Democracia, quantos crimes em teu nome?

Um encanto a democracia. Só no programa eleitoral de ontem, identifiquei dois ou três estelionatários conhecidos do Sul da Bahia, entre os candidatos a deputado estadual. Entre os deputados federais, proliferam os anões do orçamento e outros quetais, bem conhecidos, como ex-prefeitos corruptos. Haja cloro pra limpar a ficha dessa gente.

Com esses bons ladrões, adorados pelo povo, deixo a palavra do padre Antonio Vieira, em sermão proferido em 1655:

“Dom Fulano — diz a piedade bem-intencionada — é um fidalgo pobre: dê-se-lhe um governo.
— E quantas impiedades, ou advertidas ou não, se contém nesta piedade? Se é pobre, dêem-lhe uma esmola honestada com o nome de tença, e tenha com que viver. Mas por que é pobre, um governo, para que vá desempobrecer à custa dos que governar? E para que vá fazer muitos pobres à conta de tornar muito rico? Isto quer quem o elege por este motivo.”

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Autor: jornaloexpresso

Carlos Alberto Reis Sampaio é diretor-editor do Jornal "O Expresso", quinzenário que circula no Oeste baiano, principalmente nos municípios de Luís Eduardo Magalhães, Barreiras e São Desidério. Tem 43 anos de jornalismo e foi redator e editor nos jornais Zero Hora, Folha da Manhã e Diário do Paraná, bem como repórter free-lancer de revistas da Editora Abril

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