E daí, sr. Luiz Inácio, o senhor também não sabia que o petróleo baixou?

Mais de 40% do dinheiro que entra no posto é do Governo, pago antecipadamente na distribuidora.

Os preços do petróleo terminaram a semana em forte baixa em Nova York, com o barril de referência caindo a US$ 75, afetado pelo enfraquecimento da demanda e pelo impacto das medidas propostas pelo governo americano para regular os bancos. O que o consumidor quer saber é porque internamente o preço dos derivados de petróleo não baixa na ponta de venda ao consumidor. Não se entende porque o Governo Federal determina rebaixamento no índice de etanol misturado à gasolina e deixa o preço aumentar, se tem como intervir através da CIDE – Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico. O objetivo principal deste imposto era manter uma câmara de amortecimento para as variações diárias do petróleo no mercado internacional. No entanto, como a CPMF, virou mais uma ferramenta arrecadatória, pura e simples, desviada dos seus objetivos. Em fevereiro do ano passado já atingia o montante de 53,4 bilhões de reais de arrecadação. O Governo Federal não aprendeu ainda a ganhar menos, para ver empresas e  contribuintes aumentarem sua capacidade de investimento. Quer sim é aumentar seu poder financeiro para ampliar o seu gasto com custeio, contratando mais funcionários e aumentando seu domínio sobre corações e mentes. Se o Brasil vai ser a 5ª economia do mundo em 20 anos, não soubemos. Mas quem vai fazer dessa economia uma das maiores do mundo é certamente o setor privado e não a política estatizante e neo-estalinista do PT.

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Autor: jornaloexpresso

Carlos Alberto Reis Sampaio é diretor-editor do Jornal "O Expresso", quinzenário que circula no Oeste baiano, principalmente nos municípios de Luís Eduardo Magalhães, Barreiras e São Desidério. Tem 43 anos de jornalismo e foi redator e editor nos jornais Zero Hora, Folha da Manhã e Diário do Paraná, bem como repórter free-lancer de revistas da Editora Abril

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