760 mil feridos e mortos no trânsito em um ano. Uma tragédia nacional.

morte_transito

Em 2014, mais de 760 mil indenizações do Seguro DPVAT foram pagas para as vítimas de acidentes de trânsito em todo o Brasil. O número é 20% superior ao registrado em 2013, que foi de 633 mil indenizações. Uma triste realidade do trânsito brasileiro.

O levantamento do Seguro DPVAT aponta que 78% (595.693) das indenizações pagas correspondem à cobertura de invalidez permanente, 15% (115.446), de reembolso de despesas médicas e 7% (52.226), de morte.

A comparação com 2013 revela que houve um aumento de 34% no número de indenizações pagas por invalidez permanente, uma queda de 14% nas indenizações por reembolso de despesas médicas e uma diminuição em 5% no número de mortes.

Segundo Ricardo Xavier, Diretor-Presidente da Seguradora Líder-DPVAT, as estatísticas mostram que a adoção de equipamentos e políticas de segurança, como uso do cinto, airbag, redução da velocidade nas vias e a Lei Seca já trazem resultados positivos, como a diminuição das mortes. No entanto, na categoria motocicleta ainda há um aumento de indenizações por invalidez permanente a cada ano.

“As motocicletas substituíram a locomoção por animal nas áreas rurais do Brasil. Nas grandes cidades, tornaram-se o meio de transporte mais ágil para fugir dos engarrafamentos, mas, justamente, o motorista de moto é quem sofre uma incidência maior de lesões físicas. Uma pequena queda já pode causar uma invalidez permanente devido à alta exposição do corpo. A indenização do Seguro DPVAT ameniza o primeiro impacto dos custos financeiros, ajudando os herdeiros ou a própria vítima, em um momento doloroso que nenhuma família imagina que irá passar”, analisa Xavier.

Perfil das vítimas mostra que mulher se acidenta menos

Das 763 mil vítimas de trânsito, em 2014, 75% eram homens e 25%, mulheres. Os jovens continuam sendo a maior parcela dos acidentados: 24% das vítimas tinham entre 18 a 24 anos, 28%, de 25 a 34, 19%, de 35 a 44, 19%, 45 a 64, 4% mais de 65, 1% de 0 a 7 e 5% de 8 a 17.

Das indenizações pagas por morte, 50% (25.889) foram destinadas a motoristas (sendo 16.356 motociclistas), 31% (16.252) pedestres e 19% (21.776) passageiros.

Uma triste realidade: acidentes com motocicletas são a maioria

Em 2014, 76% das indenizações pagas foram para acidentes envolvendo motocicletas – o veículo de duas rodas representa 27% da frota nacional. Das indenizações pagas no período, 82% foram referentes à invalidez permanente e apenas 4% por morte. O restante para reembolso de despesas médicas.

Foram mais de 580 mil vitimas em acidentes com motocicleta, a maioria do sexo masculino (88%) nas indenizações de morte (88% é para as indenizações de morte em acidentes envolvendo motocicletas). Já os automóveis representaram 19% (147.012) das indenizações pagas, as pick-ups e vans 3% (21.855) e ônibus, micro-ônibus e vans representaram 2% (14.435).

 

Avatar de Desconhecido

Autor: jornaloexpresso

Carlos Alberto Reis Sampaio é diretor-editor do Jornal "O Expresso", quinzenário que circula no Oeste baiano, principalmente nos municípios de Luís Eduardo Magalhães, Barreiras e São Desidério. Tem 43 anos de jornalismo e foi redator e editor nos jornais Zero Hora, Folha da Manhã e Diário do Paraná, bem como repórter free-lancer de revistas da Editora Abril

Deixe um comentário