É grande e é um bom início de conversa o leque de medidas adotadas pelo governo federal nestas terça-feira para iniciar um processo de melhoria da produção brasileira, o que inclui desoneração mitigada de encargos fiscais, trabalhistas e tributárias, além de incentivo verdadeiro para a melhoria da competitividade.
É o chamado Plano Brasil Maior de Política Industrial.
A nova política não objetiva aquecer a economia, mas fazer a indústria ocupar o espaço que está sendo tomado velozmente e em grande proporção pela concorrência externa.
O governo informou que abrirá mão de R$ 25 bi ao longo de dois anos, R$ 6,5 bi dos quais este ano.
Entre as principais medidas de desonerações tributárias para ramos industriais e de serviços específicos e bem pontuais, estão a redução do IPI sobre bens de investimento e ampliação do prazo para a redução do IPI sobre bens de capital, material de construção, caminhões e veículos comerciais leves, que já estão em vigor há algum tempo, mas empresas sob ameaça de eliminação.
Em relação á desoneração da folha de pagamentos, apenas alguns setores foram contemplados. A lista inclui ramos industriais relevantes no bolo da produção industrial gaúcha, como calçados e artefatos de couro, móveis e confecções, além de software.
O governo também passará a dar preferência de compra a produtos brasileiros, mesmo em licitações. Comentário do jornalista Políbio Braga.
Se o Governo Federal não der um jeito na política cambial, mesmo que artificialmente como fazem China e Estados Unidos, nada vai resolver o problema da indústria brasileira. São necessárias também medidas fortes na importação de similares aos produzidos pela indústria nacional e uma mão-de-força no combate ao contrabando e ao descaminho.
