Batalha do trânsito faz milhares de vítimas

No dia 6 de junho de 1944, quando os aliados invadiram a França, através da Normandia, morreram 4.000 soldados, afogados, retalhados pela metralha e pelos canhões 88 da Alemanha. No entanto, desembarcaram mais de 150 mil homens, conduzidos por 6.000 barcaças de desembarque e navios. Na batalha de um final de ano no trânsito do Brasil, morrem entre 400 e 500, alguns na hora, outros nos dias seguintes e resta um número enorme de incapazes e aleijados.

Pesquisa realizada pelo Ritla (Rede de Informação Tecnológica Latino Americana) e divulgada nesta terça-feira mostra que aumentou 19% o número total de mortes no trânsito em todo país, entre 1994 a 2006. Com base em atestados de óbitos registrados nos 5.564 municípios e dados do Ministério da Saúde, o estudo indica ainda que os números passaram de 29.527 para 35.146.

Conforme o estudo Mapa da Violência dos Municípios Brasileiros 2008, as principais causas de mortes no trânsito envolvem carros e camionetes, além motocicletas e pedestres. Segundo a pesquisa, o aumento de vítimas associadas a motos aumenta a cada ano —a partir de 2002.

Proporcionalmente, segundo a pesquisa, o Estado que apresenta maior percentual de mortes de trânsito foi o Rio de Janeiro, seguido de São Paulo e Santa Catarina. Já entre os 47 locais que registraram maior número de mortes estão: São Paulo, Belo Horizonte, Fortaleza, Brasília e Rio de Janeiro.

O estudo indica também o que o coordenador da pesquisa, Julio Jacobo, chama de “interiorização” da violência. Números elevados de mortes e vítimas foram identificados no interior do país e não apenas nas capitais.

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Autor: jornaloexpresso

Carlos Alberto Reis Sampaio é diretor-editor do Jornal "O Expresso", quinzenário que circula no Oeste baiano, principalmente nos municípios de Luís Eduardo Magalhães, Barreiras e São Desidério. Tem 43 anos de jornalismo e foi redator e editor nos jornais Zero Hora, Folha da Manhã e Diário do Paraná, bem como repórter free-lancer de revistas da Editora Abril

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