As chuvas que já somam mais de 1.400 milímetros, no Oeste da Bahia, não tem comprometido as lavouras com fungos de alta umidade. A soja de ciclo mais longo está praticamente “salva”, o algodão vai bem e o milho melhor ainda. Está praticamente consolidada uma grande safra. Só para se ter idéia, já tivemos anos com boas colheitas com chuvas em torno de 800 mm bem distribuídos. É usual que uma cultura produza bem com apenas 500 mm bem distribuídos no ciclo e o algodão precisa até menos do que isso.
Por outro lado, o esforço das prefeituras em tapar buracos nas ruas tem sido quase em vão. Chuva é um desastre para o asfalto, já que levantam o lençol freático e criam os chamados borrachudos. Ontem, Sérgio Verri, secretário da Infraestrutura de LEM, dizia que só com a saída das chuvas vai poder proceder uma cobertura asfáltica na cidade. Apesar disso não desiste e faz operações tapa-buracos sempre que possível. Hoje mesmo dava para ver consertos onde o asfalto recém colocado levantava fumaça por causa da chuva que caía em cima. Já em Barreiras, onde nada se fazia na seca, agora nas chuvas a situação se tornou caótica. Ontem, o jornalista Fernando Machado, dava seu testemunho: “Em Barreiras só se anda bem de moto tipo cross e camionetes do tipo Toyota”.

