O jornalista e observador político privilegiado, Fernando Machado, tem uma tese no mínimo invulgar sobre a votação das contas públicas da administração Jusmari Oliveira, referentes ao exercício 2009, rejeitadas no Tribunal de Contas dos Municípios.
Segundo sua tese, os vereadores acompanharão a decisão do TCM quase por unanimidade, rejeitando também as contas. Mas deixarão uma brecha jurídica à Prefeita, não permitindo sua plena defesa durante a sessão legislativa. Assim, em primeiro lugar, a Câmara e os vereadores recuperariam sua imagem institucional, bastante abalada junto ao eleitorado; e, em segundo lugar, Jusmari recorreria à Justiça Comum, alegando restrição ao direito de defesa, no que certamente obteria êxito, pois a qualquer um, cidadão comum ou gestor público, é reservado o direito à prévia defesa quando julgado. Fernando Machado cita inclusive jurisprudência firmada, em casos semelhantes.
Então, Jusmari e vereadores sairiam ganhadores do episódio, que está colocando as forças políticas de Barreiras numa saia justa incomparável.
Jusmari não é conhecida pela pouca habilidade política, nem pelo desconhecimento dos trâmites dos tribunais, o que referenda a tese do arguto jornalista.
Ainda hoje, outro observador político, este jusmariano de cruz na testa, nos alertava durante o cafezinho do final da tarde:
“Jusmari também vai para a reeleição, pois aposta forte no fracionamento da Oposição em Barreiras.”
