
A corrupção no Poder Judiciário brasileiro continua a mesma, apenas ficou mais exposta. A declaração, com outras palavras, foi feita pela corregedora do CNJ, ministra Eliana Calmon, que se afasta do cargo neste mês de setembro.
Ela foi determinante para colocar a justiça brasileira sob holofotes, e tratar os deslizes dos magistrados com pulso forte, punindo alguns, entre eles na Bahia, com o afastamento do desembargador Rubens Dario que estaria envolvido em venda de sentenças.
A ministra disse que ainda há muito a fazer para corrigir o judiciário brasileiro e declarou que, ao dizer que há magistrados que “são bandidos de toga” não se arrepende e faria tudo novamente.
Aliás, a declaração colocou a ministra baiana no primeiro plano do Judiciário e chamou a atenção das incumbências legais do CNJ.
Ao deixar a toga, afirmou que não pretende entrar na política “embora digam que seria eleita senadora”, nem pretende advogar. O seu objetivo é entrar numa ONG que possa exercer trabalhos de relevo. A entrevista de Eliana foi prestada ao Estado de S.Paulo (ouça a entrevista em áudio) e editada pelo Bahia Notícias. A imagem de Eliana Calmon emocionada, feita pela veteraníssima Elza Fiúza (ABr), vale para explicar as pressões pelas quais passou a Ministra.

Se o Judiciário Brasileiro tivesse meia duzia de Eliana Calmon, o pais estaria em outro rumo, os processos e todas instancias, passam 05, 10 , 20 anos sem solução, e sempre na ponta está o mais fraco.
Isso explica “liminares” que são dadas sem nenhuma lógica jurídica ou fática.