Tudo vai bem, como dantes, no Brasil das fraudes ao consumidor

Como ficou nosso fim de semana? Ah, o churrasco! Picanha vencida, maminha tratada com produto químico, linguiça temperada com papelão.

Salada com tomates, alface e rúcula (tudo com pesticidas proibidos contrabandeados do Paraguai), regada com azeite batizado com óleo de soja.

Cervejinha, Brahma, Skol? Tanto faz: todas são suco de milho transgênico mesmo.

Cevada mesmo, só no pacote de café. Água mineral? Não. “Natural”. No Brasil, isso existe, água de poço engarrafada.

Refrigerante? Só se for Coca genérica, de fundo de quintal, falsa. Tudo geladinho (naquele freezer com tomada de 3 pinos).

Mas cuidado com a conta de luz astronômica e ainda mais salgada pelos erros de cálculo da Aneel no ano passado.

Churrasqueira a gás? Economize porque seu botijão não tem aqueles 13 kgs informados. Se passar mal com a carne, o jeito é tomar um medicamento (só tome cuidado para não comprar um falsificado).

Se precisar abastecer o carro (aquele com air-bags que abrem sozinhos e pelo qual você pagou 46% de imposto) para ir ao hospital, abasteça ao menos uns 20 litros de gasolina (mas só vai levar 18, porque o posto pode estar fraudando as bombas e alterando a mistura).

Lembre-se também que seu cartão vai ser clonado naquela maquininha coringa do posto. E no hospital, fique de olho se seu “médico” não é um cubano.

Mas pode ser que a sorte mude e você receba um SMS do Ceará, informando que você acaba de ganhar um Gol do Faustão naquele sorteio feito na penitenciária de Fortaleza. Aí é só alegria. E vamos churrasquear.

De um internauta anônimo.

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Autor: jornaloexpresso

Carlos Alberto Reis Sampaio é diretor-editor do Jornal "O Expresso", quinzenário que circula no Oeste baiano, principalmente nos municípios de Luís Eduardo Magalhães, Barreiras e São Desidério. Tem 43 anos de jornalismo e foi redator e editor nos jornais Zero Hora, Folha da Manhã e Diário do Paraná, bem como repórter free-lancer de revistas da Editora Abril

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