Após tumulto, Congresso faz hoje nova tentativa de votar mudança na meta fiscal

Manifestações nas galerias na noite de ontem levaram o presidente do Congresso a pedir a retirada dos manifestantes. Oposição chegou a fazer escudo para impedir a saída do público. Já o governo acusa a oposição de incitar o tumulto para adiar mais uma vez a mudança na meta do superavit. Manifestantes disseram que voltarão hoje.

O Congresso Nacional está reunido neste momento para tentar, novamente, votar dois vetos presidenciais e a mudança na meta do superavit (PLN 36/14). A sessão de ontem foi encerrada depois intenso tumulto entre policiais legislativos, parlamentares de oposição e manifestantes que estavam nas galerias do Plenário. Essa será a terceira tentativa do governo de votar o projeto que desobriga o cumprimento da meta fiscal atual.

A suspensão da sessão foi motivada pela interferência das galerias – com gritos, palmas e palavras de ordem contra o governo. A líder do PCdoB, deputada Jandira Feghali (RJ), exigiu que os manifestantes fossem expulsos depois que a senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) foi chamada de “vagabunda”. “Numa sessão em que se debate política, não se admite que uma parlamentar seja chamada de vagabunda”, criticou.

O presidente do Congresso, senador Renan Calheiros, ordenou a retirada dos manifestantes e denunciou a “partidarização” das galerias. Deputados da oposição, no entanto, fizeram escudo humano e impediram o esvaziamento do local. Houve empurra-empurra, e um manifestante disse ter sido atingido por uma arma de choque de um policial do Senado.

O clima de confronto durou cerca de 40 minutos e acabou impedindo o andamento da sessão. Renan marcou nova votação para hoje, denunciando uma “obstrução única em 190 anos do Parlamento”. “Havia 26 pessoas partidariamente instrumentalizadas provocando o Congresso, tumultuando. Não dá pra trabalhar e conduzir uma sessão do Congresso desta maneira”, disse.

A oposição cobrou de Renan mais diálogo para permitir que a população acompanhe a votação e cogita entrar com uma representação no Conselho de Ética do Senado contra o parlamentar. Já o governo avaliou que os oposicionistas incitaram a violência exatamente para adiar a votação da mudança na meta do superavit.

 

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Autor: jornaloexpresso

Carlos Alberto Reis Sampaio é diretor-editor do Jornal "O Expresso", quinzenário que circula no Oeste baiano, principalmente nos municípios de Luís Eduardo Magalhães, Barreiras e São Desidério. Tem 43 anos de jornalismo e foi redator e editor nos jornais Zero Hora, Folha da Manhã e Diário do Paraná, bem como repórter free-lancer de revistas da Editora Abril

Uma consideração sobre “Após tumulto, Congresso faz hoje nova tentativa de votar mudança na meta fiscal”

  1. Que os digníssimos deputados(as) e senadores(as) desta famigerada república pensem no seguinte: contra um aumento de R$ 750.000,00 em emendas individuais, eles podem promover a alegria de 145.498.882 de brasileiros e permitir que se faça justiça contra quem não soube respeitar o dinheiro público e agora com manobras espúrias tenta conseguir se safar de responder por eles. RESPONSABILIDADE FISCAL JÁ!!!

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