Penal, em cujos preceitos inexiste qualquer referência a partidos políticos entre os sujeitos legitimados a atuar nessa seara do Direito”, escreveu o ministro.
Dino frisou ainda que o Novo possui interesse direto e político-partidário no afastamento de Andrei Rodrigues, uma vez que possui candidato próprio à Presidência da República, o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema, adversário do atual mandatário e candidato à reeleição, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que foi quem nomeou o diretor-geral da PF.
“Não há dúvida de que tal projeto eleitoral é absolutamente legítimo, em sua seara própria, mas não em um processo penal que, por sua gravidade, não pode ter as suas regras vilipendiadas.”
Investigações paralisadas
O ministro mandou reintegrar também o diretor de Inteligência da PF, Leandro Almada. Ele citou o prejuízo de investigações em curso, sob sua relatoria, caso a produção de relatórios de inteligência seja interrompida.
“Em área de tamanha sensibilidade institucional, a abrupta substituição da direção possui aptidão para comprometer a continuidade dos trabalhos, os fluxos de informação e o tempestivo cumprimento de determinações judiciais, de modo que, seja pelas ilegalidades já assinaladas, seja pela necessidade de preservar a regular atuação da Polícia Federal, impõe-se, neste juízo sumário, o restabelecimento de sua situação funcional”, escreveu Dino sobre Almada.
A decisão de Dino foi tomada no processo em que a PF analisa o material apreendido pela Polícia Civil de São Paulo em investigações sobre o desvio de emendas parlamentares para financiar a produção do filme Dark Horse, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro.
No pedido para ser reintegrado, Andrei Rodrigues alegou que seu afastamento “interfere na organização da equipe responsável pelas investigações, retarda o acesso ao material disponibilizado e compromete a atuação célere da instituição”.
Competência
Outro argumento do ministro Dino para derrubar a decisão de Mendonça é o de que o colega não teria a competência para determinar o afastamento do diretor-geral da PF.
Ao afastar o diretor-geral da PF, Mendonça alegou ser alvo de “monitoramento sistemático”, de forma ilegal, por parte do setor de inteligência da PF, com a produção de ao menos seis relatórios ocultos e apócrifos durante o mês de agosto.
Dino destacou, contudo, que o presidente do Supremo, Edson Fachin, já abriu, no último dia 3 de setembro, um processo para apurar os relatórios dos quais Mendonça é alvo, motivo pelo qual o ministro não poderia ter proferido uma decisão tendo como base os mesmos documentos.
Uma vez que a controvérsia encontra-se sob relatoria do Fachin, apenas o presidente do Supremo ou o plenário da Corte teria competência para tomar decisões com base na regularidade ou não de tais relatórios.
“Ou seja, caso o Exmo. Ministro André Mendonça, parte no procedimento instaurado pelo Presidente, considere que há um direito subjetivo em risco, é ao Presidente ou ao Plenário que deve se dirigir, sob pena de grave usurpação das atribuições dos demais Ministros”, afirmou Dino.
O ministro determinou que somente o plenário possa julgar sua decisão de reintegrar Andrei Rodrigues. Dino acrescentou ainda que, ao afastar o diretor-geral da PF, Mendonça teria agido em causa própria.
“Compreende-se que o digno Ministro André Mendonça tenha suas divergências funcionais ou pessoais com a Polícia Federal e possa defender os seus direitos perante a instância própria. Mas tais direitos — inerentes a qualquer parte que se sinta prejudicada — não podem converter-se em fundamento para a prolação de decisão em causa própria, com o efeito de paralisar investigações e os trabalhos policiais”.
Recursos
Ao determinar o afastamento de Andrei Rodrigues, o ministro André Mendonça submeteu sua decisão para referendo da Segunda Turma do STF, horas depois depois de assinar o despacho, em sessão virtual extraordinária de 24 horas.
A Segunda Turma alcançou maioria de três votos entre os cinco ministros que compõem o colegiado para manter o afastamento, com os votos dos ministros Luiz Fux e Nunes Marques favoráveis à decisão de Mendonça. O julgamento não foi concluído, contudo, devido a um pedido de vista (mais tempo de análise) do ministro Gilmar Mendes.
Ainda ontem, a Advocacia-Geral da União (AGU) pediu a Fachin, presidente do Supremo, a suspensão da liminar de Mendonça, alegando usurpação de prerrogativa exclusiva do presidente da República para nomear e exonerar a chefia da PF.
Ainda na noite de terça, Fachin abriu prazo de três dias para Mendonça responder o recurso da AGU. Tal prazo, contudo, acabou atropelado pela decisão de Dino.
Em paralelo, Fachin é relator de um processo em que a regularidade ou não dos relatórios citados por Mendonça é analisada. O presidente do Supremo pediu manifestação dos envolvidos e ainda não decidiu se abre ou não uma investigação sobre os documentos.
Críticas
No início da tarde, onze diretores da Polícia Federal divulgaram uma carta manifestando “total apoio” a Andrei Rodrigues e colocando os cargos à disposição.
Também em nota, a Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF), entidade que representa 2,3 mil delegados da corporação, criticou que o afastamento do diretor-geral tenha ocorrido por atuação monocrática de um dos seus membros, e não por decisão colegiada.
O Sindicato Nacional dos Servidores do Plano Especial de Cargos da Polícia Federal (SinpecPF) também manifestou apoio aos diretores afastados.
Master
A crise entre ministros do Supremo ganhou proporções sem precedentes depois de Mendonça ter divulgado, na semana passada, relatórios parciais da Operação Compliance Zero, da qual é relator e que tem como alvo a corrupção de agentes públicos e fraudes financeiras bilionárias supostamente praticadas pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro, antigo dono do Banco Master.
No material divulgado constam 52 mensagens que os investigadores do caso dizem terem sido enviadas por Vorcaro ao ministro Alexandre Moraes. Nelas, o ex-banqueiro demonstra proximidade com o ministro e aparenta ter encaminhado a ele um contrato de R$ 131 milhões entre o Master e o escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro.
Em outra mensagem, Vorcaro parece buscar junto a Moraes informações sobre uma possível operação da Polícia Federal para prendê-lo. As respostas do interlocutor ao ex-banqueiro não puderam ser resgatadas, informaram os investigadores. Moraes, por sua vez, negou qualquer contato com o ex-banqueiro.
Logo após a divulgação do material, Moraes decidiu tornar público o que disse ser um “relatório de inteligência” da PF segundo o qual Mendonça estaria direcionando as investigações do caso Master contra desafetos políticos.
O documento, porém, não é assinado nem traz o cabeçalho da corporação, além de trazer o alerta de que seu conteúdo foi produzido “sem caráter probatório”.
Da Agência Brasil
Existem áudios e vídeos que nunca perdem atualidade
Fachin dá 72 horas para Mendonça se manifestar sobre pedido da AGU para suspender afastamento do diretor da PF
Advocacia-Geral da União protocolou recurso apontando que decisão monocrática de André Mendonça violou prerrogativa privativa de Lula para nomear e exonerar o chefe da PF.
Por Márcio Falcão, TV Globo — Brasília
O ministro Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), deu 72 horas para o ministro André Mendonça, também do STF, se manifestar sobre pedido da Advocacia-Geral da União (AGU) para suspender afastamento do diretor-geral da Polícia Federal (PF).
A AGU pediu nesta terça-feira (8) ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, para contestar a decisão monocrática do ministro André Mendonça que determinou o afastamento preventivo do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues.
Na peça, assinada pelo advogado-geral da União, Jorge Messias, a AGU sustenta que há “grave lesão à ordem pública e administrativa”.
O órgão argumenta que o afastamento cautelar viola frontalmente a prerrogativa constitucional privativa do Presidente da República para prover e desprover cargos de direção da Polícia Federal.
De acordo com a petição da AGU, a escolha, nomeação e livre exoneração do diretor-geral da Polícia Federal são prerrogativas exclusivas do chefe do Poder Executivo federal.
“Diante do quadro de urgência, a AGU requereu a concessão de liminar para suspender imediatamente o afastamento dos dirigentes e a subsequente confirmação do pedido no mérito até manifestação definitiva do órgão competente”, diz nota.
A única exigência legal para o provimento do cargo de diretor-geral da PF é que ele seja ocupado por um integrante de classe especial da carreira de Delegado de Polícia Federal.
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Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF). — Foto: Victor Piemonte/STF/Reprodução
O recurso da AGU chega em meio a um cenário de extrema polarização dentro do próprio Supremo. O afastamento de Andrei Rodrigues e do diretor de inteligência, Leandro Almada da Costa, foi determinado por André Mendonça sob acusação de monitoramento ilegal do próprio ministro relator e do advogado-geral da União, Jorge Messias, por meio de relatórios de inteligência apócrifos.
Na Segunda Turma da Corte, o julgamento extraordinário virtual para referendar o afastamento formou maioria de 3 votos a 0 com as manifestações de Mendonça, Luiz Fux e Nunes Marques.
No entanto, a sessão eletrônica acabou suspensa por um pedido de vista do ministro Gilmar Mendes. Enquanto o colegiado não retoma as deliberações em definitivo, a decisão individual de Mendonça continua em vigor, mantendo Rodrigues afastado.
O afastamento e reações da PF
A decisão que afastou Andrei Rodrigues impõe ainda a abertura imediata de procedimentos investigatórios criminais e administrativo-disciplinares na Corregedoria da PF para apurar as circunstâncias de produção de relatórios de inteligência que monitoravam autoridades.
Mendonça determinou também a suspensão de qualquer produção ou compartilhamento de relatórios de inteligência voltados a analisar a atuação funcional de magistrados, da advocacia pública ou da atividade de polícia judiciária.
O áudio que entrega a manipulação dos fatos sobre o caso Master
A história dos cofres bancários que serviam uma família
O criador rejeita a cria?
Fachin age com cautela para amainar a crise institucional na Suprema Corte.
Fachin: responsabilidade enorme no reestabelecimento da serenidade da corte.
Entre os próximos passos possíveis do Presidente do STF está a de assumir as conflitas relatorias do Banco Master e do INSS, de André Mendonça, e das Fake News, do ministro Alexandre de Moraes. Outro passo importante e decisivo seria levar ao plenário, em reunião secreta, o afastamento dos dois ministros relatores. A proximidade das eleições exige cautela e comedimento em qualquer ação decidida pelo Presidente da Corte.
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, afirmou nesta terça-feira (8) que a Justiça brasileira não se afastará dos deveres previstos na Constituição, em meio à crise institucional que envolve ministros da Corte e investigações relacionadas ao caso Master.
A declaração foi dada durante evento do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), também presidido por Fachin.
Sem mencionar diretamente a disputa entre os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça, o magistrado disse estar convencido de que o Judiciário brasileiro está preparado para enfrentar os desafios atuais.
“Os dias de hoje reclamam esse diálogo permanente, reclamam que tenhamos uma resposta à altura dos desafios. E eu estou plenamente convencido de que o Poder Judiciário brasileiro está à altura dos desafios que se lhes apresentam no momento contemporâneo. E a Justiça brasileira não faltará à legalidade constitucional, por certo, por seus deveres que decorrem da própria Constituição.”, afirmou.
A fala ocorre em um momento de forte tensão no Supremo, desencadeada pelos desdobramentos da investigação envolvendo o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, ligado ao banco Master.
Crise entre Moraes e Mendonça
A disputa ganhou força depois que André Mendonça retirou o sigilo de um relatório da Polícia Federal com informações obtidas a partir do celular de Vorcaro.
O material trouxe registros de contatos e mensagens que seriam de Moraes e Daniel Vorcaro, do banco Master, que passaram a ser analisados no âmbito das investigações relacionadas ao caso Master.
Na semana passada, Moraes encaminhou ao presidente do STF uma representação para que fosse analisada a conduta de Mendonça, acusando o colega de possível abuso de autoridade e improbidade administrativa.
Segundo Moraes, a atuação do ministro teria favorecido determinados alvos e direcionado investigações relacionadas ao caso.
Mendonça, por sua vez, classificou como tecnicamente inadequado um relatório de inteligência apresentado por Moraes e afirmou que o documento não possuía elementos mínimos que permitissem verificar autoria e confiabilidade.
Diante da escalada da crise, Fachin assumiu a condução institucional do caso. O presidente do Supremo retirou das mãos de Moraes a tramitação de pedidos relacionados ao episódio no inquérito das fake news, determinou a autuação em procedimento próprio e solicitou explicações formais de Moraes, Mendonça, do procurador-geral da República, Paulo Gonet, e do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues.
Apelos à legalidade
Nos últimos dias, Fachin tem adotado um discurso centrado na defesa dos procedimentos constitucionais e na necessidade de respeitar o devido processo legal durante a apuração dos fatos.
Na sexta-feira (4), o presidente do STF afirmou que “nenhuma autoridade está acima da Constituição” e disse que a gravidade das revelações envolvendo o caso Master não poderia justificar medidas tomadas fora dos parâmetros legais. Na ocasião, prometeu uma resposta institucional “firme, proporcional e rigorosa”.
Nesta terça, sem fazer referência direta aos embates internos da Corte, voltou a defender o diálogo entre as instituições e a observância estrita da Constituição.
PRF registra 56 acidentes, 78 feridos e uma morte em rodovias da Bahia durante o feriado.
A Polícia Rodoviária Federal (PRF) registrou 56 acidentes, sendo 20 considerados graves, durante a Operação Independência 2026 nas rodovias federais da Bahia. As ocorrências deixaram 78 pessoas feridas e uma morte entre a última sexta-feira (4) e esta segunda-feira (7).

A operação ocorreu durante o feriado prolongado do 7 de Setembro, período em que a PRF identificou aumento médio de quase 25% no fluxo de veículos nas principais rodovias federais do estado.

Segundo a PRF, entre as principais causas de acidentes identificadas constam tráfego na contramão, falta de reação do condutor, velocidade incompatível, acesso à via sem observar outros veículos, reação tardia ou ineficiente, ultrapassagens indevidas e ingestão de álcool.
Durante os quatro dias, a PRF informou que fiscalizou 5,6 mil veículos e quase 6,6 mil pessoas, além de ter realizado 4,5 mil testes de alcoolemia e lavrado mais de 2,7 mil autos de infração.
As autuações incluíram ultrapassagens proibidas, alterações nos sistemas de iluminação e sinalização, veículos não licenciados, condução sem habilitação, problemas de conservação, excesso de velocidade, falta do cinto de segurança e recusa ao teste do bafômetro.
O combate à combinação de álcool e direção foi um dos principais focos da operação. Segundo dados da PRF, entre janeiro e julho deste ano, a Bahia registrou 102 acidentes cuja causa principal foi a ingestão de álcool pelo condutor, com 20 mortes e 112 feridos.
No mesmo período do ano passado, foram 158 acidentes, 21 mortes e 139 feridos. Com isso, houve redução de quase 35% no número de acidentes e de 20% nos feridos, além de uma morte a menos. Apesar da redução, a Bahia lidera em número de mortes relacionadas a acidentes provocados por essa causa no país.
Festa da Independência em Luís Eduardo Magalhães reúne milhares de pessoas na Alameda Imperial




Localizada na Avenida Kiichiro Murata, a Alameda Imperial foi entregue pela Prefeitura de Luís Eduardo Magalhães à população no dia 7 de setembro, durante as comemorações da Independência do Brasil. O novo espaço recebeu, pela primeira vez, o desfile cívico-militar, realizado no período da tarde, em um clima agradável.
Situada em frente ao prédio da Prefeitura de Luís Eduardo Magalhães, a nova alameda se destaca pela imponência e pela estrutura destinada à convivência da população. Com palmeiras imperiais e uma área multiuso, o espaço recebeu centenas de estudantes, militares e representantes de diversas entidades, que participaram do desfile em uma demonstração de patriotismo e valorização dos símbolos nacionais.
“Eu sempre venho assistir ao desfile com minha família. Gosto muito do feriado e aproveito para prestigiar as escolas e os militares”, destacou Matheus Magalhães, que acompanhava a programação. Para ele, a mudança do horário também foi um ponto positivo. “O horário foi bem melhor, devido ao clima e também pela disponibilidade. No final da tarde, acho que fica mais acessível para todo mundo”, concluiu.
Monique levou a filha, de três anos, para acompanhar o desfile e lembrou que, em anos anteriores, o calor dificultava a permanência no local até o fim da programação. “No ano passado, ela veio comigo no colo e o sol incomodava bastante. Com a mudança do local e do horário, ficou melhor para acompanhar tudo. Trouxemos cadeiras e estamos aqui nessa nova área. Gostamos muito de tudo o que vimos. Ficou muito bonita essa praça”, ressaltou.
Sobre o novo espaço, o prefeito Junior Marabá explicou que a obra representa a criação de uma nova área destinada à realização de eventos públicos no município. Segundo ele, a Alameda Imperial amplia a estrutura de espaços que já recebem grandes celebrações, como o Natal LEM. A Alameda Imperial será mais um espaço para a convivência das famílias de Luís Eduardo Magalhães.
André Mendonça se tornou o incendiário da sucessão. Quer melar as eleições?
Dom Pedro I e sua mulinha muito surpresos com os patriotas

Chega um momento em que tudo vira dramalhão de TV
Ex-ministros do STF pedem apuração rigorosa da “mais aguda crise”
Treze ex-ministros assinaram carta enviada à Suprema Corte
Treze ex-ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) enviaram uma carta conjunta ao atual presidente da Corte, Edson Fachin, para pedir que o colegiado investigue de forma rigorosa as denúncias envolvendo ministros da Corte.

No texto, os signatários pedem convocação de sessão pública para discutir os fatos e classificam a situação como a “mais aguda crise” da história da Suprema Corte.
Sem citar nomes ou episódios específicos, os magistrados sustentam que a gravidade dos episódios divulgados afeta diretamente a confiança da população na Justiça e coloca em risco a estabilidade das instituições democráticas do país.
“[Temos] a absoluta convicção de que Vossa Excelência designará, com toda a urgência, sessão pública para que o Pleno determine imediata e rigorosa apuração, sob o devido processo legal, dos gravíssimos fatos cuja divulgação vem comprometendo o prestígio e a autoridade desse Tribunal.”
Assinam a carta:
- Ayres Britto;
- Carlos Velloso;
- Celso de Mello;
- Cezar Peluso;
- Ellen Gracie;
- Eros Grau;
- Francisco Rezek;
- Ilmar Galvão;
- Joaquim Barbosa;
- Nelson Jobim;
- Néri da Silveira;
- Rosa Weber;
- Sydney Sanches.
Nota a jornalistas
Em nota à parte, endereçada a jornalistas, o ex-ministro Celso de Mello, que presidiu a Corte entre 1997 e 1999, destacou que todo ministro deve agir de forma a impedir que “eventuais condutas ilícitas ou comportamentos eticamente censuráveis” lancem suspeitas sobre o STF.
Para Mello, nenhuma autoridade pública pode invocar a dignidade do cargo para furtar-se a prestar satisfações à opinião pública.
“Quem compromete a própria integridade fere também a confiança depositada na instituição. O STF é maior do que todos e que cada um de seus ministros.”
Mendonça afasta Andrei Rodrigues da direção-geral da Polícia Federal
Ele também afastou diretor de Inteligência da PF Leandro Almada. A decisão foi confirmada por 3 votos na 2ª Turma do STF. O ministro Gilmar Mendes interrompeu o julgamento, pedindo vistas.
O ministro André Mendonça, relator do caso do Banco Master no Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu nesta terça-feira (8) afastar o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, de suas funções. 

Mendonça também afastou preventivamente o diretor de Inteligência da PF, Leandro Almada.
O ministro justificou a urgência da medida diante do que disse ser a “superlativa gravidade” e “ilicitude” da divulgação de “relatórios de inteligência” da PF pelo ministro Alexandre de Moraes, também do Supremo.
O movimento ocorre após Moraes ter tornado público, na semana passada, um relatório da PF em que se sugere um possível direcionamento das investigações do caso Master contra desafetos políticos de Mendonça. O documento, contudo, não é assinado nem possui o cabeçalho da PF.
“[O episódio] impõe a adoção de providências imediatas para evitar que as prerrogativas da magistratura, da advocacia pública e da própria atividade policial continuem sendo vilipendiadas”, escreveu Mendonça.
Fachin aguarda manifestação de citados
O ministro Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), aguarda as explicações dos ministros André Mendonça e Alexandre de Moraes, também do Supremo, para decidir se leva a crise dos dois para julgamento no plenário, em sessão aberta ou fechada.

A crise ganhou, na última semana, gravidade sem precedentes na história recente do STF, com a divulgação recíproca de relatórios comprometedores e pedidos mútuos de investigações.
No desdobramento mais recente, Mendonça liberou para julgamento em plenário o relatório da Polícia Federal (PF) que indica relação de proximidade entre Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, antigo dono do Banco Master e suspeito de praticar fraudes financeiras bilionárias e corromper autoridades públicas.
Antes de decidir, porém, Fachin deve aguardar até a próxima sexta-feira (11), quando vence o prazo de cinco dias que deu para que Moraes e Mendonça se manifestem.
Como alternativa, é possível que o presidente do Supremo convoque uma reunião reservada em seu gabinete para que todos os ministros decidam como conduzir a crise interna.
Essa foi a solução dada quando veio à tona uma suposta ligação entre Vorcaro e o ministro Dias Toffoli, em fevereiro deste ano. Na ocasião, a relatoria do caso Master foi transferida de Toffoli para Mendonça.
A diferença da crise atual é que Fachin decidiu concentrar em um processo próprio, de sua relatoria, os documentos e pedidos referentes ao caso. Embora improvável, é possível que o presidente do Supremo decida monocraticamente (de forma individual) sobre o arquivamento ou a abertura de investigação contra os colegas.
No processo consta, por exemplo, um pedido do procurador-geral da República, Paulo Gonet, para que o relatório da PF liberado por Mendonça seja anulado, sob o argumento de que somente o plenário do Supremo poderia ter autorizado o avanço das investigações contra um de seus ministros.
O próprio Gonet, entretanto, é citado no mesmo relatório da PF por possíveis ligações com Vorcaro.
Outro pedido feito a Fachin, desta vez por Alexandre de Moraes, é para que o próprio Mendonça seja investigado por abuso de autoridade, improbidade administrativa e crime de responsabilidade.
Para embasar seu pedido, Moraes apresentou um relatório de inteligência da PF segundo o qual Mendonça poderia direcionar as investigações do caso Master, de modo a atingir desafetos políticos. O documento, contudo, não é assinado e traz na capa a advertência de se tratar de conjecturas “sem valor probatório”.
O Regimento Interno do Supremo prevê que somente o plenário tem a competência para processar e julgar membros da própria Corte, mas não traz detalhes sobre os procedimentos a serem adotados.
Mendonça justifica a grave decisão
LEM: o 7 de Setembro ‘desfilou o respeito aos valores da nação’ afirmou o prefeito Junior Marabá

A proclamação da independência do Brasil feita por Dom Pedro I, em 7 de setembro de 1822, mais uma vez foi comemorada por todo o país, com desfiles cívico-militares e exaltação aos símbolos nacionais.
Marcado pelo desfile das entidades públicas, escolas e forças de segurança, Luís Eduardo Magalhães apresentou uma das maiores comemorações da Bahia. “Somos um município que valoriza a família e a pátria. Hoje o que desfilou foi o respeito aos valores da nação”, disse o prefeito Junior Marabá.
Luís Eduardo Magalhães realizou um evento grandioso, onde fez valer suas tradições. “Nossa cidade deu um verdadeiro show de patriotismo, organização e participação”, comemorou Junior Marabá. “Essa é uma data que simboliza muito o DNA do povo de Luís Eduardo Magalhães, que veio para cá de todo o Brasil em busca de um novo começo, transformando a região com a pujança do agronegócio”, concluiu o prefeito.
“Parabéns a toda equipe do Governo Municipal, às nossas escolas, professores, alunos e famílias, aos militares, forças de segurança, fanfarras, projetos, entidades e instituições que fizeram parte desse grande momento. O nosso muito obrigado a cada pessoa que foi para aruá prestigiar e comemorar com a gente”, agradeceu o prefeito em suas redes sociais.
Festa cívica e inauguração
O desfile, que aconteceu na Av. Kiichiro Murata, foi a oportunidade perfeita para a entrega da Alameda Imperial situada em frente a Prefeitura Municipal.
A obra marca a criação de uma nova área do município para a realização de eventos públicos, como foi o caso do desfile de ontem. “Fizemos uma extensão da área onde já acontecem grandes eventos da cidade, como o nosso Natal LEM. A Alameda Imperial também será mais uma área de convivência das famílias”, disse o prefeito Junior Marabá.
Flávio defende os crimes da milícia. Então é miliciano?
O desfile do 7 de Setembro em Luís Eduardo Magalhães
Flávio B. é líder na pesquisa Quaest de hoje: na rejeição.
Como “meu papai”, Flávio é rejeitado por grande maioria dos eleitores.
O senador Flávio Bolsonaro (PL) lidera os índices de rejeição entre os nomes testados para a Presidência, com 55%, enquanto o presidente Lula (PT) registra 53%, aponta pesquisa Quaest divulgada nesta segunda (7). Em uma simulação de segundo turno, os dois aparecem numericamente empatados, com 41% das intenções de voto cada.
A consulta perguntou aos eleitores se conhecem cada candidato e votariam nele, se não o conhecem ou se o conhecem e não votariam. A taxa de rejeição considera as respostas de pessoas que afirmaram conhecer o nome e descartar o voto nele.
Depois de Flávio e Lula, Pablo Marçal aparece com 45% de rejeição, ante 44% em 2 de setembro. Ronaldo Caiado soma 41%, contra 40% na rodada anterior, e Romeu Zema tem 39%, um ponto acima do levantamento anterior.
Renan Santos registra 29% de rejeição, Augusto Cury tem 26% e Rui Costa Pimenta, 23%. Clariana Barão apresenta o menor índice da lista, com 7%; Edmilson Costa e Samara Martins têm 11% cada, enquanto Hertz Dias e Wilson Grassi marcam 10%.
Falso profeta, Flávio diz que será alvo de facada.
Flávio e seus seguranças: coletes à prova de balas e armas pesadas.
A escola de Steve Bannon, o criador da facada fake contra Bolsonaro, está reverberando na campanha de Flávio Bolsonaro. Que anunciou o atentado hoje depois do seu comício se tornar um fracasso em São Paulo.
Temerário e boca frouxa, Flávio afirma que ele e seus aliados serão alvo de uma “terceira facada” na campanha presidencial. Sem apresentar provas de um plano para atacá-lo ou interferir na eleição, o candidato repetiu duas vezes o alerta diante dos apoiadores. “Vão tentar uma terceira facada. Não só em mim, mas também nos meus aliados.”
Até as bobagens proferidas pelo Pai são as mesmas: Flávio Bolsonaro associou a previsão a uma suposta tentativa de interferência eleitoral. “E o que eu tenho a dizer a vocês que vão tentar mais uma vez interferir nas eleições? Não vai adiantar nada, porque eu tô aqui de peito aberto e nós juntos somos muito mais fortes do que eles!”, declarou.
Flávio usa o atentado sofrido por Jair Bolsonaro durante a campanha de 2018 e também uma comparação feita pelo próprio Flávio Bolsonaro no discurso desta segunda, a que ele chama de “segunda facada” a condenação definitiva do pai a 27 anos e três meses pela tentativa de golpe de Estado e classificou o processo sobre a trama golpista como uma “farsa”.
Sobre a prestação de contas do dinheiro mal havido de Daniel Vorcaro, supostamente empregado em um filme sobre a vida de Jair, Flávio não fala. Nem sobre o eventual abuso de decisões monocráticas de seu principal cabo eleitoral, o ministro André Mendonça do STF. Ele ainda se fixa no provável opositor, ministro Alexandre de Moraes, que deixou a decisão contra os golpistas de 8 de janeiro, inclusive quatro generais do gabinete de Jair, por conta da turma ou do pleno da Suprema Corte.
Policial militar é preso suspeito de feminicídio em Embu das Artes
Larissa Morata, mulher do PM, morreu com um tiro na cabeça
A Polícia Civil cumpriu, na tarde desta segunda-feira (7), o mandado de prisão temporária contra o policial militar Vinícius Costa Silva, marido de Larissa Cruz Morata, de 29 anos. Ele é suspeito de ter cometido feminicídio contra Larissa. Ela morreu com um tiro na cabeça no banheiro da casa em que morava com o policial, na cidade de Embu das Artes na região metropolitana de São Paulo. Foi o próprio Vinícius quem chamou a PM, afirmando ter achado a mulher morta ao acordar. 

Segundo a Secretaria Estadual de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP), a medida foi decretada após as investigações apontarem indícios de “ocorrência de infração penal a ser investigada, dada a dinâmica dos fatos e elementos objetivos preliminarmente angariados”.
Por ser soldado da Polícia Militar (PM), Vinícius foi apresentado pela Corregedoria da PM e será encaminhado ao Presídio Militar Romão Gomes (PMRG). “O caso é investigado como morte suspeita pela Delegacia de Embu das Artes. As diligências prosseguem para esclarecer todos os fatos”, disse a SSP-SP.
Maior fundo soberano do mundo quer tirar US$ 80 bilhões de títulos dos EUA.

O maior fundo soberano do mundo pode mudar a forma como distribui seus investimentos em dívida americana. O fundo da Noruega, que administra US$ 2,3 trilhões em ativos, propôs reduzir em quase US$ 80 bilhões sua posição em títulos do Tesouro dos Estados Unidos (Treasuries), sem retirar na mesma proporção recursos do mercado americano.
O Norges Bank Investment Management (NBIM), braço de investimentos do banco central norueguês, administra o Government Pension Fund Global, fundo soberano criado para investir no exterior as receitas do petróleo e gás da Noruega. A carteira mantém cerca de US$ 215 bilhões em Treasuries. A Reuters estima um corte de quase US$ 80 bilhões nessa posição caso o governo adote a nova composição, com parte relevante dos recursos direcionada a outras modalidades de dívida dos próprios EUA.
A proposta enviada ao Ministério das Finanças da Noruega prevê reduzir de 70% para 50% o peso dos títulos governamentais no índice de referência de renda fixa. Porém, a mudança ainda depende de decisão do governo norueguês e, portanto, nenhuma venda decorrente dessa recomendação foi realizada.
Fundo da Noruega troca composição da dívida americana
A dimensão dessa troca aparece na distribuição proposta. Os títulos do governo americano cairiam de 34,1% para 21,9% do índice de renda fixa, uma redução de 12,2 pontos percentuais.
No sentido contrário, o fundo da Noruega elevaria a participação da dívida americana não governamental de 16,2% para 27,6%, alta de 11,4 pontos. A comparação deixa clara a diferença: reduzir Treasuries não significa diminuir na mesma proporção a presença financeira nos Estados Unidos.
A exposição a ativos denominados em dólar reforça essa distinção. A fatia passaria de 52,9% para 52,5%, praticamente sem alteração. A principal mudança, portanto, estaria no tipo de título americano presente no índice.
MBS ganhariam espaço no lugar dos Treasuries
Entre os papéis que ganhariam peso no índice estão os mortgage-backed securities (MBS), títulos lastreados em hipotecas, além de outras dívidas relacionadas a governos.
Com a mudança, o fundo da Noruega ampliaria a exposição a esses segmentos para diversificar a carteira e acessar diferentes prêmios de risco. Nos MBS, por exemplo, existe o risco de pré-pagamento: quando os juros caem, o mutuário pode refinanciar a hipoteca, antecipando o pagamento e alterando o retorno esperado pelo investidor.
Parte relevante desses papéis conta com garantias de Fannie Mae, Freddie Mac e Ginnie Mae, instituições ligadas ao sistema habitacional dos Estados Unidos que dão suporte ao mercado de hipotecas. As duas primeiras compram e garantem financiamentos imobiliários, enquanto a Ginnie Mae, garante títulos lastreados em empréstimos de programas públicos. Por essa estrutura, o Norges Bank avalia que a qualidade de crédito dos agency MBS fica próxima à dos títulos do governo americano.
Corte de US$ 80 bilhões ainda não aconteceu
A proposta também alcança títulos públicos de outros países. O peso da dívida da zona do euro cairia de 16,8% para 14,1%, enquanto os títulos japoneses subiriam de 4,6% para 7,4%. A fatia britânica permaneceria em 4,2%.
Para o fundo da Noruega, portanto, a mudança central está na composição da renda fixa, e não em uma saída dos Estados Unidos. O Ministério das Finanças ainda precisa decidir sobre a recomendação e, se aprovada, a alteração será gradual para reduzir custos de transação e impacto no mercado.
Do Economic News – Brasil
Cinthya Marabá cumpre agenda em Ibitiara ao lado de Budi da Construbem


Neste domingo (06), a candidata a deputada estadual Cinthya Marabá (PL) esteve em Lagoa do Dionísio, distrito do município de Ibitiara, na Chapada Diamantina, a convite do empresário Budi da Construbem e da sua esposa Mariel Mendes. Cinthya esteve acompanhada do seu esposo e prefeito de Luís Eduardo Magalhães, Junior Marabá (PP), do candidato a deputado federal Leur Lomanto Jr (UB) e de lideranças regionais.
A comitiva visitou feirantes e comerciantes da região, e encerrou com uma conversa aberta com a população, momento em que os candidatos foram apresentados aos moradores. “Sabemos da importância da renovação política, mas também da importância de aprender com os mais experientes. Acredito que essa seja a união perfeita de Cinthya Marabá para deputada estadual e Leur Lomanto Jr para deputado federal”, disse Budi da Construbem.
Junior Marabá destacou a importância de honrar o compromisso com a população através da política, lembrando que Luís Eduardo Magalhães foi reconhecida com a melhor qualidade de vida da Bahia. “O papel do político é ajudar a superar as dificuldades enfrentadas pela população. Se ele não for capaz disso, ele não merece um mandato”, disse o prefeito.
O prefeito citou o kit da educação oferecido aos alunos da rede municipal de ensino de Luís Eduardo Magalhães e falou sobre a igualdade dentro do ambiente escolar, onde as diferenças sociais não têm espaço. “Entregamos de forma igual os uniformes, materiais escolares e alimentação, para que todos se sintam iguais dentro do ambiente de ensino e aprendizado”.
Para a líder Débora Fernandes a realidade da grande maioria das crianças está no acesso a uma alimentação regular. “É comovente ver um prefeito entendendo a importância alimentar das crianças. Ao afirmar que ‘criança com fome não aprende’, ele já fala muito dos valores dele e da nossa candidata Cinthya Marabá”.
Leur Lomanto Jr elogiou o trabalho de Junior Marabá à frente de Luís Eduardo Magalhães, como “reconhecido em todo o Brasil”, e destacou a vontade de Cinthya Marabá em representar quem mais precisa.
Cinthya Marabá, por sua vez, relembrou o início de sua trajetória na política e afirmou estar pronta para representar o Oeste da Bahia na Assembleia Legislativa. “Precisamos da presença feminina na política, como forma de representação das mulheres e das famílias. Temos um olhar diferente e necessário para a sociedade”.
Virou Fla-Flu: Prefeito de São Paulo distribui camisetas em apoio a Dedé Mendonça.

O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), vai distribuir camisetas de apoio ao ministro do STF André Mendonça durante a manifestação bolsonarista do 7 de Setembro, na tarde da segunda-feira (7/9), na Avenida Paulista, em São Paulo.
Em vídeo enviado a aliados, ao qual a coluna teve acesso, Nunes mostra ao menos dois modelos de camisetas na cor amarela. Em uma delas, há a hashtag “#força Mendonça”. A outra tem a frase “O povo brasileiro de bem está com André Mendonça”.
À coluna, o prefeito contou ter recebido as camisas de integrantes da Igreja Católica e que elas serão usadas na manifestação na Avenida Paulista. Segundo ele, apenas 20 camisetas no total. “Vou pedir para distribuir lá”, disse o emedebista.
Mendonça vem travando uma guerra no STF com o ministro Alexandre de Moraes, após levantar o sigilo de mensagens que expuseram a relação próxima do colega com o banqueiro Daniel Vorcaro e pedir abertura de investigação contra o magistrado.
O decantado em prosa e verso “povo brasileiro de bem” quer entregar a gerência do bar ao pedófilo do Norte. Nem que para isso precise tapar de fumaça de tiros o salão do Bailão. Haja paciência com os coxinhas de plantão. A questão que urge: se Dedé fizer muita força, não estragará o terninho doado pelo Vorcaro Lindão?
LEM realiza Festa da Independência a partir das 16h, na Alameda Imperial

O Desfile Cívico-Militar em celebração aos 204 anos da Independência do Brasil vai reunir estudantes, familiares e toda a comunidade em uma tarde de comemoração e patriotismo.
Neste ano, a programação será realizada na Alameda Imperial, na Avenida Kiichiro Murata, no período da tarde. A mudança de horário busca proporcionar um clima mais ameno no fim do dia e favorecer a participação da comunidade.
Serviço
Data: 7 de setembro de 2026
Horário: 16h
Local: Alameda Imperial, bairro Jardim Imperial, na Avenida Kiichiro Murata, próximo à Praça dos Três Poderes, Luís Eduardo Magalhães.
Trump troca o loiro oxigenado por melenas quase pretas

“Trump, salva meu pai!” Para liderar um golpe e invadir o Brasil, Donald Trump escureceu os cabelos, tornando-se quase um baiano da gema. Vai fazer companhia ao afrodescente que pretende governar a Bahia. Prepare o seu coração: ele ainda vai bater lata no Olodum.
A guerra no Oriente Médio não para. Irã recrudesce medidas no Irã.

Irã considera empresas de energia dos EUA “alvos legítimos” após ataques a petroleiros sob sua guarda.
O presidente do Parlamento, Mohammad Bagher Ghalibaf, alertou para possíveis ataques contra empresas americanas de petróleo e gás no Oriente Médio, após uma ameaça dos EUA de “destruir” petroleiros iranianos.
O principal responsável pela segurança do Irã, Mohsen Rezaei, afirma que Teerã declarará uma zona restrita perto do Estreito de Ormuz e anunciará uma nova rota marítima acordada com Omã “nos próximos dias”.
As forças israelenses continuam bombardeando o sul do Líbano, matando pelo menos 11 pessoas na cidade de Kfar Rumman, incluindo dois bebês.
A guerra contra o Irã ressalta que os estados do Golfo não podem depender exclusivamente de parcerias estratégicas com os EUA para segurança e que a “autossuficiência” é necessária , afirma um funcionário do Ministério das Relações Exteriores do Catar.
Lula participa do Desfile Militar e acentua o tema “Soberania”
Lula Marques/ Agência Brasil.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou, na manhã desta segunda-feira (7), do tradicional desfile cívico-militar em comemoração ao Dia da Independência do Brasil. Sob o tema “A Força que Une o Brasil”, o evento contou também com a participação do vice-presidente Geraldo Alckmin, e dos presidentes do STF, ministro Edson Fachin, do Senado, Davi Alcolumbre, e da Câmara, Hugo Motta.
O desfile de 7 de setembro neste ano foi organizado sob três eixos temáticos: soberania nacional, combate à violência contra a mulher e a Copa do Mundo Feminina, que será realizada no Brasil no ano que vem. Os dois primeiros são pilares da campanha de Lula à reeleição.
Ricardo Stuckert
O presidente Lula chegou ao evento na Esplanada dos Ministérios com a primeira-dama, Janja, por volta das 9h10, e foi recepcionado pelo ministro da Defesa, José Múcio, e pelos comandantes da Marinha, Exército e Aeronáutica. Em seguida, Lula foi cumprimentar as autoridades da primeira fileira.
O público começou a chegar ao local antes das 6h30, em meio aos preparativos e ensaios dos participantes do desfile. As arquibancadas cobertas já estavam cheias minutos antes do evento ter início.
O tempo ameno na capital federal, com céu bastante nublado, permitiu que centenas de pessoas acompanhassem as apresentações das Forças Armadas próximo às grades de segurança.
Na arquibancada mais próxima às autoridades, populares se manifestaram ao longo do desfile. Antes da chegada do presidente Lula, manifestantes fizeram um coro pelo fim da escala 6×1.
Já com a chegada do líder petista, populares gritaram seu nome e o bordão “olê-olê-olá, Lulá, Lulá”. Em alguns momentos, o presidente acenou e até fez um coração com as mãos.
Neste ano o desfile de 7 de Setembro em Brasília ano ocorreu sob o intuito do Palácio do Planalto de evitar possíveis complicações com a Justiça Eleitoral por conta do período de “defeso eleitoral”. De olho nisso, os integrantes do governo também evitaram utilizar cores, como o vermelho, para não dar argumentos à oposição sobre politização do ato. Janja, por exemplo, utilizou um vestido branco com um bordado azul.
Cinthya Marabá parabeniza iniciativa do Liquida LEM

A candidata a deputada estadual Cinthya Marabá (PL) esteve presente no CDL Líquida LEM, evento promovido pela Câmara de Dirigentes Lojistas de Luís Eduardo Magalhães, que reuniu de 04 a 06 de setembro 61 expositores de praticamente todos os setores do comércio e de serviços do município.
Ao lado da presidente da CDL, Dayana Bisello, e da diretora Ariane Loiola, Cinthya Marabá percorreu os estandes conversando de perto com os expositores. “O CDL de Luís Eduardo Magalhães está de parabéns por mais essa iniciativa. Bom estar aqui e ouvir as histórias destes empreendedores, que são a força do nosso comércio”, disse Cinthya.
Mais do que uma feira de negócios, o CDL Líquida LEM se tornou também um encontro da população com quem faz o dia a dia da economia da cidade acontecer. “Temos que ficar atentos às necessidades e demandas do nosso comércio. Eles são o verdadeiro termômetro da nossa economia”, concluiu Cinthya Marabá.
Os cavalinhos do Fantástico: Internacional em desespero depois da derrota para o Santos em casa.
Inter mantém Pezzolano após derrota e aposta em reação contra a Chape
Esteban Conde confirma respaldo da direção ao técnico e diz que o principal desafio agora é recuperar emocionalmente os jogadores para a luta contra o rebaixamento.
Contrariando as expectativas, o presidente Alessandro Barcellos optou por manter a comissão técnica mesmo após a nova derrota no Beira-Rio. Depois do jogo contra o Santos, o auxiliar Esteban Conde concedeu entrevista no lugar de Paulo Pezzolano, que estava suspenso e não esteve nem na casamata nem na entrevista coletiva.
“Eu conheço o Pezzolano e ele nunca vai baixar o braço. Ele sempre vai buscar as soluções. A diretoria acredita no nosso trabalho e, por isso, continuamos. E nós também acreditamos muito no que estamos fazendo. Sabemos que é muito difícil explicar esses resultados”, afirmou o auxiliar técnico. Conde também apontou como um dos desafios para os próximos dias a recuperação do estado anímico dos jogadores.
Ele evitou responsabilizar individualmente os atletas, especialmente Félix Torres, que falhou no lance que originou o primeiro gol do Santos. “Os erros estão custando muito caro para o time. Mas temos que sair disso todos juntos, e não apontando o dedo para quem se equivoca. Temos que estabilizar emocionalmente os jogadores e seguir em frente”, afirmou.
A luta contra o rebaixamento continua no próximo sábado, quando o Inter enfrenta a Chapecoense, na Arena Condá. O adversário é o lanterna do Brasileirão, e o confronto surge como mais uma oportunidade para o time colorado tentar interromper a sequência negativa e iniciar uma reação na competição.
Será que o Ministro Dedé Mendonça vai se enredar por alguns terninhos?
Notas apresentadas por Mendonça para negar compra de terno por Vorcaro não foram pagas.
Documentos apresentados pelo ministro após divulgação de áudio do advogado de Daniel Vorcaro somam R$ 26,4 mil, mas não comprovam quitação nem entrega das peças.
Do Brasil 247, editado por O Expresso.
As notas fiscais divulgadas pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, para sustentar que pagou com recursos próprios por roupas compradas na alfaiataria Vasco Vasconcellos aparecem no sistema da Secretaria da Fazenda de São Paulo com o registro “90 – Sem pagamento”. Os documentos, de números 148 e 295, somam R$ 26.430.
O material foi obtido pelo jornalista Paulo Motoryn e publicado originalmente na newsletter Noites Húngaras, no Substack. Segundo a apuração, a consulta às notas foi feita diretamente no portal público da Nota Fiscal Eletrônica da Fazenda paulista, por meio das chaves de acesso dos documentos apresentados por Mendonça à Folha de São Paulo.
Nas duas notas o campo “Meio de Pagamento” registra “90 – Sem pagamento”. Em uma delas, a NF nº 295, o detalhamento disponível no sistema informa ainda “Valor do Pagamento: 0,000”.
A reportagem ouviu profissionais das áreas contábil e tributária, que analisaram os documentos e explicaram as regras aplicáveis a operações de faturamento para entrega futura. A avaliação convergente é que a nota fiscal, neste caso, não substitui um comprovante de pagamento.
Outro aspecto destacado por Motoryn é o código fiscal usado nos documentos. As duas notas foram emitidas sob o CFOP 5922, utilizado para “simples faturamento decorrente de venda para entrega futura”. Na prática, esse tipo de nota registra uma operação em que a mercadoria seria entregue posteriormente.
Por isso, além de não comprovar o pagamento, as notas também não demonstram, sozinhas, que as roupas descritas nos documentos tenham efetivamente saído da alfaiataria e sido entregues ao ministro.
Em operações desse tipo, a circulação posterior da mercadoria costuma ser registrada por outra nota fiscal, vinculada ao faturamento inicial, com código correspondente à entrega efetiva, como CFOP 5.116 ou 5.117, a depender da operação. Documentos de entrega e recebimento também poderiam comprovar a conclusão da transação.
A informação não permite afirmar, isoladamente, que Mendonça não tenha pago pelas roupas. O ponto central, segundo a apuração, é outro: as notas divulgadas pelo ministro não comprovam a quitação dos valores. Para demonstrar que o dinheiro saiu efetivamente de seu patrimônio, seria necessário apresentar um documento financeiro, como comprovante de Pix, transferência bancária, boleto liquidado ou registro bancário.
Dada a reduzida estatura do Ministro, protestante prebiteriano, o custo do terno é mesmo absurdo. Imagine se fosse um terno para o roliço ministro Flávio Dino, que além de tudo é comunista.
Enquanto uns brasileiros derretem de calor, outros estão sob nevasca.
Gaúchos sob temperatura abaixo de zero. Neve em São José dos Ausentes na tarde deste domingo.
Antonelli fatura F1 no emblemático templo de Monza.
Antonelli: perfeito nas variantes de Monza.
Do ge.globo.com, editado.
O Italiano, considerado reencarnação de Senna, largou em 19º, superou Russell nas voltas finais e conquistou a primeira vitória de um piloto da casa em Monza desde 1966; Verstappen completa top 3.
Andrea Kimi Antonelli transformou o GP da Itália deste domingo em um capítulo histórico para o país. O piloto da Mercedes escalou o grid e ganhou 18 posições para seguir rumo à vitória, quebrando um jejum de 60 anos de pilotos italianos no Circuito de Monza. A façanha do jovem ganhou contornos dramáticos com uma ultrapassagem a três voltas do fim sobre George Russell, segundo colocado. Max Verstappen completou o pódio e Gabriel Bortoleto terminou em 11º.
A corrida, porém, começou com drama para os italianos – ao menos, para os torcedores da Ferrari. Isso porque Charles Leclerc bateu forte na Parabolica e desfalcou a escuderia de Maranello. Depois da relargada, a prova ganhou ritmo e seguiu frenética até a briga se concentrar nos dois carros da Mercedes: Antonelli passou Russell de forma definitiva na 50ª volta de um total de 53.
Gasly conseguiu completar a primeira volta na liderança, mas o resto do grid não compartilhou da mesma tranquilidade que o pole position inédito: logo atrás dele, Leclerc fechou Hamilton para se defender do segundo lugar.
Sem espaço, o heptacampeão atravessou a brita e despencou do quarto para o décimo lugar – sendo ainda ultrapassado por Oliver Bearman e dando o troco em seguida. O monegasco, então, passou a ter Piastri e Verstappen em sua cola, mas prosseguiu na posição.
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Um artigo de Tarso Genro, definindo com clareza a atual situação política do País

A contradição política fundamental e estrutural que o campo político democrático brasileiro deve enfrentar unido, neste momento eleitoral, não é o debate com a imprensa e com as formações de direita, sobre a necessidade do “ajuste”.
A questão política central é se vamos viabilizar um governo democrático e progressista, para enfrentarmos os problemas nacionais dentro da Lei e da Ordem Constitucional de 88 ou vamos entregar o estado brasileiro para a extrema direita associada com o crime organizado e ao trumpismo colonial-imperial.
No turbilhão que a grande imprensa chama de “pior crise do Supremo” sugiro uma pausa para a sensatez, que propõe uma reflexão não conjuntural, mas estrutural, sobre o que realmente está acontecendo.
Não é verdade que a “crise do Supremo” seja a pior da sua história. Nem que uma crise de Estado esteja em evolução; nem que haja neste momento uma desagregação do sistema de Justiça que, se estivesse ocorrendo, só poderia ser atribuível ao povo brasileiro que, elegeu, isto sim, o pior Poder Legislativo da História brasileira. E que acolheu pelo menos um Juiz que se opõe abertamente ao estado laico, defeito místico e “feudal”, inclusive maior do que quaisquer dos defeitos de qualquer Ministro do STF, em todos os tempos!
O que está ocorrendo, na verdade, é uma maturação do Estado de Direito no Brasil, monitorada e influenciada pelo “partido da imprensa” (hereditária), que é o maior agrupamento político formador da subjetividade popular-nacional.
Mas, não nos precipitemos. A imprensa tradicional livre é um organismo vivo e necessário, para a evolução da opinião na sociedade civil, tanto pelos seus méritos como pelos seus deméritos.
Este “partido da imprensa” se opõe continuadamente, a todos os partidos reais, que são apresentados ordinariamente como corruptos e sem “projeto”, avocando – desta forma – para si, uma espécie de corregedoria de checagem das virtudes públicas ( mesmo numa sociedade que também já cria e divulga opiniões em rede), impactando os períodos eleitorais com uma visão uniforme: tudo que ocorre no Brasil vem pela degradação das relações políticas reais, num país politicamente cindido, cisão que ela mesma ajudou a criar, com a naturalização da extrema direita e do fascismo, como se este também fosse uma força política democrática legítima. E também promoveu um apoio silencioso e vital, em conjunto com o próprio STF, ao golpe contra Dilma.
O “partido da imprensa” é um partido que tem, como oferta mercantil, a notícia que é a sua mercadoria contraditória e especial. E esta mercantilização normal da informação em qualquer sociedade moderna, tanto pode sugerir – como fez majoritariamente a imprensa brasileira- que Bolsonaro era apenas um político normal, que apenas tinha um “jeito muito próprio de dizer as coisas”, como publicou e difundiu informações valiosas contra o negacionismo climático e ambiental e a corrupção.
Estas contradições são pertinentes e necessárias para o exercício da democracia em qalquer país que se preze como democracia constitucional. Para sabermos em momentos críticos, todavia, em quem acreditar, temos que saber ler os textos e os metatextos dos discursos informativos dos jornalistas profissionais.
Estes, os jornalistas, são sempre informados – tanto pelas convicções próprias, quanto pelos interesses dos seus patrões. Sob estas condições podem, ou não, transitar em cada informação publicada trazer informações valiosas paa debate democrático ou ostensivamente manipulá-lo.
Aponto aqui alguns critérios para avaliar a lisura da informação de qualquer jornalista, não só da grande imprensa, a partir da vida política pregressa dos seus profissionais:
1. foram apoiadores do golpe contra Dilma?;
2. apoiaram e pediram a prisão de Lula nos processos arbitrários da República de Curitiba?;
3. acharam natural o Presidente Bolsonaro dizer que a PF deveria ter cuidado para não investigar a sua família?
4. tratam com “respeito” a agressão imperial-colonial americana, que inclusive considera possível ocupações territoriais de outros países para colocá-los sob seu controle?
5. foram lenientes com as corrupções do Governo Bolsonaro?
6. disseram, em algum momento, que não ocorreu tentativa de Golpe de Estado no Brasil?
7. já designaram Lula como “nine” ou debocharam das lutas das mulheres contra o violencia e misoginia?
8. acham natural que algum Ministro cometa brutais ilegalidades para atacar um colega, dizendo – em tom de julgamento absoluto – sem entender nada de Direito Constitucional, direito penal ou administrativo – que “as situações são diferentes”?
Tarso Genro é advogado, foi prefeito de Porto Alegre, Governador do Rio Grande do Sul e Ministro da Justiça.

