Arruda deixa rastros do dinheiro sujo

A Polícia Federal encontrou nas dependências da Granja de Águas Claras, residência oficial do governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda (sem partido), dinheiro cuja série numérica é a mesma de um lote de cédulas apreendidas em duas empresas acusadas de participar de esquema de corrupção no GDF. A informação é de reportagem da edição deste domingo (20/12) do jornal O Estado de S.Paulo.
Ainda de acordo com a reportagem, cédulas da série A3569 foram encontradas na sala de trabalho do então chefe de gabinete de Arruda, Fábio Simão, e na sede das empresas Vertax e Adler, que mantêm contratos com o governo do Distrito Federal na área de informática. A suspeita é de que o dinheiro encontrado na residência oficial seja proveniente do caixa das empresas envolvidas.
De acordo com o jornal, o relatório da Policia Federal revela que parte da verba recebida das empresas e distribuída pelo ex-secretário Durval Barbosa, foi encontrada na casa de Domingos Lamoglia, ex-assessor pessoal de Arruda nomeado por ele como conselheiro do Tribunal de Contas do Distrito Federal.
Como Barbosa já estava colaborando com a investigação, as cédulas foram marcadas pela polícia com tinta invisível antes de serem passadas adiante, o que permite a identificação. A perícia nas cédulas apreendidas foi realizada pela Divisão de Contra Inteligência da PF. As informações foram enviadas ao STJ na última quarta-feira.

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Autor: jornaloexpresso

Carlos Alberto Reis Sampaio é diretor-editor do Jornal "O Expresso", quinzenário que circula no Oeste baiano, principalmente nos municípios de Luís Eduardo Magalhães, Barreiras e São Desidério. Tem 43 anos de jornalismo e foi redator e editor nos jornais Zero Hora, Folha da Manhã e Diário do Paraná, bem como repórter free-lancer de revistas da Editora Abril

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