Não temos acesso a dados históricos de volume de chuvas, mas o que está acontecendo este ano, no Rio Grande do Sul e na região Sudeste parece exceder todos os recordes. No Rio Grande, em novembro, chegou a chover 500 milímetros em menos de uma semana. São Paulo e Rio também enfrentam chuvas excepcionais. Desmatamento, impermeabilização do solo e aumento da temperatura podem ser as principais causas. Os efeitos econômicos também são devastadores. No Sul, 50% das lavouras de arroz, que produzem mais de 60% do arroz no País, nem puderam ser plantadas.
A Enchente de 1941 foi a maior enchente registrada na cidade de Porto Alegre. Durante os meses de abril e maio a precipitação somou 791 milímetros e deixou 70 mil flagelados sem energia elétrica e água potável. As águas do lago Guaíba alcançaram a cota recorde de 4,75 metros, com um tempo de recorrência de 370 anos. As cheias que ocorrem no lago Guaíba são causadas por fatores ambientais inter-relacionados, principalmente pelas chuvas intensas que ocorrem nas cabeceiras dos rios afluentes, juntamente com o efeito de represamento decorrente do vento sul no estado.
O centro da cidade ficou debaixo d’água e os barcos se tornaram o principal meio de transporte de Porto Alegre em maio daquele ano.Após esta data, o Arroio Dilúvio foi canalizado, o Muro da Mauá foi construído e um sistema de drenagem foi instalado, para evitar a repetição do problema. Desde então, a cidade não teve mais enchentes de tais proporções.
No entanto, a última chuvarada, com a queda de pontes e novos alagamentos pode ter sido a maior desde 1941.
