Com o excesso de feijão dos armazéns no Paraná, o Governo decidiu “solucionar” o problema doando cerca de 22 mil toneladas do grão para o Nordeste. A possível medida tem por razão a dificuldade de comercialização que o Governo enfrenta, pois não pode vender e se for leiloado, não atingirá nem o preço mínimo de mercado, prejudicando ainda mais o produtor.
Segundo Marcelo Lüders, da Correpar, diz que esse feijão será entregue de presente à região nordestina para liberar armazéns para a safra que se inicia agora. “São 22 mil toneladas da nova safra que não vão ser vendidas”, conta.
Hoje o preço mínimo do grão é de R$ 80, acima do custo de produção, porém, o produtor de feijão corre mais riscos em sua safra do que em outra cultura. “Mesmo que dê uma margem ao produtor, tem que lembrar que feijão é extremamente sensível”, relata o corretor.
A Região Nordeste tem 54 milhões de habitantes e 31 milhões de eleitores, em seus nove estados. É o segundo maior colégio eleitoral do País.
Pelo menos 22 milhões desses eleitores vão ganhar um quilo de feijão neste natal, se for bem distribuído. Mas como na maioria dos municípios, isso vai ser distribuído pelos prefeitos, vai ser uma politicagem sem fim.
Pode se preparar, dr. Humberto: vou buscar o meu!
Com informações do portal Notícias Agrícolas.
