Depois de sete anos de debates, foi aprovado hoje o Estatuto da Igualdade Racial. O substitutivo final negociado pelo governo e pelo relator Demóstenes Torres (DEM-GO) suprimiu do texto a previsão de cotas para negros na educação, serviço público e privado e nos partidos políticos. Deixou, ainda, de fora o ponto que previa a adoção de política pública de saúde exclusiva para população negra. Demóstenes avisou que não queria criar dissensões entre negros e brancos.
E acertou: como separar negros e brancos num país tão miscigenado? Mais de 80% dos brasileiros tem um pouco de sangue negro. A igualdade entre negros e brancos no Brasil não pode ser estatutária porque não se pode separar o que os cruzamentos genéticos misturaram. É clássico o caso da seleção por cotas na Universidade de Brasília, odiosa e burra, que classificou irmãos gêmeos univitelinos, em oportunidades diferentes, um como branco e outro como negro.
