
A organização do evento calcula em 725.000 pessoas na rua em 42 cidades e 25 estados. Em São Paulo, manifestantes gritam palavras de ordem, principalmente “não vai ter golpe”. Em Salvador, 100 mil pessoas estão na rua.
Segundo a Agência Brasil, Manifestantes reúnem-se na tarde de hoje (18) na Avenida Paulista, em frente ao Museu de Arte de São Paulo. Muitos estão vestidos de vermelho, com apitos, bexigas e faixas, pedindo a defesa da democracia e também a manutenção da presidenta Dilma Roussef no governo. Os manifestantes gritam “não vai ter golpe” em diversos momentos.
O ato reúne muitas pessoas em um clima bem descontraído e pacífico, com muitas bandeiras, bexigas e balões vermelhos, alguns com logotipos da CUT e do PT, e outros sem nenhuma imagem . Os manifestantes carregam uma bandeira com uma imagem da presidenta Dilma jovem, na época em que foi presa na época da ditadura. Representantes da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Central de Trabalhadores do Brasil (CTB), da Frente Brasil Popular, de vários sindicatos, como bancários e professores, discursam nos carros de som desde o fim da tarde.
A presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, Juvandia Moreira Leite , disse que o povo tem que ir para a rua dizer “não vai ter golpe”, referindo-se ao impeachment de Dilma. Além disso, sobre os casos de enfrentamento entre pessoas com divergências políticas, ela disse que “não podemos respingar o ódio com ódio”.
Manifestantes começaram a chegar na Praça Castro Alves, pouco depois das 18h (Foto: Maiana Belo/G1 Bahia)
A repórter Mariana Belo, do G1, responsável pela cobertura em Salvador, diz que manifestantes fazem uma caminhada em defesa da democracia e a favor do governo da presidente Dilma Rousseff na tarde desta sexta-feira (18), com saída do Campo Grande, região central de Salvador, e tendo como destino a Praça Castro Alves. Por volta das 16h10, o grupo começou a caminhada de quase dois quilômetros.
Por volta das 17h15, a direção da Central Única dos Trablhadores (CUT), uma das entidades organizadoras do protesto, informou que 100 mil pessoas participam do ato. A Polícia MIlitar acompanha a caminhada e estima que 50 mil pessoas integram a manifestação.
Pouco depois das 18h, os manifestantes começaram a chegar na Praça Castro Alves, destino do protesto.
Manifestantes concentrados no Campo Grande, em Salvador (Foto: Rafael Teles / G1)A maior parte dos participantes do protesto usa roupas vermelhas. Eles levam faixas de movimentos sociais e bandeiras do Brasil. O protesto, segundo a CUT, é também em defesa dos direitos sociais e trabalhistas e contra o golpe. O ato é pacífico.
Também participam do movimento, representantes da Central dos Trabalhadores do Brasil (CTB), Sindicato dos Trabalhadores em Limpeza do Estado da Bahia (Sindilimp), do Movimento por Moradia, Sindicato dos Metalúrgicos, Sindicato dos Comérciarios, Sindicato dos Petroleiros, Levante Popular da Juventude e Sindicato dos Rodoviários. Além dos movimentos e centrais sindicais, pessoas que não são ligadas a entidades sociais também integram a caminhada.
“O objetivo da oposição é desgastar Dilma e o PT. É esse público que está aqui que representa a maior parte da sociedade, sem desrespeitar quem participou da manifestação no domingo. Lula não está acima da lei. Então, se ele tiver que esclarecer algo à Justiça isso será feito, mas não com golpe. Esse é um ato em defesa da democracia”, disse Everaldo Anunciação, presidente do Partido dos Trabalhadores (PT) na Bahia.
“Os trabalhadores e trabalhadoras do Brasil estão indignados como o Congresso está querendo dividir o país. Dilma tem que continuar no governo que ela foi eleita”, disse Cedro Silva, diretor da CUT-BA.
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Manifestantes de ato pela democracia ocupam a Av. Paulista |

