Por Edivaldo Costa, publicado no ZDA
Após um postagem em seu blog (zda.com.br), com o sugestivo título “Barreiras também pode”, o intrépido e inoxidável Fernando Machado tem provocado um forte burburinho em ‘São João das Barreiras’. Na matéria em tela, o editor do ZDA aborda a metodologia adotada pelo prefeito da capital ACM Neto para viabilizar recursos para a concretização de obras em seu município.
Para atingir tais objetivos, o jovem dirigente do palácio Tomé de Souza tem lançado mão do expediente da alienação de alguns equipamentos públicos como forma de dotar os cofres do município de Salvador dos recursos necessários para melhor beneficiar os munícipes.
No pano de fundo, esta a defesa de Machado, para que o gestor municipal adote medidas semelhantes aqui em ‘São João das Barreiras’ no caso concreto com o objetivo de prover com celeridade os recursos necessários para colocar em execução com premência um excepcional projeto concebido pelo blogueiro para ampliar de maneira significativa os equipamentos que possibilitem à prática esportiva no município, promovendo um forte enfrentamento a violência com foco na oferta de lazer e entretenimento para a juventude, hoje absolutamente deficiente em nossa cidade. A proposta do escrevedor do ZDA sugere a construção de 05 ginásios esportivos, 20 quadras poliesportivas, 20 campos de barro – com alambrado, traves e iluminação, e 20 quadras tipo basquete 3×3.
Após exaustivas conversas com técnicos das áreas de engenharia e finanças, Fernando defende como forma de financiar sua propositura em benefício da juventude barreirense a alienação da área do ginásio de esportes municipal, apurando assim aproximadamente R$ 5 milhões, para serem utilizados mediante amplo controle social na construção dos equipamentos anti dito.
Na condição de cidadão, militante e comunicador social, tomamos conhecimento da proposta de Fernando Machado, e a chancelamos com aplausos. Fato é que temos conhecimento também das vozes destoantes. Com as vênias necessárias em que pese ser um defensor da identidade desta cidade e seus símbolos, entendo ser o povo o maior patrimônio de um município, província ou nação.
O patrimônio público existe para servir o povo e não o contrário. A proposta em debate dará maior utilidade ao abandonado e carcomido ginásio, o que jamais será possível em outros moldes, mesmo com sua restauração.
Ademais, o povo de Barreiras já aquiesceu que a ex-gestora do município o agredisse com uma pintura descabida, que refletiu seu desejo de colocar o seu gosto pessoal acima da coletividade, com o reprovável silêncio do Ministério Público, atitude esta que rendeu a este patrimônio público em particular o título de “Casa da Barbie”. Inobstante a agressão visual, a dita administração ainda renegou (com o silêncio do povo) o ginásio ao mais completo abandono, no que permanece até os dias de hoje. Não há que se dilapidar o patrimônio público materializado no ginásio de esportes Baltazarino Araújo Andrade. Ele dilapidado e carcomido já está.
A alienação da área do ginásio de esporte não diminuirá a importância para Barreiras e seu povo do líder político, ex-deputado e ex-prefeito Baltazarino Araújo Andrade, tão pouco impedirá que a atual e futuras gestões lhes rendam grandes homenagens, que possam os dirigentes políticos de ‘São João das Barreiras’ aprender com sua Reverendíssima Excelência o Bispo Diocesano de Barreiras, Dom Josafá Menezes da Silva, que tem dedicado os anos iniciais de seu episcopado a preservar a memória de seu antecessor Dom Ricardo Josef Weberberger.
A proposta de Fernando, que eu advogo, seja abraçada pelo povo de ‘São João das Barreiras’, pulverizará pelos quatro cantos da cidade uma utilidade jamais pensada para o ginásio de esportes municipal, a história registrará que o ginásio construído pelo ex-prefeito e batizado com o seu nome, anos depois de sua morte, será capaz de patrocinar o maior ‘programa’ de intervenção na construção de equipamentos esportivos na cidade, equivoca-se quem pensa diferente, mas rendo meus respeitos às opiniões divergentes.


A criatividade é enorme. Defendem a venda de um equipamento público, bem localizado (o que deve deixar uma série de empresários salivando) e importante para a cidad como solução para necessidades urgentes e plenamente defensáveis.
Ora bolas, não seria mais lógico revitalizar aquele espaço e dá-lhe pleno uso, principalmente para a população mais próxima. Até as águas do Rio Grande sabem que o problema da velha Barreiras não é de recursos, mais de boa administração e profissionalismo. Já tentaram vender o Estádio Geraldão com lindos argumentos, depois o Parque de Exposições com o prometido paraíso de shoppings e hotéis de luxo, a tão necessária água potável foi entrega a eficiente Embasa, o carnaval não foi realizado dois anos atrás por que isso seria a solução para o necessário recurso a ser investido na cidade, pena que isso, ninguém viu. Agora o factóide do momento é a venda do ginásio ou seu terreno para a construção de campinhos e outros equipamentos para os jovens de Barreiras, principalmente os carentes.
Sinceramente, os nossos homens públicos não precisam mais apresentam as soluções mågicas, parece que a cartola foi tomada pela imprensa que insiste em tirar coelhos de fundos falsos.
Menos né. Foco e propostas realmete sérias para a cidade. Quem sabe a sugestão de não gastar com campanhas a deputado ou prefeito de outras cidades.