
O protesto de ontem à noite, em São Paulo, não aconteceu nas favelas e nas periferias. Aconteceu nos apartamentos e coberturas de mais de R$1 milhão nos bairros mais privilegiados da Capital paulistana. E as panelas, salve Deus, só aquelas de cerâmica e inoxidáveis, caríssimas e sujas, porque a água da Sabesp ainda não tinha subido na cobertura.
Marcelo Rubens Paiva, por exemplo, ironizou: “Panelaço? Estava mais pra baixeladas de prata. Amanhã as empregadas vão dar broncas nas patroas que amassaram as panelas delas no Dia da Mulher?”. E ainda lembrou: “Quem grita Fora Dilma sabe quem pôr no lugar? Se soubesse da lista sucessória, batia só panela.”
O teólogo Leonardo Boff afirmou: “O panelaço saiu desmoralizado porque era daqueles que têm as panelas cheias; não querem um governo que ajuda o povo a encher a suas vazias”.
