Quem perde mais com as greves dos professores em Barreiras?

Como todas as greves, a dos professores municipais de Barreiras está chegando perto de um ponto de ruptura. Na assembléia de sexta-feira, nenhum representante do Executivo compareceu. Nesta terça-feira, os professores têm audiência com o promotor Eduardo Bittencourt. E prometem devassar as contas da Prefeitura nas questões dos recursos do FUNDEB (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e Valorização do Profissional da Educação) e FMS (Fundo Municipal de Saúde).

Por outro lado, a sustentabilidade institucional de uma greve em que só os alunos são prejudicados, na condição de marisco na briga entre o mar e o rochedo, fica cada vez mais difícil. Jusmari espera, do fundo do seu coração, que o movimento perca força e os professores voltem aos seus salários miseráveis e, na maioria das vezes, atrasados. Entre as suas preocupações maiores estão as sucessões municipais em Barreiras e Luís Eduardo Magalhães, tarefa que se apresenta hercúlea para os seus planos de preservação no poder.

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Autor: jornaloexpresso

Carlos Alberto Reis Sampaio é diretor-editor do Jornal "O Expresso", quinzenário que circula no Oeste baiano, principalmente nos municípios de Luís Eduardo Magalhães, Barreiras e São Desidério. Tem 43 anos de jornalismo e foi redator e editor nos jornais Zero Hora, Folha da Manhã e Diário do Paraná, bem como repórter free-lancer de revistas da Editora Abril

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