
O presidente da União dos Municípios do Oeste da Bahia (Umob), Humberto Santa Cruz foi o conferencista de abertura da edição 2013 do Congresso Brasileiro de Irrigação e Drenagem (XXIII CONIRD), realizado entre os dias 13 e 18 de outubro no Hotel Saint Louis de Luís Eduardo Magalhães. O prefeito membro da Umob, Hamilton Santana, do município de Riachão das Neves, esteve presente na abertura do Congresso.
Aproveitando sua experiência no agronegócio, após 18 anos como presidente da Associação dos Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba) e mais de duas décadas de atuação com a irrigação na região, o hoje prefeito de Luís Eduardo Magalhães abordou a “Importância da cadeia de negócios da agricultura irrigada para o desenvolvimento municipal”.
Preocupação de Humberto, de grande parte dos prefeitos e dos produtores rurais da região, a questão do fornecimento de energia recebeu destaque na explanação do presidente da Umob. “Não temos energia para colocar 70 pivôs centrais funcionando, que estão prontos pra uso”, alertou, destacando que o problema de geração de energia não é uma exclusividade da Bahia, mas sim de todo Brasil.
O problema no fornecimento de energia se torna ainda maior quando se constata que a agricultura irrigada é responsável por ¼ de toda produção da região oeste. “Muitos dos municípios da região tem rios que os margeiam mas não tem regularidade de chuva, o que torna os sistemas de irrigação indispensáveis para seu desenvolvimento”, comentou Humberto.
Por esta razão, recebeu destaque na apresentação a ampliação do horário reservado com redução da tarifa da energia elétrica para a irrigação. A medida, segundo Humberto, é extremamente positiva para a região oeste, pois proporcionará uma redução do custo de produção e uma maximização no uso da energia elétrica sem prejudicar o sistema. “A medida não altera o custo da demanda contratada mas sem dúvida vai representar uma redução de até 35% no custo da energia consumida na irrigação”, explica o presidente.
Setenta pivôs, com tamanho médio de 110 hectares cada um, poderiam produzir, em apenas um ano, mais 1.386.000 sacas de milho e 462.000 sacas de feijão. Isso considerando apenas 2 plantios por ano, quando na realidade a média de utilização alcança até 3 plantios se utilizadas variedades precoces. Quando se fala em milho e feijão está se citando apenas culturas de baixo valor agregado. Em termos financeiros, se utilizados para frutas, café ou mesmo algodão, o valor da produção pode ser multiplicado em até 3 vezes. E o valor do ICMS do milho e do feijão, por exemplo, poderiam ser de grande valia para o Governo do Estado, que tem finanças tão combalidas.
