PEC que retoma exigência de diploma para exercício do jornalismo pode ser votada

Pimenta foi eleito hoje presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara
Pimenta foi eleito hoje presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara

A proposta de emenda à Constituição que torna obrigatório o diploma de nível superior para exercer a profissão de jornalista está na pauta de votação desta semana da Câmara.

O tema passou a ser discutido amplamente no Legislativo após a decisão, em 2009, do Supremo Tribunal Federal, que revogou a exigência do certificado estabelecido por meio de decreto-lei que dispõe sobre o exercício da profissão.

De acordo com a decisão do Supremo, a exigência do diploma não garante a liberdade de expressão e de comunicação e, por isso, vai em caminho contrário aos direitos garantidos pela Constituição de 88.

A obrigatoriedade do diploma abre divergência dentro do próprio setor de comunicação do país. Entidades patronais defendem a atividade jornalística sem a certificação superior, enquanto as organizações que representam os profissionais da categoria defendem a exigibilidade do diploma para o exercício da profissão.

Para o autor da proposta, deputado Paulo Pimenta, do PT do Rio Grande do Sul, os cinco anos de prática jornalística sem exigência do nível superior não trouxeram benefícios para a sociedade. Segundo o parlamentar, a medida, ao contrário, contribuiu para a precarização das relações de trabalho e prejudicou a formação profissional.

 

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Autor: jornaloexpresso

Carlos Alberto Reis Sampaio é diretor-editor do Jornal "O Expresso", quinzenário que circula no Oeste baiano, principalmente nos municípios de Luís Eduardo Magalhães, Barreiras e São Desidério. Tem 43 anos de jornalismo e foi redator e editor nos jornais Zero Hora, Folha da Manhã e Diário do Paraná, bem como repórter free-lancer de revistas da Editora Abril

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