Os preços futuros da soja voltaram a subir na Bolsa de Chicago (CBOT). Os contratos mais negociados, com vencimento em julho, encerraram o pregão cotados a US$ 10,15 por bushel, com valorização de 9 cents ou 0,89%. Segundo analistas, a commodity foi puxada por compras baseadas em indicadores técnicos de preço e sinais de sólida demanda no mercado físico.
“O mercado encontrou suporte técnico depois de registrar as maiores cotações em três meses ontem”, disse Jim Gerlach, presidente da A/C Trading. O contrato para julho fechou perto da máxima do dia, de US$ 10,1575 por bushel, maior patamar desde 12 de janeiro.
Fundos de commodities compraram cerca de 5 mil contratos da oleaginosa ao longo do dia. Os dados divulgados hoje pelo Census Bureau, órgão do Departamento de Comércio dos Estados Unidos, ajudaram a sustentar os preços. Segundo o Census, a indústria norte-americana esmagou 156,1 milhões de bushels em março, número que superou as estimativas do mercado, de 154,9 milhões de bushels.
Depois de andar de lado por 30 dias, a cotação da soja reagiu no Oeste baiano, com preços que se descolam lentamente da barreira psicológica dos 30 reais a saca. Isso é importante quando a colheita está no auge.
