As dificuldades criadas pelo INCRA no interior.

Nosso amigo e colaborador, João Borges Carneiro, de Morro do Chapéu, nos manda pungente libelo, queixando-se das dificuldades que o INCRA está criando para pequenos e médios proprietários rurais:

“Tenho algo engasgado há muito tempo, muita vontade de desabafar. Você sabe muito bem, o quanto vem sofrendo os proprietários de imóveis rurais, quando diz respeito ao INCRA.

Criaram o imposto, o CCIR no lugar do INCRA antigo. Até aí, tudo bem. O fato é que  a morosidade do órgão é tamanha, que vem complicando a vida de muita gente. Se você quer vender , tem que ter CCIR; se for inventariar  ou fazer financiamento, também. Tem sido uma loucura e agora criaram o CCIR georrefenciado. Ele prevê  que propriedades acima de 500 hectares têm que ser medidas por técnico habilitado pelo INCRA. Este demora de 6 meses a 1 ano ou mais.

Os próprios funcionários reconhecem esta irresponsabilidade do órgão. E o pior é que não tem idéia de quando vão equilibrar. Não tem material humano para concluir os trabalhos, um acúmulo imenso de formulários. Os  CCIR mais simples processados em janeiro  e não estão prontos ainda. E nós cá aguardando, sair para vender um imóvel, ou tomar um financiamento.Um abraço, João Borges.”

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Autor: jornaloexpresso

Carlos Alberto Reis Sampaio é diretor-editor do Jornal "O Expresso", quinzenário que circula no Oeste baiano, principalmente nos municípios de Luís Eduardo Magalhães, Barreiras e São Desidério. Tem 43 anos de jornalismo e foi redator e editor nos jornais Zero Hora, Folha da Manhã e Diário do Paraná, bem como repórter free-lancer de revistas da Editora Abril

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