Crise de produtividade no Matopiba e a luz no fim de 2016

Se 2016 foi ruim, 2017 será bom. Aqueles agricultores que perseverarem vão recuperar prejuízos. Foto Uau Mais.
Se 2016 foi ruim, 2017 será bom. Aqueles agricultores que perseverarem vão recuperar prejuízos. Foto Uau Mais.

Por Carlos Alberto Reis Sampaio

As perdas na safra de soja na região do Matopiba podem ser mais significativas do que as anunciadas até agora. Enquanto preliminarmente se falava em perdas de 35% da expectativa de safra, alguns produtores falam que essa queda pode ser de até 60%, sem contabilizar as lavouras mais tardias.

Em contrapartida, produtores que usam técnicas de alta tecnologia são mais otimistas: a SLC Agrícola S.A., que tem 9 fazendas na região, afirma que suas perdas  podem ser apenas 5% maiores do que as do ano passado, quando fechou média de 50 sacas/hectare.

Outro fator que está complicando a administração financeira dos produtores é a baixa nas cotações, que estão pouco acima dos R$60,00, com as baixas do dólar nos últimos 30 dias. Alguns produtores venderam a soja por R$70,00 a saca para entrega em abril e se a produção for menor que a quantidade vendida ( A Aiba fala em 60% da safra vendida antecipadamente) vão precisar comprar soja no mercado disponível para entregar.

Por outro lado, a crise política em Brasília poderá jogar o dólar ainda mais para baixo, se resolvida rapidamente. Isso significa que, se sobrar algum soja para venda, poderá ser vendido a preços baixos, descapitalizando ainda mais o produtor.

A esperança do produtor, no entanto, vem do fato de que, segundo todos os institutos de meteorologia, os 4 anos do fenômeno “El Nino” acabam em junho de 2016. A previsão é de chuvas fartas no próximo verão podem recuperar todos aqueles produtores que sobreviverem a 2016, definitivamente um ano para esquecer em termos de chuvas.

 

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Autor: jornaloexpresso

Carlos Alberto Reis Sampaio é diretor-editor do Jornal "O Expresso", quinzenário que circula no Oeste baiano, principalmente nos municípios de Luís Eduardo Magalhães, Barreiras e São Desidério. Tem 43 anos de jornalismo e foi redator e editor nos jornais Zero Hora, Folha da Manhã e Diário do Paraná, bem como repórter free-lancer de revistas da Editora Abril

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