Nova rainha, velha corte.

José Roberto de Toledo, no Estadão, sobre continuísmo e a tal nova política:

“Entre o neto do quase-presidente e a cria do ex-presidente, aparece Marina. Sem partido próprio, se propondo a governar com os bons (dos outros), é a encarnação do desejo difuso de mudança. A figura esguia, a determinação e o discurso lembram um personagem de Cervantes. Não se bate contra moinhos de vento, mas contra um castelo sólido e bem defendido.

Tem chance inédita de penetrá-lo e sentar-se na sala do trono. É tão favorita a conquistar o cetro simbólico do poder que sobram adesões. Todos imaginam-se aptos a tutelá-la. Nas finanças, na política, até na definição do que são comportamentos aceitáveis. Afinal, como dizia Sancho Pança, “ninguém governa sem o PMDB”.

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Autor: jornaloexpresso

Carlos Alberto Reis Sampaio é diretor-editor do Jornal "O Expresso", quinzenário que circula no Oeste baiano, principalmente nos municípios de Luís Eduardo Magalhães, Barreiras e São Desidério. Tem 43 anos de jornalismo e foi redator e editor nos jornais Zero Hora, Folha da Manhã e Diário do Paraná, bem como repórter free-lancer de revistas da Editora Abril

Uma consideração sobre “Nova rainha, velha corte.”

  1. O que Marina tem de novo para criar tantas expectativas assim? A resposta: absolutamente nada. Ela briga com sua meia-irmã pelo amor de um pai que não a reconhece e, entretanto, insiste e persiste de que é algo novo. Não é, pelo contrário, ela é um resquício do PT de sempre, trocamos 6 por meia dúzia e onde vamos parar? Com um pouco de sorte a beira dos umbrais do inferno.
    Esperto seria Aécio se simplesmente dizesse: “Nunca fui do PT” – criaria-se ai o primeiro grande diferencial entre as meias-irmãs.
    Um dia juntas no poder, outro dia no combate mortal das acusações e dos votos.
    Há algo de podre no Reino, e não é Sancho quem diz, é o moinho!

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