A Prefeitura, através da Secretaria de Meio Ambiente e Economia Solidária (SEMA), executa desde 2011 a Campanha LEM APP 100% Legal, uma parceria entre o governo municipal, a ONG Conservação Internacional, junto com a Monsanto e o Instituto Lina Galvani. Na segunda e quarta-feira-feira, 15 e 17 de dezembro, respectivamente, foi desenvolvido em quase 10 hectares das propriedades Chácara Flor de Liz e Fazenda Sinimbú, a técnica da “Muvuca” uma metodologia inovadora de recuperar áreas de Cerrado que está dando certo no oeste da Bahia.
Nos últimos quatro anos foram plantados 28 hectares de Muvuca em Luís Eduardo Magalhães, e 150 hectares com diferentes processos de recuperação. Estas áreas visam além da proteção ambiental, disponibilidade de pesquisa cientifica. De acordo com a secretária da pasta, Fernanda Aguiar, o município já apresenta um índice elevado de áreas preservadas. “A prefeitura em parceria com os consultores ambientas, Sindicato dos Produtores Rurais, Conselho Municipal de Meio Ambiente e Associações está buscando, mais áreas para recuperar, sendo que o município ainda possui genética armazenada na Casa de Sementes, disponível para implantar mais projetos”, comentou.
O proprietário rural, Jorge Falkowski que este ano plantou 2,7 hectares afirma que a técnica de plantar sementes do Cerrado com maquinas agrícolas é uma ótima alternativa para recuperar áreas degradadas. ”Quero proteger a água, penso na vida do meu filho que é pequeno, esta área que plantamos a Muvuca servirá como um filtro para a água e isso melhorará a qualidade de vida da minha e de outras famílias.”
Redução de Custos – A técnica da Muvuca reduz os custos da recuperação de áreas degradadas em relação ao tradicional plantio de mudas, já que utiliza o maquinário agrícola das próprias fazendas para recuperar grandes extensões de terra com espécies nativas. Enquanto a restauração pelo plantio tradicional de mudas custa em torno de R$ 12 a R$ 15 mil por hectare, o plantio com a técnica da Muvuca sai por R$ 5 mil por hectare.
Luís Eduardo Magalhães busca cada vez mais a mobilização dos produtores rurais para a divulgação e implementação da nova técnica de plantio mecanizado de sementes nativas, sendo possível conciliar produção e conservação do Cerrado na esfera do agronegócio do oeste baiano.
A SEMA articula uma rede de coletores de sementes movimentando uma economia paralela ao mercado local, com o comércio dessas sementes. Moradores de baixa renda da zona rural se beneficiam com a necessidade de recuperar áreas nas fazendas do município. Desta maneira proporcionando através da Economia Solidária, melhoria qualidade de vida, para as pessoas que vivem do campo.
Referência Internacional – A empresa Monsanto, que promove parte da Campanha, enviou uma equipe publicitária dos Estados Unidos, no mês de novembro, para mostrar ao mundo como está técnica está sendo difundida no Brasil e a maneira que Luís Eduardo Magalhães está se destacando no território nacional com a Conservação Ambiental.



