
Não é tranquila a situação da área de depósito da Ultracargo, em Santos, SP, onde 50 tanques de combustíveis e derivados químicos estão sob ameaça de incêndio. Seis tanques já foram consumidos. Dois arderam até que o combustível fosse integralmente queimado. Outros quatro eram consumidos pelas chamas neste sábado. No início da tarde, explodiu um quinto. Por ora, todos os tanques alcançados pelo fogo armazenavam gasolina ou etanol.
Os bombeiros mantêm a estratégia de resfriamento constante da área, jogando água – retirada do mar pela embarcação Governador Fleury e transferida aos caminhões tanques -, em conjunto com uma espuma especial que tenta abafar o fogo. No entorno do incêndio, os tonéis esvaziados são preenchidos com água, para formar um isolamento.
Existem, porém, quatro tanques que inspiram maior preocupação. Três guardam um tipo de resina que, além de tóxica, possui alto grau de combustão. Os técnicos conseguiram injetar nesses tanques um produto que elimina o risco de explosão. Em linguagem técnica, o produto químico foi “inertizado”.
O quarto tanque contém substância que inclui cloro em sua composição. Em contato com o fogo, exala um cheiro forte e sufocante. Nesse caso, planejava-se na noite passada esvaziar o tanque por meio de um duto subterrâneo e injetar água dentro dele. A operação entraria pela madrugada. As autoridades estavam confiantes. A ponto de a prefeitura descartar a hipótese de retirar os moradores de comunidades localizadas próximas à área do incêndio.

