Uma história de violência acaba na Delegacia

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Reportagem de Sigi Vilares

No início da noite desta terça-feira, 21, por volta das 18h30, o vendedor de salgados Gilmar Oliveira da Silva chegava ao posto 100, antigo posto URSA, após um dia de trabalho, a bordo de um bicicleta, para trocar um dinheiro no caixa do posto quando foi surpreendido pelo dono da única lanchonete localizada no pátio do posto.

Com raiva do vendedor, o empresário partiu para cima do mesmo, que se afastou para não ser agredido. Ainda com muita raiva, achando que o vendedor estava ali para vender salgados, o empresário, de posse de uma pedra de paralelepípedo, destruiu todo a estrutura de Gilmar que ele utilizava para vender salgados. A fúria do empresário revoltou a todos os presentes no posto.

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A polícia militar foi acionada e levou vítima e agressor para a delegacia de polícia. Após ser ouvido pelo delegado Rivaldo Luz, o empresário foi liberado, mas irá responder na justiça pelo dano causado ao vendedor de salgado. O empresário não quis acordo para pagar o prejuízo causado a vendedor que registrou um boletim de ocorrência.

Hoje pela manhã o violento agressor ligou para o repórter Naldo Vilares para justificar a agressão. Afirmou que os vendedores ambulantes de sucos e salgados ficam o dia inteiro no posto, sem sofrer fiscalização, fazendo concorrência desleal ao seu estabelecimento. O que certamente não justifica quebrar, com um paralelepípedo, o equipamento do vendedor ambulante.

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Autor: jornaloexpresso

Carlos Alberto Reis Sampaio é diretor-editor do Jornal "O Expresso", quinzenário que circula no Oeste baiano, principalmente nos municípios de Luís Eduardo Magalhães, Barreiras e São Desidério. Tem 43 anos de jornalismo e foi redator e editor nos jornais Zero Hora, Folha da Manhã e Diário do Paraná, bem como repórter free-lancer de revistas da Editora Abril

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