Sem Polícia Militar, em greve, Espírito Santo vira praça de guerra

Familiares de policiais protestam junto aos quartéis da PM
Familiares de policiais protestam junto aos quartéis da PM. 

Informe do g1.globo.com

Familiares de policiais protestam e impedem que eles saiam dos quartéis. Justiça determinou ilegalidade do movimento. Mais de 50 pessoas foram assassinadas no último final de semana em Vitória, enquanto em janeiro foram registradas apenas 4 mortes violentas.

O governo do Espírito Santo trocou o comando da Polícia Militar e pediu o apoio do Exército, enquanto os policiais estão fora das ruas. Familiares de PMs protestam por melhores salários e impedem a saída de carros dos quartéis desde a manhã de sábado (4).

Em menos de um mês no cargo, o coronel Laércio Oliveira deixou o posto. Quem vai assumir a chefia da PM no estado é o coronel Nilton, informou o secretário de Segurança Pública do estado, André Garcia, na manhã desta segunda-feira (6).

A greve foi decretada ilegal pela Justiça e já foi determinado que os manifestantes saiam das portas dos quartéis. No entanto, até as 7h desta segunda, os protestos continuavam, e a polícia ainda não estava trabalhando. As manifestações acontecem em toda a Região Metropolitana de Vitória, Guarapari, Linhares, Aracruz, Colatina e Piúma.

A falta de policiamento nas ruas vem provocando confusão e insegurança. Um ônibus foi incendiado, uma guarita da PM foi queimada e há relatos de arrastões e assaltos a lojas. A Prefeitura de Vitória suspendeu o início do ano letivo na rede municipal na manhã desta segunda-feira (6). As unidades de saúde da capital não irão funcionar, com exceção dos pronto-atendimentos da Praia do Suá e São Pedro.

Os prédios dois foruns das comarcas da Grande Vitória e de algumas cidades do interior também foram fechados por falta de segurança.

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Autor: jornaloexpresso

Carlos Alberto Reis Sampaio é diretor-editor do Jornal "O Expresso", quinzenário que circula no Oeste baiano, principalmente nos municípios de Luís Eduardo Magalhães, Barreiras e São Desidério. Tem 43 anos de jornalismo e foi redator e editor nos jornais Zero Hora, Folha da Manhã e Diário do Paraná, bem como repórter free-lancer de revistas da Editora Abril

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