
Ninguém em Brasília duvida que Rosemary Noronha foi chefe de gabinete da Presidência da República por talentos outros que não o da sua competência administrativa. Mais: comenta-se a boca larga que rolou, durante mais de 6 anos de convivência e 24 viagens ao exterior, um clima de “o que é isso companheiro” com o camarada Lula.
Enquanto isso, a pátria mãe, tão distraída, sucumbia uma vez mais ao tráfico de influências.
Rose é nervosa e faz ameaças veladas de falar tudo. Por isso, já começou uma grande operação entre os petistas de alta estirpe, munidos de panos quentes: “Acalma, aí, Rose”.

Já pensaram nos servidores de carreira que não se vendem. Que não elaboram pareceres, relatórios e notas técnicas encomendadas? Penso no “sutil” assédio moral que sofreram e sofrem. Sútil no sentido de “bem feito”, sem testemunhas, sem comprovação. E nessa seara estão as famosas remoções “no interesse da administração”. E o servidor? Pobre servidor. Licença psiquiátrica, depressão, desestímulo e raiva. E os seus algozes dando risadas com seus bolsos cheios de dinheiro sujo. Afinal eles tem o poder, eles “podem” fazer isso. São “abençoados”. “Enquanto os homens exercem seus podres poderes morrer e matar de fome de raiva e de sede são tantas vezes gestos naturais”. E como isso deve ocorrer?