Coelba explica amanhã, ao mercado, o que vai melhorar no fornecimento de energia.

Os produtores rurais do Oeste da Bahia, representados pela Aiba, além de representantes do comércio, do setor industrial e de serviços da região, reúnem-se com o presidente da Coelba, Moisés Sales, e executivos da concessionária amanhã, 15 de fevereiro, às 17h30, no Hotel Saint Louis, de Luís Eduardo Magalhães, para conhecer o Plano de Investimento para o biênio 2010/1012 da Coelba para a região.

O encontro é resultado das recentes demandas da Aiba à Coelba por melhoria no fornecimento de energia elétrica no Oeste baiano.

Os problemas são diversos. E foram apresentados à direção da Coelba pela AIBA: interrupções de fornecimento e conseqüentes desligamentos de motores e bombas de irrigação, demora na reativação do fornecimento, redes sucateadas, carentes de manutenção e sem pára-raios, além de problemas com sistemas de comunicação, em decorrência da falta de energia, agravados pela demora na obtenção de respostas e solução de problemas pelos funcionários da Coelba.

Segundo a Aiba, para o funcionamento das estruturas das propriedades rurais e de indústrias de beneficiamento da produção agrícola, como as algodoeiras, além dos projetos de irrigação, é demandada energia elétrica de qualidade e longas redes de distribuição. Afirma Walter Horita, presidente da entidade do agronegócio:

“Somente na região Oeste estão em funcionamento mais de 50 usinas de beneficiamento de algodão e mais de 120 mil hectares irrigados, que demandam energia elétrica com qualidade. A queda da energia desativa todo o sistema em operação. A reativação demanda tempo, trabalho, maior consumo de energia com elevação dos custos, além de prejuízos operacionais. Estamos recebendo inúmeras reclamações de consumidores nossos associados, que apresentaram, inclusive, relatórios com os registros dos fatos. A região Oeste tem hoje uma matriz de produção primária consolidada, é palco para atração de grandes investimentos em agroindústrias de transformação, agregando valor ao produto, gerando impostos e distribuindo renda. A qualidade da energia elétrica está sendo um grande gargalo, inibidor destes investimentos”.

Em resposta à reunião realizada no final de novembro de 2010, a Coelba enviou à Aiba uma ampla lista de providências que estão sendo realizadas no Oeste do estado para sanar os principais problemas, como a alocação de mais turmas de manutenção nos principais municípios locais, a implantação de oito chaves automatizadas para viabilizar transferências de cargas entre os alimentadores da subestação Centro Industrial do Cerrado (CIC) e Rio das Pedras e a entrada em operação, até junho deste ano, da subestação Mundo Verde. Resultado de um investimento de R$8,7 milhões, com potência de 26,6 Mega Volt  Ampere (MVA) e tensão de 138 KV e 34,5 KV, esta subestação vai aliviar, segundo a Coelba, a carga nas subestações do CIC e Rio de Pedras. Estes e outros investimentos serão apresentados na reunião com os produtores.

O comércio e o agronegócio apenas traduziram o mau humor com que toda a população está encarando os cortes diários e prolongados no fornecimento de energia pela COELBA. Ontem, o corte aconteceu às 14 horas, foi restabelecido perto das 16 horas, mas estava prometido, pela Companhia que seria reestabelecido antes das 22 horas!

A telemarketing do atendimento da COELBA ainda perguntou: como está o tempo na sua residência. Como afirmávamos que estava chuvoso, fez um longo silêncio como se a chuva justificasse o corte. Hoje o apagão veio mais cedo, antes do meio dia e durou até perto das 15 horas. É o chamado modelo “pirilampo” de fornecimento de energia.

Enquanto isso, os aumentos abusivos nos valores da conta de energia, de abril do ano passado, ainda não foram explicados, nem ressarcidos.

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Autor: jornaloexpresso

Carlos Alberto Reis Sampaio é diretor-editor do Jornal "O Expresso", quinzenário que circula no Oeste baiano, principalmente nos municípios de Luís Eduardo Magalhães, Barreiras e São Desidério. Tem 43 anos de jornalismo e foi redator e editor nos jornais Zero Hora, Folha da Manhã e Diário do Paraná, bem como repórter free-lancer de revistas da Editora Abril

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