Tragédia de Santos: o avião cujo dono não se conhece.

Foto de Rodrigo-Zanette-Aviacao-Paulista-Cessna-560XL-PR-AFA-: o avião em exposição na feira de aviação Labace, em São Paulo.
Foto de Rodrigo-Zanette-Aviacao-Paulista-Cessna-560XL-PR-AFA-: o avião em exposição na feira de aviação Labace, em São Paulo.

O avião Cessna Citation PR AFA, que acidentou-se em Santos, continua sem um dono oficial. O Cessna pertence oficialmente à Cessna Finance Corporation, que fez um leasing (arrendamento) à AF Andrade Empreendimentos e Participações. Um regulador de seguros agora avalia o acidente, porque a lei pode livrar a seguradora das indenizações, em caso de falha técnica ou humana.

O Cessna estava à venda até o dia 9, quatro dias antes da tragédia. O dono oficial do jatinho, “quebrado”, não teria como pagar indenizações.

Se não tiver cumprido exigências legais para alugar ou obter o jato, o PSB é passível de ação judicial. Mas o partido não quis se pronunciar.

Pelo Código Brasileiro de Aeronáutica, indenizações de acidente aéreo fatal são dever do dono, do transportador ou do explorador do avião.

A teoria da desorientação espacial dos pilotos, veiculada fortemente pela Rede Globo de Televisão, é precoce ante o início da perícia técnica que os restos do avião estão sofrendo. Existe a hipótese, de igual chance, de colapso nos sistemas hidráulicos, responsáveis pelo equipamentos direcionais de voo, como profundores, leme, flaps e ailerons.

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Autor: jornaloexpresso

Carlos Alberto Reis Sampaio é diretor-editor do Jornal "O Expresso", quinzenário que circula no Oeste baiano, principalmente nos municípios de Luís Eduardo Magalhães, Barreiras e São Desidério. Tem 43 anos de jornalismo e foi redator e editor nos jornais Zero Hora, Folha da Manhã e Diário do Paraná, bem como repórter free-lancer de revistas da Editora Abril

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