Médicos cubanos começam processo de integração

PLANO DE SAÚDE - CHARGEComeça nesta segunda-feira (26) o processo de avaliação e acolhimento de todos os médicos com diploma estrangeiro e sem revalidação que vão atuar por três anos em regiões carentes, como municípios do interior e periferias das grandes cidades, pelo Programa Mais Médicos. Os 644 profissionais que vão atuar na primeira fase desembarcaram entre sexta-feira (23) e sábado (24) em oito capitais brasileiras: Porto Alegre, São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Brasília, Salvador, Recife e Fortaleza, onde terão terão aulas em universidades federais sobre saúde pública e língua portuguesa.

A vinda dos profissionais foi um dos pontos mais polêmicos do Programa Mais Médicos, já que eles não vão precisar passar pelo Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos (Revalida), que tem alto índice de reprovação e que é obrigatório para os médicos com diploma estrangeiro atuarem no Brasil. Para as entidades médicas, a não revalidação do diploma deixa a população sem garantia da qualidade dos profissionais. Em vários estados brasileiros, médicos foram às ruas nos últimos dias para protestar contra o programa.

A reflexão a fazer é a seguinte: se nestas comunidades do interior e periferias chegasse um curandeiro, com uma mala cheia de chazinhos e xaropes milagrosos, e prometesse consultas grátis, não fazia fila na porta? Pois bem: um médico com uma certa experiência, mesmo que formado “meia boca” não é melhor que nada? E quando os médicos brasileiros matam por imperícia e imprudência, recém-formados, inexperientes, sem concluir uma especialização? Que deixem os cubanos exercerem sua missão. Mesmo com todas as implicações políticas e técnicas. Os médicos brasileiros não podem alegar reserva de mercado, até porque essas comunidades carentes, onde os cubanos vão atuar, não é um bom mercado para os brasileiros.

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Autor: jornaloexpresso

Carlos Alberto Reis Sampaio é diretor-editor do Jornal "O Expresso", quinzenário que circula no Oeste baiano, principalmente nos municípios de Luís Eduardo Magalhães, Barreiras e São Desidério. Tem 43 anos de jornalismo e foi redator e editor nos jornais Zero Hora, Folha da Manhã e Diário do Paraná, bem como repórter free-lancer de revistas da Editora Abril

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