Enquanto os deputados estaduais questionam, em CPI, operadoras e reguladora de telefonia, hoje, com a chuvinha rala que caiu, caíram também o sinal e a paciência dos usuários de telefones celulares. Em especial da Operadora Vivo, cujas centrais foram invadidas por um bando de gatos no cio. O relato a seguir foi produzido pela assessoria de imprensa do deputado Cacá Leão:
Nesta quarta-feira (19), a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), que investiga a qualidade dos serviços das operadoras de telefonia fixa, móvel, TV a cabo e internet, se reuniu com o assessor de relações institucionais da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), Geovane Menezes; o diretor regional do órgão, Fernando Ornelas e o assessor técnico, José Mauro Castro Rodrigues, para a primeira oitiva que tem como objetivo o levantamento de informações relacionadas à prestação dos serviços de telefonia no estado da Bahia.
Na oportunidade, o assessor técnico apresentou os dados sobre o crescimento de usuários e a cobertura das operadoras de telefonia. Dentre as informações explanadas sobre a Bahia, destacam-se mais de cinco mil localidades atendidas na telefonia fixa; cerca de 18 milhões de usuários de telefonia móvel, com 87% dos usuários no plano pré-pago; mais de seis milhões de assinantes banda larga móvel e 630 mil assinantes de TV por assinatura; além de informar os investimentos e fiscalização que estão sendo feitos no estado.
O Deputado Cacá Leão questionou o alto percentual de 20% das queixas ao Órgão de Defesa do Consumidor na Bahia (Procon-BA) serem referentes às operadoras de telefonia celular. “De todos os 417 municípios do estado, a grande maioria ainda não possui um serviço de telefonia satisfatório, principalmente no interior e mais precisamente na região Oeste da Bahia, que se encontra em caos e onde os serviços não funcionam adequadamente. Um problema grave e de responsabilidade da Anatel”, ressaltou.
Para o Deputado, outra importante questão a ser discutida é sobre a segurança dos dados transmitidos, a fiscalização do vazamento de dados e qual a política de controle. Para estas questões, o diretor regional da Anatel, Fernando Ornelas, respondeu que a agência fiscaliza se a infra-estrutura assegura o sigilo, mas não tem acesso aos dados que trafegam, competindo às operadoras a responsabilidade pela transmissão com segurança.
Participaram também da oitiva os diretores de relações institucionais das operadoras de telefonia, Luiz Claudio Fontes (Tim); José Lyra (Oi) e Mauro Coquemala (Vivo). Todas as informações apresentadas pela Anatel servirão de base para as audiências públicas que serão realizadas em nove municípios, contemplando os 26 territórios de identidade do estado da Bahia. Durante as visitas, será feito o atendimento ao público para cadastro de denúncias e realizadas visitas de campo para verificar potência e qualidade do sinal, radiação das antenas de telefonia móvel e audiências para ouvir as lideranças locais. A primeira audiência pública acontecerá nos dias 27 e 28 de março no município de Feira de Santana.
