
A seca na Europa atinge agora tanto a produção na parte Ocidental, quanto na Oriental (Rússia e Ucrânia) e já existem notícias de que muitas regiões estão em estado de emergência, prejudicadas por constantes incêndios. França, Espanha e Alemanha relatam perdas no milho, o que oportuniza ao Brasil exportar sua grande produção.
Direto de Malta, na Itália, Steve Cachia, analista de mercado da Cerealpar, relata, em entrevista ao portal Notícias Agrícolas, que estão estimadas perdas para a Rússia e a Ucrânia de até 30 milhões de toneladas do trigo. O momento é de demanda bastante aquecida por trigo, milho e soja bastante aquecida, buscando de países produtores como EUA e Brasil.
No oeste baiano, a soja atingiu ontem cotações ao redor de R$36,00 a saca, com ganhos de até 26% sobre os preços deprimidos do início da safra. Em outros estados, as cotações já descolam da barreira psicológica dos 40 reais, prevendo-se que até o final da safra americana estes preços possam voltar à média nacional de 48 reais. No Rio Grande do Sul, 2/3 da produção ainda está na mão dos agricultores, preparados para uma anunciada seca na safra de verão e preços mais altos ainda, com cotações passando fácil a barreira dos 50 reais nos principais pólos esmagadores.
