Madame Almerinda esquece a política e parte pra baixaria

madame-almerinda (1)Quando a madame Almerinda, ave procelária de mau agouro, me liga na hotline do Expresso, sei que não é coisa boa. Hoje tive certeza que a notícia era ruim quando ela deu aquela sua gargalhada gutural, que soa mais ou menos assim “rá, rá, rá”.

– Pois saiba, meu amado periodista, que uma importante figura política perdeu o marido.

-Sim, Madame, e o que tenho a ver com isso?

-Acontece que ela perdeu o marido para o namorado dele. Isso não é notícia, meu inoxidável Editor?

Senti que a Madame estava mais bandida do que nunca, fofoqueira com nuances de homofobia.

-Deixe de ser fuxiqueira, Madame! O que a Senhora tem a ver com quem dá para quem. Vá cuidar do seu consultório sentimental.

Demonstrando minha enorme irritação ainda tentei desligar, mas a Pitonisa foi mais rápida.

-O pior é que o novo casal, ex-marido mais seu namoradinho, já deu no pé, deixando a figurinha livre, leve, solta e ligeiramente chifruda.

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Autor: jornaloexpresso

Carlos Alberto Reis Sampaio é diretor-editor do Jornal "O Expresso", quinzenário que circula no Oeste baiano, principalmente nos municípios de Luís Eduardo Magalhães, Barreiras e São Desidério. Tem 43 anos de jornalismo e foi redator e editor nos jornais Zero Hora, Folha da Manhã e Diário do Paraná, bem como repórter free-lancer de revistas da Editora Abril

Uma consideração sobre “Madame Almerinda esquece a política e parte pra baixaria”

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