
O Conselho de Ética da Câmara aprovou hoje (3), por 11 votos a 0, o parecer preliminar do deputado Marcos Rogério (PDT-RO), que propõe o prosseguimento de investigações sobre o deputado Luiz Argôlo (SDD-BA). O parlamentar será investigado por quebra de decoro parlamentar em função das denúncias de envolvimento com o doleiro Alberto Youssef, preso pela Polícia Federal na Operação Lava Jato.
O parecer preliminar foi elaborado com base na representação apresentada pelo PSOL. A partir de agora, as investigações devem ser feitas com base nos autos da Operação Lava Jato e nos depoimentos de testemunhas. O deputado Luiz Argôlo terá, a partir de amanhã (4), dez dias úteis para apresentar sua defesa por escrito e os nomes das testemunhas a serem ouvidas pelo Conselho de Ética.
Duas representações contra o deputado por quebra de decoro parlamentar tramitam apensadas no Conselho de Ética. Uma foi apresentada pela Mesa Diretora da Câmara após as investigações da Corregedoria da Casa e a outra foi protocolada no conselho pelo PSOL. Como se tratam das mesmas denúncias, segundo o relator, as investigações serão as mesmas e o parecer final a ser votado pelos integrantes do colegiado também deverá ser um só.
Queiram ou não, Argolo é sério candidato a futuras vagas no Tribunal de Contas dos Municípios.



