Cunha já deu por perdida presidência da Câmara. Quer apenas preservar mandato.

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As denúncias contra o deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) fizeram com que sua situação no governo ficasse cada vez mais delicada.

Se na terça-feira (13), governo e oposição achavam que ele estava pronto para iniciar o processo de impeachment de Dilma, na sexta (16), a história era outra.

O que aconteceu, segundo reportagem da Folha de S. Paulo, é que Cunha foi alvejado em diversas frentes.

Documentos enviados pelo Ministério Público da Suíça revelaram a existência de contas secretas em nome do parlamentar.

Antes desse fato, ele negava ter recursos no exterior.

Agora, ele já deixou de discutir o mérito das denúncias que sofreu e passou a criticar o vazamento das provas.

“Ele sempre falou que não tinha nada no nome dele”, contou ao jornal um deputado do PMDB.

“A gente até achava que podia vir algo em nome de uma empresa e ele como beneficiário. Mas quando apareceu a assinatura e o passaporte… Até tapando o nariz dava para sentir o cheiro”.

A Folha ouviu deputados e senadores que avaliaram que a melhor estratégia de Cunha seria trabalhar para fazer um sucessor que consiga acabar com a crise política.

Para eles, o trunfo do deputado deixou de ser o afastamento da presidente e passou a ser sua capacidade de conduzir a própria sucessão na Câmara. Do Notícias ao Minuto.

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Autor: jornaloexpresso

Carlos Alberto Reis Sampaio é diretor-editor do Jornal "O Expresso", quinzenário que circula no Oeste baiano, principalmente nos municípios de Luís Eduardo Magalhães, Barreiras e São Desidério. Tem 43 anos de jornalismo e foi redator e editor nos jornais Zero Hora, Folha da Manhã e Diário do Paraná, bem como repórter free-lancer de revistas da Editora Abril

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