Saúde Pública no Brasil e a volta à senzala

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O Fantástico deste domingo mostrou o resultado de um estudo inédito para entender o que há de errado na saúde brasileira. Pela primeira vez, o Tribunal de Contas da União examinou a qualidade do atendimento em 116 hospitais públicos, os mais procurados pela população em todo o país. O resultado é assustador. A coleção de casos de horror que acontecem na saúde pública brasileira ainda vai passar para a história como uma página tão negra como aquela da escravidão no Brasil. Numa analogia simplista, a senzala permanece viva nos corredores dos hospitais públicos do Brasil. Uns poucos, na Casa Grande, gozam de todos os benefícios de uma medicina avançada. A maioria das vezes com dinheiro mal havido. É caso de polícia, de justiça, de intervenção direta do Ministério Público e de outras instituições, como a Ordem dos Advogados do Brasil.

Em um país que recolhe, arbitrariamente, de seus cidadãos mais de 40% de sua renda, o caso só pode ser enfrentado por um levante das massas, que corrija as profundas distorções da máquina viciada e inútil da saúde pública.

Valdeci Barreiras

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Autor: jornaloexpresso

Carlos Alberto Reis Sampaio é diretor-editor do Jornal "O Expresso", quinzenário que circula no Oeste baiano, principalmente nos municípios de Luís Eduardo Magalhães, Barreiras e São Desidério. Tem 43 anos de jornalismo e foi redator e editor nos jornais Zero Hora, Folha da Manhã e Diário do Paraná, bem como repórter free-lancer de revistas da Editora Abril

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