Prisão de Prisco não interrompe greve, dizem PMs amotinados.

Policiais militares da Bahia decidiram, em assembleia realizada na manhã desta quinta-feira, que continuarão em greve. A decisão foi tomada após os grevistas deixarem o prédio da Assembleia Legislativa que estava ocupado desde a semana passada.

A categoria fez uma assembleia no sindicato dos bancários, em Salvador, após a desocupação. No local, foi perguntado aos policiais se a greve continua ou acabou. Centenas deles responderam em uníssono: “Continua”. Na sequência começaram a gritar: “A PM parou, a PM parou”.

A reportagem da Folha acompanhou a assembleia a partir de um prédio vizinho, pois não foi autorizada a entrar no sindicato.

Apesar do resultado da assembleia, uma nova reunião da categoria está marcada para ocorrer às 16h de hoje, também no sindicato dos bancários. A expectativa dos PMs é de que haja uma nova proposta do governo para ser discutida.

O ex-policial Marco Prisco foi preso na manhã de hoje após deixar a Assembleia, junto com outro líder grevista, Antônio Paulo Angelini. Havia mandado de prisão expedido contra eles. Outros dois PMs já tinham sido presos durante a greve. Ao todo, 12 mandados de prisão foram expedidos contra policiais grevistas.

 

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Autor: jornaloexpresso

Carlos Alberto Reis Sampaio é diretor-editor do Jornal "O Expresso", quinzenário que circula no Oeste baiano, principalmente nos municípios de Luís Eduardo Magalhães, Barreiras e São Desidério. Tem 43 anos de jornalismo e foi redator e editor nos jornais Zero Hora, Folha da Manhã e Diário do Paraná, bem como repórter free-lancer de revistas da Editora Abril

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