Antes do final do ano, dois empresários destacados de Luís Eduardo foram sequestrados com suas famílias sob a mira de armas pesadas. Enquanto os marginais mantinham as pessoas, dentro da residência de um deles, sob extrema pressão, outros se dirigiam a empresa para buscar mais de 100 mil reais de resgate, fugindo logo a seguir num carro da família, abandonado pouco depois. A tragédia que se abateu sobre Luís Eduardo no início do ano passado, pode voltar a repetir-se a qualquer momento. A cidade continua na mira não só de menores armados, como de marginais que vem de outras cidades, atraídos pelos sinais externos de prosperidade. A Polícia Judiciária continua de mãos amarradas: não tem nem agentes disponíveis para investigação e perseguição, nem pessoal para o registro de ocorrências, nem um delegado que possa substituir o titular em suas folgas. O Secretário de Segurança, o Secretário de Justiça, o Tribunal de Justiça, o Ministério Público e o Governador do Estado precisam ser responsabilizados diretamente pelo que já ocorreu e principalmente pelo que possa vir a ocorrer. Não podemos transigir: se nós trabalhamos e fizemos a cidade crescer com taxas acima da média, não podemos ser vítimas do nosso trabalho e prosperidade.
