
Segundo o jornalista Cláudio Humberto, o ministro do Supremo Tribunal Federal José Antonio Dias Toffoli deixou para fevereiro de 2010 a análise do pedido do Ministério Público Federal para investigar o governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda, sem a autorização da Câmara Legislativa do DF. O ministro, que é relator do caso, disse que “não se sentiria à vontade” em razão da alta relevância da matéria e do seu “especial significado para a ordem social e segurança jurídica”. O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, entrou com uma ação direta de inconstitucionalidade (Adin) na noite de ontem (17) na Suprema Corte contra o artigo da Lei Orgânica do DF que determina que a ação contra o governador só pode ser aberta com a autorização dos deputados distritais. A iniciativa de Gurgel é uma forma de evitar que a Câmara do DF impeça que o governador seja investigado, uma vez que Arruda tem maioria na Casa.
