“Neste dia, até o sol é brasileiro”. Um sábado ensolarado fez jus ao trecho extraído do Hino ao de Julho. O sol prevaleceu durante todo o dia no cortejo comemorativo aos 188 anos de Independência da Bahia, que começou às 9h deste sábado (2), na Lapinha, percorrendo as principais ruas do Centro Antigo de Salvador (CAS).
Como manda a tradição, as atividades começaram com o hasteamento das bandeiras pelo governador Jaques Wagner, pelo presidente da Assembleia Legislativa, deputado estadual Marcelo Nilo, e pelo prefeito de Salvador, João Henrique Carneiro.
Em seguida, as autoridades depositaram flores no busto do general Pedro Labatut, um dos principais personagens na luta em prol da independência baiana sobre o domínio de Portugal.
Durante todo o percurso, o governador Jaques Wagner tirou fotos com populares e recebeu os cumprimentos das pessoas que fazem questão de prestigiar a data. “O dois de Julho, como todos sabem, é a maior data que a Bahia tem. É a data da cidadania. Gosto de repetir que é uma data nacional reverenciada pelos baianos, com absoluta participação popular”, frisou o governador que estava acompanhado da primeira-dama do Estado, Fátima Mendonça.
Centenas de pessoas aproveitaram o tempo bom e prestigiaram o desfile das imagens do caboclo e da cabocla, além das fanfarras. A aposentada, Gildete Santos, 66 anos, se vestiu de verde e amarelo e foi para as ruas comemorar a conquista que, para muitos, é tão importante quanto a Independência do Brasil, celebrada no dia 7 de setembro. “Vim para representar Maria Quitéria, Joana Angélica e a nossa heroína, Maria Felipa, que expulsou os portugueses de Itaparica em 1822. Nossas heroínas fizeram com que estejamos aqui com orgulho vestindo a roupa do Brasil”.
Para o historiador e presidente da Fundação Pedro Calmon, Ubiratan Castro, o povo baiano “tem o compromisso com a independência e com a liberdade do povo brasileiro. É uma manifestação patriótica, verde e amarela, brasileira”. Texto e fotos da comunicação do Governo do Estado.
Não faltou a revoada de políticos de todos os matizes na comemoração da data magna da Bahia. Faltando um ano para o início da campanha eleitoral, político não está perdendo batizado, velório ou aniversário de pobre.

