Comemore! A raça de jornalistas está em extinção.

Escribas judeus antigos. Em extinção, como os jornalistas.

Hoje, dia 7 de abril, comemora-se o Dia do Jornalista. A profissão já deve estar inclusa em qualquer indicativo  social do País como extinta. Passou para a história. Por obra e graça do ministro Gilmar Mendes, a regulamentação da profissão, que só contemplava formados em faculdades reconhecidas pelo MEC, foi extinta junto com a famigerada Lei de Segurança Nacional.

De profissionais reconhecidos, com registro no Ministério do Trabalho, os jornalistas caíram no vácuo do artesanato, substituídos aos magotes por audaciosos blogueiros e amadores de qualquer calibre, que hoje se constituem na famosa “imprença”.

Ao par de não ter reconhecida a profissão, nenhum pai jornalista hoje recomenda a profissão aos filhos. Apenas alguns órgãos governamentais ainda exigem o diploma para contratar jornalistas. 

Agora só falta extinguir a data festiva, 07 de abril, ou a transferir para o dia 1º de abril, dia mundial da mentira e do faz de conta.

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Autor: jornaloexpresso

Carlos Alberto Reis Sampaio é diretor-editor do Jornal "O Expresso", quinzenário que circula no Oeste baiano, principalmente nos municípios de Luís Eduardo Magalhães, Barreiras e São Desidério. Tem 43 anos de jornalismo e foi redator e editor nos jornais Zero Hora, Folha da Manhã e Diário do Paraná, bem como repórter free-lancer de revistas da Editora Abril

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