Garis ganham sessão de cinema para comemorar seu dia

O filme documentário - Lixo Extraordinário -  foi exibido na sala cineteatro do CEUs.

Nesta sexta-feira, 16 de maio, data em que se comemora o Dia Nacional do Gari a Prefeitura, através da Secretaria de Meio Ambiente e Economia Solidária (SEMA) homenageou a todos Garis que trabalham no município com uma sessão de cinemano Centro de Artes e Esportes Unificados (CEUs) Patrícia Regina Lauck de Souza, no bairro Santa Cruz. O filme documentário “Lixo Extraordinário”, foi exibido para Garis e Catadores de Materiais reciclados do município.

O objetivo da homenagem é valorização do profissional e salientar a importância que a sociedade tem em respeitar e contribuir para que o Gari desenvolva seu trabalho com dignidade e sem riscos de saúde. Deve-se uma atenção especial a essa profissão que contribui para o meio ambiente e a saúde a população nos centros urbanos.

A secretária de Meio Ambiente e Economia Solidária, Fernanda Aguiar, também assistiu ao filme e reforçou o papel do Gari na sociedade. “É uma profissão que trabalha em parceria com a comunidade, muitas vezes a população não entende o que um Gari faz. O lixo deve receber uma triagem antes de ir para a lata de lixo. Vidros, objetos cortantes ou qualquer coisa que bote em risco a segurança de uma pessoa devem ser embalados ou colocados em caixas com identificação do material” destacou a secretária.

Após a sessão de cinema foi realizado um lanche na sala de eventos do CEUs. O gari João Carlos da Silva, conhecido como “Raio Negro”, que também é musico, cantou uma paródia em homenagem a todos os colegas de profissão. “Tenho esse apelido baseado em um super herói, e é assim que nos sentimos como heróis do lixo aqui na cidade”, disse em tom de brincadeira.

Os garis apontaram ainda uma dificuldade encontrada no recolhimento de lixo no município, em recolher o excesso de produção de material descartado em empreendimentos comerciais, como hotéis, restaurantes, clinicas particulares de saúde entre outros.

O governo municipal entende que o crescimento do centro urbano é acelerado, consequentemente criam-se maiores demandas, porém a sociedade deve contribuir com esse processo. Saber o horário que o caminhão passará na rua é muito importante para que o lixo não fique exposto, atraindo animais e pondo em risco a saúde da cidade.

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Autor: jornaloexpresso

Carlos Alberto Reis Sampaio é diretor-editor do Jornal "O Expresso", quinzenário que circula no Oeste baiano, principalmente nos municípios de Luís Eduardo Magalhães, Barreiras e São Desidério. Tem 43 anos de jornalismo e foi redator e editor nos jornais Zero Hora, Folha da Manhã e Diário do Paraná, bem como repórter free-lancer de revistas da Editora Abril

Uma consideração sobre “Garis ganham sessão de cinema para comemorar seu dia”

  1. Municípios alegam não ter condições para extinguir lixões e criar aterros sanitários
    Data 17/05/2014 as 11:25 h Autor Editoria Vezes 26 Imprimir Imprimir

    Arnaldo Jardim: lixão é crime. Se nós aumentarmos o prazo, daqui a dois anos se pede um novo adiamento. Frente parlamentar ambientalista não quer prorrogação do prazo para os municípios cumprirem a lei, e estes poderão responder por crime ambiental e ter de pagar multas de até R$ 50 milhões.

    A lei (12.305/10) que definiu os parâmetros básicos para coleta, reciclagem, destinação do lixo e conservação ambiental está prestes a completar quatro anos.

    A chamada Política Nacional de Resíduos Sólidos, instituída pela lei, também estabeleceu um prazo para a extinção dos lixões e a criação de aterros sanitários. O prazo é 2 de agosto deste ano, mas muitos municípios alegam não ter condições de cumprir as metas estabelecidas.

    Já a Frente Parlamentar Ambientalista não quer a prorrogação do prazo para os municípios se adequarem à lei. Caso não cumpram a regra, os municípios vão responder por crime ambiental. As multas previstas variam de R$ 5 mil a R$ 50 milhões.

    10% cumpriram prazo

    Segundo a Associação Nacional de Órgãos Municipais do Meio Ambiente, até agora apenas 10% dos quase 3 mil municípios com lixões conseguiram solucionar o problema. Isso ocorre, principalmente, por dificuldades financeiras, conforme explica o presidente da associação, Pedro Wilson.

    “Nós somos 5.600 municípios. É praticamente impossível fazer 5.600 aterros sanitários. Mas nós podemos usar uma outra lei importante, que é a dos Consórcios Públicos”, diz Watson. “Aqui mesmo, em Brasília, está se inaugurando um novo modelo: o primeiro consórcio interfederativo, Goiás e Brasília, na região do entorno da capital. Em vez de fazer 40 aterros sanitários, vamos fazer 20, vamos fazer 10.”

    Prefeituras dizem que problemas financeiros as impedem de
    acabar com lixões até 2 de agosto deste ano.

    Críticas

    O deputado Arnaldo Jardim (PPS-SP) critica as prefeituras que pressionam para estender o prazo para o fim dos lixões: “Se nós dilatarmos, vamos empurrar o problema. Daqui a dois anos, se pede mais um adiamento. Para mim, e acho que para todos nós, é ponto de honra: lixão é crime. Aquela figura da criança do lado do urubu, com o cachorro do lado, pegando uma coisa… não pode. E tem jeito.”

    Para o coordenador da Frente Ambientalista, deputado Sarney Filho (PV-MA), houve avanços nesses quase 4 anos de vigência da Lei dos Resíduos Sólidos, mas ainda há um longo caminho a ser percorrido.

    “Eu diria que o fato de que todos os prazos da lei ou a maioria desses prazos está atrasada, sofrendo boicotes, isso faz com que, de certa maneira, a gente atrase muito na solução desse problema”, diz o deputado. “E esse é um problema que pode gerar a solução de outros assuntos. A Alemanha hoje faz com que seu lixo seja aproveitado. Tudo que pode ser aproveitado é aproveitado lá, e o que não pode, na maioria das vezes, serve para gerar energia e uma energia de qualidade limpa.”

    Coleta seletiva

    De acordo com a Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos, a coleta seletiva é feita por apenas 60% dos municípios brasileiros. No Centro-Oeste, por exemplo, só 32% dos municípios têm coleta seletiva, enquanto no Sudeste o índice chega a 80%.

    O Plano Nacional de Resíduos Sólidos prevê que, primeiro, o município deverá estabelecer a separação de resíduos secos e úmidos. Depois, progressivamente, deverá separar os resíduos secos em tipos específicos, como vidro, plástico e papel.

    Da Agência Câmara Notícias

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