
O Le Monde afirma na edição desta segunda-feira que as empresas de aviação da Europa exigem a liberação dos vôos, principalmente tendo em vista a situação insustentável de passageiros nos aeroportos, depois da suspensão de 63 mil partidas. As empresas alegam que testes realizados ontem não revelaram qualquer perigo à segurança dos aviões e que milhões de pessoas estão num limbo, sem saber quando poderão viajar.
As empresas amargam US$ 200 milhões de prejuízos diários — isso sem falar nos danos à economia europeia causados pelo cancelamento de 63 mil voos nos últimos quatro dias. Mas a nuvem de cinzas continua a cobrir parte considerável do espaço aéreo europeu, sem que especialistas se sintam seguros para dizer quando irá desaparecer. Na dúvida, optaram por manter as restrições.
A Eurocontrol, entidade que controla a aviação europeia, autorizou a retomada na manhã de hoje de cerca de 50% dos voos no continente. No entanto, os aeroportos mais importantes, como os de Paris e Londres, permanecerão completamente fechados, pelo menos até esta noite.
O espaço aéreo britânico está fechado. A retomada de mais voos só será decidida hoje, numa reunião de autoridades da União Europeia, realizada via teleconferência.
