A revanche dos oprimidos

Sarah Menezes, medalhista de ouro no judô, em Londres.

Tem significado, sim, o fato de Sarah Menezes, 48 quilos, emigrada do país da fome e do menor índice de desenvolvimento social do Brasil, o Piauí, ir a Londres e trazer uma medalha de ouro. A bandeira brasileira no lugar mais alto do pódio e os acordes do Hino brasileiro são demonstração clara da revanche dos oprimidos deste País, onde um punhado de poderosos vive impunemente as delícias das mordomias, financiadas pelo dinheiro do contribuinte.

Dentro do mesmo País convivem, despudoramente, mais de 1.200 funcionários da Câmara dos Deputados, por exemplo, ganhando acima do teto constitucional dos salários e uma grande massa de miseráveis que não têm acesso a padrões mínimos de nutrição, saúde, educação e a uma gama extensa de serviços públicos.

Que viva o Brasil de Sarah Menezes! Que acabe o país dos marajás!

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Autor: jornaloexpresso

Carlos Alberto Reis Sampaio é diretor-editor do Jornal "O Expresso", quinzenário que circula no Oeste baiano, principalmente nos municípios de Luís Eduardo Magalhães, Barreiras e São Desidério. Tem 43 anos de jornalismo e foi redator e editor nos jornais Zero Hora, Folha da Manhã e Diário do Paraná, bem como repórter free-lancer de revistas da Editora Abril

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