Na primeira aparição pública em 2010, o governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda, afirmou que errou, que perdoou adversários e em seguida pediu perdão à população por pecados cometidos. Segundo reportagem do Estado, o ato é uma repetição do passado. Em 2001, quando renunciou ao cargo de senador depois de ser pego olhando a lista secreta da votação que cassou o mandato do senador Luiz Estevão (PMDB-DF), Arruda também pediu desculpas em discurso. Principal envolvido no escândalo do mensalão do DEM, o governador é investigado pela Polícia Federal na Operação Caixa de Pandora sobre o esquema de corrupção em seu governo.
Quite placet
Arruda pediu licença da maçonaria por temer ser expulso da organização. No início de dezembro, a revista ÉPOCA revelou que um processo para o seu desligamento da maçonaria havia sido aprovado e que Arruda seria julgado. Segundo fontes ouvidas pela revista, a expulsão era certa. O motivo do processo foi o aparecimento do governador em um vídeo recebendo R$ 50 mil do ex-secretário de Relações Institucionais do governo Durval Barbosa, no episódio que ficou conhecido como mensalão do DEM de Brasília. Arruda entrou com o pedido de “quite placet”, concedido pelas lojas maçônicas quando o maçom fica impossibilitado de frequentar as reuniões por qualquer motivo. O governador fez o pedido em caráter irrevogável. Com isso, a loja fica impedida de não conceder a licença. Do ponto de vista prático, com o “quite placet”, o processo de expulsão de Arruda da maçonaria fica parado. Se quiser voltar à instituição, Arruda terá de se submeter à aprovação dos maçons. Em dezembro, o governador pediu sua desfiliação do DEM com receio de ser defenestrado dos quadros do partido.
Arruda é mestre grau 3, terceiro de 33 níveis na hierarquia da maçonaria. No grau 1, o membro é chamado de aprendiz. No 2, de companheiro. A partir do 3, já é considerado um mestre.
