Quando ficamos aqui, no Jornal O Expresso, defendendo a energia eólica, que tem potencial para dobrar a capacidade brasileira de geração de eletricidade, parecemos os eco-chatos de plantão. A tragédia que se abateu sobre as instalações nucleares do Japão, com consequências ainda não calculáveis, é uma demonstração clara que a opção brasileira pelos reatores, inclusive na Bahia, deve ser definitivamente afastada. Se o Japão, primeiro país do mundo em tecnologia, está com problemas, imagine qualquer acidente em Angra dos Reis ou à beira do rio São Francisco?
Agora à tarde, as agências japonesas informaram que os tubos que contém urânio estão a descoberto da água de refrigeração, o que pode causar o derretimento dos geradores e uma contaminação maior que o desastre de Chernobyl.
